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terça-feira, 3 de novembro de 2015
Umbanda sem racismo e sem preconceito
Esta é uma revisão das obras de W. W. da Matta e Silva feita por Mestre Ygbere (Mestre de Iniciação de Sétimo Grau do Segundo Ciclo, iniciado de Pai Rivas)
quinta-feira, 30 de abril de 2015
Run de Ogiyan no Ile Funfun
Quando soube do desejo do nosso Baba em saber qual foi a impressão pessoal de cada filho diante do Run de Ogiyan, comecei a refletir a respeito.
Confesso que me senti incapaz de descrever tudo o que vi e senti.
Como colocar de forma escrita, ensinamentos que se enquadravam apenas na Oralidade, reflexos da Tradição e do trabalho?
Como transcrever emoções que brotaram hora após hora, experiência após experiência?
O que vi no Ile Funfun nestes dias foi o Run de Ogiyan se concretizando, o Run foi a finalização de todo um processo de sacralização da vida profana. Cada irmão, mais novo ou mais velho, cada um com sua aptidão, seu esforço, sua vontade de fazer, de contribuir e de realizar, em conjunto transformaram, construíram, materializaram o próprio Orixá. E no final, cada cantinho do Ile mostrava que a Tradição só se realizava em conjunto, na unidade do Egbe, na força de sua coletividade. E como foi belo o momento da construção. Foi maravilhoso presenciar a dedicação e o envolvimento de todos, a proximidade e a alegria do nosso Baba ao assistir seus filhos absortos em afazeres diversos, todos munidos de um único objetivo, uníssonos com seu sonho e com a força do Orixá.
Sentir-se parte é sentir-se o todo. Para mim, que pela primeira vez participei da cozinha, foi uma experiência inigualável. Um mundo se abriu. Minhas irmãs mais velhas, ensinando e dividindo comigo momentos ímpares e únicos, como por exemplo a benção dada pelo Orixá Ogiyan na cozinha das Yabas. Jamais esquecerei esses momentos.
Agradeço ao nosso Baba a oportunidade do trabalho, e com ele, a ampliação da minha percepção da realidade das religiões afro-brasileiras. Que eu possa honrar esse caminho que me foi apresentado, meu Ori e meu Baba. Axé Baba mi!
Obá xi!
Obaositalá
Ao participar do Run de Oguian no último sábado, tive momentos de profunda reflexão. Apesar de ouvir de meu Baba que os caminhos dos Orixás, não deveriam serem analisados com o pensamento compartimentado, como se buscássemos uma pretensa lógica que angariamos com a herança do cientificismo. E cada vez que buscava dentro de mim explicações plausíveis a minha percepção racional, vi que acabava me distanciando do Orixá, pois como poderia ter contato com a essência se insistia em procurar formas?
E não era só isso que as reflexões me mexiam interiormente, pois precisava silenciar os “porquês” para ouvir o fundo de minha alma. E isso começou a acontecer quando em um trabalho aparentemente corriqueiro de desfiar os mariwos para este rito, me vi lentamente sendo invadido pelo silêncio do Ilê Funfun como água fresca em terra sêca.
Nas horas seguintes que invadiram a noite, os Deuses foram chegando com suas danças e seus Orins falando de tempos imemoriais. Nestes momentos eles passaram a habitar o mesmo espaço conosco e já não mais existindo o Ayé e o Orun, apenas o grande pano branco e o infinito silêncio...
Axé Baba mi
Axé meu Pai das Alegrias e Realizações!
Ygbere
sábado, 11 de abril de 2015
Ifá e o Destino - Um caminho para uma vida
Caminho pelos caminhos diversos das Religiões Afro-brasileiras
apresentados por meu Baba Pai Rivas e alegremente, filiei-me na TUO/OICD há 8
anos.
Ao longo desses anos, antigos compromissos e novos ares. Vi
descortinarem-se diante de mim minhas mazelas, fraquezas, limites,
inseguranças, medos. Como se cada véu caído mostrasse o quanto eu ainda tinha
por aprender, apreender e compreender. Um a um, os anos me trouxeram grande
aprendizado e renovação.
