Mostrando postagens com marcador Umbanda Esotérica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Umbanda Esotérica. Mostrar todas as postagens

sábado, 25 de agosto de 2018

OITC - Templo do Caboclo 7 Ondas! Nossa casa completou 6 meses de trabalho

E foi no dia 23/08/18 que nosso Conga pequenininho completou 6 meses de portas abertas, dedicadas ao atendimento espiritual. E foram tantos os desafios, que nem sei... Se eu disser que foi fácil, não foi. E, no meio do caminho, ainda ocorreu o desencarne de Mestre Arapiaga. Nada mais icônico para demonstrar as dificuldades que enfrentamos. Nós sabemos que ele queria que fizéssemos exatamente isso, inaugurássemos nossa casa, conforme suas próprias orientações. Certamente hoje ele estaria feliz com todo nosso trabalho. 
Cada pessoa que por lá passou nesses 6 meses foi uma honra para todos nós. Um a um, a assistência se multiplicou, os cambonos também, os médiuns foram chegando, e, da maneira mais inesperada e improvável, hoje somos muitos. Já não sei como colocar todos que chegam dentro dele, nosso Conga esta pequenininho... mas abençoado pela Santas Almas do Cruzeiro Divino, sob a égide do Pai Moçambique, do Caboclo 7 Cachoeiras, do Caboclo 7 Ondas, da Jureminha e do Exu 7 Poeiras. E pasmem, minha coroa se faz representada lá, e trabalhando muito. 
Para a nossa alegria, tivemos nosso primeiro rito de Iniciação, com os médiuns e cambonos que estão chegando, que já estão recebendo suas escoras para o trabalho digno e sério. Quantas bençãos! Que eles sejam firmes diante dos desafios do dia a dia de nossa casa. 
E foi pelos Caminhos de Itacuruçá que encontramos a razão dos nossos dias. Salve Pai Matta e toda sua valência, que velem por seus filhos hoje e sempre! Aranauam!!!










domingo, 27 de maio de 2018

Mestre Arhapiagha retorna ao Orun


Hoje (25/05/18) foi um dia de alegria para o mundo espiritual, pois recebeu um espírito vitorioso e que chegou com muitas horas prestadas à melhoria dos seus.
Tive o privilégio de vivenciar, durante 39 anos, aulas que marcaram meu espírito e que não serão esquecidas jamais. 
Aprendi que o trabalho nos fortalece e nos une ao mundo espiritual e esse nos transforma em seres melhores para o mundo.
Nosso Mestre Arhapiagha parte para o mundo dos verdadeiros e dos felizes e como ele mesmo dizia, o mundo dos mais vivos...
Nosso "Velho" parte com a missão cumprida e com certeza estará sempre entre nós para nos impulsionar a melhoria e ao trabalho, pois ele exemplificou sempre isso para nós.
Em uma das últimas conversas, disse-lhe de meu amor-espírito eternal por ele, e espero que possamos honrar e dignificar seu nome e seu trabalho sempre.
E para os que o conheceram, sabem que, como o Caboclo, ele foi beirando o rio azul.
Salve o Mestre, Pai e Amigo da Alma de águas serenas...
Ygbere e Obaositala



 



Ao Mestre, minha eterna gratidão, respeito, admiração. Sua obra, incontestável e monumental, será sempre testemunha desde ícone da Umbanda. Que vivamos uma vida honrada, para que nos tornemos dignos de novamente encontra-lo. Axe Baba mi!

Informamos que, devido ao falecimento de nosso mestre espiritual Francisco Rivas Neto, o mestre Arhapiagha, nossos ritos de atendimento público ficarão suspensos durante trinta dias e retornaremos no dia 30/06/2018.
Grato pela compreensão de todos.
Ygbere

