segunda-feira, 23 de junho de 2014
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Meninos, eu Vi! Primeira Sacerdotisa da TUO de Sétimo Grau, segundo ciclo!
Axé Baba mi. Peço agô para postar este vídeo paradigmático no blog. Um momento como este merece ser divulgado.
Eu estava lá! Vi a ordenação da primeira Sacerdotisa de Sétimo Grau, Segundo Ciclo, da TUO.
Pai Rivas quebra mais um paradigma e torna igual a condição iniciática entre homens e mulheres na TUO. Pai Rivas novamente inova e renova. Vô Matta soube bem a quem confiar a TUO. Sinto-me honrada por pertencer a esta Raiz poderosa e iluminada.
E coube a Mestra Yamaracyê (Obalolá de Xangô) o papel de desbravadora. Sua capacidade, sua força e sua grandeza como espírito tornou possível o alcance da iniciação a todas as mulheres. Bom fruto de uma árvore forte.
Vida longa a Pai Rivas e à Raiz de Guiné.
Novos tempos, novos ares, novos desafios.
Novos tempos, novos ares, novos desafios.
domingo, 15 de junho de 2014
Curso de Pós-Graduação Latu Senso em Teologia de Tradição Oral - Memória, identidade e cultura das religiões Afro-Brasileiras
Curso de Pós Graduação Lato Sensu
Teologia de Tradição Oral- Memória, identidade e cultura das religiões afro- brasileiras
Justificativa:
Apesar dos avanços teóricos e metodológicos experimentados pelos estudos acadêmicos, é ainda grande a desinformação e os preconceitos com as religiões afro-brasileiras de tradição oral. Somado a isto o numero de profissionais formados com viés na cultura das religiões afro-brasileira, de tradição oral e habilitados para atender a demanda do Ensino Superior ainda é restrito. O curso pretende formar profissionais para suprir essa lacuna.
Objetivos:
Oferecer fundamentos teóricos e práticos para o exercício da reflexão da Teologia das religiões afro-brasileiras numa perspectiva contemporânea. Capacitar o aluno com um referencial técnico metodológico que oportunize a leitura e a interação crítica do fenômeno religioso das religiões de tradição oral. Refletir sobre a relação do processo histórico, social, político e religioso da memória, identidade e cultura das religiões de tradição oral.
A quem se destina:
Profissionais que atuam ou pretendam atuar em funções para as quais é indispensável uma visão profunda das religiões afro-brasileiras.
Profissionais que pretendam aprimorar ou reciclar seus conhecimentos sobre as religiões de tradição oral inseridas no campo religioso brasileiro.
Oferecer a profissionais da área de Teologia que exerçam ou venham a exercer a docência no Ensino Superior uma leitura consistente da diversidade das religiões afro-brasileiras.
Profissionais e técnicos possuidores de diploma de curso de Graduação
Carga Horária: 360 horas
Periodicidade: Período de duração do Curso: 3 semestres, aos sábados das 8:00 às 17:00.
Início: 06 de agosto de 2011
Disciplinas e Corpo docente:
1º Semestre:
• CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO - Profº Dr. Rafael Rodriguês da Silva
• VIVÊNCIAS DA TRADIÇÃO ORAL-MUSICA NAS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS – Profº Dr. Carlos Stasi
• SOCIEDADE, GENERO E RELIGIÃO – Profª. Drª. Maria José Rosado Nunes / Profª Dra. Regina Soares Jurkewicz
• DIÁLOGO INTERRELIGIOSO - Profº. Dr. Volney José Berkenbrock
• SEMIOTICA E ESTÉTICA – Profº Dr. Cassiano Terra
2º Semestre
• ÉTICA DAS RELIGIÕES – Prof. Dr. Wagner Lopes Sanchez
• MEDICINA DAS RELIGIÕES AFROBRASILEIRAS- CONCEITO DE CURA E ERVAS MEDICINAIS E RITUAIS – Profº Esp. Sac. - F.Rivas Neto
• RELIGIÃO, PODER E SOCIEDADE –
• ESCOLA DAS RELIGIÕES AFROBRASILEIRAS
- ESCOLAS UMBANDISTAS - Profº Esp. Sac. - F.Rivas Neto
- TAMBOR DE MINA, XANGÔ DE MINA, XANGÔ DO NORDESTE E SINCRETISMO – Profº Dr. Sérgio Ferretti – Profª Dra. Mundicarmo Ferretti
- CANDOMBLÉ – Profº Dr. Reginaldo Prandi
- TRADIÇÃO DA JUREMA – Profº Dr. Luis Assunção
3º Semestre
• METODOLOGIA DO ENSINO SUPERIOR – Profª Ms. Maria Celina de Queiros Cabreira Nasser
• CULTURA, IDENTIDADE E MEMÓRIA DAS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS - Profª Drª Maria Helena Villas Boas Concone
• MEIO AMBIENTE E ESPIRITUALIDADE – Profª Ms Viviane Japiassu
• ANÁLISE DO DISCURSO DA TEOLOGIA DE TRADIÇÃO ORAL –
sábado, 7 de junho de 2014
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Ile-Oka 7 Estradas - Inauguração dia 31/05
FTU - Faculdade de Teologia Umbandista em Rua Roge Ferreira, 3571, Itanhaém, São Paulo
INAUGURAÇÃO DE MAIS UM TEMPLO DO PAI RIVAS!
