quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa - Distrito Federal


INICIATIVA DAS RELIGIÕES UNIDAS – URI BRASÍLIA

Brasília, 18 de Janeiro de 2011.
 

Circular 03/2010 


Caros irmãos e irmãs, 
Convidamos a todos para participarem de evento especial que se realizará neste próximo dia 21 de janeiro (sexta), a partir das 19:00 horas, no Parlamundi da LBV, relativo ao “Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa”. 
O evento é uma promoção conjunta das seguintes organizações: Associação das Famílias – Blog Diversidade Religiosa – Brahma Kumaris - CEBRAPAZ - Comunidade Bahá’í do Brasil – CONIC/Conselho de Igrejas Cristãs do Brasil - CRDHDR / Centro de Referência de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos para a Diversidade Religiosa - Federação Universal pela Paz/UPF - FOAFRO/Fórum de Religiões Afro do Distrito Federal e Entorno – Iniciativa das Religiões Unidas/URI Brasília – Legião da Boa Vontade – Movimento de Mulheres Negras/DF – OICD/Ordem Iniciática Cruzeiro Divino – Rede Afrobrasileira Sociocultural - Religião de Deus – União Planetária/UP – UNEGRO/DF – WICCA. 
A programação será a seguinte: 

Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa

Sexta-feira 21.01.2011 - 19:00 h
Templo da Boa Vontade - SGAS 915 Lotes 75/76 - ParlaMundi – Térreo 
Brasília – Distrito Federal 



“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pela, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender; e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.” (Nelson Mandela) 

Programa:

- Abertura 
Hino Nacional Brasileiro 
Mestre Gilvan apresentará o hino com um Berimbau 
Leitura de texto que contextualiza o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa 
Um minuto de silêncio em respeito às vitimas das enchentes no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.
- Apresentações Culturais e Artísticas 
Grupo Cultural Àsé Dudu (Percussão)
Grupo Batalá (Percussão) 
Percussão Árabe 
Banda: True Love Power – TLP (voz e violão) 
Representantes Ezequiel Gomes Roden e Mikael da Silva Pedroso 
Duo Encanto: 
Duas músicas: Panis Angelicus e Ave Maria 
Marcelo Biason/tenor e Paulo Vieira/Pianista 
(Leitura de trechos da Cartilha Direitos Humanos e Diversidade Religiosa/SDH entre as apresentações culturais e artísticas)
- Ato Inter-religioso
Momento em que representantes de religiões, tradições, grupos espiritualistas, ordens e religiosos, compartilham o Sagrado com o oferecimento de uma oração, canto, ou mensagem. 

Solicitamos que as lideranças religiosas, autoridades, etc, possam confirmar suas respectivas presenças no seguinte contato: 

Tel: (61) 3245-6305 (Marina Krieger)

Por fim, lembramos que os organizadores informam que, como contribuição, as entidades organizadoras, estarão recebendo doações de alimentos não perecíveis e materiais de higiene na ocasião, a serem enviadas às vitimas das enchentes. 
Anexo vai o convite oficial, o qual pedimos que colaborem com a divulgação e com a presença. 

Atenciosamente, 

URI BRASÍLIA

Vaticano impediu Igreja da Irlanda de denunciar pedofilia


Vaticano pediu a bispos irlandeses que não denunciassem abusos
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Uma carta do Vaticano de 1997 recém-revelada pedia para bispos irlandeses não reportarem à polícia todos os casos de suposto abuso infantil. A divulgação da carta pode levar à abertura de mais processos contra a Igreja Católica em todo o mundo, que nega qualquer envolvimento com acobertamento dos casos.

