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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Uttara Gita - Cap. I


Este livro é a descrição de um diálogo entre Arjuna e Krishna. Arjuna seria o discípulo, o homem já amadurecido para receber a verdade, aquele que já está apto a ser um iniciado. Krishna, o mestre, aquele que desvenda o ser.

1 - Como chegarei ao conhecimento daquele Brahma que é Uno?

. Esse conhecimento não é analítico racional.
. Não é algo que se possa adquirir através de reflexões intelectuais.
. O conceito indiano "conhecer" é conhecer-se, é compreender-se como Atma, e vivê-lo.
. Só há uma causa de espaço e de tempo, a qual deve transcender a ambos, pois é a origem deles.

2 - Brahma, a quem nenhum argumento demonstra, nem conceito algum evidencia. Incognoscível, ignoto, absolutamente livre de nascimento e morte.

. O que escapa ao domínio do intelecto não pode ser demonstrado pelas armas que este possui.
. Perseguir a sabedoria real com a razão,seja inútil tanto quanto pretender, sendo cego de nascimento, falar das múltiplas formas da vida.
. A razão é cega para entender aquilo que a transcende.

3 - Brahma, aquele que é o absoluto, a única morada da eterna paz e pureza, a causa instrumental e material do universo, ainda que em si mesmo seja sem causa e isento de toda relação.

. O conhecimento não é mental, somente pode ser obtido se transcendido o intelecto.

4 - Brahma, aquele que mora no coração de todos os seres, e em si próprio resume o conhecimento e o objeto conhecido.

. Transcender o poder.

5 - Arjuna se interessa pelo modo de alcançar o conhecimento dos Tattvas sem limites:

.

domingo, 11 de outubro de 2009

Uttara Gita - Ada Albrecht (Parte I)


Na Introdução, Ada fala que nos iludimos com nosso pensamento, passando a acreditar que somos aquilo que nossa mente aceita. Nossa mente consegue nos escravizar a tal ponto que deixamos para trás nossa verdadeira realidade, para nos adequarmos aquela construída por nossa mente.

Foi na Ciência e na Lógica, que a mente ocidental se enraizou. Mas foi no Oriente que nasceu o conceito de que a mente é o gerador da grande ignorância, o Intelecto.
Portanto, apesar de acreditarmos estar portentosos, somos hoje mais ignorantes que ontem, pois nos afastamos da realidade absoluta para nos apossarmos da verdade relativa. Segundo a autora, é no Intelecto a fonte das Ilusões que geram desconcerto, violência, antifraternidade, e enfim a guerra do homem contra o homem.

Compara os grandes avatares da Humanidade a verdadeiras montanhas, e que a maioria fica apenas nas enconstas da montanhas, não conseguindo compreender nem uma ínfima parte do que eles se propuseram a ensinar. Fala de toda a ignorância em que estamos mergulhados, mesmo quando falamos dos nossos filósofos. Pouco sabemos, e mesmo isso é litigioso e cheio que conflito.

Ela nos alerta que "todo pensar sério, seja no Oriente, seja no Ocidente, desemboca de modo categórico, e não menos paradoxal, na morte do próprio pensamento". O Intelecto é mero caminho para o encontro da essência. E que deve ser abandonado quando a essência já não é intelectualizada, mas sim vivida. Ela também com para nossa mente a uma lâmpada, que serve para iluminar o caminho em busca de algo, mas que uma vez encontrado, a lâmpada já não serve mais. Se insistirmos em cultuar a lâmpada, em vez do objeto encontrado.

Platão já falava que a mente tinha que ser esvaziada, purificada, para chegar à visão do sagrado.

E foram os indianos que, sem o menor pudor, declararam que o homem é Deus em essência. E ainda disseram mais, que mesmo se negarmos essa essência divina, ela ainda existirá. Quanto mais ampliada é a purificação da mente, mais ampliada é sua capacidade de percepção. Quanto mais purificada, mais ascende até a verdade.

Mas ainda estamos presos na mente. Até quando?

