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sábado, 23 de fevereiro de 2019
Família OITC
Hoje a OITC Templo do Caboclo 7 Ondas completa 1 ano de existência, sob a proteção da Sagrada Corrente Astral de Umbanda, as Santas Almas do Cruzeiro Divino.
Nós comemoraremos da melhor maneira que conhecemos, trabalhando. O contato com esses seres maravilhosos nos mantém confiantes de que estamos no caminho certo.
E hoje, quando cantarmos o primeiro ponto, e o Caboclo/Preto Velho riscar, mais uma vez, seu ponto e firmar sua Gira, estaremos todos felizes e alegres por mais este ano, conectados as fileiras de trabalhadores deste orbe.
Salve a todas as entidades de Umbanda, que se dedicam a aliviar, amparar e socorrer a todos que chegam às suas portas.
Que nosso Congá, pequenininho continue merecendo a presença de todas elas.
Que nossa alegria seja a alegria de todos.
Aranauam.
sábado, 25 de agosto de 2018
OITC - Templo do Caboclo 7 Ondas! Nossa casa completou 6 meses de trabalho
E foi no dia 23/08/18 que nosso Conga pequenininho completou 6 meses de portas abertas, dedicadas ao atendimento espiritual. E foram tantos os desafios, que nem sei... Se eu disser que foi fácil, não foi. E, no meio do caminho, ainda ocorreu o desencarne de Mestre Arapiaga. Nada mais icônico para demonstrar as dificuldades que enfrentamos. Nós sabemos que ele queria que fizéssemos exatamente isso, inaugurássemos nossa casa, conforme suas próprias orientações. Certamente hoje ele estaria feliz com todo nosso trabalho.
Cada pessoa que por lá passou nesses 6 meses foi uma honra para todos nós. Um a um, a assistência se multiplicou, os cambonos também, os médiuns foram chegando, e, da maneira mais inesperada e improvável, hoje somos muitos. Já não sei como colocar todos que chegam dentro dele, nosso Conga esta pequenininho... mas abençoado pela Santas Almas do Cruzeiro Divino, sob a égide do Pai Moçambique, do Caboclo 7 Cachoeiras, do Caboclo 7 Ondas, da Jureminha e do Exu 7 Poeiras. E pasmem, minha coroa se faz representada lá, e trabalhando muito.
Para a nossa alegria, tivemos nosso primeiro rito de Iniciação, com os médiuns e cambonos que estão chegando, que já estão recebendo suas escoras para o trabalho digno e sério. Quantas bençãos! Que eles sejam firmes diante dos desafios do dia a dia de nossa casa.
E foi pelos Caminhos de Itacuruçá que encontramos a razão dos nossos dias. Salve Pai Matta e toda sua valência, que velem por seus filhos hoje e sempre! Aranauam!!!

domingo, 25 de fevereiro de 2018
OITC - Templo do Caboclo Sete Ondas! Inauguração
Meus amigos, meus irmãos!
No dia 23/02/2018 ocorreu a abertura dos ritos públicos do nosso Templo, comandado pelo Caboclo Sete Ondas. Mas, as entidades que assistem ao Ygbere já baixavam e atendiam alguns consulentes desde o dia 14/12/17, preparando e trazendo as primeiras orientações para o Templo.
Durante todos esses meses, enfrentamos os diversos obstáculos concernentes àqueles que pretendem abrir um Clarão na Mata. Por vezes, imaginei que não conseguiríamos. Mas, nunca tive dúvidas a respeito da cobertura efetiva do Astral Superior. E o dia chegou!
Apesar do cansaço e de toda a correria, estou realizada.
Não tenho como expressar minha gratidão e meus respeitos pelas palavras generosas de Pai Rivas, e suas reiteradas bençãos dirigidas ao Ygbere e a mim. Tudo ocorreu maravilhosamente. O Astral presente, os irmãos da TUO em peso, formando uma linda expressão de união aos ideais superiores. Grata por todos eles. A assistência cheia, de amigos, familiares e até mesmo desconhecidos, que frequentavam a OICD/SP e que souberam que inauguraríamos a OITC.