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

... o retorno


Neste últimos meses, este blog esteve pausado.
Essa pausa foi necessária para que novos horizontes fossem criados, construídos e concretizados.
E, amanhã mais um sonho se concretizará. Nossa casa tão sonhada, será aberta ao público. Nosso Templo, filiado à Corrente das Santas Almas do Cruzeiro Divino, terá o nome de Ordem Iniciática do Tríplice Caminho, e terá como entidade responsável o Caboclo Sete Ondas, que trabalha com meu marido Olavo Solera há mais de 40 anos.  E por lá trabalharão Pai Moçambique, chefe do Ori de meu marido, Caboclo Sete Cachoeiras (entidade de frente), Jureminha, Exu Sete Poeiras e tantos outros que estão ligados ao Ori de Ygbere. Eu sonho também que minha coroa estará representada lá, em breve.
Os Senhores da Alvorada estão chegando, minha gente!
Nosso Templo, pequenininho e simples, sonha em ser mais uma Candeia acesa neste plano ainda trevoso em que vivemos, onde as pessoas necessitadas entrarão e receberão ajuda, conforme a Lei de Michael. Como disse minha amiga, mais um  "clarão na Mata" de dores e sofrimentos humanos.
Rogo e peço ao bom Jesus (Samany do Oriente/Oxalá da Umbanda), que nos acoberte e abençoe em mais esse propósito.
Que nossa vida seja útil e consumida em ideais realmente nobres. Valerá a pena!
Aranauam, Saravá, Motumbá, Mukuiu, Kolofé, axé!


terça-feira, 3 de novembro de 2015

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Novas Fases, destinos felizes

Novas fases, destinos felizes...



Ao acordar nessa manhã, procurei pensar nas coisas que tinha a fazer e enumerá-las para focar os objetivos que tracei. Muitas destas atividades estão veiculadas ao dia a dia, sustento financeiro, filhos, casa e etc, mas como a vida não se prende a só isso, repensei o espiritual e revi em minha mente alguns vídeos e textos que nosso Babá – Pai Rivas tem postado em seu blog nas redes sociais.

Apesar de estar presente aos seus ritos, e coadunar com tudo que é feito, chamou-me especial atenção onde ele fala sobre a Umbanda Esotérica de W.W.da Matta e Silva e suas obras, e que ele estaria retificando erros e valores e ratificando outros como o uso dos métodos do Ifá. Lembro que nosso Babá é o sucessor legítimo de Matta e Silva desde 1987, tendo ordens e direitos para fazer estes ajustes e que atendem aos novos momentos da Umbanda Esotérica.
Mas muitos poderiam agora se perguntar: o que chamou a atenção do Ygbere?
E respondo: depois de conviver há trinta e sete anos com nosso Babá e ter tido a oportunidade de estar com o mestre Yapacani (Matta e Silva) em sua casa/terreiro em Itacuruçá e em ritos que o mesmo realizou na OICD/SP, ter lido todas suas obras e até feito minha dissertação de mestrado sobre a magia na Umbanda Esotérica de Matta e Silva, percebi que aquilo que tinha lido, estudado e até escrito, não condizia com as novas fases da mesma.
Mas como assim, poderiam perguntar os amigos? Então procurarei ser mais claro:
Em um dos vídeos postados por nosso Babá, ele cita o livro Segredo da Magia de Umbanda p. 14 que fala o seguinte:


[...] Porque, a Corrente Astral de Umbanda, nessa 1ª Fase de Ação no Brasil e por dentro dessa coletividade chamada dos cultos afro-brasileiros, teve um objetivo e se apresentou assim: com “caboclos, pretos-velhos etc”; porém, na 2ª Fase de Ação, a se iniciar dentro de poucos anos, essa Corrente vai revelar novos aspectos...novos horizontes. É só, senhores “magistas, esoteristas, ocultistas etc.” (Matta e Silva, p.14)


