segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Invasão do Templo Sagrado do Ilê Axé Opô Afonjá

Irmãos (as)
Benção a todos!

É com tristeza que comunico que o Templo Sagrado do Ilê Axé Opô Afonjá, foi invadido nessa madrugada e a casa do nosso Pai OXALÁ, teve todos os compartimentos violados e revirados por marginais.

Temos que pedir orientação a OLORUM, para podermos encontrar uma forma que possa acabar com tanta violência em nossa Cidade e Estado.

Vejam que as invasões nos terreiros de Candomblés, vem acontecendo sistematicamente e as autoridades não fazem absolutamente nada, nem explicações a sociedade eles são capazes.

Não podemos mais ficar parados, aguardando soluções dos homens que ajudamos a colocar no poder, na tentativa de mudanças politícas.

O que precisamos dos nossos governantes é algo simples e que está ao alcance deles;
P A Z.

Peço a todos e todas que DENUNCIEM e DIVULGUEM, mais essa violência contra o AFONJÁ.

Axe!

Roberto Rodrigues Olugobenirá
Ogã de Iansã do Ilê Axé Opô Afonjá

domingo, 29 de novembro de 2009

I Seminário Mulheres de Axé - Um novo olhar


Posted In: CEN/MA . By Y.Valentim

BACABAL-MARANHÃO

PROGRAMAÇÃO
DIA: 27 de Novembro de 2009
LOCAL: Auditório do Fórum Municipal de Bacabal
PROMOÇÃO: Secretaria Municipal da Mulher – Bacabal/MA
REALIZAÇÃO: CEN – MA,
COORDENAÇÃO GERAL: Cristina Miranda – CEN/MA

8h: 30min - ABERTURA

COMPOSIÇÃO DA MESA DE ABERTURA:
Ilma.Sra. JAMILLE SUZART - Secretária Municipal da Mulher - Bacabal/MA
Ilma. Sra. NATHUSA CHAVES - Secretária Municipal da Juventude – Bacabal/MA
Ilma. Sra. LIDUINA TAVARES – Câmara de Vereadores – Bacabal/MA
Ilma. Sra. CRISTINA MIRANDA – Coordenadora Estadual do Coletivo de Entidades Negras – CEN/MA
Ilma. Sra. MÃE GERUSMAR – Coordenadora de Religiosidade do Coletivo de Entidades Negras – Bacabal/MA.
Ilma. Sra. RITA CASTRO - Coordenadora para Mulher do Coletivo de Entidades Negras – CEN/MA
Ilma. Sra. ANA EMILIA M. GUALBERTO – Assessora de KOINONIA – Rio de Janeiro/RJ
Ilma. Sra. LINDORACY ALMEIDA SANTOS - REPRESENTANTE - CESB/UEMA.
Ilma. Sra. MARIA FRANCISCA DUTRA – GNPR

9h00min: I PAINEL: Leis que contemplam as RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA e analise geral sobre a situação da INTOLERÂNCIA RELIGIOSA no país.
Palestrante: ANA GUALBERTO - KOINONIA - BA

10h: 00min: DEBATES

10h: 30min- INTERVALO

11h: 00min – II PAINEL: MULHERES DE AXÉ, Um Novo Olhar.

11h: 00min - A SECRETARIA DA MULHER, o olhar do Governo
Palestrante - Ilma.Sra. JAMILLE SUZART - Secretária Municipal da Mulher - Bacabal/MA

11h: 20min - A FORÇA FEMININA NOS TERREIROS DE UMBANDA, histórico e panorama atual.
Palestrante: MÃE GERUSMAR – Tenda Cinco Chagas de Cristo / Coordenadora de Religiosidade do Coletivo de Entidades Negras – Bacabal/MA.

