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sábado, 25 de agosto de 2018

OITC - Templo do Caboclo 7 Ondas! Nossa casa completou 6 meses de trabalho

E foi no dia 23/08/18 que nosso Conga pequenininho completou 6 meses de portas abertas, dedicadas ao atendimento espiritual. E foram tantos os desafios, que nem sei... Se eu disser que foi fácil, não foi. E, no meio do caminho, ainda ocorreu o desencarne de Mestre Arapiaga. Nada mais icônico para demonstrar as dificuldades que enfrentamos. Nós sabemos que ele queria que fizéssemos exatamente isso, inaugurássemos nossa casa, conforme suas próprias orientações. Certamente hoje ele estaria feliz com todo nosso trabalho. 
Cada pessoa que por lá passou nesses 6 meses foi uma honra para todos nós. Um a um, a assistência se multiplicou, os cambonos também, os médiuns foram chegando, e, da maneira mais inesperada e improvável, hoje somos muitos. Já não sei como colocar todos que chegam dentro dele, nosso Conga esta pequenininho... mas abençoado pela Santas Almas do Cruzeiro Divino, sob a égide do Pai Moçambique, do Caboclo 7 Cachoeiras, do Caboclo 7 Ondas, da Jureminha e do Exu 7 Poeiras. E pasmem, minha coroa se faz representada lá, e trabalhando muito. 
Para a nossa alegria, tivemos nosso primeiro rito de Iniciação, com os médiuns e cambonos que estão chegando, que já estão recebendo suas escoras para o trabalho digno e sério. Quantas bençãos! Que eles sejam firmes diante dos desafios do dia a dia de nossa casa. 
E foi pelos Caminhos de Itacuruçá que encontramos a razão dos nossos dias. Salve Pai Matta e toda sua valência, que velem por seus filhos hoje e sempre! Aranauam!!!










quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Novas Fases, destinos felizes

Novas fases, destinos felizes...



Ao acordar nessa manhã, procurei pensar nas coisas que tinha a fazer e enumerá-las para focar os objetivos que tracei. Muitas destas atividades estão veiculadas ao dia a dia, sustento financeiro, filhos, casa e etc, mas como a vida não se prende a só isso, repensei o espiritual e revi em minha mente alguns vídeos e textos que nosso Babá – Pai Rivas tem postado em seu blog nas redes sociais.

Apesar de estar presente aos seus ritos, e coadunar com tudo que é feito, chamou-me especial atenção onde ele fala sobre a Umbanda Esotérica de W.W.da Matta e Silva e suas obras, e que ele estaria retificando erros e valores e ratificando outros como o uso dos métodos do Ifá. Lembro que nosso Babá é o sucessor legítimo de Matta e Silva desde 1987, tendo ordens e direitos para fazer estes ajustes e que atendem aos novos momentos da Umbanda Esotérica.
Mas muitos poderiam agora se perguntar: o que chamou a atenção do Ygbere?
E respondo: depois de conviver há trinta e sete anos com nosso Babá e ter tido a oportunidade de estar com o mestre Yapacani (Matta e Silva) em sua casa/terreiro em Itacuruçá e em ritos que o mesmo realizou na OICD/SP, ter lido todas suas obras e até feito minha dissertação de mestrado sobre a magia na Umbanda Esotérica de Matta e Silva, percebi que aquilo que tinha lido, estudado e até escrito, não condizia com as novas fases da mesma.
Mas como assim, poderiam perguntar os amigos? Então procurarei ser mais claro:
Em um dos vídeos postados por nosso Babá, ele cita o livro Segredo da Magia de Umbanda p. 14 que fala o seguinte:


[...] Porque, a Corrente Astral de Umbanda, nessa 1ª Fase de Ação no Brasil e por dentro dessa coletividade chamada dos cultos afro-brasileiros, teve um objetivo e se apresentou assim: com “caboclos, pretos-velhos etc”; porém, na 2ª Fase de Ação, a se iniciar dentro de poucos anos, essa Corrente vai revelar novos aspectos...novos horizontes. É só, senhores “magistas, esoteristas, ocultistas etc.” (Matta e Silva, p.14)