Depois de ler isso, continuei a leitura do livro todo, e para minha surpresa comecei a ver e entender coisas que nunca tinham passado em minha cabeça, lembrando que este livro vi e revi várias vezes. Pude ver com total clareza que o mesmo tem abordagens extremamente diferentes que a obra do homem/iniciado/sacerdote Matta e Silva e que foram citadas pelo nosso Babá - Pai Rivas exaustivamente. 
Percebi uma dicotomia entre o que eu tinha plena convicção e o que lá estava. No primeiro instante, atirei o livro ao chão, tamanha aversão que senti pelos temas falados e em especial quando falava do negro. Assuntos totalmente ultrapassados e que só existiram na metade do século passado com a insistência do embranquecimento da população brasileira, como se a cor da epiderme pudesse tornar alguém melhor ou pior. 
Na sequência dos textos, pude constatar aspectos de misoginia, homofobia, xenofobia, evolucionismo cultural, evolucionismo social, elitismo, conservadorismo, etnocentrismo, temas que nosso mestre ou Babá chamou de vergonhosos e que deveriam ser alterados e transformados em suas partes visíveis e invisíveis.
Mas, os amigos poderiam continuar a perguntar: mas, o Babá já falou sobre isso há tempos e só agora você está falando isso?
Sim, concordo. A leitura do livro novamente fez com que eu me visse, tal qual em um espelho, e ao me ver, percebi que estive enganado quando não me achava preconceituoso, fazendo parte de uma elite de pensadores do Santo.... Tola ilusão.
Só agora vislumbro o que o Babá já viu há muito tempo, e que vem falando, ensinando, corrigindo e vivenciando, bastando ver suas realizações.
A nova fase está aí, basta ver o TUO, com seu Templo devidamente adequado para o estudo e aplicação do destino dos seres, por intermédio de Orunmilá Ifá. O mesmo Ifá que Matta e Silva falou no livro Macumbas e Candomblés na Umbanda em 1969, e que a maioria não entendeu que o mesmo não tinha solução de continuidade em relação a diversidade das religiões afro brasileiras, pelo contrário, afinal tudo é um grande encadeamento de saberes e viveres obedecendo um grande continum.
Neste “novo” momento, existe o respeito à todas as formas de entender e compreender o sagrado, não há uma verdade única ou uma totalidade, há sim múltiplas formas de acesso ao real, tais como a memória, a vivência, o afeto, a percepção, a oralidade, a ética, a episteme, os métodos e tudo centrados na ancestralidade sobrenatural (Orixás e entidades que possibilitam o transe do imanente para o transcendente dos seus adeptos).
E foi com esta profusão de pensamentos que me vi sem pré-conceitos, sem máscaras, ou seja, desnudo de tolas vaidades, pois naquele momento percebi o “outro” que muitas vezes estava em meu falar, mas não no meu coração. Confesso que senti em meu corpo uma intensa aflição e busquei naquele momento até o auxílio de maracujinas, valerianas e etc., pois saía de uma zona de conforto de muitos anos.
Hoje depois destes momentos e ao ver comentários de muitos nas redes sociais, contrários às mudanças daquilo que conheceram apenas no que ouviram falar do mestre Matta e Silva, peço que releiam suas obras, mas não se detenham apenas no momento cronológico que as mesmas foram escritas e sim naquilo que ele sabia e escreveu que viria em um futuro breve e por isso fez um sucessor legítimo para essas transformações. 


Aranauam,
Saravá,
Motumbasé,
Saudações a todos.
Ygbere



http://abaara.blogspot.com.br/2015/10/novas-fases-destinos-felizes.html?m=1

quinta-feira, 4 de junho de 2015

O TUO e Ifá - mudanças de paradigma e resignificação.