11h: 40min – DEBATES

12h: 00min – INTERVALO

14h: 00min – DOCUMENTÁRIO: Religiosidade nas Comunidades Quilombolas e Mulheres Quilombolas
Ilma. Sra. ANA GUALBERTO - KOINONIA – BA/RJ

14h: 50min – DEBATES

15h: 10min - A MULHER E O MOVIMENTO SOCIAL, O CEN no Maranhão.
Palestrante: Ilma. Sra. CRISTINA MIRANDA – Coordenadora Estadual do Coletivo de Entidades Negras – CEN/MA

13h: 50min – DEBATES

16h: 10min – INTERVALO

16h: 30min – Encerramento - Ilma. Sra. CRISTINA MIRANDA – Coordenadora Estadual do Coletivo de Entidades Negras – CEN/MA

16h: 40min – TOQUE DE TAMBOR PARA ENTIDADES DA UMBANDA (Terecô)
Casa do Pai Francisco José

sábado, 28 de novembro de 2009

O Povo do Santo pede paz e respeito


Posted In: Caminhada Pela Vida Contra a Intolerância Religiosa , Religiões de Matriz Africana .
By Y.Valentim


Representantes de religiões de matriz africana tomaram ontem as ruas do Engenho Velho da Federação, Vasco da Gama e Dique do Tororó para promoverem a 5ª Caminhada pela Vida e Liberdade Religiosa, causando longo engarrafamento. Vestidas de branco, milhares de pessoas protestaram contra a discriminação e pediram paz e respeito às práticas do candomblé. Fogos de artifício, trio elétrico e um ato de paz com show no Dique fizeram parte do evento. Nem o sol quente desanimou os participantes da caminhada que lançaram um slogan para os incubados : “Quem é de axé diz que é”. Não era dia de santo, mas o domingo para muitas pessoas foi de manifestação e valorização aos ritos que evocam os orixás. Com contas no pescoço, torço na cabeça e saia rodada, a Ialorixá Cleonice, mais conhecida como mãe Dó, do terreiro Raiz de Oxumaré, se aprontou cedo para participar do ato em favor da tolerância religiosa.
“É um ato bonito de confraternização, mas principalmente de demonstração da nossa força e de que devemos nos unir ainda mais. Não podemos nos curvar às críticas, pois somos livres pela fé em Deus a quem veneramos e nos orixás, que são energias. Todos somos iguais e tudo isso foi deixado por Deus, portanto deve haver respeito”, disse.
Crianças e jovens do projeto social realizado pelo terreiro de mãe Dó também participaram do evento. Sessenta jovens integram o projeto que dá aulas de dança, capoeira, percussão, informática e reforço escolar.
Presente na caminhada o secretário de Reparação Racial do Município, Ailton Ferreira, disse que o ato era mais uma iniciativa importante dentro do novembro negro. “Temos aqui representantes de 20 estados brasileiros e do interior da Bahia. Trata-se de um ato pela vida e contra o preconceito religioso”. De cima do trio, representantes do candomblé combateram com palavras e cânticos o assédio e a provocação de outras religiões que mitificaram a crença nos orixás, como um culto ao diabo. “Chega de tanto desrespeito, de tanto desamor. O desrespeito a religião é um crime contra a vida e está na Constituição Federal”, dizia um pai de santo.
intolerância - Vítima da intolerância religiosa, já que precisou sair da comunidade de Valéria para não sofrer mais perseguições, Evandro de Logun, de um terreiro em São Gonçalo do Retiro chamou a atenção para a necessidade das pessoas viverem em paz sem desrespeitar o espaço e as manifestações alheias. “Eles me provocavam dizendo que serviam a Jesus e eu servia ao diabo. No entanto sirvo ao mesmo Jesus deles. A diferença é que nós também cremos nos orixás. Quando eles passam com a Bíblia debaixo do braço não fazemos nenhuma crítica, por isso pedimos que quando nós passarmos com nossas contas eles também nos respeitem”, reivindicou.
Depois de ter sido católica praticante durante 50 anos, a paulista Ivete Gomes disse que é no terreiro que hoje encontra forças. “Todas as religiões são boas, mas cada um deve escolher a sua e respeitar a do outro”, exaltou.
A manifestação também trouxe pessoas de fora do Estado, a exemplo de um grupo de 60 pessoas que vieram do Rio de Janeiro somente para o evento. “Temos que lutar para vencermos o preconceito”, resumiu o pai de santo Washington de Xangô.
O carioca Torres de Ogum, frequentador há 35 anos de um terreiro no Rio também ressaltou a importância de prestar esclarecimentos sobre as religiões africanas. “Infelizmente esse preconceito existe por serem essas religiões de origem negra sem as oportunidades de educação das outras raças. Alguns dizem que cultuamos o diabo, mas o que existe é Deus e os orixás”, enfatizou, lembrando o uso da cor branca como uma manifestação natural pela paz.