Enfim, o Congá vibrado, cheirando a Arruda e Guiné, as entidades presentes, trazendo a força da Aruanda, e firmando a Raiz de Pai Guiné e do Caboclo Urubatão da Guia; os irmãos de longa data, surpreendendo-nos, e vindo em auxilio nestes momentos iniciais, dispondo-se a contribuir para a construção desta nova casa... o que mais poderíamos querer?
Obrigada a todos! Que sejamos mais um Clarão na Mata de sofrimentos desta Humanidade.
Novos horizontes se descortinam, e muitas realizações ainda nos esperam!
Aranauam, motumbá, Mukuiu, Kolofé, Axé!
terça-feira, 3 de novembro de 2015
Umbanda sem racismo e sem preconceito
Esta é uma revisão das obras de W. W. da Matta e Silva feita por Mestre Ygbere (Mestre de Iniciação de Sétimo Grau do Segundo Ciclo, iniciado de Pai Rivas)
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
Novas Fases, destinos felizes
Novas fases, destinos felizes...
Ao acordar nessa manhã, procurei pensar
nas coisas que tinha a fazer e enumerá-las para focar os objetivos que tracei.
Muitas destas atividades estão veiculadas ao dia a dia, sustento financeiro,
filhos, casa e etc, mas como a vida não se prende a só isso, repensei o
espiritual e revi em minha mente alguns vídeos e textos que nosso Babá – Pai
Rivas tem postado em seu blog nas redes sociais.
Apesar de estar presente aos seus ritos, e coadunar com tudo que é feito,
chamou-me especial atenção onde ele fala sobre a Umbanda Esotérica de W.W.da
Matta e Silva e suas obras, e que ele estaria retificando erros e valores e
ratificando outros como o uso dos métodos do Ifá. Lembro que nosso Babá é o
sucessor legítimo de Matta e Silva desde 1987, tendo ordens e direitos para
fazer estes ajustes e que atendem aos novos momentos da Umbanda Esotérica.
Mas muitos poderiam agora se perguntar: o que chamou a atenção do Ygbere?
E respondo: depois de conviver há trinta e sete anos com nosso Babá e ter tido
a oportunidade de estar com o mestre Yapacani (Matta e Silva) em sua
casa/terreiro em Itacuruçá e em ritos que o mesmo realizou na OICD/SP, ter lido
todas suas obras e até feito minha dissertação de mestrado sobre a magia na
Umbanda Esotérica de Matta e Silva, percebi que aquilo que tinha lido, estudado
e até escrito, não condizia com as novas fases da mesma.
Mas como assim, poderiam perguntar os amigos? Então procurarei ser mais claro:
Em um dos vídeos postados por nosso Babá, ele cita o livro Segredo da Magia de
Umbanda p. 14 que fala o seguinte:
[...] Porque, a Corrente Astral de Umbanda, nessa 1ª Fase de Ação no Brasil e por dentro dessa coletividade chamada dos cultos afro-brasileiros, teve um objetivo e se apresentou assim: com “caboclos, pretos-velhos etc”; porém, na 2ª Fase de Ação, a se iniciar dentro de poucos anos, essa Corrente vai revelar novos aspectos...novos horizontes. É só, senhores “magistas, esoteristas, ocultistas etc.” (Matta e Silva, p.14)
Depois de ler isso, continuei a leitura do livro todo, e para minha surpresa
comecei a ver e entender coisas que nunca tinham passado em minha cabeça,
lembrando que este livro vi e revi várias vezes. Pude ver com total clareza que
o mesmo tem abordagens extremamente diferentes que a obra do
homem/iniciado/sacerdote Matta e Silva e que foram citadas pelo nosso Babá -
Pai Rivas exaustivamente.
Percebi uma dicotomia entre o que eu tinha plena convicção e o que lá estava.
