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segunda-feira, 24 de outubro de 2011
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Mapa da Intolerância Religiosa - Violação ao Direito de Culto no Brasil
O Mapa da Intolerância Religiosa - Violação ao Direito de Culto no Brasil será lançado no dia 26 de março, em Salvador, Bahia, durante a reunião da Coordenação Nacional do Coletivo de Entidades Negras - CEN.
Produzido pelo jornalista Marcio Alexandre M. Gualberto (Coordenador Nacional de Política Institucional do CEN, editor do blog Palavra Sinistra e Coordenador da Rede Social da Religiosidade Afro-Brasileira) o Mapa da Intolerância Religiosa - Violação ao Direito de Culto no Brasil trará um histórico da violação do direito de culto no Brasil nos últimos 10 anos.
Marcio Alexandre foi o sistematizador por duas vezes seguidas do Informe da Sociedade Civil sobre Violação aos Direitos Humanos Econômicos, Sociais e Culturais (Dhesc), apresentado em Genebra, na Comissão de Direitos Humanos da ONU; além de ter sido um dos criadores da Plataforma Dhesc Brasil e da Plataforma Brasileira pelo Direito à Informação e à Comunicação (Cris/Brasil).
O Mapa da Intolerância Religiosa - Violação ao Direito de Culto no Brasil é marcado por duas trágicas coincidências. Inicia com o relato da morte de Gildásia dos Santos e Santos, a Mãe Gilda - ialorixá do terreiro Axé Abassá de Ogum. A líder religiosa morreu, em 21 de janeiro de 2000, numa situação de combate contra a intolerância religiosa, praticada por evangélicos em seu templo, localizado no Abaeté, em Itapuã, na Bahia -, e se encerra com a repercussão da morte brutal de Rafael Zamora Diaz - babalawô cubano com quem o autor se cuidava no Culto de Ifá.
O Mapa da Intolerância Religiosa falará não só da intolerância praticada no dia-a-dia mas dedicará atenção especial ao que o autor chama de "intolerância religiosa praticada pelo aparelho do estado". Segundo Marcio Alexandre "quando um prefeito manda derrubar uma casa-de-santo; uma delegada não encontra culpados num caso de agressão de policiais a uma Yalorixá incorporada e uma escola demite uma professora por falar de Exu numa aula sobre história da África, estamos diante de flagrantes casos que demonstram a incapacidade - para não dizer má vontade e racismo - do Estado brasileiro em lidar com questões ligadas à religiosidade de matriz africana".
O informe, além de relatar os casos trará um apanhado de propostas que vêm sendo construídas ao longo dos anos pelas organizações sociais que lutam em prol das religiões de matrizes africanas e das próprias casas religiosas, visando dirimir ao máximo os casos que, infelizmente, segundo o autor, se tornam cada vez mais frequentes, à mesma proporção em que crescem os movimentos neo-pentecostais.
O Mapa da Intolerância Religiosa não conta com nenhum apoio institucional. Apesar de haver solicitado apoio a vários órgãos governamentais apenas para impressão, o Mapa da Intolerância Religiosa não conseguiu nenhum recurso. Sendo assim, ele estará disponível para download na data prevista do seu lançamento e o autor coloca-se à disposição para, se convidado, apresentar o Mapa em todos os estados do Brasil.
Marcio Alexandre quer fazer do Mapa da Intolerância Religiosa um projeto permanente. "A idéia é transformar o Mapa da Intolerância Religiosa num site que receba denúncias de todo o país, que aponte os estados onde ocorrem mais casos e que encaminhe as denúncias aos órgãos respectivos em cada estado ou município que possam dar solução às intolerâncias sofridas. Nossa intenção é que o Mapa funcione como uma espécie de observatório da intolerância religiosa em nosso país".
Produzido pelo jornalista Marcio Alexandre M. Gualberto (Coordenador Nacional de Política Institucional do CEN, editor do blog Palavra Sinistra e Coordenador da Rede Social da Religiosidade Afro-Brasileira) o Mapa da Intolerância Religiosa - Violação ao Direito de Culto no Brasil trará um histórico da violação do direito de culto no Brasil nos últimos 10 anos.