Dia 31/05 as 18hs, teremos toque no Ile-Oka 7 Estradas.
O endereço do novo terreiro é Rua Roge Ferreira 3571, Itanhaém - SP.
Rito aberto ao público!
Para maiores informações:
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Ordenação Sacerdotal na OICD: Iniciado de Sétimo Grau, Primeiro Ciclo! Vida Longa ao Mestre Yatamaran
É com muita alegria, que peço Agô ao meu Mestre, Pai Rivas, para postar este vídeo maravilhoso no Blog. É imensa a nossa festa! Axé Baba mi!
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Até quando o ódio contra a Umbanda e o Candomblé estará dentro da Lei?
Por Isadora Bertolini
Deu meia-noite e o galo já cantou. Seu Tranca Rua que é dono da
Gira. E corre a Gira que Ogum mandou. O batuque do atabaques, a cantoria dos
pontos de orixás, as saias rodando, as confissões e conversas íntimas com as
entidades – tudo é interrompido com um choque: membros de uma igreja
neopentecostal invadem o terreiro, agridem fisicamente os participantes e
depredam o local. Era a última gira da Mãe Gilda, que sofreu um enfarte e
morreu três meses depois. A data de sua morte, 21 de janeiro de 2000, inspirou
a criação do Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.
O caso da Mãe Gilda é apenas um em meio a tantos ataques
contra as religiões afrobrasileiras, algo que uma data comemorativa está longe
de contornar. O mais recente deles foi a declaração da Justiça Federal do
Rio de Janeiro, em resposta a uma ação no Ministério Público Federal para a
retirada de vídeos no Youtube de cultos evangélicos que incitavam a violência
contra “macumbeiros”. A afirmação é de que a Umbanda e o Candomblé não são
religiões, não configurando assim um quadro de intolerância religiosa. A
justificativa é o fato de não possuírem um texto base (como a Bíblia), uma
estrutura hierárquica e um Deus a ser venerado.
Diante da forte repercussão negativa que a declaração causou, o
juiz Eugênio Rosa de Araújo, da 17ª Vara Federal do RJ, voltou atrás e
reconheceu seu erro. Na nova declaração, afirma que a Umbanda e o Candomblé são
religiões, mas ainda assim não aceita o pedido de remoção dos vídeos, pois isso
fere a “liberdade de expressão”. Vista sob esse ponto de vista, essa
“liberdade” entra em conflito com diversos aspectos da Constituição brasileira,
que prevê a criminalização da intolerância religiosa, do preconceito e do
racismo implícito nos discursos de ódio às religiões afrobrasileiras. O juiz
que permite a permanência desses vídeos no ar, portanto, é conivente com esses
crimes, desrespeitando assim o Pacto Internacional sobre os Direitos Civis
e Políticos (PIDCP), o Pacto de São José da Costa Rica (Convenção Americana de
Direitos Humanos) e a Lei 12.288, que reafirma os direitos iguais para a
população negra (triste, em realidade, é a necessidade de criação dessa lei).