No primeiro instante, atirei o livro ao chão, tamanha aversão que senti pelos
temas falados e em especial quando falava do negro. Assuntos totalmente
ultrapassados e que só existiram na metade do século passado com a insistência
do embranquecimento da população brasileira, como se a cor da epiderme pudesse
tornar alguém melhor ou pior.
Na sequência dos textos, pude constatar aspectos de misoginia, homofobia,
xenofobia, evolucionismo cultural, evolucionismo social, elitismo,
conservadorismo, etnocentrismo, temas que nosso mestre ou Babá chamou de
vergonhosos e que deveriam ser alterados e transformados em suas partes
visíveis e invisíveis.
Mas, os amigos poderiam continuar a perguntar: mas, o Babá já falou sobre isso
há tempos e só agora você está falando isso?
Sim, concordo. A leitura do livro novamente fez com que eu me visse, tal qual
em um espelho, e ao me ver, percebi que estive enganado quando não me achava
preconceituoso, fazendo parte de uma elite de pensadores do Santo.... Tola
ilusão.
Só agora vislumbro o que o Babá já viu há muito tempo, e que vem falando,
ensinando, corrigindo e vivenciando, bastando ver suas realizações.
A nova fase está aí, basta ver o TUO, com seu Templo devidamente adequado para
o estudo e aplicação do destino dos seres, por intermédio de Orunmilá Ifá. O
mesmo Ifá que Matta e Silva falou no livro Macumbas e Candomblés na Umbanda em
1969, e que a maioria não entendeu que o mesmo não tinha solução de
continuidade em relação a diversidade das religiões afro brasileiras, pelo
contrário, afinal tudo é um grande encadeamento de saberes e viveres obedecendo
um grande continum.
Neste “novo” momento, existe o respeito à todas as formas de entender e
compreender o sagrado, não há uma verdade única ou uma totalidade, há sim
múltiplas formas de acesso ao real, tais como a memória, a vivência, o afeto, a
percepção, a oralidade, a ética, a episteme, os métodos e tudo centrados na
ancestralidade sobrenatural (Orixás e entidades que possibilitam o transe do
imanente para o transcendente dos seus adeptos).
E foi com esta profusão de pensamentos que me vi sem pré-conceitos, sem máscaras,
ou seja, desnudo de tolas vaidades, pois naquele momento percebi o “outro” que
muitas vezes estava em meu falar, mas não no meu coração. Confesso que senti em
meu corpo uma intensa aflição e busquei naquele momento até o auxílio de
maracujinas, valerianas e etc., pois saía de uma zona de conforto de muitos
anos.
Hoje depois destes momentos e ao ver comentários de muitos nas redes sociais,
contrários às mudanças daquilo que conheceram apenas no que ouviram falar do
mestre Matta e Silva, peço que releiam suas obras, mas não se detenham apenas
no momento cronológico que as mesmas foram escritas e sim naquilo que ele sabia
e escreveu que viria em um futuro breve e por isso fez um sucessor legítimo
para essas transformações.
Saravá,
Motumbasé,
Saudações a todos.
Ygbere
http://abaara.blogspot.com.br/2015/10/novas-fases-destinos-felizes.html?m=1
sábado, 17 de outubro de 2015
Consagração como Mestra de Iniciação de 6º Grau no TUO (2ª Fase da Umbanda Esotérica)
Não há como agradecer as alegrias e emoções vivenciadas na TUO. Somente a eterna gratidão ao meu Babá Pai Rivas Ty Ogyion pelas bençãos misericordiosamente estendidas a mim e ao meu grupo, que foi iniciado. É impossível descrever esta experiência. É a passagem do profano para o Sagrado. Este momento foi um marco na vida de todos nós. E peço aos Ancestrais que nos acobertaram neste dia, que nos ajudem a nos tornarmos dignos desta grande alegria, e que possamos honrar nosso Baba e sua Ancestralidade todos os dias de nossa existência. Asé Babá mi.
quinta-feira, 4 de junho de 2015
O TUO e Ifá - mudanças de paradigma e resignificação.