Disseram-me que o caminho da iniciação é pedregoso, e
de fato foram muitas as pedras que machucaram meus pés, mas muitas bênçãos
oriundas dos Orixás e dos Ancestrais Ilustres que nos acobertam sempre vieram
amenizar e suavizar as dores do renascimento. Plena certeza de que o caminho
foi sabiamente escolhido, e que o amparo sempre esteve presente, tornando mais
leve e mais suportável todas as etapas da transformação.
Nesta última semana vivi um dos momentos mais impressionantes e
memoráveis da minha vida religiosa. E precisei de alguns dias para melhor
compreender o alcance daqueles breves momentos. Pai Rivas, meu Baba, o
tabuleiro de Ifá, e o meu destino nas mãos de Orunmilá. Hora fatídica,
definitivamente determinante em minha vida, a partir daquele momento. Como um
ponto, estabelecendo ordem ao caos.
Por dias, desde que o rito foi marcado, alimentei em mim uma
ansiedade injustificável. Comecei a me perguntar qual seria o enredo que
nortearia meu destino? E eu, que já reconhecia no Orixá Obá minha mãe e energia
primordial, comecei a me perguntar como seria se Orunmilá Ifá mostrasse que não
mais era minha mãe querida a dona de minha cabeça? Tantas informações, tantas dúvidas.
Ao entrar naquele Congá, que carreava décadas de história,
legítimo representante da Raiz de Guiné, uma grande interrogação me acompanhou.
Nunca mais eu seria a mesma. A partir
daquele instante, minha vida mudaria definitivamente. O que fui, o que fiz,
tudo, absolutamente tudo, ficaria atrás daquela porta.
As areias daquele chão sagrado estavam diferentes, elas
simbolizavam o espaço entre o Orun e o Ayê. Meus pés tocavam meu inconsciente,
e cada passo dado em direção ao meu Baba remexia dentro de mim minhas gavetas
fechadas, minhas memórias ancestrais. Descortinando, desvelando, revelando. Nem
o tempo, nem as memórias apagadas pela reencarnação impediriam o relembrar de
um momento, o primordial, aquele momento onde meu Ori foi feito utilizando a
matéria doada pelo Orixá que passaria a guiar e ditar meu destino. E mais, os
dois outros Orixás que contribuíram para completar meu Ori. ENI-ORIXÁ,
EDJI-ORIXÁ
e ETA-ORIXÁ. O que tudo isso significaria para mim a
partir de então?
Senti-me
como uma criança que chega à escola no primeiro dia. Medo, insegurança, mas ao
mesmo tempo, curiosidade, interesse pelo novo velho caminho.
Ao
olhar meu Baba, e sentir nele a Sabedoria dos Babalawos, apaziguei-me.
No
chão de areia, o tabuleiro de Ifá coberto com um pano branco velava o destino.
E na medida em que os ikins caíam, via lá o enredo da minha história. Exu,
Yabás minhas mães ancestrais, e o velho sábio Pai de todos.
Compreendi
de imediato que muito ainda tenho por aprender. A maioria das informações que
recebi ainda habitam minha mente, sem compreensão. Mas, de pronto,
identifiquei-me. IDENTIDADE. Assim como o RG. Cada fato, meu mediunismo, as
entidades que são carreadas com ele, meus amigos. Tudo relacionado e conectado.
Dúvidas???
Ah, muitas além daquelas que eu já tinha. Mas, ao menos já sei em que estrada
estou caminhando.
Axé
Baba mi. Que eu me torne digna deste caminho e saiba honrá-lo dia após dia.
terça-feira, 17 de março de 2015
domingo, 1 de março de 2015
TUO ordena três novos Mestres!!!
É com muita honra que comunico a ordenação de mais 3 Mestres na TUO-Itanhaém. É uma grande alegria para nossa comunidade, uma grande realização para todos nós.
Que as Santas Almas do Cruzeiro Divino continuem abençoando nossa casa, tornando cada dia mais fértil esse solo sagrado!
Sua Benção, Pai Rivas!
Mestre Araritan
Mestra Aracyara
Mestre Tashineranda
Que as Santas Almas do Cruzeiro Divino continuem abençoando nossa casa, tornando cada dia mais fértil esse solo sagrado!
Sua Benção, Pai Rivas!