Fonte: http://www.tribunadabahia.com.br/news.php?idAtual=30745

Leonardo Boff e O Encanto dos Orixás




Leonardo Boff
Teólogo

Quando atinge grau elevado de complexidade, toda cultura encontra sua expressão artística, literária
e espiritual. Mas ao criar uma religião a partir de uma experiência profunda do Mistério do mundo,
ela alcança sua maturidade e aponta para valores universais. É o que representa a Umbanda,
religião, nascida em Niterói, no Rio de Janeiro, em 1908, bebendo das matrizes da mais genuina
brasilidade, feita de europeus, de africanos e de indígenas. Num contexto de desamparo social, com
milhares de pessoas desenraizadas, vindas da selva e dos grotões do Brasil profundo, desempregadas,
doentes pela insalubridade notória do Rio nos inícios do século XX, irrompeu uma fortíssima
experiência espiritual.

O interiorano Zélio Moraes atesta a comunicação da Divindade sob a figura do Caboclo das Sete
Encruzilhadas da tradição indígena e do Preto Velho da dos escravos. Essa revelação tem como
destinatários primordiais os humildes e destituídos de todo apoio material e espiritual. Ela quer
reforçar neles a percepção da profunda igualdade entre todos, homens e mulheres, se propõe potenciar
a caridade e o amor fraterno, mitigar as injustiças, consolar os aflitos e reintegrar o ser humano
na natureza sob a égide do Evangelho e da figura sagrada do Divino Mestre Jesus.

O nome Umbanda é carregado de significação. É composto de OM (o som originário do universo nas
tradições orientais) e de BANDHA (movimento inecessante da força divina). Sincretiza de forma
criativa elementos das várias tradições religiosas de nosso pais criando um sistema coerente.
Privilegia as tradições do Candomblé da Bahia por serem as mais populares e próximas aos seres
humanos em suas necessidades. Mas não as considera como entidades, apenas como forças ou espíritos
puros que através dos Guias espirituais se acercam das pessoas para ajudá-las. Os Orixás, a Mata
Virgem, o Rompe Mato, o Sete Flechas, a Cachoeira, a Jurema e os Caboclos representam facetas
arquetípicas da Divindade. Elas não multiplicam Deus num falso panteismo mas concretizam, sob os
mais diversos nomes, o único e mesmo Deus. Este se sacramentaliza nos elementos da natureza como nas
montanhas, nas cachoeiras, nas matas, no mar, no fogo e nas tempestades. Ao confrontar-se com estas
realidades, o fiel entra em comunhão com Deus.

A Umbanda é uma religião profundamente ecológica. Devolve ao ser humano o sentido da reverência face
às energias cósmicas. Renuncia aos sacrifícios de animais para restringir-se somente às flores e à
luz, realidades sutis e espirituais.

Há um diplomata brasileiro, Flávio Perri, que serviu em embaixadas importantes como Paris, Roma,
Genebra e Nova York que se deixou encantar pela religião da Umbanda. Com recursos das ciências
comparadas das religiões e dos vários métodos hermenêuticos elaborou perspicazes reflexões que levam
exatamente este título O Encanto dos Orixás, desvendando-nos a riqueza espiritual da Umbanda.
Permeia seu trabalho com poemas próprios de fina percepção espiritual. Ele se inscreve no gênero dos
poetas-pensadores e místicos como Alvaro Campos (Fernando Pessoa), Murilo Mendes, T. S. Elliot e o
sufi Rumi. Mesmo sob o encanto, seu estilo é contido, sem qualquer exaltação, pois é esse rigor que
a natureza do espiritual exige.