Neste últimos meses fiz mudanças fundamentais em
minha vida. Mudei de cidade, de empregos, de casa. Mudei.
Todo esse processo levou meses, e ainda demandará
muitos outros meses para se instalar definitivamente.
Sair da zona de conforto, arduamente conquistada, e
arduamente defendida, foi um esforço colossal. E no lugar da pseudo segurança
anterior, ficou apenas a impressão de andar em terreno frágil, denotando a
insegurança do ambiente ainda desconhecido.
Todo esse processo tem gerado profundas reflexões, e
hoje me surpreendi ao constatar que esse processo se iniciou há muitos anos.
Ele se iniciou quando me propus tomar as rédeas de minha vida, assumir minhas
escolhas, e caminhos. No momento em que
constatei que onde estava, não estava bom. E isso ocorreu há muitos anos atrás.
Nascida católica, de família do interior de Minas,
não é difícil explicar como fui educada. Família patriarcal, mãe submissa e
calada, irmão varão. E embora eu me lembre da Congada, da Festa de Santos Reis,
da Festa de São Benedito, de um quadro de Yemanjá na parede de minha avó (filha
de uma rezadeira, benzedeira e parteira), os constantes benzimentos e rezações,
esses assuntos sempre foram evitados. Assisti sim à missa dominical, ao terço,
às procissões e novenas. A Igreja ensinava a opressão e a diferença entre as
raças, classes, culturas e sexo. Cedo demais percebi que aquele mundo religioso
não era exatamente o que me agradava. E menina ainda, comecei a ler Chico
Xavier. Senti imenso alento em meu coração e suas obras apaziguaram minha
adolescência e me deram a paciência necessária. Compreender que existia algo
mais que a cruz e a dor, foi um marco em minha adolescência. Mas ainda não
conseguia abandonar a Igreja e assim mantive as duas religiões, transitando sem
grandes dramas conscienciais entre elas.
Quando me mudei para São Paulo, após o fim da minha
faculdade, com a finalidade de continuar minha formação médica, a cisão com a
Igreja ocorreu. A cisão com tudo que ela representava, o modelo patriarcal e a
submissão se foram. E o Espiritismo
permaneceu ainda por mais alguns anos, e foi na Federação Espírita de São Paulo
que compreendi não pertencer àquele mundo.
Aos poucos fui entendendo que ela ainda mantinha resquícios católicos,
identificados por mim no preconceito com as religiões afro-brasileiras, na
certeza de superioridade frente às demais religiões, na vaidade e na arrogância
disfarçadas nas palavras que estimulavam a humildade e renovação.
E por que estava na hora, ou por receber a
misericórdia divina em minha vida mais uma vez, um dia uma amiga me falou da
Umbanda, e me emprestou a Proto-Síntese Cósmica. E mesmo temerosa, embuída
ainda do preconceito religioso que eu trazia do Catolicismo e do Espiritismo,
li avidamente este livro. Entendi patavinas, mas algo foi mexido e remexido dentro
de mim. A ponto de na mesma semana procurar o rito da Rua Cheb Massud. Que
encontro fabuloso comigo mesma! Os
atabaques, os pontos, os cheiros, as cores, as entidades, o Baba! Ah, minha
casa. Enfim, pela primeira vez senti que estava no lugar certo, na hora certa!
Minha vida nunca mais seria a mesma.
Dia após dia, frequentei a OICD, li os
livros do meu Baba, li os livros de Pai Matta, e fui me inserindo neste novo
contexto religioso. Meus preconceitos foram sendo remodelados, rejeitados e
enfim, abandonados. E fui substituindo o que trazia pelo novo. Esvaziei o
cálice que trazia, e o enchi novamente com o conteúdo da Umbanda Esotérica.