Mestre Araritan
Mestra Aracyara
Mestre Tashineranda
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
VI Congresso FTU - Itanhaém
PROGRAMAÇÃO
Sexta-feira (12/12)
21hs: Palestra Teologia do Ori e Bará
- Francisco Rivas Neto (diretor da FTU)
23hs: Encerramento
Sábado (13/12)
10hs: Mesa sobre Exu e Pomba-gira
- Profa Ms. Érica Jorge, Prof Ms. Rodrigo Garcia e Prof Esp. Antonio Luz (FTU)
11:30hs: Palestra Etnobotânica das Religiões Afro-brasileiras
- Prof Dr. Yuri Tavares (USP)
12:30hs: Almoço
14hs: Mesa Teologia Afro-brasileira
- Profa Ms. Maria Elise Rivas e Profa Ms. Érica Jorge (FTU)
15:30hs: Divulgação do livro Religiões Afro-brasileiras
- Prof Dr. João Luiz Carneiro (FMU)
15:45hs: Intervalo
16hs: Mesa Teologia da Tradição Oral
- Francisco Rivas Neto (diretor da FTU e sacerdote)
- Profa Ms. Maria Elise Rivas (FTU)
- Prof Dr. João Luiz Carneiro (FMU)
17:30hs: Oficina Teologia da música Afro-brasileira
- Prof Esp. José Roberto Silva
- Graduando em Teologia e Ogã de terreiro Thales Rivas
19hs: Palestra de Encerramento Questões de Gênero nas Religiões Afro-brasileiras
- Profa Ms. Maria Elise Rivas
20hs: Encerramento
Inscrições:
http://www.eventick.com.br/vi-congresso-ftu
domingo, 9 de novembro de 2014
TUO está Revivida!
Ontem aconteceu a inauguração da TUO. Este dia foi ansiosamente esperado por todos nós. Filhos, netos, herdeiros da Sagrada Raiz de Guiné.
Desnecessário é dizer o quanto foi emocionante reencontrar esta corrente maravilhosa. Pai Joaquim, Caboclo Cobra Coral, Exu 7 Encruzilhadas... as lágrimas que rolaram lá semearam aquelas areias benditas. Só de lembrar, o corpo ainda se arrepia... É meus amigos, Pai Guiné e agora, Velho Payé!
A TUO está revivida! Lugar bendito, de crescimento e realização.
Enfim, a tríade Candomblé, Encantarias e Umbanda está completa.
Se queríamos trabalho, ele está lá, em Itanhaém. Crescimento espíritual, responsabilidade e inclusão. Todas as formas de expressão religiosa da nossa religião afro-brasileira estão lá.
Religiosidade sem Exclusão!
Para compreender mais sobre este novo momento da TUO, acesse:
terça-feira, 4 de novembro de 2014
TUO em Itanhaém. Convite!
A TUO de Itacuruçá renascendo em Itanhaém! Durante anos, funcionou concomitante com a OICD em São Paulo. Mestre Yapacani para Mestre Araphiagha, de Pai Guiné para Velho Payé. Esta foto é uma marco para a Raiz de Guiné, ao qual pertenço, sob as bençãos de meu Pai e meu Avô de Santé.
Convido a todos para participarem deste dia memorável! E que as Santas Almas do Cruzeiro Divino nos acobertem sempre!
Salve Cabocla Estrela do Mar!
Obaositalá
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Curso EAD de Umbanda Esotérica: inscrições abertas! Não Percam!!!!
INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O CURSO INÉDITO DE UMBANDA ESOTÉRICA!!
Informações importantes sobre o curso de Umbanda Esotérica, ministrado por Pai Rivas! As aulas começarão no dia 06/10/14 e as inscrições já podem ser realizadas! O valor das inscrições até o dia 05/10/14 é de R$ 200,00. Após o início do curso, o valor será R$ 250,00. Aproveite o desconto e realize já sua inscrição!
Siga as orientações para o acesso:
1. Acesse a plataforma virtual no endereço http://ftu.eadbox.com/
2. Procure o curso Umbanda Esotérica e clique nele
3. A seguir, clique em Matricule-se já! Você será direcionado para o preenchimento de um formulário para tornar-se usuário da plataforma. Se você já um usuário da plataforma, clique em Fazer o Login no canto superior direito.
