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terça-feira, 29 de março de 2011

Somatizar: forma de expressar a personalidade através da doença

Américo Canhoto

A cada dia que passa fica mais fácil perceber a relação entre nossa personalidade e as doenças que nos afligem. Muitos de meus pacientes já fazem essa associação; pena que ainda de forma desconexa. Dr. Voltaram os sintomas, mas sei que foi pela situação que vivi! Fiquei com muita raiva!… – A necessidade de reformar a personalidade já é percebida pela maioria. Um dos problemas é o pensamento mágico induzido pelo sistema de crenças religiosas e cientificas – todo mundo quer uma mágica ou um remedinho milagroso que vai nos tornar pessoas diferentes.
Como se processa a transferência dos desajustes da personalidade para o corpo físico?
Entender o conceito de homem integral é aceitar que somos algo mais do que células, órgãos, etc. O primeiro passo é desmaterializar o raciocínio: Matéria é um dos estados da energia com uma disposição eletrônica capaz de estimular nossos sentidos do corpo físico. Como analogia nós podemos usar a água em seus vários estados: sólido (gelo), vapor e líquido. Somos como ela, estamos ao mesmo tempo em vários estados sem perder a essência ou atomicidade (a água é H2O em todos os estados). Continuando a usá-la como exemplo: o corpo físico é como se fosse o gelo. O corpo mental/emocional seria a água em estado líquido. O estado de vapor seria o espírito. Recomendo o estudo dos trabalhos do físico japonês: Masaru Emoto – importante para entendermos o mecanismo de somatizar e de obsediar.
Quando encarnados, entre o espírito ou alma e o corpo físico há vários corpos intermediários, através deles fluem as correntes das energias que mantém as células vivas e funcionando; e servem de ponte para transferir as ondulações vibratórias do pensamento e da emoção ao corpo físico – cada tipo de pensamento, sentimento e atitude detém um padrão vibratório específico.

Resumindo, quando encarnados somos uma unidade: espírito, períspirito, duplo etérico, corpo astral mental e emocional, centros de força, meridianos de acupuntura, sistema nervoso, sistema glandular, células, órgãos…
Podemos de forma genérica e para simples visualização catalogar algumas formas de somatizar:
Reativa:
Exemplo, sentimentos de medo e raiva afetam o “Centro de Força” localizado na altura do estômago; daí nós sentimos pressão e desconforto local, “senti um nó no estômago”! Perdurando estes sentimentos e emoções, materializa-se um problema digestivo como uma gastrite e num processo mais demorado e intenso, criamos uma úlcera e, se cultivarmos sentimentos de mágoa, raiva ou ódio fabricaremos um câncer “made in fulano”.
A transferência para o corpo é feita de forma subconsciente, na maior parte das vezes, para justificar algo ou para conseguir benefícios (Não há intenção nem propósito consciente).
Justificativa ou desculpa:
Está no nosso DNA cultural usar a doença como desculpa e justificativa para nossa falta de capacidade e de empenho.
Punitiva ou de barganha:
A fixação mental como vítimas dos outros ou da situação, nos leva a adoecer como forma de vingança punitiva inconsciente, como se estivéssemos dizendo: “Sou um coitado! Vejam só o que fizeram comigo! Vocês vão acabar me matando!” Essa atitude pode ajudar a cristalizar a tendência para auto – compaixão, auto – destruição e vingança inconsciente.
Fixada essa tendência, as pessoas tendem a afastar-se cada vez mais da convivência social: a família já não dá a mesma atenção e, o grupo social logo se desinteressa; isso faz com que aumente o sentimento de inadequação e rejeição da pseudo – vítima; intensificando o processo.
Fuga:
Ao tentarmos escapar de crises existenciais, como decisões a ser tomadas ou dificuldade em resolver situação desconfortável, costumamos usar: cefaléia, sono excessivo, apetite compulsivo, anorexia nervosa, frigidez, impotência, libido exacerbada, etc. Emoções mal resolvidas comprometem a saúde e, se há forte envolvimento de ansiedade com temor e insegurança surge: diarréia, micção freqüente, suor localizado e excessivo.
Há múltiplos aspectos a serem considerados que não vem ao caso, nesta conversa.
O objetivo é identificar em cada doença e problema qual dessas “artimanhas” subconscientes nós estamos usando.
Esse trabalho é vital para que se consiga a cura definitiva e a sanidade – é um dos itens principais que uso no tratamento de meus pacientes. Numa primeira fase, como observador externo, ajudo a clarear; até que a própria pessoa possa identificar e fazer o próprio diagnóstico.