ida pela emissora irlandesa RTE e fornecida para a Associated Press, documenta a rejeição do Vaticano de uma iniciativa da Igreja irlandesa de começar a ajudar a polícia a identificar padres pedófilos.
A mensagem da carta debilita as persistentes afirmações do Vaticano de que a Igreja nunca instruiu bispos a reter evidência ou suspeita de crimes da polícia. Ela enfatiza o direito da Igreja de lidar com todas as alegações de abuso infantil e determinar punições, ao invés de delegar esse poder às autoridades civis.
Para ativistas, a carta de 1997 demonstra de uma vez por todas que a proteção de padres pedófilos da investigação criminal não é apenas sancionada pelos líderes no Vaticano, mas ordenada por eles.
Um argumento fundamental utilizado pelo Vaticano em defesa de dezenas de processos judiciais sobre abuso sexual clerical nos EUA é que eles não tiveram nenhum papel na ordenação de autoridades da Igreja local de eliminação de provas dos crimes.
Em sua carta pastoral de 2010 ao povo irlandês, o Papa Bento 16 não condenou bispos irlandeses por não terem respeitado a lei canônica e não ofereceu nenhuma menção explícita dos esforços de proteção às crianças da Irlanda pela Igreja da Irlanda ou do Estado.
Colm O''Gorman, diretor da divisão irlandesa da Anistia Internacional, abusado várias vezes por um padre irlandês quando era coroinha e esteve entre as primeiras vítimas a falar sobre o assunto, em meados da década de 1990, disse que há evidências de que alguns bispos irlandeses continuaram a seguir as instruções do Vaticano de 1997 e reteram relatos de crimes contra crianças até 2008.
Segunda a carta, a Congregação para o Clero estabeleceria as políticas mundiais para a proteção da infância "no momento adequado".
O Vaticano não aceitou formalmente nenhum dos três principais documentos da Igreja irlandesa sobre proteção de menores desde 1996. Os três enfatizam a denúncia obrigatória de supostas violações.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Especialista propõe novos ODM pós-2015


Diretor do PNUD elabora conjunto de oito metas de desenvolvimento visando 2030; países mais industrializados teriam desafios maiores

Divulgação / Prefeitura de Aracruz
BRUNO MEIRELLES
da PrimaPagina




Um novo conjunto de oito metas, que amplie o combate à desigualdade social, promova a sustentabilidade ambiental e inclua o enfrentamento a problemas que afetem países ricos e pobres de forma mais igualitária e equilibrada. É o que defende Olav Kjorven, diretor do Escritório internacional do PNUD de Políticas para o Desenvolvimento, em relação ao passo que deve ser dado após o término do prazo para cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), que expira em 2015.
O especialista norueguês aponta o desequilíbrio entre os desafios enfrentados por ricos e pobres para que cada uma das metas sejam atingidas como o maior problema do compromisso atual, que, segundo ele, foca principalmente os chamados países em desenvolvimento, dando a impressão de que as nações mais industrializadas pouco ou nada teriam a melhorar.
“Todos os países deveriam ser tratados da mesma forma, com objetivos para cumprir internamente e também com a responsabilidade de oferecer ajuda e solidariedade a outros nas áreas em q ue são referência”, afirma o diretor do PNUD.
"Na realidade, antes mesmo da crise financeira, as nações de renda média têm sido de vital importância no comércio e na ajuda aos mais necessitados. Então não é uma questão de ricos ajudando pobres, e sim de todos ajudando uns aos outros”, acrescenta.
Kjorven argumenta ainda que, enquanto o mundo desenvolvido apresenta bom desempenho nos indicadores relacionados à pobreza, podendo contribuir para que outros países alcancem este status, ele têm desempenho fraco em sustentabilidade. Portanto, seria adequado procurar o conselho de outras nações que estabeleceram planos de desenvolvimento que respeitam mais o meio ambiente.
O especialista norueguês acredita que, embora seja possível identificar grandes progressos na redução da pobreza, este é, muitas vezes, obtido à custa do aumento da desigualdade social. Isso porque, segundo o diretor do PNUD, é mais fácil trazer os “menos carentes” para cima da linha da pobreza do que alcançar os mais necessitados. “Não há incentivos para reduzir a desigualdade, embora quase todos a reconheçam como um fator fundamental por trás da pobreza e dos conflitos”, diz.
Já em relação à sustentabilidade, ele destaca a preocupação com a taxa mundial de consumo de recursos minerais, peixes e água e com as alterações climáticas, pois “o nível atual de emissões de carbono representa uma ameaça à estabilidade global e à redução da miséria”.
“Nosso consumo é insustentável e cada vez mais vai contribuir para tensões, conflitos e injustiças. E os países que estão engajados no sétimo ODM [garantir a sustentabilidade ambiental] são os que causam o menor dano, enquanto os mais ricos, que consumem muito mais por pessoa, têm escapado das metas”, afirma.
Objetivos propostos
Ainda de acordo com Olav Kjorven, as oito metas que ele propõe ainda estão em fase de elaboração e são voltadas para as próximas duas décadas - até 2030 -, de modo a garantir condições habitáveis à crescente população mundial.
primeira delas seria o corte de emissões de gases de efeito estufa em 50%. Já a segunda inclui uma série de medidas para aumentar a produtividade e a resistência dos ecossistemas críticos: expandir as áreas protegidas em terra e mar em, respectivamente, 17% e 10%, e aumentar em 20% as áreas agrícolas cultivadas de acordo com critérios de sustentabilidade.
terceiro ODM seria reduzir o consumo de proteína animal per capita em 20%, pois a substituição da carne por verduras, grãos e frutas diminuiria a pressão sobre os sistemas de criação de animais. O quarto compromisso diz respeito ao combate à pesca desenfreada, garantindo a capacidade de renovação dos ecossistemas marinhos.
Implementar políticas para impulsionar a produção industrial, reduzindo os desperdícios e minimizando a liberação de produtos tóxicos em solos, águas e ar consiste no quinto objetivo. O ODM número 6, por sua vez, seria alterar a carga fiscal para reduzir a geração de resíduos e impedir o esgotamento do capital natural.
Já o sétimo compromisso pede o fortalecimento das regras de transparência e das medidas anti-corrupção, além do controle da especulação financeira. Finalmente, a oitava das novas metas seria garantir o cumprimento total dos oito ODM atuais e fortalecer a luta global contra a pobreza.