4. Após preencher o cadastro ou efetuar o login, você será direcionado para a página do Pagseguro para realizar o pagamento.
5. Escolha a opção de pagamento (cartão de crédito, boleto ou débito em conta)
6. Após efetuar o cadastro e o pagamento, a inscrição será efetuada.
7. Por fim, preencha o formulário de inscrição com os dados complementares!
FTU - Faculdade de Teologia Umbandista
ftu.eadbox.com
http://ftu.eadbox.com/cursos/umbanda-esoterica
Depoimento de Ygbere, discípulo e iniciado de Pai Rivas há 35 anos:
Ao ver esse post de nosso mestre, minha mente percorreu vários anos de minha vivência com ele e principalmente a oportunidade em ter conhecido o mestre Yapacani – W.W. da Matta e Silva. Lembro-me como se fosse ontem, quando ao terminar um rito de atendimento aqui em São Paulo, o nosso mestre convidou-me para ir para Itacuruça – RJ. Apesar do adiantado da hora (afinal já era madrugada), fomos com tamanho contentamento que me sentia uma criança que tinha ganhado um presente querido.
Sabíamos que no mesmo dia, tinha acontecido a “gira” do Vô Matta e chegaríamos por lá no início do dia. No trajeto ao RJ fomos ouvindo nosso mestre contar coisas interessantíssimas sobre a iniciação e sobre o Vô Matta e a viagem transcorreu rapidamente. Como de costume, ao chegar na Serra das Araras, na entrada para Itacuruça, paramos na lanchonete Bob’s para nos deliciar com um sanduíche de salada de atum e que fazia parte do costume de nosso mestre e logo em seguida rumamos para o destino tão esperado.
Quando lá chegamos, avistamos o Vô Matta com seu cachimbo de sempre, deitado em uma rede com sua esposa ao lado do terreirinho da T.U.O.
Meus amigos foi um dia maravilhoso, pude conhecer aquele pequeno conga físico, mas enorme em vibrações iluminadas. Ali pude ver e sentir como era verdade quando nosso mestre falava que “lá os Orixás falavam...”
Hoje ao ver o mestre Arhapiagha anunciar a reabertura da T.U.O em itanhaem – SP, enche-me de alegria e emoção, pois sei que lá estarão e as vibrações sutis do verbo iluminado, aqueles que alicerçavam o pequeno/imenso terreirrinho da T.U.O de Itacuruça.
Tenho certeza que isso vem dar sequência ao que o velho Pai Guiné desejava, ao transmitir por meio do mestre Yapacani – Matta e Silva a sucessão ao mestre Arhapiagha, em um rito que também estive a honra de estar presente.
Por meio das realizações de meu mestre, com a criação da FTU, da fundação da Casa Branca da Cura e do Destino, do Ilé Oka 7 Estradas e agora da T.U.O. tudo vem de encontro com os ditames da raiz do Pai Guiné e do Caboclo Velho Payé.
E meus amigos,sabemos que todas as religiões afro brasileiras e as teorias que a compõem apesar de sua diversidade, estão unidas por um fio condutor, e todas possuem um eixo central que é o elemento do invisível.
E estes fundamentos se desdobram ao mesmo tempo, em arte, filosofia, ciência e religião, são indissociáveis e complementam o estudo do homem iniciado.
E para estes, lembro as palavras de um antigo mestre iniciado:
"Venho falando da Tradição e da Verdade, da qual eu testemunho e como se dirá ainda, sem dúvida: O que é a Tradição? o que é a Verdade? Quais provas podemos dar? "
"A isso eu responderei ainda: tais coisa não se inventam; elas encontram-se lá onde elas mesmas estão e provam-se quando e como são necessárias.
Ygbere
Discipulo de Mestre Arhapiagha – Pai Rivas
sábado, 7 de junho de 2014
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Ile-Oka 7 Estradas - Inauguração dia 31/05
FTU - Faculdade de Teologia Umbandista em Rua Roge Ferreira, 3571, Itanhaém, São Paulo
INAUGURAÇÃO DE MAIS UM TEMPLO DO PAI RIVAS!