Depois de ler isso, continuei a leitura do livro todo, e para minha surpresa comecei a ver e entender coisas que nunca tinham passado em minha cabeça, lembrando que este livro vi e revi várias vezes. Pude ver com total clareza que o mesmo tem abordagens extremamente diferentes que a obra do homem/iniciado/sacerdote Matta e Silva e que foram citadas pelo nosso Babá - Pai Rivas exaustivamente. 
Percebi uma dicotomia entre o que eu tinha plena convicção e o que lá estava. No primeiro instante, atirei o livro ao chão, tamanha aversão que senti pelos temas falados e em especial quando falava do negro. Assuntos totalmente ultrapassados e que só existiram na metade do século passado com a insistência do embranquecimento da população brasileira, como se a cor da epiderme pudesse tornar alguém melhor ou pior. 
Na sequência dos textos, pude constatar aspectos de misoginia, homofobia, xenofobia, evolucionismo cultural, evolucionismo social, elitismo, conservadorismo, etnocentrismo, temas que nosso mestre ou Babá chamou de vergonhosos e que deveriam ser alterados e transformados em suas partes visíveis e invisíveis.
Mas, os amigos poderiam continuar a perguntar: mas, o Babá já falou sobre isso há tempos e só agora você está falando isso?
Sim, concordo. A leitura do livro novamente fez com que eu me visse, tal qual em um espelho, e ao me ver, percebi que estive enganado quando não me achava preconceituoso, fazendo parte de uma elite de pensadores do Santo.... Tola ilusão.
Só agora vislumbro o que o Babá já viu há muito tempo, e que vem falando, ensinando, corrigindo e vivenciando, bastando ver suas realizações.
A nova fase está aí, basta ver o TUO, com seu Templo devidamente adequado para o estudo e aplicação do destino dos seres, por intermédio de Orunmilá Ifá. O mesmo Ifá que Matta e Silva falou no livro Macumbas e Candomblés na Umbanda em 1969, e que a maioria não entendeu que o mesmo não tinha solução de continuidade em relação a diversidade das religiões afro brasileiras, pelo contrário, afinal tudo é um grande encadeamento de saberes e viveres obedecendo um grande continum.
Neste “novo” momento, existe o respeito à todas as formas de entender e compreender o sagrado, não há uma verdade única ou uma totalidade, há sim múltiplas formas de acesso ao real, tais como a memória, a vivência, o afeto, a percepção, a oralidade, a ética, a episteme, os métodos e tudo centrados na ancestralidade sobrenatural (Orixás e entidades que possibilitam o transe do imanente para o transcendente dos seus adeptos).
E foi com esta profusão de pensamentos que me vi sem pré-conceitos, sem máscaras, ou seja, desnudo de tolas vaidades, pois naquele momento percebi o “outro” que muitas vezes estava em meu falar, mas não no meu coração. Confesso que senti em meu corpo uma intensa aflição e busquei naquele momento até o auxílio de maracujinas, valerianas e etc., pois saía de uma zona de conforto de muitos anos.
Hoje depois destes momentos e ao ver comentários de muitos nas redes sociais, contrários às mudanças daquilo que conheceram apenas no que ouviram falar do mestre Matta e Silva, peço que releiam suas obras, mas não se detenham apenas no momento cronológico que as mesmas foram escritas e sim naquilo que ele sabia e escreveu que viria em um futuro breve e por isso fez um sucessor legítimo para essas transformações. 


