sexta-feira, 26 de outubro de 2018
sexta-feira, 21 de setembro de 2018
sábado, 25 de agosto de 2018
OITC - Templo do Caboclo 7 Ondas! Nossa casa completou 6 meses de trabalho
E foi no dia 23/08/18 que nosso Conga pequenininho completou 6 meses de portas abertas, dedicadas ao atendimento espiritual. E foram tantos os desafios, que nem sei... Se eu disser que foi fácil, não foi. E, no meio do caminho, ainda ocorreu o desencarne de Mestre Arapiaga. Nada mais icônico para demonstrar as dificuldades que enfrentamos. Nós sabemos que ele queria que fizéssemos exatamente isso, inaugurássemos nossa casa, conforme suas próprias orientações. Certamente hoje ele estaria feliz com todo nosso trabalho.
Cada pessoa que por lá passou nesses 6 meses foi uma honra para todos nós. Um a um, a assistência se multiplicou, os cambonos também, os médiuns foram chegando, e, da maneira mais inesperada e improvável, hoje somos muitos. Já não sei como colocar todos que chegam dentro dele, nosso Conga esta pequenininho... mas abençoado pela Santas Almas do Cruzeiro Divino, sob a égide do Pai Moçambique, do Caboclo 7 Cachoeiras, do Caboclo 7 Ondas, da Jureminha e do Exu 7 Poeiras. E pasmem, minha coroa se faz representada lá, e trabalhando muito.
Para a nossa alegria, tivemos nosso primeiro rito de Iniciação, com os médiuns e cambonos que estão chegando, que já estão recebendo suas escoras para o trabalho digno e sério. Quantas bençãos! Que eles sejam firmes diante dos desafios do dia a dia de nossa casa.
E foi pelos Caminhos de Itacuruçá que encontramos a razão dos nossos dias. Salve Pai Matta e toda sua valência, que velem por seus filhos hoje e sempre! Aranauam!!!

quarta-feira, 1 de agosto de 2018
Introdução ao Conhecimento Védico (Parte 1)
São 4 os grandes livros que compõe os Vedas: O Rig Veda, o Yajur Veda, o Sama Veda e o Atarva Veda.
Rig Veda: O Livro de Mantra
O Rig Veda é uma coleção de canções ou hinos revelados e é uma fonte principal de informação da civilização do Rig Védica. É o livro mais velho em qualquer idioma indo-europeu e contém a forma mais antiga de todos o mantras do sânscrito que data entre a 1500 aC a 1000 aC. Alguns estudiosos datam a Rig Veda entre 12.000 aC a 4.000 aC. A Rig Veda Samhita ou coleção de mantras consiste em 1.017 hinos ou suktas, cobrindo aproximadamente 10.600 estrofes , divididas em 8, ashtakas, de cada contendo 8 adhayayas ou capítulos que são subdivididos em grupos vários . Os hinos são o trabalho de muitos autores ou videntes chamados de rishis. Há 7 videntes primários identificados como : Atri, Kanva, Vasishta, Vishvamitra, Jamadagni, Gotama e Bharadvaja. O Rig Veda detalha as práticas sociais , religiosas, políticas e econômicas da civilização Rig-védica. Embora o monoteísmo caracterize alguns dos hinos de Rig Veda, politeísmo e monismo naturalista podem ser discernidos, na religião dos hinos de Rig Veda.
Foram compilados o Sama Veda, o Yajur Veda e o Atharva Veda depois da era do Rig Veda e são imputados ao período védico.
O Sama Veda: O Livro de Canção
O Sama Veda é puramente uma coleção litúrgica de melodias (saman). Os hinos no Sama Veda, usado como notas musicais, foram quase completamente retirados do Rig Veda e não tem nenhuma lição distinta aquele . Consequentemente, seu texto é uma versão reduzida do Rig Veda. Como estudioso védico David Frawley põe isto , se a Rig Veda é a palavra , Sama Veda é a canção ou o significado , se Rig Veda é o conhecimento , Sama Veda é sua realização , se Rig Veda é a esposa , o Sama Veda é seu marido .
