Mostrando postagens com marcador CEN. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CEN. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Mapa da Intolerância Religiosa - Violação ao Direito de Culto no Brasil

O Mapa da Intolerância Religiosa - Violação ao Direito de Culto no Brasil será lançado no dia 26 de março, em Salvador, Bahia, durante a reunião da Coordenação Nacional do Coletivo de Entidades Negras - CEN.
Produzido pelo jornalista Marcio Alexandre M. Gualberto (Coordenador Nacional de Política Institucional do CEN, editor do blog Palavra Sinistra e Coordenador da Rede Social da Religiosidade Afro-Brasileira) o Mapa da Intolerância Religiosa - Violação ao Direito de Culto no Brasil trará um histórico da violação do direito de culto no Brasil nos últimos 10 anos.
Marcio Alexandre foi o sistematizador por duas vezes seguidas do Informe da Sociedade Civil sobre Violação aos Direitos Humanos Econômicos, Sociais e Culturais (Dhesc), apresentado em Genebra, na Comissão de Direitos Humanos da ONU; além de ter sido um dos criadores da Plataforma Dhesc Brasil e da Plataforma Brasileira pelo Direito à Informação e à Comunicação (Cris/Brasil).
O Mapa da Intolerância Religiosa - Violação ao Direito de Culto no Brasil é marcado por duas trágicas coincidências. Inicia com o relato da morte de Gildásia dos Santos e Santos, a Mãe Gilda - ialorixá do terreiro Axé Abassá de Ogum. A líder religiosa morreu, em 21 de janeiro de 2000, numa situação de combate contra a intolerância religiosa, praticada por evangélicos em seu templo, localizado no Abaeté, em Itapuã, na Bahia -, e se encerra com a repercussão da morte brutal de Rafael Zamora Diaz - babalawô cubano com quem o autor se cuidava no Culto de Ifá.
O Mapa da Intolerância Religiosa falará não só da intolerância praticada no dia-a-dia mas dedicará atenção especial ao que o autor chama de "intolerância religiosa praticada pelo aparelho do estado". Segundo Marcio Alexandre "quando um prefeito manda derrubar uma casa-de-santo; uma delegada não encontra culpados num caso de agressão de policiais a uma Yalorixá incorporada e uma escola demite uma professora por falar de Exu numa aula sobre história da África, estamos diante de flagrantes casos que demonstram a incapacidade - para não dizer má vontade e racismo - do Estado brasileiro em lidar com questões ligadas à religiosidade de matriz africana".
O informe, além de relatar os casos trará um apanhado de propostas que vêm sendo construídas ao longo dos anos pelas organizações sociais que lutam em prol das religiões de matrizes africanas e das próprias casas religiosas, visando dirimir ao máximo os casos que, infelizmente, segundo o autor, se tornam cada vez mais frequentes, à mesma proporção em que crescem os movimentos neo-pentecostais.
O Mapa da Intolerância Religiosa não conta com nenhum apoio institucional. Apesar de haver solicitado apoio a vários órgãos governamentais apenas para impressão, o Mapa da Intolerância Religiosa não conseguiu nenhum recurso. Sendo assim, ele estará disponível para download na data prevista do seu lançamento e o autor coloca-se à disposição para, se convidado, apresentar o Mapa em todos os estados do Brasil.
Marcio Alexandre quer fazer do Mapa da Intolerância Religiosa um projeto permanente. "A idéia é transformar o Mapa da Intolerância Religiosa num site que receba denúncias de todo o país, que aponte os estados onde ocorrem mais casos e que encaminhe as denúncias aos órgãos respectivos em cada estado ou município que possam dar solução às intolerâncias sofridas. Nossa intenção é que o Mapa funcione como uma espécie de observatório da intolerância religiosa em nosso país".

Marcio Alexandre M. Gualberto-------------------------
Telefones:
(22)8160-6376 (Tim/Araruama)
(22)8819-6832 (OI/Araruama)
(21)7596-7156 (Claro-RJ)
MSN: marciodexango@hotmail.com

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Encontro de Saúde e Religiosidade Afro no Maranhão



































No último dia 11 de dezembro, no município de Itapecuru - mirim, Maranhão, foi realizada a última etapa dos Encontros Regionais de Saúde e Religiosidade Afro. Os encontros, compõem do plano de Ação da Secretaria Extraórdinária de Igualdade Racial do Maranhão (SEIR) junto as comunidades quilombolas e com foco na saúde do povo do axé. O evento foi marcado pelo lançamento de uma cartilha produto destas intervenções.
A cartilha apresenta um pouco do conhecimento tradicional sobre as formas e modos de fazer de comunidades remanescentes de quilombo em relação a saúde.
As ações nos municípios foram mediadas por líderes religiosos de matriz africana convidados pela SEIR que compilaram procedimentos terapeuticos mais comuns e seu respectivo tratamento.
Pressão Arterial - chá da casca de alho
Hepatite - água do palmito da macaúba
Rins - Chá de açoíta cavalo
Úlcera - sumo da folha de boldo
Próstata - água da fava do juncá socada
Inflamação - chá de folha de xanana
Gastrite - água de raiz de jussara (açaí)
Hérnia - breu branco, chocalho de cascavel em infusão em tiquira
Estas foram algumas receitas registradas que compõem a cartilha.