Dia 31/05 as 18hs, teremos toque no Ile-Oka 7 Estradas.
O endereço do novo terreiro é Rua Roge Ferreira 3571, Itanhaém - SP.
Rito aberto ao público!
Para maiores informações:
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
Oro Axé Exu - Mais uma realização do Povo de Santo!
Parabéns Yá Fabiula Berti!
Foi imensa minha alegria de poder comparecer ao seu Oro Axé Exu. A
construção foi coletiva, e vc carinhosamente lembra os nomes dos que
colaboraram com a realização dele. A festa foi extensiva. E só posso
agradecer a vc e ao nosso Babá Pai Rivas, por nos permitir vivenciar
mais esta experiência memorável. Muito obrigada mesmo! E que as Santas
Almas continuem iluminando seu Ori por meio das mãos de nosso mestre!
Axé e vida longa!
Replico as palavras do meu querido e amado Olavo Solera, porque é uníssono ao meu coração:
" Gostaria de iniciar este texto com parte de um dos texto de Ifá e em especial do Odu Obara Meji e que traduz a vivência do último rito de Exu em Itanhaém – São Paulo, realizado no templo/terreiro de mãe Fabiola e conduzido por nosso Baba – Pai Rivas:
Obara ni, ki ndojúbolê ki n’ba búru,
Ki Elégbará ó jékí ngo ló
Njé Ìkúdêrin Moforibalê f’Elégbará.
“Obara Meji pediu
Que eu prostrasse em reverência,
Cobrindo minha cabeça.
Que eu deveria me prostrar
E me cobrir em respeito,
Para que Elégbará me permitisse prosseguir
Em meu caminho de felicidade e riqueza.
Assim, minha morte transformar-se-ia
Em longa vida de alegria.
Portanto, curvo-me ante Elégbará...”
Início este texto com o respeito do filho para seu Baba e para Exú, e gostaria que meu texto pudesse traduzir a alegria, a união, o fundamento passado, o carinho de nosso pai para com todos, mas seria impossível traduzir em letras aquilo que foi uma noite de aprendizado e de Axé.
Tive a oportunidade em conversar com pessoas que lá estavam pela primeira vez e que me diziam que depois de trinta anos de santo, elas estavam tendo a oportunidade de ouvirem da boca de Exú tantos fundamentos (Itans) e que estavam com uma alegria intensa por estarem tendo esta oportunidade.
Pude ver que estas pessoas dançaram e cantaram com tanta alegria que momentaneamente meus olhos encheram de lágrimas, sim meus amigos e irmãos, via eu naquele momento realizar tantas conversas com o pai Rivas e até sonhos que tive a muitos anos atrás, quando via um povo com roupas coloridas que andavam (ou dançavam) em perfeita harmonia...
No dia subsequente ao rito, apesar de dormir poucas horas, estava radiante, inteiro e agradecido.
Agradecido ao mundo espiritual por ter me favorecido com um Pai Espiritual encarnado que traduz o Axé da melhor forma que é exemplificando, durante mais de oito horas seguidas incorporado, dançando, cantando, ensinando e atendendo a todas as pessoas com tamanho carinho que ficava notório a todos o Mestre de mãos cheias que naquela noite aspergiu bênçãos a todos, e ao Sr. Exú que transitava por vários fundamentos afro-brasileiros, pois estavam ali presentes vários representantes das mesmas.
Tenho a certeza que foi mais uma noite memorável a todos, pois via nos mesmos a certeza que todos faziam parte desta coletividade rica em saber, em símbolos, em mitos e awos, que engrandecem as religiões afro brasileiras.
Ao meu Pai - Baba mi, meus agradecimentos pelo longos anos de convivência e ensinamentos e que tenha dobrado as bênçãos que nos ofertou nesta noite de Axé.
Axé a todos,
Ygbere – Olavo Solera"
PS:
Adriano Dos Santos Silva: Lossi Cristiano Cristiano que esteve presente no Oro Axé Exú, me relatou durante o Oro, que ficou encantado com o Sr. Capa Preta, pois o mesmo sem conhecê-lo relatou algumas fases de sua vida inclusive de sua iniciação e também a hospitalidade da Casa de Axé.
