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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

2017 - Inicio de um ciclo de 36 anos para a Humanidade

Mandala feita por Rose Vilanova

A vida acontece em ciclos; dia/noite/dia; primavera/verão/outono/inverno/primavera; lua nova/crescente/cheia/minguante/nova.... Tudo na vida tem um começo meio e fim para novamente começar.

Para a Astrologia o mundo é governado, de 36 em 36 anos, por um planeta (Sol e Lua inclusos). 

De 1981 a 2016 estivemos sob o domínio do Sol, agora, em 2017 entraremos em um ciclo regido por Saturno.

Recapitulando um pouquinho, nesse período do Sol, sem sombra de dúvidas vivemos tempos de centralidade e individualidade, foram tempos em que terapias de autoconhecimento explodiram em número e procura. O Sol tem a ver com a criança e as terapias de apelo ao resgate da nossa criança interior foram bastante valorizadas. Se quiser saber mais sobre esse período, recomendo a leitura do artigo:  2016 - UM ANO DE TÉRMINOS
Em termos mais políticos e sociais, o Sol significa os líderes e os governantes e creio que a morte de Fidel Castro no último ano do ciclo do Sol é bastante simbólica no que diz respeito ao culto a um governante. Nessa esteira, podemos dizer que nesse período muitos líderes carismáticos e populistas tiveram seu apogeu o que, agora, com o fim do ciclo do Sol, podemos também assistir às suas quedas.

 O culto narcísico à pessoa irá aos poucos dando lugar a uma mentalidade de mais reserva, responsabilidade pelos atos praticados e maior autocrítica. O Sol, como centro do sistema representa mais exposição, porém sem tanto critério. É mais o aparecer pelo aparecer e não necessariamente por qualidades excepcionais. Não estou com isso querendo dizer que todas as pessoas que brilharam nesse período são inconsistentes e de pouco valor moral, intelectual e artístico, mas que muito joio veio junto com o trigo isso é indiscutível. São aquelas pessoas que têm fama rapidamente, mas também caem no esquecimento em pouco tempo. Podemos dizer que foi um período onde os falsos valores obtiveram seu lugar na ribalta e por isso pouco tempo duraram. Os tais quinze minutos de fama.

O último período de Saturno, vivido pela humanidade aconteceu entre de 1765 a 1800; época marcada pelo surgimento de grandes pensadores, reconhecimento da ciência e também por muitas revoluções e revoltas populares contra o sistema de governo de seus países. Sim, Saturno significa as estruturas estabelecidas e sólidas e por isso, os sistemas de governo. Já estamos percebendo isso acontecer pois sempre um ciclo que está por vir já mostra seus sinais no final do ciclo anterior.

Portanto, podemos esperar nesse período muitos questionamentos sobre os sistemas de governo e de mando. Estruturas serão questionadas. Inventaremos um novo modelo de governança, que substitua os atuais? Não é nada difícil de que isso aconteça.

No ciclo que se inicia a humanidade perceberá que a busca da felicidade através da realização do ego e seus desejos infantis - vivida nos 36 anos sob o domínio do Sol - não nos fez mais felizes  (talvez até nos tenha tornado mais infelizes). Assim, em oposição ao excesso, buscaremos a contenção, a obediência a uma sabedoria superior, mais sublime, mais espirital, que possa nos trazer mais maturidade e responsabilidade coletiva.
Austeridade, compromisso, responsabilidade, obediência às regras, limites, frugalidade, renúncia e seriedade são as prerrogativas de Saturno.

No período do Sol a criança teve seu auge de valorização, agora serão os velhos que serão mais valorizados, não apenas os velhos humanos, mas também os velhos costumes, conceitos e a sabedoria antiga. Sim, o sentimento de que aquilo que é moderno (o que vem depois) é sempre melhor do que o que passou tende a ser questionado e, provavelmente, nos voltemos para o passado e para aquilo que deu certo para ser retomado, ou errado, para não se repetir o erro.

Nós que estamos acostumados a maior liberdade de autoafirmação poderemos ficar apavorados com aquilo que está por vir mas, verdadeiramente, não é o caso. Na roda da vida o excesso sempre vem sucedido pela contenção eliminando aquilo que foi prejudicial. “A quantidade estraga a qualidade.”