Aranauam,
Saravá,
Motumbasé,
Saudações a todos.
Ygbere



http://abaara.blogspot.com.br/2015/10/novas-fases-destinos-felizes.html?m=1

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Rito de Iniciacão na TUO! Mestre Ygbere! Paó

Este foi um dos momentos mais belos que eu vivi nesta vida. 
Assisti parte da jornada do Ygbere, caminhada longa e difícil, na Iniciação. E vê-lo receber o sétimo grau foi uma concretização de suas vitórias no campo astral. 
Foram muitas lutas, superações e lágrimas. Mas, a certeza da cobertura das Santas Almas do Cruzeiro Divino sempre o fortaleceu e gratificou. 
Pai Moçambique, Caboclo 7 Cachoeiras, Caboclo 7 Ondas, Jureminha, Exu 7 Poeiras, e tantas outras entidades que estão atreladas ao seu mediunismo positivo, certamente estiveram lá conosco e iluminaram aquele Congá, sob as bençãos de Pai Guiné e Pai Joaquim. 
Vida longa ao Mestre de Iniciação de Sétimo Grau Ygbere! Paó!!!! 
Paó a Mestre Araphiagha, Pai Rivas, por mais um Sacerdote na TUO. As bençãos, meu Pai.


Tal qual a onda que chega sempre a praia, a ancestralidade por meio da espiritualidade sempre se apresenta quando mais precisamos. (Olavo Solera)


"Tive a felicidade de presenciar a ordenação sacerdotal de Mestre Ygbere (Olavo Solera), irmão de santé de longa data, que está com Mestre Arhapiagha desde os idos 1979, ou seja, com mais de 35 anos de trabalhos, vivências e, sobretudo, de fidelidade ao Mestre e à Raiz. É um dos meus irmãos que conheceu Mestre Yapacani (o Vô Matta) pessoalmente. Mestre Ygbere não é, como muitos por aí, "discípulo de livros" ou de "mestres mortos" nem, pior ainda, "mestre de si mesmo". Ygbere, meu irmão, aceita meus preitos de vida longa! Que possamos honrar juntos o Nome, o Trabalho e o Exemplo de nosso Mestre! Aranauan!" (Thomé Sabbag Neto)
"Foi um dia duplamente especial: poder participar da iniciação de meu Tio e de Meu Pai (Pedro Nogueira) de Santé no mesmo rito! E ambos no 7o grau! Poder ver a Tradição sendo desvelada, manifesta e passada de Pai pra filho realmente foi muito intenso e profundo e jamais esquecerei. Agradeço ao meu avô de Santé, Mestre Araphiagha por permitir que essa Tradição que ele recebeu de meu bisavô Mestre Yapacani pudesse novamente ser perpetuada. Agradeço a Ele também por poder ter Bisavô,Avô, Pai, Tios e principalmente pela oportunidade de ser filho e ser um membro dessa família! Me sinto muito feliz por poder estar com vocês Mestre Ygbere! Parabéns novamente por ser um vencedor de si mesmo!" (Vagner Costa)
"Sem palavras para expressar esse momento sublime em sua jornada Mestre Ygbere. A pálida noção de tudo que já enfrentou na vida só me faz desejar que tenhas muito mais realizações positivas hoje e sempre. Axé Mestre Ygbere!" (Robson Leite)

Pedro Nogueira Alma em júbilo! Não é possível traduzir o que se passa, o que se sente... Axé, meu querido amigo e Irmão! Vida longa!

Templo de Umbanda Pai Joaquim de Aruanda Maravilhosa, conquistada com muito trabalho e amor ao que faz, um ritual para ficar guardado na retina da alma .

Marta Purificação Paó... Ygbere vc é muito querido por todos nós, sinto sempre verdade contida na sua fala e na sua escrita!!! Obrigada por ser nosso irmão mais velho. Axé!!!

Vânia Maria muito bom parabens e um grande abraco.

Célio Antônio Corrêa Marques Antonio Parabéns! Axé!

