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quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

O Médium Falido



Muitos leitores perguntaram sobre o caso envolvendo acusações contra o médium João de Deus. As investigações apontarão o que há de verdade nesse caso. Caso seja verdade infelizmente não será o primeiro e nem o último caso. Muitos médiuns que trabalharam com o Dr Fritz e outros espíritos faliram espiritualmente pelos mais diversos motivos: busca por poder político, deslumbre com a mídia entre outros problemas que colocaram a espiritualidade em segundo plano.
Sabemos que os médiuns são humanos e falhos e na sua grande maioria longe de serem os missionários que muitos espíritas e espiritualistas acreditam. Mas há uma diferença entre aqueles que entre erros e acertos buscam vencer as más inclinações entre aqueles que se entregam ao equívoco com a desculpa de pecadores convictos. Pecadores ou falíveis todos somos, mas há que se lutar para não jogar fora todo um compromisso mediúnico por conta de questões menores,
Quando o médium de cura começa a atender cada paciente em 15 ou 30 segundos ou ainda cobra de quase todos um “remédio” padronizado como essencial a cura “espiritual”, quando o médium começa a priorizar o atendimento de pessoas mais ricas ou socialmente poderosas, quando começa a fingir possuir determinadas mediunidades mais “vistosas” como a incorporação inconsciente mesmo claramente se observando que se trata de mediunidade 100% consciente mistificada de inconsciente, quando o médium preocupado com questões financeiras se obriga a lançar 4 ou 5 livros por ano (muitas vezes de qualidade literária duvidosa) para garantir a manutenção da empresa que criou, quando o médium começa a cobrar altos valores por cursos e eventos (mais preocupado com a aparência exterior da estrutura do que com o número maior de estudantes que poderia atrair), quando o médium se torna uma máquina comercial na qual estudos e ensinamentos todos envolvem alguma espécie de cobrança financeira e praticamente nada é gratuito, então definitivamente temos um médium falido. Quando se usa a mediunidade ou determinado poder, conhecimento ou fama advindas da mediunidade para matar, roubar, estuprar ou qualquer coisa do gênero pior ainda.
Que cada médium possa se erguer caso esteja enveredando por um desses caminhos e que as pessoas que buscam auxílio ou conhecimento espiritual tenham um olhar mais racional sobre os médiuns e os resultados que estes produzem, evitando fanatismos e defesas cegas. Infelizmente muitos usam de palavras doces para iludir e desejam arrogar um poder que verdadeiramente não possuem, por isso muita atenção e razão antes de acreditar totalmente em algum médium e naquilo que ele diz ser capaz de fazer, pois são as ações, tanto para o bem como para o mal é que mostrarão a verdadeira índole e a verdade capacidade mediúnica do médium.
Nos 15 anos de reuniões do Dr Fritz que acompanhei, quando ele incorporava no meu pai pude presenciar infelizmente muitos médiuns falindo na trajetória. Começavam com um belo trabalho, mas depois de 10, 20 anos sucumbiam e na maioria delas em definitivo. Por isso também alerto: tempo de mediunato não representa imunidade contra a queda e falência espiritual.
Que cada um tenha essa consciência, pois em um mundo provacional como o nosso atualmente a Espiritualidade Superior precisa não apenas lidar com as limitações mediúnicas e morais da maioria dos médiuns (que volto a dizer em sua maioria não são missionários) como também precisar lidar com o constante assédio das trevas interessada em manipular os médiuns, tanto pela falência na difusão do conhecimento da vida espiritual como também retirar do campo de combates possível soldados que poderiam trabalhar pelos ideais do Cristo em benefício de muitas pessoas.
Mais razão e observação meus amigos, são os melhores remédios para evitar a manipulação da fé
José Maria Alencastro