O Yajur Veda: O Livro de Ritual
O Yajur Veda é também uma coleção litúrgica e foi feito para atender as demandas de uma religião cerimonial . O Yajur Veda serviu praticamente como um guia de viagem para os sacerdotes que executam atos sacrificais simultaneamente murmurando as preces prosaicas e o fórmulas (Yajus) sacrificais. É semelhante ao “Livro do Morto ” do Egito antigo . Não há menos que 6 nichos completos do Yajur Veda - Madyandina, Kanva, Taittiriya, Kathaka, Maitrayani e Kapishthala.
Kanva Sakhtas. Ambos os Brahmanas são chamados pelo mesmo nome Sathapatha Brahmana. Talvez seja essa a diferença sutil entre os dois .
Shukla Yajur Veda - Este Veda é seguido na região norte da Índia que dizem para ter sido ensinado pelo "Sol pelo sábio Yajnavalkya e consequentemente o nome é "Shukla " ou "Yajur Veda Branco ".
Krishna Yajur Veda - É seguido na região sul da Índia . Este Yajur Veda foi chamado de "Krishna " ou " Yajur Veda Preto ". Por causa da impureza da mente o
________
O Yajurveda (em sânscrito : Yajurveda é composto de Yajus de formula sacrificial + veda = conhecimento ) é um dos 4 textos canônicos , de Hinduísmo , os Vedas. Composto estimadamente entre 1.400 e 1000 aC, o Yajurveda Samhita, ou compilação , contém a liturgia (mantras ) necessária para executar os sacrifícios da religião do período Védico, e o Brahmana somado e Shrautasutra adicionam outras informações sobre a interpretação e os detalhes de suas execuções .
Há duas versões primárias ou Samhitas do Yajurveda: Shukla (branco ) e Krishna (preto ). Ambos contêm os versos necessário para os rituais , mas o Krishna Yajurveda inclui as discussões prosaicas do Brahmana dentro do Samhita, enquanto o Shukla Yajurveda tem um texto de
Brahmana, o Shatapatha Brahmana, separadamente.
Há quatro nichos do Krishna (preto ) Yajurveda:
Taittiriya Samhita originalmente de Panchala
Maitrayani Samhita originalmente da área sul de Kurukshetra
Caraka-Katha Samhita originalmente de Madra e Kurukshetra
Kapishta Katha Samhita do sul de Panjab, Bahika
O Atharva Veda: O Livro do Feitiço
O último do Vedas, é completamente diferente dos outros três Vedas e está próximo em importância ao RigVeda com respeito a história e sociologia . Um espírito
http://www.shri-yoga-devi.org/textos/Rig-Veda-livro-1-port.pdf
Yajur Veda:
Sama Veda:
domingo, 22 de julho de 2018
A Alma da Palavra

Podemos ver na “Linguagem dos pássaros” (Farid Ud-din Attar), ensinada a David e a seus herdeiros que a mesma é antes de tudo o Bem Supremo, o Dom que permite novamente ao Homem o acesso aos estados superiores do Ser, ou conforme outra acepção, aos estados angélicos.
É de fato notável, em todas as tradições, a associação entre pássaros e anjos. E não é senão com a finalidade de alcançar os estados angélicos, a realização espiritual, que o homem se instrui nesta linguagem, que alude diretamente ao canto, à música, ao ritmo e à sua expressão mais pura, o número – todos os elementos que constituem, segundo as tradições, a ciência primordial que possibilita ao homem compreender em si mesmo, ao mundo e às criaturas na proporcionalidade que mantém entre si e também com sua essência ou origem.
O conhecimento dessa linguagem é indicativa de uma alta iniciação, e a fala ritmada é a sua expressão no mundo sensível. É esse o motivo de todos os textos e escritos sagrados estarem calcados no metro e na rima poética. O nome Corão, por exemplo, quer dizer, precisamente, recitação. Entre os gregos a poesia era designada a linguagem dos deuses, isto é, afirmava-se nitidamente a natureza essencial da rima poética como expressão do divino.