"Ao ver tantas demonstrações de carinho sobre meu rito de ordenação sacerdotal, decidi escrever algumas palavras daquilo que sinto e entendo sobre iniciação. Posso separar meu caminho iniciático com o mestre Arapiaga em três momentos distintos.
O primeiro nos anos 80, onde tive a honra de ter tido por meio de nosso mestre o contato com o mestre Yapacani – Matta e Silva. Naqueles momentos conhecia gradativamente suas obras e com o privilégio de as mesmas serem ilustradas por alguns rituais que fez aqui em São Paulo no templo da OICD e em visita a TUO de Itacuruça. Eram tempos para mim de um certo deslumbramento, pois os “mistérios” contidos em tantos assuntos que tive a oportunidade em ouvir e presenciar, me levavam a estudar, estudar e muitas vezes me sentir único...
Confesso que pouco entendia daqueles conhecimentos e que nosso mestre exaustivamente nos ensinava e exemplificava vivendo-os. Eram tempos de grandes transformações e diuturnamente acompanhava nosso mestre em seus afazeres, afinal precisava eu viver tudo aquilo de forma a conseguir capacidade e conhecimento, para de forma simplória ajudar a executar as mudanças que aconteciam em uma velocidade incrível.
No segundo momento, depois da transmissão da raiz, feita por pai Matta a nosso mestre, em seguida acontece a passagem de pai Matta para a Aruanda. Chegava a hora de nosso mestre colocar em prática as verdadeiras vivências que teve com o mestre Yapacani e a espiritualidade, representadas por ancestrais de estofo, pois meu mestre nunca utilizou de palavras mortas de livros para construções espirituais, e assim também isso nos ensinou.
Naqueles momentos, fomos vendo chegar novos conhecimentos e afazeres e juntos vinham o astral pertinente à aqueles tempos (quem não se lembra do caboclo 7 Espadas e do sr. Capa Preta), e interessante era que neste segundo momento, os conhecimentos apreendidos começava a dar lugar ao “outro”, coisa que no primeiro momento nem se falava e tão pouco se entendia. 
A iniciação aí então começava a tomar um novo rumo, pois aquilo que entendíamos como algo que nos elevava a patamares elitistas e ilusórios no primeiro momento, dá lugar ao respeito ao outro, e tudo começa a tomar novos rumos. Iniciava naquele momento em mim, mesmo que palidamente uma desconstrução de valores. Entender a origem ou início, que é o mote principal de uma iniciação, passariam obrigatoriamente pelo “outro” ...
E neste terceiro momento que hoje se apresenta, depois de ver tantas realizações de nosso mestre, procuro entender parte do todo e vejo neste momento que o que se busca é o vivencial com o mestre vivo, pois não pode ser diferente a iniciação, ela só acontece com a oralidade, o poder da palavra realmente vivida e consagrada pelas obras e pela ancestralidade que está por trás de tudo isso. Hoje nosso mestre nos ensina a viver a simplicidade com alegria, nos ensina que o importante é estarmos livres de pré-conceitos e principalmente a reconhecer o bom caminho e trilha-lo.
Enganam-se aquele que buscam as aparências, pois me parece ridículo ver algumas pessoas do passado que daqui saíram, insistirem em continuar na letra morta, falando daquilo que não se viveu, falando de Matta e Silva com uma pretensa eloquência como se o mesmo estivesse vivo e lhes dessem aval em seus trabalhos.
O velho mestre Matta e Silva em vida sempre deu exemplos de trabalho sob a regência da espiritualidade com ordens e direitos, e sabedor que o trabalho deveria continuar com outro mestre vivo, fez a transmissão a nosso mestre, pois assim caminha a iniciação e o mestre só vive após sua passagem por meio de sua linhagem com ordens e direitos de trabalho...Logo!"
Ygbere – Discípulo de mestre Arapiaga