     Neste últimos meses fiz mudanças fundamentais em minha vida. Mudei de cidade, de empregos, de casa. Mudei.
    Todo esse processo levou meses, e ainda demandará muitos outros meses para se instalar definitivamente.
    Sair da zona de conforto, arduamente conquistada, e arduamente defendida, foi um esforço colossal. E no lugar da pseudo segurança anterior, ficou apenas a impressão de andar em terreno frágil, denotando a insegurança do ambiente ainda desconhecido.
      Todo esse processo tem gerado profundas reflexões, e hoje me surpreendi ao constatar que esse processo se iniciou há muitos anos. Ele se iniciou quando me propus tomar as rédeas de minha vida, assumir minhas escolhas,  e caminhos. No momento em que constatei que onde estava, não estava bom. E isso ocorreu há muitos anos atrás.
     Nascida católica, de família do interior de Minas, não é difícil explicar como fui educada. Família patriarcal, mãe submissa e calada, irmão varão. E embora eu me lembre da Congada, da Festa de Santos Reis, da Festa de São Benedito, de um quadro de Yemanjá na parede de minha avó (filha de uma rezadeira, benzedeira e parteira), os constantes benzimentos e rezações, esses assuntos sempre foram evitados. Assisti sim à missa dominical, ao terço, às procissões e novenas. A Igreja ensinava a opressão e a diferença entre as raças, classes, culturas e sexo. Cedo demais percebi que aquele mundo religioso não era exatamente o que me agradava. E menina ainda, comecei a ler Chico Xavier. Senti imenso alento em meu coração e suas obras apaziguaram minha adolescência e me deram a paciência necessária. Compreender que existia algo mais que a cruz e a dor, foi um marco em minha adolescência. Mas ainda não conseguia abandonar a Igreja e assim mantive as duas religiões, transitando sem grandes dramas conscienciais entre elas.
     Quando me mudei para São Paulo, após o fim da minha faculdade, com a finalidade de continuar minha formação médica, a cisão com a Igreja ocorreu. A cisão com tudo que ela representava, o modelo patriarcal e a submissão se foram. E  o Espiritismo permaneceu ainda por mais alguns anos, e foi na Federação Espírita de São Paulo que compreendi não pertencer àquele mundo.  Aos poucos fui entendendo que ela ainda mantinha resquícios católicos, identificados por mim no preconceito com as religiões afro-brasileiras, na certeza de superioridade frente às demais religiões, na vaidade e na arrogância disfarçadas nas palavras que estimulavam a humildade e renovação.
     E por que estava na hora, ou por receber a misericórdia divina em minha vida mais uma vez, um dia uma amiga me falou da Umbanda, e me emprestou a Proto-Síntese Cósmica. E mesmo temerosa, embuída ainda do preconceito religioso que eu trazia do Catolicismo e do Espiritismo, li avidamente este livro. Entendi patavinas, mas algo foi mexido e remexido dentro de mim. A ponto de na mesma semana procurar o rito da Rua Cheb Massud. Que encontro fabuloso comigo mesma!   Os atabaques, os pontos, os cheiros, as cores, as entidades, o Baba! Ah, minha casa. Enfim, pela primeira vez senti que estava no lugar certo, na hora certa! Minha vida nunca mais seria a mesma. 
     Dia após dia, frequentei a OICD, li os livros do meu Baba, li os livros de Pai Matta, e fui me inserindo neste novo contexto religioso. Meus preconceitos foram sendo remodelados, rejeitados e enfim, abandonados. E fui substituindo o que trazia pelo novo. Esvaziei o cálice que trazia, e o enchi novamente com o conteúdo da Umbanda Esotérica.
     Mas, devo admitir que, em alguns momentos me senti incomodada. Os conteúdos que naquele momento eu ingeria nos livros e autores novos, traziam embutidos ainda alguns conceitos presentes no Catolicismo e no Espiritismo que eu abandonara. Preconceito racial, patriarcado, submissão da mulher dando a ela funções secundárias, rejeição ao homossexualismo. 
     Como compreender afirmações como a que diz que a mulher é menos confiável, dada à futilidades, responsabilizando-a por todo o cenário deplorável religioso? Como compreender afirmações como a que diz que os negros eram uma raça ainda em evolução, e que precisavam de mais elaboração e que seu passado religioso era apenas fetiche e necessitava ser rejeitado para dar origem a uma nova forma de exercer sua fé? Que a Umbanda seria algo melhorado, superior?
     Em diversos momentos, identifiquei os mesmos ranços do Catolicismo e do Espiritismo, mas mesmo assim continuei, lendo, vendo e ouvindo, confiante de que aquele astral poderoso iria clarear melhor minhas ideias, permitindo que eu compreendesse melhor aquelas palavras. Achei que eu não conseguia atingir o alcance daquelas palavras.
     Os anos se passaram. Vi os ritos sendo realizados todos ao mesmo tempo, cada um em dia diferente. O Candomblé de Caboclo/Omolocô, a Umbanda Traçada, a Quimbanda, o Tríplice Caminho, e a Umbanda Esotérica.
   Para minha alegria, fui convidada de novo a esvaziar meu cálice, e a enchê-lo novamente, com novos conceitos, e a dar novos rumos à minha espiritualidade. E que alegria! 
   Foi com alegria que eu vi e participei de um processo intenso de transformação, onde paulatinamente a Umbanda Esotérica e seus conceitos foram sendo modificados e abandonados, até darem lugar a conceitos mais abrangentes, menos excludentes. Fui me aproximando paulatinamente das religiões afro-brasileiras, sem traumas, sem dramas. E foi com alegria que percebi que a mulher foi recolocada em posição de igualdade com o homem, que as vi receberem a iniciação na TUO. Foi com alegria que vi os homossexuais receberem o respeito que sempre mereceram, e mais, vi rolarem escada abaixo conceitos de superioridade do branco sobre o negro. Sua cultura, seu povo, sua ancestralidade passou a ser estudada com afinco, e a pautar a partir dali, toda a nossa religiosidade.