Fico contente, pois Babá Lossi Cristiano ter gostado do Oro, e como um Sacerdote sério que é, e conhecedor da etiqueta do santo, teve a sensibilidade e o respeito com as entidades e a Casa de Axé.
" Gostaria de iniciar este texto com parte de um dos texto de Ifá e em especial do Odu Obara Meji e que traduz a vivência do último rito de Exu em Itanhaém – São Paulo, realizado no templo/terreiro de mãe Fabiola e conduzido por nosso Baba – Pai Rivas:
Obara ni, ki ndojúbolê ki n’ba búru,
Ki Elégbará ó jékí ngo ló
Njé Ìkúdêrin Moforibalê f’Elégbará.
“Obara Meji pediu
Que eu prostrasse em reverência,
Cobrindo minha cabeça.
Que eu deveria me prostrar
E me cobrir em respeito,
Para que Elégbará me permitisse prosseguir
Em meu caminho de felicidade e riqueza.
Assim, minha morte transformar-se-ia
Em longa vida de alegria.
Portanto, curvo-me ante Elégbará...”
Início este texto com o respeito do filho para seu Baba e para Exú, e gostaria que meu texto pudesse traduzir a alegria, a união, o fundamento passado, o carinho de nosso pai para com todos, mas seria impossível traduzir em letras aquilo que foi uma noite de aprendizado e de Axé.
Tive a oportunidade em conversar com pessoas que lá estavam pela primeira vez e que me diziam que depois de trinta anos de santo, elas estavam tendo a oportunidade de ouvirem da boca de Exú tantos fundamentos (Itans) e que estavam com uma alegria intensa por estarem tendo esta oportunidade.
Pude ver que estas pessoas dançaram e cantaram com tanta alegria que momentaneamente meus olhos encheram de lágrimas, sim meus amigos e irmãos, via eu naquele momento realizar tantas conversas com o pai Rivas e até sonhos que tive a muitos anos atrás, quando via um povo com roupas coloridas que andavam (ou dançavam) em perfeita harmonia...
No dia subsequente ao rito, apesar de dormir poucas horas, estava radiante, inteiro e agradecido.
Agradecido ao mundo espiritual por ter me favorecido com um Pai Espiritual encarnado que traduz o Axé da melhor forma que é exemplificando, durante mais de oito horas seguidas incorporado, dançando, cantando, ensinando e atendendo a todas as pessoas com tamanho carinho que ficava notório a todos o Mestre de mãos cheias que naquela noite aspergiu bênçãos a todos, e ao Sr. Exú que transitava por vários fundamentos afro-brasileiros, pois estavam ali presentes vários representantes das mesmas.
Tenho a certeza que foi mais uma noite memorável a todos, pois via nos mesmos a certeza que todos faziam parte desta coletividade rica em saber, em símbolos, em mitos e awos, que engrandecem as religiões afro brasileiras.
Ao meu Pai - Baba mi, meus agradecimentos pelo longos anos de convivência e ensinamentos e que tenha dobrado as bênçãos que nos ofertou nesta noite de Axé.
Axé a todos,
Ygbere – Olavo Solera"
PS:
Adriano Dos Santos Silva: Lossi Cristiano Cristiano que esteve presente no Oro Axé Exú, me relatou durante o Oro, que ficou encantado com o Sr. Capa Preta, pois o mesmo sem conhecê-lo relatou algumas fases de sua vida inclusive de sua iniciação e também a hospitalidade da Casa de Axé.
Fico contente, pois Babá Lossi Cristiano ter gostado do Oro, e como um Sacerdote sério que é, e conhecedor da etiqueta do santo, teve a sensibilidade e o respeito com as entidades e a Casa de Axé.
sábado, 7 de dezembro de 2013
Oro Axé Exu - Toque de Exu em Itanhaém!
Eu e meu marido vamos.
Não percam a oportunidade de saudar Exu no último rito do ano da OICD.
Laroyê Exu!!! É Mojibá, eh, eh, eh, é Mojibá!!!
Salve às forças de Sr. Exu 7 Encruzilhadas e do Sr. Exu Capa Preta!!!
Salve às forças do Sr. Exu 7 Poeiras e do Sr. Exu 7 Ventanias!!!
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