Mas, afinal, como será 2017? Aí depende. Para aqueles que esperam mais responsabilidade, mais amadurecimento da humanidade, menos individualismo e mais austeridade será um bom ano. Para os mais, digamos, mimados pela sorte, pode ser um ano não tão bom pois muita maturidade lhes será exigida.


Dentro do período de trinta e seis anos, cada ano é sub-regido por um planeta específico, no caso de 2017, início de ciclo, o ano será sub-regido também por Saturno, portanto um ano bastante saturnino, de muita austeridade e até de punição dos excessos e de regras enérgicas de contenção de desmandos.

Na tabela abaixo, o período de Saturno e os anos sub-regidos pelos planetas (Sol e Lua inclusos)




https://astrologiaearte.blogspot.com.br/2016/12/a-vida-acontece-em-ciclos-dianoitedia.html

sábado, 12 de novembro de 2016

2016 - Um ano de términos - Fim de um ciclo de 36 anos


Segundo a tradição astrológica, cuja origem se perde no tempo, um determinado astro governa por um período de 36 anos. Isto significa que de 36 em 36 anos vivemos sob a dinâmica de um planeta ou estrela e suas características irão imprimir seu tom por todo aquele período.
Desde 1981 estamos sob o domínio do Sol, o que significa que o espírito de brilho pessoal, egocentrismo, necessidade de marcar a individualidade no mundo têm permeado nossas consciências. Esse período tem seu término em 2016.
2016 é um ano importantíssimo, pois além de encerrar todo um ciclo planetário, pela numerologia, é um ano nove, número que também indica final de ciclo.
Todos os finais de ciclo vem acompanhados de perdas e renúncias. Nos últimos 36 anos, pudemos ver o individualismo (Sol) crescer a proporções exponenciais. Creio que nunca antes ouvimos tanto a palavra EU. Meus direitos, minhas escolhas, meus desejos, minhas necessidades… eu, eu, eu, meu, meu, meu. Tudo parece que girou em volta do indivíduo, com ou sem razão para tal. As selfies publicadas em redes sociais é o exemplo mais pronto e acabado desse símbolo do egocentrismo que nos tem permeado.

O Sol tem a ver com a criança e, por conseguinte, com a “criança interior” de cada um, que não por acaso tem sido explorada e trabalhada em uma gama de teorias do autoconhecimento. Também, nunca a criança foi tão valorizada quanto nos últimos tempos, tudo é feito por e para as crianças até o limite do mimo exagerado e a incapacidade dos pais de colocarem limites aos filhos. Dormem a hora que querem, e podem quase tudo, interferindo de maneira questionável no mundo dos pais e dos adultos ao redor.
Para que possam entender o que tem acontecido ao zeitgheist dos últimos trinta e seis anos é interessante conhecermos os atributos do Sol, na astrologia.
Qualidades solares: vontade, decisão, propósito, intenção, criação. O modo de exprimir a energia criativa, a identidade própria, necessidade de ser reconhecido, de canalizar a sua vontade e a afirmação do Eu. O impulso de criar, de ser, de poder, de comandar, de ser consciente. É o senso de individualidade, de irradiação, é a nossa intenção.
Expressões negativas das qualidades solares: orgulho, ostentação, dominação, abuso de poder, egotismo, elogio exagerado a si mesmo, exaltação pessoal, esnobismo, presunção, ambição exagerada, prepotência, autoritarismo, orgulho.
As expressões negativas acontecem sempre que as qualidades intrínsecas do planeta extrapolam os limites. No caso do Sol, podemos dizer que o resumo da expressão negativa solar é o que os gregos chamavam de hübris, que significa; a arrogância perante os deuses.
O Sol é o centro do nosso sistema planetário. Ele dá a vida, mas também queima e cega. Todo excesso é destrutivo. Por estarmos há trinta e seis anos “treinando” nosso Sol pessoal, estamos no auge da necessidade de sermos o centro das atenções. Viramos mesmo, criancinhas muito mimadas e tudo nos ofende e nos convida a lutar por nossos “direitos individuais”. Em 2017 chega Saturno e começa a colocar os limites e veremos um movimento radicalmente oposto às características solares; a dissolução do ego. Entraremos em um período de menos ego e mais responsabilidade. Rigor, severidade, responsabilidade, justeza, dentre outros atributos são de domínio do planeta Saturno, a obrigação de ser feliz, de ser o cara, de se destacar por qualquer coisa estará em baixa para dar lugar a mais seriedade, mais competência, e menos egolatria. Para ganhar fama e destaque muito terá que se trabalhar.
Esse tempo em que vale qualquer coisa desde que se “apareça na fita” dará lugar a mais responsabilidade e rigor nos feitos, mais seriedade e amadurecimento nos atos.
O Deus de amor e bondade, que está sempre pronto para atender o desejo dos seus filhos, dará lugar a um Deus mais exigente, que pedirá de seus filhos não mais orações arrebatadas, mas filhos mais maduros e responsáveis por seu amadurecimento espiritual. Mais trabalho e menos oba oba. O Deus que dá será substituído pelo Deus que cobra. As religiões evangélicas (as que mais vendem esse Deus que serve aos que nele creem) cairão em declínio ou, mudarão o discurso.
2016, como foi dito é um ano chave, no sentido literal da palavra: fecha e abre portas. Tanto por sua característica astrológica quanto numerológica. Será um ano em que as características solares, elencadas acima serão vividas à exaustão – é, além do mais, um ano governado pelo Sol – e, portanto, as características negativas do símbolo estarão mais exacerbadas para então sermos “castigados pelos deuses por nossa hübrys” e então nos recolhermos à nossa insignificância e pararmos com essa banalidade vaidosa e vulgar do culto à persona.