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

CNBB reitera legitimidade de acordo entre Brasil e Vaticano

19/08 - 18:03 - EFE

Rio de Janeiro, 19 ago (EFE).-

O acordo assinado entre o Brasil e o Vaticano respeita, em todos os aspectos, a Constituição do país e o Estado laico, disse hoje à Agência Efe o presidente do episcopado brasileiro, Dom Geraldo Lyrio Rocha.

"O acordo não fere a Constituição, não fere o Estado laico e não reivindica nenhum privilégio para a Igreja Católica. O acordo integra, em um único texto, aquilo que já está na legislação do país, na Constituição e na jurisprudência", declarou o também arcebispo de Mariana (Minas Gerais), à frente da Confederação Nacional de Bispos do Brasil desde maio de 2007.

Assinado durante a visita que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez ao papa Bento XVI em 13 de novembro do ano passado, o acordo entre a Santa Sé e o Brasil, o país com mais católicos do mundo, ainda precisa ser aprovado pelo Congresso nacional para entrar em vigor.

O documento, contra o qual alguns setores da sociedade se manifestaram no começo da semana, regula os aspectos jurídicos da Igreja Católica no país, que até agora era regida por um decreto de 7 de janeiro de 1890, no qual a então recém-proclamada República Federativa do Brasil reconhecia o caráter jurídico da instituição, destacou Dom Lyrio.

Segundo o arcebispo, o documento, de 119 anos, se tornou "frágil", porque os servidores das repartições públicas estavam tendo dificuldades para reconhecer o mesmo consignava. Por essa razão, a própria CNBB propôs um acordo entre o Brasil e a Santa Sé, processo que começou nos anos 1990.

"Assim como muitos outros Estados têm relações e assinam acordos com a Santa Sé, propusemos que o Brasil tivesse um acordo dessa natureza que reafirmasse o caráter jurídico da Igreja Católica no Brasil, o que foi levado adiante pela Nunciatura Apostólica", declarou o presidente da CNBB.

O documento, com 20 artigos, estabelece um marco jurídico para o funcionamento da Igreja Católica e de suas instituições no Brasil, sempre baseado no que está previsto na Constituição e nas leis, e sem acrescentar nada de novo ao que já existe.

"(O acordo) não traz elementos novos" quanto à situação da Igreja Católica no país, frisou o arcebispo, que reiterou a conformidade do documento às normas constitucionais e ao Estado laico.

"O Estado laico não é sinônimo de Estado antirreligioso, absolutamente ateu. O laico é o que não é confessional e garante a todas as confissões o direito de se expressar e organizar, respeitadas as limitações impostas pela legislação", afirmou Dom Lyrio na entrevista por telefone que concedeu à Efe.

Nesse sentido, o presidente da CNBB ressaltou que, assim como a Igreja Católica fez esse tratado, "outras confissões podem tentar firmar convênios com o Estado brasileiro de acordo com seus interesses", como ocorre em muitos outros países.

Em resposta às críticas de organizações de ateus e membros de outras religiões, segundo as quais a Igreja Católica obterá privilégios inconstitucionais com o acordo, o arcebispo disse que "todos os artigos do documento trazem a ressalva 'de acordo com a legislação em vigor e com a Constituição do Brasil'".

De modo semelhante já tinha se expressado na segunda-feira o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta. Em um artigo publicado no site da CNBB, o religioso destacou que o acordo "não concede nenhum privilégio extraordinário à Igreja Católica".

Como o documento regula os aspectos jurídicos da Igreja Católica e de suas instituições em temas como o casamento religioso, o funcionamento de escolas e hospitais e a assistência social a presos, o texto "foi submetido à aprovação de todos os ministérios que têm alguma relação com o acordo", acrescentou Dom Lyrio.

Segundo dados da CNBB, pouco mais de 70% dos 191 milhões de brasileiros são católicos, mas nem por isso "a Igreja pretende ter qualquer privilégio em relação a outras confissões", insistiu o presidente da entidade.