No ritmo, a contiguidade entre o vazio e o cheio é o que conta para penetração do sagrado, inaugurado no silêncio entre um falar e outro. Assim, nas tradições orais, o contar algo importante sempre se reveste de uma pulsação, não se limita a um discurso, a uma exposição, mas, toma a forma de recitação, de um canto, de uma performance, o corpo passa a ser um livro, a remontar um enredo...
“Quando as musas abrem a teogonia de Hesíodo, elas, as forças do cantar, pelo seu canto presentificam o mundo, o in-vocam, chamam-no para si, permitindo que ele seja passível de admiração, ou seja, constituem o milagre primeiro, aquele da existência...”
Esta forma de transmissão do saber obedece como dissemos anteriormente a ciclos e ritmos, ou seja, o ritmo e número. A raiz da palavra grega “Aritmos” para número, liga-se ao latim “Ritus”, envolvendo a ideia de ritmo. O significado primitivo de “Aritmus é ajuste, arranjo, boa disposição, ordem “do latim ordo, que equivale ao sânscrito Rita que partilha da mesma raiz de Aritmus”, e quando Aritmus é traduzido por número, este deve ser entendido não só como quantidade mas também por harmonia, proporção e conjunto, ou seja, o ritmo quer traduzir espacialmente como na arquitetura, quer nos sons, como na música (ver Saint-Yves d’Alveydre).
Vamos ver tudo isso também no “Trivium” – lógica, retórica, gramática – que formam par com o “Quadrivium” de natureza mais matemática.
Da mesma forma que o radical KRI no sânscrito significa ação, fazer e dela derivou o latim Creare, a poesia deriva do grego Poein, que também significa fazer, criar, o que faz aquele que a utiliza (o poeta iniciador), ao cantar ou falar, um coprodutor daquilo que é cantado ou falado. Nós ocidentais utilizamos a expressão sem invocação, não colocamos alma nas palavras que proferimos, tal qual a torre babélica que ilustra a situação de expressão por si só. A torre é dividida em andares mostrando os planos de realidade em que nos encontramos. Enquanto símbolo, a torre nos remete para a estrutura íntima da realidade estratificada segundo os graus de existência que medem tantos passos quanto damos ao transpor à “PORTA DE DEUS” (do acádio BAB-ILI).
O termo Babel em hebraico significa confusão das letras BBL (confusium linguarum, em latim). A torre de Babel é o símbolo máximo da verticalidade destruída, apenas afirmada e nunca suspensa, pois se existe planos de realidade existe também a comunicação entre estes e, quando esta é relegada, a própria hierarquia perde a sua inteligibilidade. Instala-se assim a confusão (BBL). Por isso falamos exaustivamente na tradição oral. Esta mesma que não possui amarrações, livros ou hierarquias estratificadas, e que podem sofrer enrijecimento conforme o transito entre os “andares”.
A linguagem dos pássaros, bem como a tradição oral afro-brasileira, passa de um lado a outro, tal como o vôo dos pássaros, sem prisões, sem obstáculos, pois a linguagem é do espírito, da essência, e assim transita tal qual o vento, de um lado ao outro...
Mestre Ygbere
Ordem Iniciática do Tríplice Caminho – Templo do Caboclo 7 Ondas
domingo, 8 de julho de 2018
Retomada do Atendimento Público na OITC-Templo do Caboclo 7 Ondas.
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| Fonte: Fundamentos Hermé- ticos de Umbanda |
Ontem, exatamente no dia 07/07/2018, reiniciamos nossas atividades na Ordem Iniciatica do Triplice Caminho - Templo do Caboclo 7 Ondas. Após o luto ritual de 30 dias pelo desencarne de nosso Pai Espiritual Francisco Rivas Neto (Mestre Yamunishida Arapiaga - Pai Rivas/Rivas Ti Oguian).
Foi nosso primeiro rito sem a presença carnal do nosso mestre, sem a cobertura de sua Mandala.
Embora o vazio deixado por sua ausência física, sua presença espiritual era sentida e guardada com muito carinho. Os pontos cantados, as orações, as incorporações... tudo lembrando o compromisso assumido com nosso mestre durante toda a nossa caminhada ao lado dele, e principalmente nos últimos meses de sua vida neste plano, durante a organização do Templo, com seu envolvimento direto e diário, com cada detalhe, com cada pemba, e até escolhendo seu nome. Todas as mensagens trocadas via whatsapp e facebook, devidamente guardadas e registradas, hoje nos servem de estímulo para continuar nosso compromisso com o Astral Superior.