Os agentes de saúde do PSF, das próprias comunidades, entendem que há a necessidade dos agentes de saúde pública camiharem juntos com os saberes tradicionais das comunidades. E ainda, que esse patrimônio cultural e imaterial brasileiro deve ser preservado a todo custo.
O encontro de Itapecuru- MA, foi marcado por dois momentos. Pela manhã a cartilha foi avalida pelos seus próprios autores (comunidade) e enriquecida com outros saberes. À tarde foi realizada uma roda de conversa sobre propostas para preservação e pontencialização desse rico e vasto acervo de saberes de medicina tradicional.
Interpelados sobre o tema os remanescentes de quilombo presentes apresentaram algumas propostas:
1 - Troca de ervas e hortas comunitárias
Reconhecem que o crescimento urbano está provocando uma rarefação de espaços naturais impondo a perda de algumas espécies, assim, a troca de ervas além de provocar o intercâmbio cultural cria um ação de preservação ambiental
2 - Despertar nos mais jovens o interesse pela medicina tradicional através de oficinas de repasse desses saberes e a incentivação de agentes de saúde mirins na própria comunidade.
3 - Resgatar a história dos quilombos, dando foco a necessidade de preservação a elevação da auto-estima e sentido de pertença como detentores desse patrimônio da história e cultura brasileira
Líderes Religiosos envolvidos
Toy Voduno Miguel de Vonderegy - FERMA, CEN
Voduno Lindomar de Badé - FERMA, Rede Afro brasileira de religiões e saúde
Iaylorixa Luzimar da Oxum - Casa Fanti - Ashanti
Vodunsi Neto de Azile - CEN/MA, FERMA

http://falavodunsi.blogspot.com/2010/12/saude-e-religiosidade-de-matriz.html

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

CEN promove a 6ª Caminhada pela Vida e Liberdade Religiosa em Salvador


No próximo dia 21 de novembro, acontece em Salvador a 6ª Caminhada pela Vida e Liberdade Religiosa. Promovido pelo Coletivo de Entidades Negras (CEN), o evento tem como objetivo promover a cultura do respeito, tolerância e do diálogo entre os diversos segmentos religiosos do país e, ao mesmo tempo afirmar a identidade religiosa do povo-de-santo, no direito a professar a sua fé e crença religiosa.
A concentração da caminhada será no Busto de Mãe Runhô, no final de linha do Engenho Velho da Federação. Terá início às 10h e prosseguirá em direção ao Dique do Tororó, onde artistas baianos estarão se apresentando durante o dia. A organização irá disponibilizar alguns ônibus, que passarão nos bairros da capital e no interior do estado, com o intuito de reunir os representantes religiosos e das comunidades.
No dia 18 de novembro às 15h haverá Sessão Especial na Assembléia Legislativa da Bahia, tratando sobre a igualdade religiosa. Durante a madrugada do dia 19 de novembro, serão colocados os Ojás nas árvores do Dique do Tororó, da Vitória, do Campo Grande e no Elevador Lacerda.
No mesmo dia, às 5h, haverá a Alvorada dos Ojás com Toques de Clarins e Ritual Religioso no Dique do Tororó e às 7h todos vão se reunir para um café da manhã, com música ao vivo.
O CEN é uma organização nacional do Movimento Negro que, na Bahia, tem seis anos de existência, agregando mais de 150 instituições, entre associações de moradores, culturais, blocos afros, de afoxés e de percussão, além de grupos de hip-hop e terreiros de candomblé. Durante esse tempo, a instituição realiza ações de inserções do povo negro, possibilitando um novo olhar da sociedade para essa comunidade. A organização está presente em 26 cidades da Bahia e em 10 estados brasileiros.
Fonte: Cibermídia Comunicação Marketing
Tássia Catarina

Postagem em destaque

A importância do Ponto de Referência

O ÂNGULO QUE VOCÊ ESTÁ, MUDA A REALIDADE QUE VOCÊ VÊ Joelma Silva Aprender a modificar os nossos "pontos de vista" é u...