"A Igreja Católica brasileira mantém uma postura ecumênica e de diálogo inter-religioso. Seria uma incoerência querer pleitear qualquer coisa que ferisse o Estado laico", concluiu. EFE joc/sc

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/08/26/camara+aprova+estatuto+da+igreja+catolica+8108122.html

sábado, 22 de agosto de 2009

Iniciação


Falar de iniciação é falar de um assunto complexo até para os mais experientes, para pessoas como eu então, é tarefa árdua e perigosa. Comecemos com todo o cuidado, analisando o verbete e seu significado.

i.ni.cia.ção

sf (lat initiatione) 1 Ato ou efeito de iniciar ou iniciar-se. 2 Ação de começar. 3 Cerimônia pela qual se inicia alguém nos mistérios de alguma religião ou doutrina. 4 Admissão de alguém em qualquer ordem maçônica. 5 Segundo o ocultismo, espécie de educação gradual, em que o discípulo, instruído primeiramente nas suas possibilidades mediante uma exposição dogmática e ainda hipotética, desenvolve em si, por seus próprios esforços, faculdades transcendentes, das quais por enquanto só possui o germe. (fonte: Michaelis online)
s.f. Ação ou efeito de iniciar ou iniciar-se. / Cerimônias pelas quais alguém era admitido ao conhecimento de certos mistérios nas religiões antigas e que acompanham hoje a admissão em diferentes sociedades secretas. / Ação de dar a alguém as primeiras noções de certas coisas que ignorava: iniciação à filosofia. (fonte: Aurélio online)

Estes são os conceitos tradicionalmente aceitos, onde um leigo, ao aderir a determina corrente de pensamento, recebe a iniciação de um adepto mais velho e outorgado para isso, normalmente um mestre, ou um pai espiritual.

A Iniciação existe há milhares de anos, quando o mais velho elegia seu sucessor, ou para garantir a perpetuação daquele conhecimento. Portanto, era raro alguém receber a Iniciação, pois essa significava Poder e Liderança sobre determinado povo ou credo. Hoje não ocorre assim, sendo a Iniciação tratada com menos cuidado e parcimônia.

Mestre Arhapiagha define iniciação como sendo o “Conhecimento da Origem de todas as coisas, inclusive de si mesmo”. Iniciar-se então é conhecer o Início.

Vivemos envoltos no Universo, realidade regida pelo Espaço e Tempo.O Espírito, imortal, eterno, não é regido pelas dimensões Espaço e Tempo. Quando o Espírito resolveu se manifestar através do Corpo físico, criou a dualidade, o Manifesto e o Imanifesto. E embora liberto da dimensão Espaço e Tempo, preferiu estar exposto a ela.

Portanto, sua percepção começou a se iludir com o que não existia e criar necessidades que anteriormente não possuía.
Na medida em que o Espírito foi se aprofundando na matéria, criando seus corpos densos, foi iludindo-se cada vez mais. A ponto de hoje não mais se reconhecer como Espírito, esquecendo-se e até negando-se em acreditar que é eterno. Não se imagina longe do conforto da vida moderna, com suas necessidades tão prementes e inadiáveis... Dinheiro, beleza, poder, fama.
O Espírito descobriu a Inveja, o Egoísmo, a Vaidade, a Ambição, A Gula, a Luxúria, o Ódio. Envolto em todos estes véus de Ilusão, construiu a Vida Moderna, verdadeiro grilhão formado por elos numerosos, dificultando a passagem de um mínimo sequer de Lucidez Espiritual.

A Iniciação é a busca desta Lucidez esquecida.

A retirada destes véus é o único caminho para o Espírito voltar a se reconhecer. No entanto, isso poder ser extremamente perigoso. Extremamente dolorosa,chegar até a Verdade e vê-la pode provocar a perda do equilíbrio mental. Deve ser feito por um Mestre consumado, preparado e outorgado para isso. Senão, a Iniciação será apenas uma Escola de feitura de Loucos.

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