     Lembrei-me do dia em que meu irmão soube que eu era espírita, e me perguntou se eu ia no Candomblé. Lembrei-me de seu semblante aliviado ao ouvir que eu ia no Espiritismo, “menos mal” disse ele. Nesse momento, consegui compreender o quanto havia caminhado. E hoje, quando amarro meu ojá na cabeça, quando visto minha saia, quando coloco minhas guias, percebo que, além de toda a ancestralidade que isso carreia, eu me desnudo de meus preconceitos e de minha educação abrâmica. 
     Hoje, a Congada, as Festas de Reis e de São Benedito, os benzimentos e rezações de minha bisavó Mãe Chica, e o quadro de Yemanjá na parede de minha avó beata, fazem sentido em minha vida. Entendi o que significa ressignificação.
     Esse sim foi o caminho percorrido.

PS: Hoje, sei que honro minha bisavó, como herdeira de seu corolário. Sua herança ancestral me abençoa e  me impulsiona nesse caminho, há muito abandonado por minha família. E devo tudo isso a meu Babá, sem ele eu jamais teria reencontrado as pontas interrompidas do meu destino. Axé Baba mi!


Links importantes:

Falácias sobre o TUO e Pai Rivas de Ogiyan:
https://www.facebook.com/ftusp/posts/1666973850202515?fref=nf&pnref=story

https://www.facebook.com/rodrigo.garcia.3954/posts/782468095200222

https://www.facebook.com/rodrigo.garcia.3954/posts/782510078529357

https://www.facebook.com/joaoluiz.carneiro/posts/1001411123211801

sábado, 28 de março de 2015

Defesa de Mestrado na PUC/SP! A Lei de Pemba e o Ponto Riscado discutidos na Academia!



No dia 06/03/2015, mais uma tese de mestrado foi defendida na PUC/SP por um Teólogo e Professor da FTU. 
Desta vez, Osvaldo Olavo Ortiz Solera, Mestre Ygbere, levou à PUC-SP o tema "A magia do Ponto Riscado na Umbanda Esotérica", com recorte em W. W. da Matta e Silva. A escolha do autor deveu-se ao fato do mesmo ter sido um divisor de águas na Umbanda. Pai Rivas é sucessor de W. W. da Matta e Silva, e foi citado nesta tese. A obra de Pai Rivas, extensa e profunda, está em pleno desenvolvimento, e traz retificações e ratificações na obra de W. W. da Matta e Silva, conforme combinado com o próprio W. W. da Matta e Silva quando recebeu a Raiz de Guiné. Axé, Baba mi!
A defesa desta tese foi um marco dentro da PUC/SP. Por ser um tema original, nunca discutido na academia, causou espanto e curiosidade, mas também foram trazidas diversas questões pertinentes aos pesquisadores. Foi fantástico assistir ao debate entre os pesquisadores outside, e Mestre Ygbere, pesquisador inside. A diferença dos pontos de vista foi assombrosa. Como é diferente o olhar do pesquisador que pertence à religião que pesquisa! Como seu olhar fica mais fino, mais preciso, mais delicado! Percebi que é um privilégio ser pesquisador, e ao mesmo tempo adepto e iniciado!
Enfim, como foi espetacular verem discutidos dentro da PUC/SP, uma universidade confessional católica, assuntos sobre a Umbanda Esotérica de Matta e Silva! Algumas frases ainda ecoam em meus ouvidos, e saber que elas jamais foram ouvidas lá, demonstra a grande oportunidade daquele astral entrar em contato com a Sagrada Corrente Astral de Umbanda! 
Tenho certeza que, depois deste dia, o Astral da PUC/SP jamais será o mesmo, foi mexido e remexido definitivamente!
Ah, e o mais gratificante foi ouvir, após acalorado debate que durou 3 horas, o convite para o Doutorado! Foi a coroação deste dia! Mais tarde, Prof. Doutor Pondé falaria até de um doutorado "sanduíche", e que deveria ser considerado. Disse que ele tem alguns doutorandos na Espanha, Portugal e França (Sorbone). E embora isto esteja fora da nossa realidade atual, foi muito bom encerrar os debates com estes convites. Só o Astral para preparar tão grande surpresa! 
Profa. Doutora Mariângela Furquim de Almeida, Prof. Doutor Afonso Maria Ligório Soares  e Prof. Doutor Silas Guerriero, muito obrigada pela oportunidade de fazer este diálogo altamente positivo entre os insiders e os outsiders!!!!
Paó Mestre Ygbere! O senhor honrou sua raiz, seu Baba, sua comunidade.