Porto Alegre realiza marcha em defesa da liberdade religiosa

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=145156&id_secao=8


A Marcha Estadual pela Vida e Liberdade Religiosa do Rio Grande do Sul é uma das atividades que marcará o dia 21 de janeiro, definido por lei federal como o dia nacional de combate à intolerância religiosa. O dia 21 de janeiro é comemorado também o Dia Mundial da Religião. A data foi escolhida em homenagem a uma líder religiosa de Salvador (BA), Mãe Gilda, que faleceu em 2004.

Reprodução
 
Arte de convocação da marcha.
Em 2004, o dia da morte de Mãe Gilda (21 de janeiro) transformou-se no Dia de Combate à Intolerância Religosa, na cidade de Salvador, por meio de um projeto da vereadora Olívia Santana (PCdoB). Com base neste projeto, o deputado federal Daniel Almeida, do mesmo partido, propôs medida semelhante de alcance nacional, o que resultou na Lei 11.635, de 27 de dezembro de 2007 instituindo o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, que hoje você vê em seu calendário.

Vale esclarecer que "tolerância religiosa" não é concordância ou aceitação das crenças, tradições ou rituais religiosos que se apresentam no mundo plural que vivemos. Trata-se da garantia do direito de cada pessoa de aceitar ou rejeitar valores religiosos.

Em um país de maioria absoluta de católicos, a prática de religiões de matriz africana, como a Umbanda, o Candomblé, a Kimbanda e tantas outras, mesmo ampliando suas linhas e aproximando-se do folclore, foram duramente perseguidas pelas delegacias de costumes até a década de 60 do século 20.

Mesmo não sendo mais vítimas dessa perseguição pelas autoridades constituídas, a partir do final do século, começaram a sofrer com ataques sistemáticos movidos principalmente por igrejas neopentescostais. Estes ataques vão desde manifestações de intolerância em cultos e programas religiosos, podendo chegar até mesmo às agressões físicas contra praticantes dos cultos afro-brasileiros.

Lei Federal
Instituído pela Lei Federal 11.635/2007, sancionada pelo Presidente Lula em dezembro de 2007, o “Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa” vem a ser um espaço em que todos os cidadãos brasileiros podem refletir e expressar as diferentes opiniões referentes a todo tipo de intolerância e discriminação por questões religiosas.

Este dia vem fortalecer no campo prático, as garantias constitucionais e os acordos e declarações internacionais, subscritos pelo Brasil, relativas ao respeito à liberdade religiosa e de crença em nosso país, resguardando a laicidade do Estado.

O lançamento, em dezembro de 2009, do 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3) é também comemorado como vitória pelos praticantes de religiões de matriz africana, pois em seus eixos e ações programáticas, pela primeira vez incluiu a questão da diversidade religiosa como um dos pontos aos quais deverá haver maior atenção dos organismos estatais.

Imagem da 2ª Marcha Estadual pela Vida e Liberdade Religiosa do Rio Grande do Sul, realizada em conjunto coma marcha de abertura do FSM 2010.
Marcha gaúcha

Para marcar a data, terreiros, organizações e movimentos sociais gaúchos organizam a 3ª Marcha Estadual pela Vida e Liberdade Religiosa do Rio Grande do Sul, no próprio dia 21, já que o município de Porto Alegre aprovou lei similar à federal, marcando a data tambpem como dia municipal de combate à intolerância religiosa.

