Apesar do ineditismo desses vídeos que nos chegam da África Yorubá, mas especificamente de Oyó, não sabemos se de fato trata-se do mesmo orixá cultuado no Brasil, uma vez que Asabo nos remete a princípio a Axabó. Um orixá feminino pouco conhecido, mas que é cultuado em alguns templos religiosos tradicionais da Bahia e de Pernambuco, não sendo contudo associado a Obá. E essa dúvida persiste, uma vez que Axabó está intimamente vinculada a Xangô, a Iyá Massé Malé (considerada mãe de Xangô), a Tapá (também dita Nupê), e a própria Oyó.
Outra problemática, é a ausência de Obá Asabo em clássicos da literatura especializada, que apenas citam a divindade pelo nome que tal qual conhecemos, Obá. Mesmo em transcrições de seculares poemas do Ifá, Obá não é referida por Obá Asabo.
Sendo inclusive muito estranho, que essa comunidade, supostamente voltada ao culto à Obá, tal qual é sugerido nos vídeos, tenha passado ao longo dos anos incógnita e desapercebida por todos os pesquisadores em suas excursões a Nigéria.
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Apesar do ineditismo desses vídeos que nos chegam da África Yorubá, mas especificamente de Oyó, não sabemos se de fato trata-se do mesmo orixá cultuado no Brasil, uma vez que Asabo nos remete a princípio a Axabó. Um orixá feminino pouco conhecido, mas que é cultuado em alguns templos religiosos tradicionais da Bahia e de Pernambuco, não sendo contudo associado a Obá.
E essa dúvida persiste, uma vez que Axabó está intimamente vinculada a Xangô, a Iyá Massé Malé (considerada mãe de Xangô), a Tapá (também dita Nupê), e a própria Oyó.
Outra problemática, é a ausência de Obá Asabo em clássicos da literatura especializada, que apenas citam a divindade pelo nome que tal qual conhecemos, Obá. Mesmo em transcrições de seculares poemas do Ifá, Obá não é referida por Obá Asabo.
Sendo inclusive muito estranho, que essa comunidade, supostamente voltada ao culto à Obá, tal qual é sugerido nos vídeos, tenha passado ao longo dos anos incógnita e desapercebida por todos os pesquisadores em suas excursões a Nigéria.
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