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Os 16 mandamentos do Ifá


1º - ÒKÀNRÀN: Não fazer mal a ninguém.
2º - ÉJÌ ÒkÒ: Não sentir ódio nem destratar o outro.
3º - ETÁ ÒGÚNDÁ: Não guardar sentimentos vingança.
4º - ÌRÒSÙN: Não fazer armadilhas nem caluniar.
5º – ÒSÉ: Não invejar nada nem ninguém.
6º - ÒBÀRÀ: Não mentir.
7º - ÒDÍ: Não corromper nem se deixar ser corrompido.
8º - ÈJÌ ONÍLÈ: Usar bem a cabeça neste mundo e respeitar os segredos alheios.
9º - ÒSÁ: Não ser falso com o próximo.
10º - ÒFÚN: Não roubar, não jurar em falso nem amaldiçoar.
11º - ÒWÓNRÍN: Não matar, não arruinar a vida de outros e ser grato ao bem que nos façam.
12º - ÈJÌLÁ SEBORÁ: Evitar os escândalos e as tragédias.
13º - ÈJÌ OLÓGBON: Respeitar os Ancestrais.
14º - ÌKÁ: Não espalhar doenças, a corrupção e a maldade sobre o mundo.
15º - ÒGBEGÚNDÁ: Respeitar aos mais velhos, as crianças, o pai e a mãe.
16º - ÀLÀÁFÍÀ: Ouvindo estes conselhos não sentirá vergonha no dia que tiver que se apresentar perante Olódùmarè!!

ass> chief oluwo ifayemi onifade odutola adeoko

quinta-feira, 24 de março de 2016

Sobre águias e urubus

[...]pensando sobre os atuais momentos do país, deparei-me com este belíssimo conto, decidi reproduzir nesta página. 

"Era uma vez uma águia. Desde pequena, nascida num ninho dentro do oco de uma montanha bem alta, conviveu com as alturas. Seu grande sonho era poder voar mais alto que todas as pipas, encostando nas nuvens do céu.
Toda vez que se lançava ao voo, lá das alturas, dava um mergulho no vazio e atirava-se, toda cheia de coragem e frio na barriga (pois coragem é isso, lançar-se a despeito do medo).
Voava plácida, onde se ouvia o silêncio absoluto. Sentia no seu íntimo o quão prazeroso era entregar-se à pureza do ar e à beleza do sol. O mundo lá de baixo não lhe importava. Ela só queria gozar a liberdade do seu voo. Por isso podia voar alto: não fazia questão de enxergar o que acontecia em terra firme. Seus pais haviam lhe ensinado que quem voa baixo para vigiar o que os homens estão fazendo, tem medo da liberdade e está sempre mais preocupados com o que os outros pensam que consigo mesmo… Assim nossa querida e mansa águia vivia lá no alto, onde só os mais valentes se atrevem ir.
Bem mais baixo que o ninho onde nascera, porém na mesma montanha, nasceu uma bela ninhada de urubus. Urubus como todos sabem, vivem em busca de carniça. Nada no mundo deles é mais importante que a suculenta carniça, resto que fica depois que a morte faz seu trabalho.
Todos os seres vivos são dotados de brilho nos olhos, alma que lhes sussurram vontades, amor e magia pelo encanto da vida. Ao morrerem, todas as coisas boas e bonitas se vão. Fica só a carniça, matéria que apodrece e se torna mal cheirosa. Pois é justamente pela carniça que os urubus se interessam. Não lhes comove a liberdade, muito menos a beleza. Só querem saber daquilo que se decompõe, cercado de moscas e larvas. Por isso voam baixo para poder vigiar a vida na terra. Seus pensamentos não importam. O que lhes importa na verdade é vigiar o pensamento e a vida dos outros, para que toda deliciosa carniça seja encontrada!
As águias voam felizes nas alturas dos céus.
Os urubus voam felizes, porém não tão alto.
Aconteceu um dia uma pessoa míope olhou para o céu, viu um urubu e achou que fosse uma linda águia que voava plácida pelas alturas. Ficou comovida pela beleza do voo da imaginária águia, chamou seus amigos e lhes mostrou apontando para o céu a beleza que vira. Muitas pessoas se juntaram para admirar a beleza da suposta ave que voava. Todos admiravam o urubu, achando que ele lhes falava sobre a beleza do voo livre.
Diferente da velha fábula “A roupa nova do rei”, onde todos viam que o rei estava pelado mas ninguém tinha coragem de falar a verdade, as pessoas desta história olhavam para o urubu mas não o enxergavam. Diante delas voava um linda e bela águia, tão linda quanto só a nossa imaginação pode pintar.
Um menininho curioso, querendo ver a águia de perto, resolveu olhar através de um binóculo. Para a sua surpresa, viu que a bela águia na verdade era um urubu. Ninguém acreditou nele. E curiosamente, ninguém quis olhar pelo binóculo para checar se o menino falava a verdade… As pessoas ficaram com raiva do menininho, por querer estragar o encanto de beleza do urubu!
Na vida, é assim… Os que tem a alma míope, permitem que urubus se tornem águias e que águias se tornem urubus. O que não é permitido é que a miopia seja revelada e a verdade dita. Pois todos os míopes juram de pés juntos que enxergam de forma clara e cristalina…"
http://www.revistapazes.com/menino-urubu/