O dirigente da União de Negros pela Igualdade (Unegro) Antônio dos Santos da Silva explica que a manifestação é "para que haja liberdade religiosa, para que o Brasil se torne laico". A lei foi aprovada por demanda dos terreiros e movimentos sociais e foi alvo de debate em diversas conferências nacionais da igualdade racial, tendo a pauta sido apresentada à Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial (Seppir).

Em 2009 ocorreu a primeira marcha no estado, reunindo entre 3 e 4 mil pessoas, segundo Antônio. Em 2010, a manifestação foi realizada em conjunto com a marcha de abertura do Fórum Social Mundial, que teve uma edição na cidade de Porto Alegre (RS). Para este ano, Antônio espera a presença de 4 a 5 mil participantes. As reuniões de organização da marcha contam com presença aproximada de 30 pessoas, de diferentes terreiros e organizações.


Da redação, Luana Bonone, com informações de sites religiosos e de direitos humanos

O antropoceno: uma nova era geológica

Leonardo Boff

As crises clássicas conhecidas, como por exemplo a de 1929, afetaram profundamente todas as sociedades. A crise atual é mais radical, pois está atacando o nosso modus essendi: as bases da vida e de nossa civilização. Antes, dava-se por descontado que a Terra estava aí, intacta e com recursos inesgotáveis. Agora não podemos mais contar com a Terra sã e abundante em recursos. Ela é finita, degradada e com febre não suportando mais um projeto infinito de progresso.

A presente crise desnuda a enganosa compreensão dominante da história, da natureza e da Terra. Ela colocava o ser humano fora e acima da natureza com a excepcionalidade de sua missão, a de dominá-la. Perdemos a noção de todos os povos originários de que pertencemos à natureza. Hoje diríamos, somos parte do sistema solar, de nossa galáxia que, por sua vez, é parte do universo. Todos surgimos ao longo de um imenso processo evolucionário. Tudo é alimentado pela energia de fundo e pelas quatro interações que sempre atuam juntas: a gravitacional, a eletromagnética e a nuclear fraca e forte. A vida e a consciência são emergências desse processo. Nós humanos, representamos a parte consciente e inteligente da Via-Láctea e da própria Terra, com a missão, não de dominá-la mas de cuidar dela para manter as condições ecológicas que nos permitem levar avante nossa vida e a civilização.
Ora, estas condições estão sendo minadas pelo atual processo produtivista e consumista. Já não se trata de salvar nosso bem estar, mas a vida humana e a civilização. Se não moderarmos nossa voracidade e não entrarmos em sinergia com a natureza dificilmente sairemos da atual situação. Ou substituímos estas premissas equivocadas por melhores ou corremos o risco de nos autodestruir.A consciência do risco não é ainda coletiva.
Importa reconhecer um dado do processo evolucionário que nos perturba: junto com grande harmonia, coexiste também extrema violência A Terra mesma no seu percurso de 4,5 bilhões de anos, passou por várias devastações. Em algumas delas perdeu quase 90% de seu capital biótico. Mas a vida sempre se manteve e se refez com renovado vigor.
A última grande dizimação, um verdadeiro Armagedon ambiental, ocorreu há 67 milhões de anos, quando no Caribe, próximo a Yucatán no México, caiu um meteoro de quase 10 km de extensão. Produziu um tsunami com ondas do tamanho de altos edifícios. Ocasionou um tremor que afetou todo o planeta, ativando a maioria dos vulcões. Uma imensa nuvem de poeira e de gases foi ejetada ao céu, alterando, por dezenas de anos, todo o clima da Terra. Os dinossauros que por mais de cem milhões de anos reinavam, soberanos, por sobre toda a Terra, desapareceram totalmente. Chegava ao fim a Era Mesozóica, dos répteis e começava a Era Cenozóica, dos mamíferos. Como que se vingando, a Terra produziu uma floração de vida como nunca antes. Nossos ancestrais primatas surgiram por esta época. Somos do gênero dos mamíferos .
Mas eis que nos últimos trezentos anos o homo sapiens/demens montou uma investida poderosíssima sobre todas as comunidades ecossistêmicas do planeta, explorando-as e canalizando grande parte do produto terrestre bruto para os sistemas humanos de consumo. A conseqüência equivale a uma dizimação como outrora. O biólogo E. Wilson fala que a “humanidade é a primeira espécie na história da vida na Terra a se tornar numa força geofísica” destruidora. A taxa de extinção de espécies produzidas pela atividade humana é cinquenta vezes maior do que aquela anterior à intervenção humana. Com a atual aceleração, dentro de pouco – continua Wilson – podemos alcançar a cifra de mil até dez mil vezes mais espécies exterminadas pelo voraz processo consumista. O caos climático atual é um dos efeitos.
O prêmio Nobel de Química de 1995, o holandês Paul J. Crutzen, aterrorizado pela magnitude do atual ecocídio, afirmou que inauguramos uma nova era geológica: o antropoceno. É a idade das grandes dizimações perpetradas pela irracionalidade do ser humano (em grego ántropos). Assim termina tristemente a aventura de 66 milhões de anos de história da Era Cenozóica. Começa o tempo da obscuridade.
Para onde nos conduz o antropoceno? Cabe refletir seriamente.
Leonardo Boff é Filósofo e Teólogo