Ontem foi um dia memorável. A assistência estava cheia. Os Caboclos presentes atenderam a todos. Exus poderosos encerraram a gira, limpando e direcionando todos os caminhos. E no final, o que mais me impressionou foi perceber o brilho nos olhos dos consulentes, felizes e esperançosos. Os cambonos, com olhos mareados, descreviam os atendimentos, os ensinamentos ouvidos de todas as entidades, e se mostravam agradecidos pela oportunidade de trabalho com a Santas Almas do Cruzeiro Divino.
Ontem, pude perceber como as pessoas sofrem, como suas dores as atordoam e as algemam em amargura, revolta e inação. Há muito por fazer!
Enfim, gratidão sempre!
* 07/07/2018: 7+7+2+1+8: 7
7 é um número relacionado a perfeição por Pitágoras. Místico e Sagrado:
7 virtudes: caridade, esperança, fé, força, justiça, prudência e temperaça.
7 pecados capitais: avareza, gula, inveja, ira, luxúria, preguiça e soberba.
7 notas musicais (7 escalas, 7 pausas e 7 valores): do, ré, mi, fá, sol, lá, si.
7 cores do arco-íris.
7 maravilhas do mundo.
7 arcanjo: Ezequiel, Gabriel, Jofiel, Miguel, Rafael, Samuel e Uriel.
7 glândulas endócrinas: Hipófise, pâncreas, paratireóides, sexuais, supra-renais, timo e tireóide.
7 chacras: Coronal, Frontal, laríngeo, cardíaco, gástrico, esplênico, básico.
7 leis universais: Amor, correspondência, evolução, harmonia, manifestação, natureza e polaridade.
7 dias em cada fase da lua.
7 dias para a criação do mundo.
7 no Apocalipse: João cita 7 estrelas, 7 cornos, 7 igrejas, 7 anjos, 7 coroas, 7 candelabros, 7 trovões, 7 selos, 7 Espíritos, 7 Anjos, 7 Trombetas, 7 cabeças da Besta, 7 Candeeiros, 7 lâmpadas, ...)
7 mensageiros no mundo: Zoroastro (Zaratustra), Krishna, Lao-Tsé, Confúcio, Buda, Moisés, Jesus.
7 dias é o tempo que dura o estado intermediário entre a vida e a morte, segundo a tradição japonesa e tibetana.
7 sentidos esotéricos, segundo o Al Corão.
7 dá vida e movimento, segundo Hipócrates.
7 era um número consagrado para o deus Mitra persa (Sol).
7 seria de onde se gerou a Alma do mundo: anima mundana (Timeu - Platão).
7 sábios na Grécia Antiga.
7 era mencionado frequentemente na tradição sânscrita.
7 era frequentemente encontrado nas tabuletas assírias (7 deuses do céu, 7 deuses da terra).
7 era sagrado para os Caldeus.
7 são as vibrações dos Orixás (os 7 Espíritos de Deus).
7 é o número da expansão e centralização da Unidade.
7 forças fenomênicas.
7 vogais.
7 cores do espectro solar.
7 pães do cesto de Cristo.
7 passos mais penosos de Jesus.
7 palavras pronunciadas no alto da Cruz
7 pedidos do Pai Nosso.
7 cabeças da Hidra de Lerna.
7 válvulas abertas de nossa cabeça.
7 degraus da maçonaria.
7 em 7 são as fases do homem (da infância `a velhice).
7 contém Ternário e o Quaternário, (3 + 4), e dessa união surgiu a Síntese Universal ou as Variantes da Unidade, que constitui o Sagrado Setenário.
7 é o único número da década que não é gerador nem gerado.
Enfim, recomeçar justamente no 7, traz bons augúrios e esperança em tempos mais alvissareiros.
Que as Santas Almas do Cruzeiro Divino nos abençõem e permitam que nossa caminhada seja a mais tranquila e serena possível.
quarta-feira, 13 de junho de 2018
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