PS:
Pesquisador outsider: Pesquisador da academia que não é adepto ou iniciado na religião que estuda. Este pesquisador tem o "olhar de fora". Olha, vê, participa, mas não adere, não se mistura.
Pesquisador insider: Pesquisador da academia que é adepto e, às vezes iniciado na religião que estuda. Este pesquisador tem o "olhar de dentro". Olha, vê, adere, mistura-se com a realidade religiosa, permitindo ser modificado pela praxis religiosa. "Tudo junto e misturado". 

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Mestra Aracyauara! Mais uma Sacerdotisa de Sétimo Grau na TUO!



Foi uma honra estar presente, e testemunhar mais uma consagração na TUO. Mestra Aracyauara é merecedora desta realização. É a primeira ordenação sacerdotal da TUO de Itanhaém, e logo uma mulher, sinalizando novos tempos.
Nestes anos que estou filiada à OICD, Mestra Aracyauara se fez presente em todos os momentos que recordo, como trabalhadora silenciosa, fundamental e basilar da OICD, da FTU, do Ilê Funfun, do Ilê Oka Sete Estradas e da TUO. Seus exemplos de dedicação, respeito e seriedade fizeram desta mulher a Sacerdotisa.  Que seus passos sejam seguidos por muitas de nós. 
Vida longa a Mestra Aracyauara! 

domingo, 9 de novembro de 2014

TUO está Revivida!


Ontem aconteceu a inauguração da TUO. Este dia foi ansiosamente esperado por todos nós. Filhos, netos, herdeiros da Sagrada Raiz de Guiné.

Desnecessário é dizer o quanto foi emocionante reencontrar esta corrente maravilhosa. Pai Joaquim, Caboclo Cobra Coral, Exu 7 Encruzilhadas... as lágrimas que rolaram lá semearam aquelas areias benditas. Só de lembrar, o corpo ainda se arrepia... É meus amigos, Pai Guiné e agora, Velho Payé!

A TUO está revivida! Lugar bendito, de crescimento e realização.
Enfim, a tríade Candomblé, Encantarias e Umbanda está completa.
Se queríamos trabalho, ele está lá, em Itanhaém. Crescimento espíritual, responsabilidade e inclusão. Todas as formas de expressão religiosa da nossa religião afro-brasileira estão lá. 
Religiosidade sem Exclusão!


Para compreender mais sobre este novo momento da TUO, acesse:

http://sacerdotemedico.blogspot.com.br/2014/11/umbanda-esoterica-novos-rumos_30.html




segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Curso EAD de Umbanda Esotérica: inscrições abertas! Não Percam!!!!

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O CURSO INÉDITO DE UMBANDA ESOTÉRICA!!
Informações importantes sobre o curso de Umbanda Esotérica, ministrado por Pai Rivas! As aulas começarão no dia 06/10/14 e as inscrições já podem ser realizadas! O valor das inscrições até o dia 05/10/14 é de R$ 200,00. Após o início do curso, o valor será R$ 250,00. Aproveite o desconto e realize já sua inscrição!
Siga as orientações para o acesso: 
1. Acesse a plataforma virtual no endereço http://ftu.eadbox.com/ 

2. Procure o curso Umbanda Esotérica e clique nele 

3. A seguir, clique em Matricule-se já! Você será direcionado para o preenchimento de um formulário para tornar-se usuário da plataforma. Se você já um usuário da plataforma, clique em Fazer o Login no canto superior direito. 
4. Após preencher o cadastro ou efetuar o login, você será direcionado para a página do Pagseguro para realizar o pagamento. 
5. Escolha a opção de pagamento (cartão de crédito, boleto ou débito em conta)
6. Após efetuar o cadastro e o pagamento, a inscrição será efetuada. 
7. Por fim, preencha o formulário de inscrição com os dados complementares!