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Campanha: Desastre Amazônico



O Presidente do IBAMA se demitiu sob forte pressão para permitir a construção do desastroso Complexo Hidrelétrico de Belo Monte, que iria devastar uma área imensa da Amazônia e expulsar milhares de pessoas. Proteja a Amazônia seus povos e suas espécies.

A mega usina de Belo Monte iria cavar um buraco maior que o Canal do Panamá no coração da Amazônia, alagando uma área imensa de floresta e expulsando milhares de indígenas da região. As empresas que irão lucrar com a barragem estão tentando atropelar as leis ambientais para começar as obras em poucas semanas.

Abelardo Bayama Azevedo, que renunciou à Presidência do IBAMA, não é a primeira renúncia causada pela pressão para construir Belo Monte. Seu antecessor, Roberto Messias, também renunciou pelo mesmo motivo ano passado, e a própria Marina Silva também renunciou ao Ministério do Meio Ambiente por desafiar Belo Monte.

A mudança de Presidência do IBAMA poderá abrir caminho para a concessão da licença – ou, se nós nos manifestarmos urgentemente poderemos marcar uma virada nesta história.

Vamos aproveitar a oportunidade para dar uma escolha para a Presidente Dilma no seu pouco tempo de Presidência: chegou a hora de colocar as pessoas e o planeta em primeiro lugar. Assine a petição de emergência para Dilma parar Belo Monte – ela será entregue em Brasília, quando conseguirmos 150.000 assinaturas.



Assine a petição para Presidente Dilma contra a barragem e pedindo eficiência energética.
É só clicar no link abaixo. Eu já assinei:

https://secure.avaaz.org/po/pare_belo_monte/?vl


http://ecodebate.com.br/90b

Criada faculdade em Goiás para comunidades quilombolas


O primeiro Curso de Licenciatura Plena em Educação Quilombola - a Faculdade Kalunga – que será implantado no país, atenderá as comunidades remanescentes de quilombos do Território Kalunga localizada na Chapada dos Veadeiros, nos municípios de Cavalcante, Monte Alegre e Teresina de Goiás, no estado de Goiás. 

O anúncio foi feito pelo deputado Pedro Wilson (PT-GO), que agradeceu a iniciativa do ministro da Educação, Fernando Haddad, e pediu celeridade no processo para o início do curso, ainda este ano, argumentando que a escola vai atender a demanda de uma comunidade tradicional e preencher a carência de profissionais qualificados para a área em toda a região.

Para Maria Helena Kalunga, de Monte Alegre, uma das principais lideranças na luta pela implantação do curso, esta é uma decisão histórica que coloca o Brasil entre os mais evoluídos países do mundo e resgata a história de um povo preservando sua origem e sua cultura.

Pedro Wilson lembrou que esta é uma luta histórica que envolveu, nos dois últimos anos, as comissões de Educação e Cultura, de Direitos Humanos e de Legislação Participativa da Câmara, com a realização de diversos seminários e audiências públicas, que contou com a participação de representantes da SEPPIR (Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial), do Ministério da Educação (Mec), da Fundação Palmares, das universidades Estadual e Federal de Goiás, a Universidade de Brasília (UnB), e autoridades dos municípios envolvidos e, principalmente das lideranças Kalunga.

O curso atenderá professores e ex-professores da comunidade que já possuem o ensino médio e vinham exercendo a função para cobrir a deficiência de profissionais de educação qualificados na área.



http://www.vermelho.org.br/tvvermelho/noticia.php?id_noticia=145388&id_secao=10

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