Em 2016 seremos desafiados a nos desapegarmos de tudo aquilo que na verdade não tem consistência para então vivermos o próximo período, sob Saturno. Será um ano muito duro, de muito teste aos governantes vaidosos e centralizadores. Lhes será exigido mais respeito, seriedade, responsabilidade e talvez uma volta ao conservadorismo possa acontecer. Saturno é o velho, a tradição, o passado.

A farra do vale tudo, desde que se tenha 15 minutos de fama, a partir de 2016 vai aos poucos se acabando. A tal arte contemporânea que teve sua máxima representação no círculo de “humanos” metendo o dedo no fiofó do parceiro da frente dará lugar a uma arte mais fina, mais rigorosa, mais séria e competente.

Até para mim, que escrevo esses prognósticos, me custa acreditar que esse comportamento está nos seus estertores. Me custa crer que essa egoidolatria possa se modificar, mas aguardemos… somos muito pequenos para racionalizar os desígnios dos tempos.

Claro que o ciclo solar não teve apenas as características negativas do planeta. Nos desenvolvemos como indivíduos, conquistamos muitas coisas no aspecto pessoal, aprendemos a nos valorizar mais como pessoas, independentemente da cor da pele, da raça, do sexo e do lugar pessoal na escala social. Aprendemos a cuidar mais e melhor de nós mesmos e a nos respeitar mais como indivíduos, a não engolir sapo por lebre, a nos posicionarmos mais pelo que somos e somos capazes de ser e de criar.
Porém estamos prestes a entrar na fase de menos ego e mais rigor.
Para entendermos o ciclo que iniciaremos a partir de 2017, é preciso conhecer as características de Saturno:
Qualidades saturninas: perseverança, paciência, firmeza, constância, resignação, segurança, solidão. O valor mais alto, a função social, o dever. Responsabilidade, reserva, experiência, seriedade, limitação, restrição, parcimônia, abnegação, o esforço contínuo, a construção, o envelhecimento, o esforço disciplinado, a aceitação dos deveres e das responsabilidades, a cristalização, a sabedoria e o respeito.
Expressões Negativas das qualidades saturninas: limitação, severidade, frieza, depressão, dogmatismo. Sombrio, temeroso, avaro, pessimista, cético, melancólico, exigente, indiferente, impotente, reservado, covarde, lento, pesado, restritivo.
O novo ciclo que se inicia a partir de 2017 sem dúvida nenhuma trará mais contenção, mais limitações, menos abundância, menos superficialidade e mais profundidade. Menos exuberância e mais limitações. Porém, para quem viveu à exaustão o ciclo do faço o que quero doa a quem doer, creio que teremos anos de não posso tudo o que quero, pois, minha liberdade termina onde começa a do outro. Isso é Saturno: o limite.
Que ele venha e que seja bem-vindo.

Por: Rose Villanova
Via: astrologiaearte.blogspot.com.br


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