Marcio Alexandre foi o sistematizador por duas vezes seguidas do Informe da Sociedade Civil sobre Violação aos Direitos Humanos Econômicos, Sociais e Culturais (Dhesc), apresentado em Genebra, na Comissão de Direitos Humanos da ONU; além de ter sido um dos criadores da Plataforma Dhesc Brasil e da Plataforma Brasileira pelo Direito à Informação e à Comunicação (Cris/Brasil).
O Mapa da Intolerância Religiosa - Violação ao Direito de Culto no Brasil é marcado por duas trágicas coincidências. Inicia com o relato da morte de Gildásia dos Santos e Santos, a Mãe Gilda - ialorixá do terreiro Axé Abassá de Ogum. A líder religiosa morreu, em 21 de janeiro de 2000, numa situação de combate contra a intolerância religiosa, praticada por evangélicos em seu templo, localizado no Abaeté, em Itapuã, na Bahia -, e se encerra com a repercussão da morte brutal de Rafael Zamora Diaz - babalawô cubano com quem o autor se cuidava no Culto de Ifá.
O Mapa da Intolerância Religiosa falará não só da intolerância praticada no dia-a-dia mas dedicará atenção especial ao que o autor chama de "intolerância religiosa praticada pelo aparelho do estado". Segundo Marcio Alexandre "quando um prefeito manda derrubar uma casa-de-santo; uma delegada não encontra culpados num caso de agressão de policiais a uma Yalorixá incorporada e uma escola demite uma professora por falar de Exu numa aula sobre história da África, estamos diante de flagrantes casos que demonstram a incapacidade - para não dizer má vontade e racismo - do Estado brasileiro em lidar com questões ligadas à religiosidade de matriz africana".
O informe, além de relatar os casos trará um apanhado de propostas que vêm sendo construídas ao longo dos anos pelas organizações sociais que lutam em prol das religiões de matrizes africanas e das próprias casas religiosas, visando dirimir ao máximo os casos que, infelizmente, segundo o autor, se tornam cada vez mais frequentes, à mesma proporção em que crescem os movimentos neo-pentecostais.
O Mapa da Intolerância Religiosa não conta com nenhum apoio institucional. Apesar de haver solicitado apoio a vários órgãos governamentais apenas para impressão, o Mapa da Intolerância Religiosa não conseguiu nenhum recurso. Sendo assim, ele estará disponível para download na data prevista do seu lançamento e o autor coloca-se à disposição para, se convidado, apresentar o Mapa em todos os estados do Brasil.
Marcio Alexandre quer fazer do Mapa da Intolerância Religiosa um projeto permanente. "A idéia é transformar o Mapa da Intolerância Religiosa num site que receba denúncias de todo o país, que aponte os estados onde ocorrem mais casos e que encaminhe as denúncias aos órgãos respectivos em cada estado ou município que possam dar solução às intolerâncias sofridas. Nossa intenção é que o Mapa funcione como uma espécie de observatório da intolerância religiosa em nosso país".
Marcio Alexandre M. Gualberto-------------------------
Telefones:
(22)8160-6376 (Tim/Araruama)
(22)8819-6832 (OI/Araruama)
(21)7596-7156 (Claro-RJ)
MSN: marciodexango@hotmail.com
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Encontro de Saúde e Religiosidade Afro no Maranhão
No último dia 11 de dezembro, no município de Itapecuru - mirim, Maranhão, foi realizada a última etapa dos Encontros Regionais de Saúde e Religiosidade Afro. Os encontros, compõem do plano de Ação da Secretaria Extraórdinária de Igualdade Racial do Maranhão (SEIR) junto as comunidades quilombolas e com foco na saúde do povo do axé. O evento foi marcado pelo lançamento de uma cartilha produto destas intervenções.
A cartilha apresenta um pouco do conhecimento tradicional sobre as formas e modos de fazer de comunidades remanescentes de quilombo em relação a saúde.
As ações nos municípios foram mediadas por líderes religiosos de matriz africana convidados pela SEIR que compilaram procedimentos terapeuticos mais comuns e seu respectivo tratamento.