Mas, devo admitir que, em alguns momentos me senti
incomodada. Os conteúdos que naquele momento eu ingeria nos livros e autores
novos, traziam embutidos ainda alguns conceitos presentes no Catolicismo e no
Espiritismo que eu abandonara. Preconceito racial, patriarcado, submissão da
mulher dando a ela funções secundárias, rejeição ao homossexualismo.
Como
compreender afirmações como a que diz que a mulher é menos confiável, dada à
futilidades, responsabilizando-a por todo o cenário deplorável religioso? Como
compreender afirmações como a que diz que os negros eram uma raça ainda em
evolução, e que precisavam de mais elaboração e que seu passado religioso era
apenas fetiche e necessitava ser rejeitado para dar origem a uma nova forma de
exercer sua fé? Que a Umbanda seria algo melhorado, superior?
Em diversos momentos, identifiquei os mesmos ranços do
Catolicismo e do Espiritismo, mas mesmo assim continuei, lendo, vendo e ouvindo,
confiante de que aquele astral poderoso iria clarear melhor minhas ideias,
permitindo que eu compreendesse melhor aquelas palavras. Achei que eu não
conseguia atingir o alcance daquelas palavras.
Os anos se passaram. Vi os ritos sendo realizados
todos ao mesmo tempo, cada um em dia diferente. O Candomblé de Caboclo/Omolocô,
a Umbanda Traçada, a Quimbanda, o Tríplice Caminho, e a Umbanda Esotérica.
Para minha alegria, fui convidada de novo a esvaziar meu cálice, e a enchê-lo novamente, com novos conceitos, e a dar novos rumos à minha espiritualidade. E que alegria!
Para minha alegria, fui convidada de novo a esvaziar meu cálice, e a enchê-lo novamente, com novos conceitos, e a dar novos rumos à minha espiritualidade. E que alegria!
Foi com alegria que eu vi e participei de um processo intenso de transformação,
onde paulatinamente a Umbanda Esotérica e seus conceitos foram sendo
modificados e abandonados, até darem lugar a conceitos mais abrangentes, menos
excludentes. Fui me aproximando paulatinamente das religiões afro-brasileiras,
sem traumas, sem dramas. E foi com alegria que percebi que a mulher foi
recolocada em posição de igualdade com o homem, que as vi receberem a iniciação na TUO.
Foi com alegria que vi os homossexuais receberem o respeito que sempre
mereceram, e mais, vi rolarem escada abaixo conceitos de superioridade do
branco sobre o negro. Sua cultura, seu povo, sua ancestralidade passou a ser
estudada com afinco, e a pautar a partir dali, toda a nossa religiosidade.
Lembrei-me do dia em que meu irmão soube que eu era
espírita, e me perguntou se eu ia no Candomblé. Lembrei-me de seu semblante
aliviado ao ouvir que eu ia no Espiritismo, “menos mal” disse ele. Nesse momento, consegui compreender
o quanto havia caminhado. E hoje, quando amarro meu ojá na cabeça, quando visto
minha saia, quando coloco minhas guias, percebo que, além de toda a
ancestralidade que isso carreia, eu me desnudo de meus preconceitos e de minha educação
abrâmica.
Hoje, a Congada, as Festas de Reis e de São Benedito, os benzimentos e rezações de minha bisavó Mãe Chica, e o quadro de Yemanjá na parede de minha avó beata, fazem sentido em minha vida. Entendi o que significa ressignificação.
Esse sim foi o caminho percorrido.
PS: Hoje, sei que honro minha bisavó, como herdeira de seu corolário. Sua herança ancestral me abençoa e me impulsiona nesse caminho, há muito abandonado por minha família. E devo tudo isso a meu Babá, sem ele eu jamais teria reencontrado as pontas interrompidas do meu destino. Axé Baba mi!