Américo Canhoto: Clínico Geral, médico de famílias há 30 anos. Pesquisador de saúde holística. Usa a Homeopatia e os florais de Bach. Escritor de assuntos temáticos: saúde – educação – espiritualidade. Palestrante e condutor de workshops. Coordenador do grupo ecumênico “Mãos estendidas” de SBC. Projeto voltado para o atendimento de pessoas vítimas do estresse crônico portadoras de ansiedade e medo que conduz a: depressão, angústia crônica e pânico.
Colaboração de Américo Canhoto para o EcoDebate, 29/03/2011

domingo, 26 de setembro de 2010

Inutilidades!


Olá motorizado leitor do Pimentas!

Como vai indo?
De carro?
E qual adesivo que você utiliza para incrementar a lataria?

Pois estava divagando a respeito do tema (sim, eu ando ocioso...) e pensei que é possivel identificar traços da personalidade do indivíduo de acordo com o adesivo de carro que ele utiliza.
Digamos que o adesivo funciona como um mini-outdoor do motorista que se encontra ao volante.
E aí? Qual a mensagem que você anda transmitindo a seu respeito através do seu bólido?


Puma: Você acredita piamente que é uma fera, mas não passa de um gatinho domesticado. Motoristas que têm o adesivo da Puma no carro geralmente usam calça de moletom e fazem academia com a proximidade do verão. Equivalente ao adesivo da Adidas.

Adesivo da Família: Geralmente utilizado por pessoas inseguras que precisam reafirmar seus valores e querem demonstrar que não são gays ou lésmicas. Na realidade estão oferecendo um ról de informações aos assaltantes e sequestradores antenados.

Adesivo de Time: Utilizado por fanáticos clubísticos, que não se importam em ter sua lataria amassada ao cruzar com uma turba insandecida do time adversário... Geralmente os motoristas são homens, que ao invés de aproveitar o domingo vão ao estádio sob o pretexto do jogo mas querem mesmo é abraçar marmanjo.

Ferrari: Geralmente vistos na traseira de Chevette. Das duas, uma... Ou o motorista possui um ótimo senso de irônia, ou acredita piamente que seu veículo é tão possante quanto um F1.

Playboy: Adesivo utilizado por motoristas do sexo masculino, solteiros, cuja experiência sexual se restringe basicamente em folhear a revista.

 Nossa Senhora: Motorista geralmente do sexo feminino que dirige mal. Tão mal que necessita da proteção divína. Também comum em carros de gente velha. Mantenha-se afastado!

Jesus é o Senhor: Motoristas de ambos os sexos que usam este adesivo como pretexto para cometerem infrações de trânsito já que estão sob a guarda do divíno. Atropeladores de cachorro, atravessadores de sinal, ultrapassagens pela direita. Nomeie a infração, olhe a lataria e terá um adesivo desses colado na traseira.

Adesivo de Tiro: Também conhecido como Gangsta Fail. A pessoa é tão cretina, que finge ser malvadona, levou um tiro, escapou ilesa e segue andando com o carro dessa maneira... Proibido pela polícia e pelo senso de ridículo, este adesivo por sorte entrou em extinção.


Personagem da Disney: Utilizado por pessoas imaturas e que acreditam que serão jovens para sempre. Suzana Vieira tem um desses na sua charanga. 


Cavalo Crioulo: Geralmente grudado na traseira de caminhonetes de alguém que passa a semana na cidade e o final de semana no sítio. E mesmo assim preferem louvar apenas UM único cavalo de potência.


Adesivo Tunning: Utilizado por pessoas que gastam mais com o veículo do que com a própria família. Facilmente identificados pois o carro emite um som téquino-dance ensurdecedor. 



Betty Boop: Comumente grudado na traseira de veículo pertencente a mulher solteira à procura... Ou como diria o filósofo Dado Dolabella: "vêm ni mim que eu to facim".


Penelope Charmosa: Também grudado em carro de mulher. Adesivo de Penelope é utilizado por mulheres que se acham fortes e independentes; mas que ao menor sinal de problemas, recorrem aos homens.

Bandeiras: Utilizado por pessoas que fizeram UMA única viagem de turismo na vida, e que precisam esfregar isso na cara de todo mundo.


Frases em Inglês: Utilizado por professores de línguas porque só eles acham graça disso.


No Stress: Adesivo que foi moda em praticamente 80% dos veículos automotores. Comum em carros de surfistas ou pessoas que adotam práticas esportivas radicais. Extremamente egocêntricas, as pessoas que usam adesivo de surfista geralmente possuem nível intelectual de uma criança de 6 anos.

E por fim temos ainda os adesivos feitos sob encomenda, por pessoas pobres, metidas a engraçadinha:


Não importa o adesivo, se você colocou ele na bundinha do seu carro, certamente está tentando mandar alguma mensagem pra galera parada no sinal.

Vou ali lavar o meu carro e pensar no assunto.
Um abraço.

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