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Teologia representa elo de mediação entre as tradições religiosas e a sociedade

23/11/2010 - Ao lado de representantes das mais variadas tradições religiosas, a professora Maria Elise, participou nesta segunda-feira, 22, na sede do Conselho Nacional de Educação (CNE), em Brasília, da audiência pública para a discussão sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para os cursos de bacharelado em Teologia. 
Ao expor sobre a temática Ética, bioética e Diretrizes Curriculares Nacionais para o campo da Teologia, Rudolf deixou claro que a sua mensagem estava fundamentada em preceitos oriundos de uma teologia cristã e evangélico-luterana, o que não impossibilitava pontos de encontro com outras confessionalidades e religiões.

Em sua explanação, Rudolf defendeu o caráter confessional da teologia que, ao mesmo tempo, precisa realizar esforços de mediação entre uma tradição específica e a sociedade mais ampla. “Enquanto a teologia traduz sua postura confessional para fora, traduz também os desafios e questionamentos vindos de fora para dentro”, pontuou.

Na perspectiva do professor, o caráter público da teologia se manifesta mais claramente em torno da discussão de questões de ordem ética. Embora os preceitos éticos estejam alicerçados em uma tradição, doutrina e documentos fundadores, disse Rudolf, estes precisam ser mediados com a realidade vivida e com a percepção desta realidade pelas ciências, especialmente as humanas e as sociais.

Tomando como exemplo os questionamentos suscitados em torno de assuntos como o aborto e a pesquisa com células tronco embrionárias, o pró-reitor de pesquisa da EST argumentou sobre a impossibilidade de se atingir um juízo adequado sem o desenvolvimento de um debate interdisciplinar.

“Qualquer que seja o juízo, tal diálogo interdisciplinar e a percepção do pluralismo de posições pode e deve ser exigido de um curso acadêmico de teologia”, enfatizou.

Coordenada pelos Conselheiros do CNE, Dr. Antônio Araujo Freitas Junior e Dr. Gilberto Gonçalves Garcia, a audiência pública representou uma iniciativa inédita, reunindo cerca de 100 pessoas no Edifício Sede do Conselho, sendo transmitida na íntegra pela internet.

A comissão que dirigiu a audiência aguarda as sugestões adicionais ao documento da minuta das Diretrizes que pode ser acessado clicando aqui .

Foto: Palestrantes da Audiência Pública (da esquerda para a direita):
Maria Elise Gabriele Baggio Machado Rivas, Faculdade de Teologia Umbandista; Antonio Cesar Perri de Carvalho, Secretário-Geral do Conselho Federativo Nacional da Federação Espírita Brasileira; Cleto Caliman, PUC-MG; Rudolf von Sinner, EST; Lourenço Stelia Rega, Faculdade Batista de São Paulo; Paulo Fernando Carneiro de Andrade, PUC-RIO.


Jornalista Responsável: Micael Vier Behs 

http://www.est.edu.br/index.php?id_noticia=734&option=com_comunicacao&Itemid=54&task=detalhe&nro_foto=1

 * Havia mais de 2000 instituições conectadas ao CNE durante esta Audiência Pública, estando mais de 100 pessoas no evento.
Nossa professora Maria Elise Rivas foi chamada para representar a Teologia Umbandista.  E foi com alegria que vimos a história mudar.
Vimos uma mulher representar um segmento tão desprezado quanto as Religiões afro-brasileiras, sentando-se ao lado de segmentos tradicionais e ortodoxos.
São notáveis as conquistas alcançadas pela Religiões Afro-Brasileiras por meio da FTU.
A Teologia outrora dominada pelo sectarismo religioso, agora se apresenta como plural e igualitária. A FTU chamou à consciência e novas diretrizes já começam a ser estruturadas.
Paó à FTU e à Prof. Maria Elise que fazem, dia após dia, mudanças estruturais na sociedade!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Guerra suja na campanha eleitoral

