Mostrando postagens com marcador Tsunami. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tsunami. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 18 de março de 2011

A energia que mata

Greenpeace protesta no Palácio do Planalto contra os investimentos em energia nuclear no Brasil e pede a presidente Dilma que suspenda ações na área.
Ativistas do Greenpeace estendem banners na frente da rampa do Palácio do Planalto, para pedir à presidenta Dilma Rousseff que suspenda os investimentos em energia nuclear. Greenpeace / Felipe Barra

A foto que choca é uma ilustração das consequências que a explosão de Chernobyl, o pior desastre nuclear da história da humanidade, que completa 25 anos em 2011 e causou a milhares de pessoas. A mensagem é clara, fala por si só. A energia nuclear mata. Se não mata, deixa marcas por gerações.

Tragédias como essa definitivamente não são comuns, mas quando acontecem comovem o mundo e trazem à tona os perigos inerentes ao investimento em energia nuclear. É o caso do Japão. Após sofrer o mais forte terremoto já registrado ali, seguido de um tsunami, o país vive o pior desastre desde a II Guerra Mundial. O resultado? Como se não bastasse a população sofrer com as consequências do tremor e da onda gigantesca que afundou cidades inteiras, ela ainda têm de conviver com o medo da contaminação radioativa.
Governos de vários países já se manifestaram contrários a investimentos nesse tipo de energia. Rússia, Bélgica, Suíça e Estados Unidos estão repensando seus projetos nucleares. O governo chinês suspendeu os investimentos em novas usinas. E a chanceler alemã, Ângela Merkel, deu a declaração mais contundente: aposentar imediatamente sete usinas. “O governo brasileiro também tem de abrir os olhos para isso. Com tantas alternativas energéticas, não faz sentido o Brasil continuar a construção de Angra III. Muito menos manter os planos de construir até 2030 outras quatro usinas”, afirma o responsável pela campanha de energia do Greenpeace, Ricardo Baitelo.

A crise vivida pelo Japão trouxe de volta a discussão sobre a segurança dos reatores nucleares e, com ela, o receio dos duros e graves efeitos que um vazamento como o do Japão pode causar. Diante da ameaça, o mundo parece ter finalmente acordado para o perigo.
Falta agora a presidente Dilma se posicionar. “Deveríamos seguir o exemplo de países que dependem mais da energia nuclear do que o Brasil, que agora consideram abrir mão dela. A geração nuclear representa menos de 2% da matriz elétrica brasileira e pode ser substituída por fontes energéticas mais limpas e sustentáveis.”
Peça a Dilma que suspenda os investimentos em energia nuclear.
Assista a um bate-papo sobre energia nuclear e tire suas dúvidas.
Veja a área que seria afetada no Brasil caso houvesse algum acidente nas usinas de Angra.
http://www.flickr.com/photos/greenpeacebrasil/sets/72157626293877218/show/
Últimas notícias do Japão:
A Agência Internacional de Energia Atômica anunciou nesta quinta-feira que 19 funcionários da central nuclear de Fukushima foram contaminados pela radioatividade e outros 25 ficaram feridos durante as explosões de dois reatores. Dois funcionários permanecem desaparecidos.
Durante o dia de hoje, 16.03, os esforços concentraram-se em novas tentativas de resfriamento dos reatores com falhas de superaquecimento. Especialistas alertam que se o calor dentro dos reatores não diminuir em pouco tempo, a catástrofe pode tomar proporções maiores. O governo vem usando um helicóptero que joga água do mar.
A Organização Mundial da Saúde lançou um alerta aos japoneses para que evitem se automedicar com comprimidos de iodo, na esperança de evitar altos graus de contaminação. Enquanto isto, milhares de japoneses buscam, em desespero, fugir para o oeste e sul do país, ainda em processo lento de recuperação de um gigantesco terremoto seguido de tsunami que devastou a região.

sexta-feira, 11 de março de 2011

ONU se solidariza e promete assistência a vítimas do terremoto no Japão

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, expressou profundo pesar hoje (11/03) e ofereceu todo o apoio das Nações Unidas, após forte terremoto e subsequente tsunamis atingirem o Japão, matando dezenas de pessoas e destruindo cidades, aldeias e infraestrutura. Agências da ONU já tomam medidas para lidar com o desastre.
O Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) informou que seus funcionários estão em contato com seus homólogos japoneses para ver como podem ajudar os esforços de socorro. A ONU também alertou o Grupo Consultor Internacional de Busca e Resgate (INSARAG), uma rede global de 80 países e organizações de resposta a desastres, sob a égide da ONU.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou que as autoridades japonesas fecharam várias usinas nucleares e extinguiram um incêndio em uma delas. Nenhum vazamento foi detectado até agora. A AIEA disse que está buscando mais informações sobre a situação nas usinas nucleares ou reatores de pesquisa e acrescentou que o combustível nuclear exige resfriamento contínuo mesmo depois de uma usina ser desligada.
O Programa Mundial de Alimentos (PMA) possui uma equipe de prontidão em toda a região do Pacífico na Ásia, para que possa responder a pedidos de socorro. A agência tem estoques de biscoitos energéticos e equipamento de emergência na Malásia.

Declaração do Secretário-Geral da ONU sobre o terremoto no Japão

Realizada em Nova York, 11 de março de 2011, durante conferência de imprensa na Sede da ONU.
Bom dia, senhoras e senhores, 
O mundo está chocado e entristecido com as imagens vindas do Japão esta manhã.
Em nome das Nações Unidas, quero expressar o meu profundo pesar e condolências ao povo japonês e ao governo japonês, sobretudo àqueles que perderam familiares e amigos no terremoto e subsequentes tsunamis.
O Japão é um dos mais generosos doadores, provendo assistência às pessoas necessitadas em todo o mundo. 
Nesse espírito, as Nações Unidas se colocam ao lado do povo do Japão e faremos tudo que pudermos neste momento muito difícil.
Observaremos de perto as consequências dos tremores em todo o Pacífico e Sudeste Asiático durante todo o dia.
Tenho sinceras esperanças de que, sob a liderança do Primeiro-Ministro Kan Naoto, com o pleno apoio e solidariedade da comunidade internacional, o povo e o Governo do Japão sejam capazes de superar este momento difícil assim que possível.
[Falando em japonês]
Para o povo japonês, ofereço a minha solidariedade e condolências. Com grande respeito e meus melhores desejos, sei que eles vão superar essa tragédia terrível.)
[Pergunta]
Obrigado Sr. Secretário-Geral. Então, o senhor disse que a ONU faria tudo o que puder, então tem algum plano específico para apoiar o Japão?
[Secretário-Geral]
Vamos falar com nosso escritório de Coordenação Humanitária e faremos tudo para mobilizar a assistência humanitária e as equipes de redução de risco o mais rápido possível. Muito obrigado.

Postagem em destaque

A importância do Ponto de Referência

O ÂNGULO QUE VOCÊ ESTÁ, MUDA A REALIDADE QUE VOCÊ VÊ Joelma Silva Aprender a modificar os nossos "pontos de vista" é u...