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quinta-feira, 15 de novembro de 2018
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Felicidade e Neuromodulação (neuroplasticidade)
Por muitos apelidado de "o homem mais feliz do
mundo", Matthieu Ricard (foto) brindou a comunidade com a sua
palestra sobre os Hábitos da Felicidade numa TEDtalk de grande importância para
todos os que acreditam que é importante ser feliz.
Era para ser cientista mas acabou monge budista. Filho do
filósofo Jean-François Revel e da pintora Yahne Le Toumelin, o francês Matthieu
Ricard, 65 anos, cresceu no meio intelectual de Paris e doutorou-se em genética
molecular. Aos 38 anos abandonou a carreira para ir viver nos Himalaias e
tornar-se monge budista, mas o interesse pela ciência permaneceu.
Desde 2000 que ele é membro do Mind and Life Institute,
que promove o diálogo e a investigação entre cientistas e budistas, e participa
em estudos sobre a consciência e o treino da mente com investigadores de
vanguarda. Numa das mais recentes, os cientistas ligaram 256 sensores ao seu cérebro
enquanto meditava e as imagens mostraram o mais alto nível de atividade alguma
vez registado no córtex pré-frontal esquerdo, associado às emoções positivas. A
escala variava entre +0.3 a -0.3 (beatífico) e os resultados de Matthieu Ricard
situaram-se fora da escala por mais de -0.45. Foi a primeira vez no mundo que
isto aconteceu.
É conhecido por ser o homem mais feliz do
mundo. Porquê?
Em que consistiram essas experiências?
Quais são as implicações dessas
experiências?
Podemos treinar a felicidade, é isso?
Não encontrou respostas nas tradições ocidentais?
O que é que temos de aprender exatamente?
Esses sentimentos não são o que
nos torna humanos?
Hoje em dia nunca sente emoções negativas?
O que podemos fazer em situações dessas?
Cultiva-se uma espécie de desapego em
relação às emoções más?
Vive num mosteiro no Nepal. Trabalhar das 9
às 5 num escritório é mais ou menos desafiante?
Fez uma mudança de vida radical…
Há condicionamentos biológicos para a
infelicidade?
Nas pessoas habituadas a ser infelizes esse
desafio é maior?
Porque resistimos à mudança?
Como reverter o paradigma do ‘não sou capaz
de mudar’?
Temos de encher a mente de ‘emoções
medicinais’?
Não é possível ter emoções ambivalentes?
A meditação tem efeitos sobre o sofrimento
físico?
Se deixamos de meditar os efeitos
perduram?
Muitos começam a meditar e desistem. A
felicidade dá trabalho?
A felicidade faz parte da natureza humana
ou foi uma conquista evolutiva?
Essa satisfação mediana não é o conceito de
felicidade budista…
Podemos ser felizes sabendo que outros
sofrem?
E é possível ser feliz quando somos vítimas
de violência?
Então ser infeliz é uma escolha?
Vivemos em sociedades que nos fazem
infelizes?
Uma cultura de meditação pode criar
gerações mais felizes?
Um budista tem mais probabilidade de ser
feliz do que um cristão ou ateu?
Se aplicarmos os valores do amor e da
compaixão chegamos ao mesmo sítio. São Francisco de Assis encarna todos os
princípios budistas. O Dalai Lama disse uma vez que no budismo não achamos que
exista um criador mas quem acredita tem de amar os outros, que são também
produtos de Deus. Quando foi a Montserrat, na Catalunha, ver um eremita numa
gruta, perguntou-lhe ‘Sobre o que tem estado a meditar na sua vida toda?’. Ele
respondeu ‘No Amor’. E emanava tanto amor que o Dalai Lama ficou realmente
inspirado. No fundo não há assim tanta diferença.
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Dad Janki - a mente mais estável do mundo - Guardiã do Planeta
DADI JANKI - A MENTE MAIS ESTÁVEL DO MUNDO
Uma ioguina indiana, DADI JANKI, de 86 anos, foi considerada pelo Instituto de Pesquisa Médica e Cientifica da Universidade do Texas, como a "mente mais estável do mundo" porque, mesmo testada em situações tensas e perigosas, seu eletroencefalograma marcou a presença constante de ondas delta, as ondas mais positivas e lentas produzidas pela atividade cerebral.
Ela recebeu da ONU o título, muito raro de ser concedido, de Guardiã do Planeta, por seu trabalho em prol de mentes mais livres e pacíficas.
Quando lhe perguntaram, em sua visita a São Paulo, a receita de uma mente tão tranquila e sem pesos, ela respondeu:
"Muito amor no coração por todos e nenhum apego por ninguém, tentar não prejudicar pessoa alguma minimamente e eliminar da mente qualquer pensamento negativo, fazendo um exercício diário e ter a certeza de que não estamos aqui à toa, mas para cumprir o destino da evolução. Que somos caminhantes, sem dependências ou estabilidades. Quem não percebe isso se torna escravo do
desnecessário e polui a mente".