ELEIÇÕES 2010
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=611JDB002

Por Venício A. de Lima em 12/10/2010
As campanhas eleitorais têm servido para revelar, de forma inequívoca, qual a ética empresarial e jornalística que predomina na grande mídia brasileira.
Os episódios recentes relacionados à demissão de conceituada articulista do Estado de S.Paulo, assim como a ação da Folha de S.Paulo, que obteve na Justiça liminar para retirada do ar do blog de humor crítico Falha de S.Paulo, são apenas mais duas evidências recentes de que esses jornalões adotam, empresarialmente e dentro de suas redações, práticas muito diferentes daquelas que alardeiam em público.
Como se sabe, o Estadão é o jornal que afirma diariamente estar sofrendo "censura" judicial, há vários meses.
Tratei do tema neste Observatório quando da demissão do jornalista Felipe Milanez, editor da revista National Geographic Brasil, publicada pela Editora Abril, por ter criticado, via Twitter, a revista Veja (ver "Hipocrisia Geral: Liberdade de expressão para quem?"].
Corre solta também, na internet, uma guerra – e, como toda guerra, sem qualquer ética – de manipulação da informação, agora tendo como aliados partidos de oposição e os setores mais retrógrados das igrejas católica e evangélica, incluindo velhas e conhecidas organizações como o Opus Dei e a TFP.
Ademais, uma série de panfletos anônimos sobre candidatos e partidos, de conteúdo mentiroso e manipulador, tem aparecido e circulado em diferentes pontos do país, aparentemente de forma articulada.
Estamos chegando ao "primeiro mundo". Repetem-se aqui as estratégias políticas obscuras que já vem sendo utilizadas pelos radicais conservadores ligados – direta ou indiretamente – à extrema direita do Partido Republicano – o "Tea Party" – e também pela chamada "Christian Right", nos Estados Unidos.
A bandeira da liberdade de expressão equacionada, sem mais, com a liberdade de imprensa, não passa de hipocrisia.
Começou com o PNDH3A atual onda, que acabou por deslocar o eixo da agenda pública da campanha eleitoral e da propaganda política no rádio e na televisão para uma questão de foro íntimo e religioso, teve seu início na violenta reação ao Programa Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH-3), capitaneada pela grande mídia. Na época, escrevi:

"O curto período de menos de cinco meses compreendido entre 21 de dezembro de 2009 e 12 de maio de 2010 foi suficiente para que as forças políticas que, de fato, há décadas, exercem influência determinante sobre as decisões do Estado no Brasil, conseguissem que o governo recuasse em todos os pontos de seu interesse contidos na terceira versão do Programa Nacional de Direitos Humanos (Decreto n. 7.037/2009). Refiro-me, por óbvio aos militares, aos ruralistas, à Igreja Católica e, sobretudo, à grande mídia." ["A grande mídia vence mais uma", 15/5/2010].São essas forças políticas – com seus paradoxos e contradições – que agora se unem novamente para tentar influir no resultado das eleições presidenciais de 2010, valendo-se da "ética" de que "os fins justificam os meios".
LiçõesA essa altura, já podem ser observadas algumas lições sobre a mídia e suas responsabilidades no processo político de uma democracia representativa liberal como a nossa:
1. Não é apenas a grande mídia que tem o poder de pautar a agenda do debate público. A experiência atual demonstra que, em períodos eleitorais, essa agenda pode ser pautada "de fora" quando há convergência de interesses entre forças políticas dominantes. Elas se utilizam de seus próprios recursos de comunicação (incluindo redes de rádio e televisão), redes sociais (p. ex. Twitter) e correntes de e-mail na internet. A grande mídia, por óbvio, adere e abraça a nova agenda por ser de seu interesse.
2. Fica cada vez mais clara a necessidade do cumprimento do "princípio da complementaridade" entre os sistemas de radiodifusão (artigo 223 da Constituição). Seria extremamente salutar para a democracia brasileira que o sistema público de mídia se consolidasse e funcionasse, de fato, como uma alternativa complementar ao sistema privado.
3. Independente de qual dos candidatos vença o segundo turno das eleições presidenciais, a regulação do setor de comunicações será inescapável. Não dá mais para fingir que o Brasil é a única democracia do planeta onde os grupos de mídia devem prosseguir sem a existência de um marco regulatório.
4. O artigo 19 da Constituição reza:
É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na formada lei, a colaboração de interesse público.
Apesar de ser, portanto, claro o caráter laico do Estado brasileiro, na vida real estamos longe, muito longe, disso.
5. Estamos também ainda longe, muito longe, do ideal teórico da democracia representativa liberal onde a mídia plural deveria ser a mediadora equilibrada do debate público, representando a diversidade de opiniões existentes no "mercado livre de idéias". Doce ilusão.

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