Mesmo sendo revogada, a primeira declaração da Justiça Federal é
crucial para entender o preconceito diante das religiões afrobrasileiras. Mas
antes de pensar nos três itens que, supostamente, constituem uma religião, é
preciso dar um passo atrás: como um juiz, cuja formação é provavelmente na área
de Direito, se acha no direito de fazer uma afirmação tão veemente de cunho
teológico (ainda por cima em um Estado supostamente laico)? Baseada no achismo
e na eleição de modelos religiosos, pautados na hegemonia do Catolicismo,
Judaísmo e Islamismo, essa definição deturpada, que exclui não só a Umbanda e o
Candomblé mas também religiões asiáticas, como o Budismo, o Taoismo e o
Xintoísmo, demonstra como o preconceito se exprime como uma tentativa cega de
negar tudo aquilo que foge do que é considerado “normal”. No caso da
discriminação contra religiões africanas e afrobrasileiras, inclui-se também o
preconceito racial que permeia a descrença e a depreciação de diversos
aspectos da cultura negra.
As religiões africanas e afrobrasileiras não seguem o modelo
eurocêntrico e ocidental de religião. Os três elementos apontados pelo juiz
deflagram não só a essência dessas religiões, como também a maneira como
elas propõem uma filosofia que contesta esse padrão hegemônico. Em primeiro
lugar, a ausência de um texto base. “Não faria sentido escrever um livro para
dar conta de toda a diversidade cosmológica de cada vertente afrobrasileira”,
contesta Maria Elise Rivas, vice-diretora da Faculdade de Teologia Umbandista.
Candomblé Nagô, de Angola, Jejê, Umbanda branca, kardecista, omolocô, batuque,
encantaria, jurema – reduzir tudo isso a um texto seria incongruente. A cultura
oral, na qual essas religiões se baseiam, é justamente o que permitiu essa
diversidade. “A oralidade estimula a ressignificação das crenças de acordo com
cada meio e cada tempo”, explica Maria. “Muitas vezes, um texto arcaico não faz
sentido para o homem moderno. Esse caminhar histórico, mas sem perder a
tradição, é marca das religiões afrobrasileiras. Por isso, não vamos ‘evoluir’
para a tradição escrita”.
A cultura oral, além disso, exige ainda mais responsabilidade individual
dos praticantes, o que reforça o sentido coletivo dessas religiões. Não possuir
uma estrutura hierárquica, e sim policêntrica, na qual cada escola tem seu
gerenciamento, é outro desafio imposto ao modelo religioso do juiz carioca. “O
próprio livro escrito é uma relação de poder”, aponta Maria. “Nas religiões
afrobrasileiras, caminhamos todos juntos, há espaço para todas as vozes dentro
das comunidades”.
A falta de um Deus a ser venerado, por fim, revela também a total
ignorância do juiz frente a essas religiões. No caso de muitas vertentes da
Umbanda, como a branca ou cristã, Deus apenas muda de nome – Olorum. Para
as demais vertentes, Maria prefere o termo “henoteísmo”: “na falta de um,
existem vários deuses, sendo que um se destaca frente aos demais”. A tamanha
variedade de crenças e rituais na Umbanda e no Candomblé, enfim, evidenciam o
que pastores evangélicos preconceituosos mais precisariam aprender: o respeito.
Enquanto o ódio e o preconceito contra religiões afrobrasileiras
continuarem nos discursos de pastores, padres e outros líderes religiosos, e
ainda por cima, com o aval da Justiça Federal, a intolerância religiosa não
morrerá. E enquanto esse discurso for reproduzido não só pelos fiéis
evangélicos, mas também pelos setores conservadores, preconceituosos e
ignorantes da sociedade, a Umbanda e o Candomblé seguirão como religiões
perseguidas e marginalizadas. Que a “liberdade de expressão” não seja usada
como desculpa para a propagação desse discurso deturpado, que justifica ações
de violência e contribui para o preconceito contra religiões tão importantes na
formação cultural de nosso país
revistavaidape.com.br/2014/05/21/ate-quando-o-odio-contra-a-umbanda-e-o-candomble-estara-dentro-da-lei/
Assinar:
Postagens (Atom)
Postagem em destaque
A importância do Ponto de Referência
O ÂNGULO QUE VOCÊ ESTÁ, MUDA A REALIDADE QUE VOCÊ VÊ Joelma Silva Aprender a modificar os nossos "pontos de vista" é u...
-
Uma das folhas preferidas de nossas Grandes e Veneradas Mães é a folha de òsíbàtá (oxibatá), também muito conhecida popularmente como ...
-
Hoje (25/05/18) foi um dia de alegria para o mundo espiritual, pois recebeu um espírito vitorioso e que chegou com muitas horas prestadas ...
-
O equilíbrio vegeto-magnético na Umbanda Iniciática Quando, há 3 anos, o Templo do Caboclo 7 Ondas foi aberto, sob o comando de mestre Ygb...