Em 1978, Dadi Janki foi submetida a um teste na Universidade do Texas, nos Estados Unidos, quando então se tornou conhecida como "a mente mais estável do mundo" (suas ondas cerebrais não se alteram mesmo em situações extremas).
"A maravilha é que, mesmo não entendendo inglês, consegui dar as respostas certas", diz.
Hoje, aos 86 anos, 60 deles dedicados ao estudo espiritual e à prática da meditação, Dadi é só tranqüilidade e paz. Co-diretora mundial da Brahma Kumaris - universidade espiritual com sede na Índia e mais de 5 mil centros pelo mundo -, integrante do grupo Guardiões da Sabedoria e criadora da Fundação Janki de Pesquisas para Saúde Global, em Londres, ela nos recebeu vestindo branco por dentro e por fora, sem solenidades, sem as vaidades comuns à maioria das mulheres. Seu discurso encanta pela pureza e ensina que as mudanças possíveis ao mundo começam no coração de cada pessoa.
- Por que tanta gente está buscando uma vida simples?
- Vivemos com muitas demandas de consumo. Eu quero isto, eu quero aquilo, aquilo outro e assim por diante. E todo mundo tem muitas demandas e expectativas. Se vivemos ao sabor das demandas externas, tudo o que conseguimos ver em termos de reconhecimento da personalidade humana é o que aparece na superfície, o que é artificial. E vida simples significa vida
real.
Algumas pessoas pensam que a necessidade da vida é possuir coisas, quando, na verdade, o que realmente importa é possuir valores espirituais. Portanto, quando reafirmamos nossa vida em propósitos de paz, felicidade e amor, caminhamos para a felicidade verdadeira.
A conquista de uma vida simples permite que a espiritualidade se desenvolva facilmente. E espiritualidade significa eu usar o meu tempo, o meu dinheiro e a minha energia no caminho do bem.
- E de que maneira podemos seguir esse caminho na prática, levando em conta as dificuldades do dia-a-dia?
- Existem três aspectos importantes para o entendimento do que proponho aqui, do que estamos levando adiante com o conhecimento.
a) O primeiro passo é empreender a busca, porque quando faço isso reconheço os territórios internos, em termos de qualidade dos pensamentos, e entendo o que pode ser feito para mudar.
b) Segundo, tenho de conhecer a Deus, ser capaz de ter um relacionamento com o divino, de maneira a estar pronto para receber de Deus o tesouro da paz.
c) Terceiro, eu também preciso entender os movimentos de calma e de ação, assim como o curso e os efeitos de minhas ações. Se eu puder entender essas três coisas, então certamente terei paz verdadeira.
- A senhora vive com pouco?
- Posso viver muito bem com três conjuntos de roupas: uma para tudo, outra para alternar na lavagem, uma terceira guardada. Às vezes, quando visito alguém, as pessoas me chamam para mostrar o número de roupas que elas têm, a quantidade de sapatos, as jóias. Eu sinto compaixão por elas, porque seu intelecto certamente está disperso. Todos esses apelos externos nos distraem do real propósito da vida.
- Essa desconexão com o real complica também nossos relacionamentos?
- Sim, as demandas externas distanciam as pessoas do que entendemos como qualidade em um relacionamento. É o que deteriora a família, as amizades e consagra o egoísmo no lugar da verdade. Quando, enfim, complicamos muito a vida, fica difícil tomarmos conta de nós mesmos e, mais ainda, não há como
cuidar devidamente de nossos relacionamentos.
Bem, eu posso mostrar, com a minha vida, de que maneira é possível alcançar a felicidade e, assim, os outros têm uma referência de como conseguir isso também. Com uma vida simples, posso dar atenção aos outros, cooperar com os outros, porque quando meu coração é honesto, ele se torna grande, generoso.
- É possível manter-se centrado mesmo com o turbilhão de informações produzido por jornais, revistas e televisão?
- Eu prefiro viver longe desse fluxo. Porque, se sabe, isso acaba virando um vício. As pessoas acreditam que, lendo jornais ou assistindo TV, estejam apenas buscando informações sobre o que acontece no mundo. Mas, na verdade, tudo isso produz uma grande quantidade de distrações.
O cinema, da mesma forma, difunde muitos e muitos maus hábitos. Assim, fica muito difícil, por exemplo, manter uma vida mais contemplativa, pautada na prática da meditação. A natureza humana é muito suscetível.
Somos freqüentemente afetados pelo mal. E quase sempre a influência do mal ocorre de maneira muito rápida. Se eu, de fato, quiser me tornar um ser humano em sua plenitude, se esse é meu propósito, devo procurar caminhos diferentes, que não me façam perder tempo e energia. Ideias assim são sempre muito inspiradoras. Mas parece um tanto difícil conseguir isso.
A verdade é que há muitos males no mundo de hoje e creio que é mesmo hora de pararmos com isso. Eu tenho o alegre objetivo de, primeiro, fazer da minha vida uma boa vida e manter a mim mesma livre de todas as influências de negatividade do mundo. E há muitas pessoas criando uma vida boa como esta. Gente do mundo todo está reconhecendo que é por meio da espiritualidade que se pode alcançar uma vida plena.