Pressão Arterial - chá da casca de alho
Hepatite - água do palmito da macaúba
Rins - Chá de açoíta cavalo
Úlcera - sumo da folha de boldo
Próstata - água da fava do juncá socada
Inflamação - chá de folha de xanana
Gastrite - água de raiz de jussara (açaí)
Hérnia - breu branco, chocalho de cascavel em infusão em tiquira
Estas foram algumas receitas registradas que compõem a cartilha.
Os agentes de saúde do PSF, das próprias comunidades, entendem que há a necessidade dos agentes de saúde pública camiharem juntos com os saberes tradicionais das comunidades. E ainda, que esse patrimônio cultural e imaterial brasileiro deve ser preservado a todo custo.
O encontro de Itapecuru- MA, foi marcado por dois momentos. Pela manhã a cartilha foi avalida pelos seus próprios autores (comunidade) e enriquecida com outros saberes. À tarde foi realizada uma roda de conversa sobre propostas para preservação e pontencialização desse rico e vasto acervo de saberes de medicina tradicional.
Interpelados sobre o tema os remanescentes de quilombo presentes apresentaram algumas propostas:
1 - Troca de ervas e hortas comunitárias
Reconhecem que o crescimento urbano está provocando uma rarefação de espaços naturais impondo a perda de algumas espécies, assim, a troca de ervas além de provocar o intercâmbio cultural cria um ação de preservação ambiental
2 - Despertar nos mais jovens o interesse pela medicina tradicional através de oficinas de repasse desses saberes e a incentivação de agentes de saúde mirins na própria comunidade.
3 - Resgatar a história dos quilombos, dando foco a necessidade de preservação a elevação da auto-estima e sentido de pertença como detentores desse patrimônio da história e cultura brasileira
Líderes Religiosos envolvidos
Toy Voduno Miguel de Vonderegy - FERMA, CEN
Voduno Lindomar de Badé - FERMA, Rede Afro brasileira de religiões e saúde
Iaylorixa Luzimar da Oxum - Casa Fanti - Ashanti
Vodunsi Neto de Azile - CEN/MA, FERMA
http://falavodunsi.blogspot.com/2010/12/saude-e-religiosidade-de-matriz.html
Postado por Fala Vodunsi às 06:29
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
CEN promove a 6ª Caminhada pela Vida e Liberdade Religiosa em Salvador
No próximo dia 21 de novembro, acontece em Salvador a 6ª Caminhada pela Vida e Liberdade Religiosa. Promovido pelo Coletivo de Entidades Negras (CEN), o evento tem como objetivo promover a cultura do respeito, tolerância e do diálogo entre os diversos segmentos religiosos do país e, ao mesmo tempo afirmar a identidade religiosa do povo-de-santo, no direito a professar a sua fé e crença religiosa.
A concentração da caminhada será no Busto de Mãe Runhô, no final de linha do Engenho Velho da Federação. Terá início às 10h e prosseguirá em direção ao Dique do Tororó, onde artistas baianos estarão se apresentando durante o dia. A organização irá disponibilizar alguns ônibus, que passarão nos bairros da capital e no interior do estado, com o intuito de reunir os representantes religiosos e das comunidades.
No dia 18 de novembro às 15h haverá Sessão Especial na Assembléia Legislativa da Bahia, tratando sobre a igualdade religiosa. Durante a madrugada do dia 19 de novembro, serão colocados os Ojás nas árvores do Dique do Tororó, da Vitória, do Campo Grande e no Elevador Lacerda.
No mesmo dia, às 5h, haverá a Alvorada dos Ojás com Toques de Clarins e Ritual Religioso no Dique do Tororó e às 7h todos vão se reunir para um café da manhã, com música ao vivo.
O CEN é uma organização nacional do Movimento Negro que, na Bahia, tem seis anos de existência, agregando mais de 150 instituições, entre associações de moradores, culturais, blocos afros, de afoxés e de percussão, além de grupos de hip-hop e terreiros de candomblé. Durante esse tempo, a instituição realiza ações de inserções do povo negro, possibilitando um novo olhar da sociedade para essa comunidade. A organização está presente em 26 cidades da Bahia e em 10 estados brasileiros.
Fonte: Cibermídia Comunicação Marketing
Tássia Catarina
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