Links importantes:
Falácias sobre o TUO e Pai Rivas de Ogiyan:
https://www.facebook.com/ftusp/posts/1666973850202515?fref=nf&pnref=story
https://www.facebook.com/rodrigo.garcia.3954/posts/782468095200222
https://www.facebook.com/rodrigo.garcia.3954/posts/782510078529357
https://www.facebook.com/joaoluiz.carneiro/posts/1001411123211801
PS: Hoje, sei que honro minha bisavó, como herdeira de seu corolário. Sua herança ancestral me abençoa e me impulsiona nesse caminho, há muito abandonado por minha família. E devo tudo isso a meu Babá, sem ele eu jamais teria reencontrado as pontas interrompidas do meu destino. Axé Baba mi!
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sábado, 28 de março de 2015
Defesa de Mestrado na PUC/SP! A Lei de Pemba e o Ponto Riscado discutidos na Academia!
No dia 06/03/2015, mais uma tese de mestrado foi defendida na PUC/SP por um Teólogo e Professor da FTU.
Desta vez, Osvaldo Olavo Ortiz Solera, Mestre Ygbere, levou à PUC-SP o tema "A magia do Ponto Riscado na Umbanda Esotérica", com recorte em W. W. da Matta e Silva. A escolha do autor deveu-se ao fato do mesmo ter sido um divisor de águas na Umbanda. Pai Rivas é sucessor de W. W. da Matta e Silva, e foi citado nesta tese. A obra de Pai Rivas, extensa e profunda, está em pleno desenvolvimento, e traz retificações e ratificações na obra de W. W. da Matta e Silva, conforme combinado com o próprio W. W. da Matta e Silva quando recebeu a Raiz de Guiné. Axé, Baba mi!
A defesa desta tese foi um marco dentro da PUC/SP. Por ser um tema original, nunca discutido na academia, causou espanto e curiosidade, mas também foram trazidas diversas questões pertinentes aos pesquisadores. Foi fantástico assistir ao debate entre os pesquisadores outside, e Mestre Ygbere, pesquisador inside. A diferença dos pontos de vista foi assombrosa. Como é diferente o olhar do pesquisador que pertence à religião que pesquisa! Como seu olhar fica mais fino, mais preciso, mais delicado! Percebi que é um privilégio ser pesquisador, e ao mesmo tempo adepto e iniciado!
Enfim, como foi espetacular verem discutidos dentro da PUC/SP, uma universidade confessional católica, assuntos sobre a Umbanda Esotérica de Matta e Silva! Algumas frases ainda ecoam em meus ouvidos, e saber que elas jamais foram ouvidas lá, demonstra a grande oportunidade daquele astral entrar em contato com a Sagrada Corrente Astral de Umbanda!
Tenho certeza que, depois deste dia, o Astral da PUC/SP jamais será o mesmo, foi mexido e remexido definitivamente!
Ah, e o mais gratificante foi ouvir, após acalorado debate que durou 3 horas, o convite para o Doutorado! Foi a coroação deste dia! Mais tarde, Prof. Doutor Pondé falaria até de um doutorado "sanduíche", e que deveria ser considerado. Disse que ele tem alguns doutorandos na Espanha, Portugal e França (Sorbone). E embora isto esteja fora da nossa realidade atual, foi muito bom encerrar os debates com estes convites. Só o Astral para preparar tão grande surpresa!
Profa. Doutora Mariângela Furquim de Almeida, Prof. Doutor Afonso Maria Ligório Soares e Prof. Doutor Silas Guerriero, muito obrigada pela oportunidade de fazer este diálogo altamente positivo entre os insiders e os outsiders!!!!
Paó Mestre Ygbere! O senhor honrou sua raiz, seu Baba, sua comunidade.
PS:
Pesquisador outsider: Pesquisador da academia que não é adepto ou iniciado na religião que estuda. Este pesquisador tem o "olhar de fora". Olha, vê, participa, mas não adere, não se mistura.
Pesquisador insider: Pesquisador da academia que é adepto e, às vezes iniciado na religião que estuda. Este pesquisador tem o "olhar de dentro". Olha, vê, adere, mistura-se com a realidade religiosa, permitindo ser modificado pela praxis religiosa. "Tudo junto e misturado".
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
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