- Vivemos tempos um tanto incertos. Podemos acreditar num bom destino para a humanidade?
- Sim, eu acredito que o futuro será bom. Há pessoas buscando uma vida sensata, uma vida simples, e elas servirão de inspiração para os outros, em favor do mundo. E tudo o que é exigido é uma transformação interna, de maneira que possamos ter bons sentimentos, sem nos colocarmos negativamente contra quem quer que seja. Basta que não tenhamos maus sentimentos, que exercitemos a aceitação dos outros, disseminando paz e felicidade.
- É preciso tornar-se um iogue para incorporar essa atitude?
- Não necessariamente. Todos aqueles que, através da observação contínua de si mesmos, e através da meditação, experienciam um relacionamento autêntico com Deus, podem se tornar as estrelas brilhantes que iluminam o mundo.
Eu acredito que se todos seguirmos juntos assim, poderemos criar o céu aqui na Terra. Mas, primeiro, teremos de criar o céu em nossas mentes. Porque tudo o que acontece neste mundo começa antes no coração dos homens.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
MEDICINA E MEDITAÇÃO
(Extracto de uma palestra dada por Osho para a Associação Mé
dica na Índia)
(....) O homem é uma doença. As doenças chegam ao homem, mas o homem em si mesmo é também uma doença. Este é o seu problema e também a sua singularidade. Esta é a sua sorte e também o seu azar. Nenhum outro animal na Terra tem tais problemas, ansiedade, tensão, doenças, da maneira como o homem os tem. E esta condição em si mesma deu ao homem todo o seu crescimento, toda a sua evolução; porque "doença" significa que não se pode ser feliz onde se está, não se pode aceitar o que se é. Esta própria doença tornou-se o dinamismo do homem, a sua inquietude, mas, ao mesmo tempo, é também o seu infortúnio, porque ele está agitado, infeliz e a sofrer.
Nenhum outro animal excepto o homem tem a capacidade de se tornar louco. A menos que o homem leve algum animal à insanidade, este não irá enlouquecer por si próprio - não se torna neurótico. Os animais não estão loucos na selva, tornam-se loucos num circo! Na selva, a vida de um animal não é desvirtuada, mas torna-se pervertida num jardim zoológico. Nenhum animal se suicida; somente o homem se pode suicidar.
Têm-se tentado dois métodos para entender e curar a doença chamada "homem". Um é a Medicina; o outro a Meditação. Ambos são tratamentos para a mesma doença. Será bom entender aqui que a medicina considera cada doença no homem separadamente - uma abordagem de análise das partes. A meditação considera o próprio homem como uma doença; considera a própria personalidade do homem como a doença. A medicina considera que as doenças vêm até ao homem e depois desaparecem, que são alguma coisa alheia ao homem. Mas lentamente esta diferença tem vindo a diminuir e a ciência médica começa a dizer também: "Não trate a doença, trate o paciente"... pois a doença não é mais que uma maneira de viver do paciente. (...).
A medicina trata as doenças muito superficialmente. A meditação trata o homem a partir do seu interior. (...).
O homem é ambos ao mesmto tempo: corpo e alma, dois extremos do mesmo pólo, da mesma entidade. (...) A parte da alma que está ao alcance dos nossos sentidos é o corpo, e aquela parte do corpo que está para além do alcance dos sentidos, é a alma. (...).
A ideia de Confúcio é de grande importância: ele diz que qualquer pessoa deveria pagar ao médico um salário mensal para o manter saudável Se ele permanece saudável o mês inteiro, então tem de pagar uma certa quantia ao médico. Se ficar doente, então, consequentemente, o salário será cortado. (...) Durante muitos séculos, enquanto a influência de Confúcio durou, a China deve ter sido o país mais saudável da Terra.
OSHO, in "O Livro da Cura - Da Medicação à Meditação" (1994)
De: Caminhar No Ser
Obs: Confúcio ficou conhecido por ter estabelecido regras rígidas de moral e conduta, que foram inclusive utilizadas na Revolução Comunista para nivelar a população tão grande e heterogênea. Considerado rígido, é um retrocesso às idéias de Lao Tsé. No entanto, suas idéias são bastante interessantes, e vale a pena conhecê-lo.
A Meditação é um dos pilares da Medicina Tradicional Chinesa, que tem pelo menos 5000 anos de história. Portanto, Confúcio reproduzia um conhecimento oral ancestral, já que o livro mais antigo conhecido de Medicina Chinesa tem pelo menos 4000 anos, e Confúcio teria nascido apenas 2300 anos depois.
A Meditação é um dos pilares da Medicina Tradicional Chinesa, que tem pelo menos 5000 anos de história. Portanto, Confúcio reproduzia um conhecimento oral ancestral, já que o livro mais antigo conhecido de Medicina Chinesa tem pelo menos 4000 anos, e Confúcio teria nascido apenas 2300 anos depois.
Obaositala
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