Além disso, ajuda a desmontar preconceitos que cercam a Umbanda, por causa de suas origens nos
pobres da cultura popular, espontaneamente sincréticos. Que eles tenham produzido significativa
espiritualidade e criado uma religião cujos meios de expressão são puros e singelos revela quão
profunda e rica é a cultura desses humilhados e ofendidos, nossos irmãos e irmãs. Como se dizia nos
primórdios do Cristianismo que, em sua origem também era uma religião de escravos e de
marginalizados, "os pobres são nossos mestres, os humildes, nossos doutores".

Talvez algum leitor/a estranhe que um teólogo como eu diga tudo isso que escrevi. Apenas respondo:
um teólogo que não consegue ver Deus para além dos limites de sua religião ou igreja não é um bom
teólogo. É antes um erudito de doutrinas. Perde a ocasião de se encontrar com Deus que se comunica
por outros caminhos e que fala por diferentes mensageiros, seus verdadeiros anjos. Deus desborda de
nossas cabeças e dogmas.


Leonardo Boff é autor de Meditação da Luz. O caminho da simplicidade. Vozes 2009.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Intolerância


Enviado por Bruno Rohde - 26.11.2009| 0h05m

Intolerância

Centro de Umbanda é atacado em Nova Iguaçu

Ao abrir a porta, a surpresa: imagens quebradas e um altar revirado. O Centro Espírita de Umbanda Caminhos de Oxum foi invadido e depredado na madrugada de anteontem. Foram danificadas oito imagens, que estavam numa prateleira de madeira, além de artigos como copos e pratos utilizados nos rituais religiosos (assista ao vídeo).

O caso foi registrado na 52ª DP (Nova Iguaçu). O delegado Henrique Pessoa, representante da Polícia Civil na Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, investiga se o ato de vandalismo foi provocado por fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus, que tem uma sede na mesma rua do centro de umbanda.

Por meio de sua assessoria, a Igreja Universal afirmou desconhecer o incidente e informou: "A igreja prioriza o respeito e a consideração a todos os credos religiosos e jamais orientou nem orienta seus membros a praticarem qualquer atitude de intolerância contra pessoas de outras religiões e nem contra objetos que pertençam ao ritual litúrgico de cada crença".

Encruzilhada

Há pouco mais de um mês, o babalorixá Bruno Pereira diz ter sido alvo de intolerância por parte de fiéis da igreja. Segundo ele, depois de fazer uma oferenda numa encruzilhada próxima ao centro, pessoas que seriam fiéis da Universal destruíram sua oferta.

Bruno procurou o bispo responsável pela Igreja, que teria prometido que a situação não se repetiria. O Instituto de Criminalística Carlos Éboli fará uma perícia no centro de umbanda hoje, para tentar identificar os autores da depredação. Os invasores teriam pulado o muro com o auxílio de tábuas de madeira encostadas no muro de um terreno vizinho. Nada foi roubado do centro.



A porta que dá acesso ao terreiro do centro de umbanda foi forçada, mas não chegou a ser arrombada. Quem invadiu o local conseguiu ter acesso apenas a uma das salas do centro. Para o babalorixá Bruno Pereira, se a invasão do terreiro tivesse se completando, o estrago teria sido ainda maior.

— Como uma pessoa religiosa, não ensino nenhum filho de santo a agredir. De forma alguma admitiria isso — disse o babalorixá.

Comissão

O ataque ao Centro Espírita de Umbanda Caminhos de Oxum foi levado à Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, que vai acompanhar o caso. Ivanir dos Santos, coordenador da comissão, diz que muitos casos acabam não sendo investigados porque as pessoas perseguidas sentem medo de represálias. Este ano, já foram feitas quase 40 denúncias à entidade e só oito resultaram em inquéritos policiais:

— As religiões mais perseguidas são as de origem africana e quem costuma atacar são os neopetencostais. Quem faz isso não pode ser um bom cristão. Querem demonizar essas religiões (africanas) e seus adeptos.

domingo, 15 de novembro de 2009

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