FTU - Faculdade de Teologia Umbandista
ftu.eadbox.com



http://ftu.eadbox.com/cursos/umbanda-esoterica


Depoimento de Ygbere, discípulo e iniciado de Pai Rivas há 35 anos:
Ao ver esse post de nosso mestre, minha mente percorreu vários anos de minha vivência com ele e principalmente a oportunidade em ter conhecido o mestre Yapacani – W.W. da Matta e Silva. Lembro-me como se fosse ontem, quando ao terminar um rito de atendimento aqui em São Paulo, o nosso mestre convidou-me para ir para Itacuruça – RJ. Apesar do adiantado da hora (afinal já era madrugada), fomos com tamanho contentamento que me sentia uma criança que tinha ganhado um presente querido. 
Sabíamos que no mesmo dia, tinha acontecido a “gira” do Vô Matta e chegaríamos por lá no início do dia. No trajeto ao RJ fomos ouvindo nosso mestre contar coisas interessantíssimas sobre a iniciação e sobre o Vô Matta e a viagem transcorreu rapidamente. Como de costume, ao chegar na Serra das Araras, na entrada para Itacuruça, paramos na lanchonete Bob’s para nos deliciar com um sanduíche de salada de atum e que fazia parte do costume de nosso mestre e logo em seguida rumamos para o destino tão esperado. 
Quando lá chegamos, avistamos o Vô Matta com seu cachimbo de sempre, deitado em uma rede com sua esposa ao lado do terreirinho da T.U.O. 
Meus amigos foi um dia maravilhoso, pude conhecer aquele pequeno conga físico, mas enorme em vibrações iluminadas. Ali pude ver e sentir como era verdade quando nosso mestre falava que “lá os Orixás falavam...”
Hoje ao ver o mestre Arhapiagha anunciar a reabertura da T.U.O em itanhaem – SP, enche-me de alegria e emoção, pois sei que lá estarão e as vibrações sutis do verbo iluminado, aqueles que alicerçavam o pequeno/imenso terreirrinho da T.U.O de Itacuruça.
Tenho certeza que isso vem dar sequência ao que o velho Pai Guiné desejava, ao transmitir por meio do mestre Yapacani – Matta e Silva a sucessão ao mestre Arhapiagha, em um rito que também estive a honra de estar presente.
Por meio das realizações de meu mestre, com a criação da FTU, da fundação da Casa Branca da Cura e do Destino, do Ilé Oka 7 Estradas e agora da T.U.O. tudo vem de encontro com os ditames da raiz do Pai Guiné e do Caboclo Velho Payé.
E meus amigos,sabemos que todas as religiões afro brasileiras e as teorias que a compõem apesar de sua diversidade, estão unidas por um fio condutor, e todas possuem um eixo central que é o elemento do invisível. 
E estes fundamentos se desdobram ao mesmo tempo, em arte, filosofia, ciência e religião, são indissociáveis e complementam o estudo do homem iniciado. 
E para estes, lembro as palavras de um antigo mestre iniciado:

"Venho falando da Tradição e da Verdade, da qual eu testemunho e como se dirá ainda, sem dúvida: O que é a Tradição? o que é a Verdade? Quais provas podemos dar? "
"A isso eu responderei ainda: tais coisa não se inventam; elas encontram-se lá onde elas mesmas estão e provam-se quando e como são necessárias.

Ygbere 
Discipulo de Mestre Arhapiagha – Pai Rivas

Postagem em destaque

A importância do Ponto de Referência

O ÂNGULO QUE VOCÊ ESTÁ, MUDA A REALIDADE QUE VOCÊ VÊ Joelma Silva Aprender a modificar os nossos "pontos de vista" é u...