sexta-feira, 7 de março de 2014

Mais uma vitória dos Insiders das Religiões Afro-brasileiras na Academia


Desde a fundação da FTU por Pai Rivas, os teólogos com ênfase nas religiões afro-brasileiras invadiram os congressos de teologia, sociologia, antropologia e religião no Brasil e no mundo. Ativos e batalhadores, levam a visão dos insiders à Academia.
No começo, o estranhamento foi natural. Setores conservadores receberam com desconfiança os "macumbeiros" disfarçados de estudiosos. Mas, pouco a pouco os insiders ganharam respeito e seus artigos publicados. Os Congressos da FTU são disputadíssimos e grandes pesquisadores nacionais e internacionais acorrem a eles para debater assuntos profícuos. 
Ontem vivemos mais um dia de vitórias para as Religiões afro-brasileiras. Mais uma teóloga defendeu seu mestrado, recebendo nota 10 unânime, e encerra seu mestrado com louvor. A Sacerdotisa e Teóloga Maria Elise Rivas, Mestra Yamaracyê (Obalolá de Xangô), esposa de Pai Rivas, defendeu sua tese na, não mais que conservadora, instituição PUC/SP. Sua tese surpreende pela coragem, tendo sido intitulada "Teologia usa saias". Defender uma tese dessas, em uma instituição como o PUC/SP, somente tendo como origem a FTU. Ela já admite que se estenderá ao doutorado, como sempre, batalhadora! 
Outros teólogos da FTU a seguirão. Érica Jorge já defendeu seu mestrado em Sociologia, e agora está no doutorado. João Luiz Carneiro também está no seu doutorado. Olavo Solera está no mestrado, e outros estão na luta. Todos carregam a  bandeira de nossa religião com orgulho e nos estimulam a fazer o mesmo. E continuemos... muito há ainda a conquistar. 
Paó Sacerdotisa e agora Mestra Yamaracyê!!! 

Depoimentos de irmãos de Santé:

Porque a gente não cansa de ter vitórias! A de hoje foi a aprovação com louvor da dissertação de mestrado de Maria Elise Rivas no Programa de Pós-graduação em Ciências da Religião da PUCSP. Teóloga formada na FTU (ênfase nas religiões afro-brasileiras) e mãe de santo, Maria Elise discorreu sobre a interface entre as questões de gênero e a profissionalização da teologia no Brasil. Eu estive presente e me emocionei. Primeiro, porque a conheço e sei de sua luta pela teologia afro-brasileira de qualidade, seja com religiosos e/ou acadêmicos. Segundo, e talvez mais importante, foi a de ver o entrelaçamento entre o saber religioso e o saber acadêmico, expresso na sua pessoa e no seu trabalho. Hoje estamos em festa! Maria Elise é fruto dos bons! Fruto que se iniciou no terreiro com Pai Rivas, se bacharelou na primeira instituição de teologia afro-brasileira no mundo e agora finda uma etapa com louvor! Sua vitória é uma vitória do povo de santo e prova de que a espiritualidade não erra. Os que afrontam suas ideias, seu posicionamento, sua raiz, hoje testemunharão sua vitória!! Aliás, hoje e sempre! Apresento apenas o vídeo da avaliação final da banca examinadora! E, para breve, sua pesquisa (inédita segundo as professoras) será publicada! Axé!!! (Érica Jorge)

Acompanhei a profa. Msc. Maria Elise Rivas, ou melhor, minha querida irmã de santo Yamaracyê (Sacerdotisa poderosa de Xangô - Obalolá). Muitos são seus predicados, enumerá-los seria um equívoco, porque não expressaria com clareza a satisfação de conviver com uma Iniciada que honra seu Mestre e sua Raiz com dedicação integral à Comunidade de Axé, à Banda.
Mas gostaria de repetir algumas palavras da banca, já que tive a felicidade de assistir a defesa da Yamaracyê. A banca foi unânime em dizer que seu trabalho é paradigmático e histórico. Foram além, “este trabalho torna-se leitura obrigatória”. Detalhe, quem afirmou esta última frase foi a profa. Dsc. Maria José Rosado Nunes, uma das maiores referências em gênero no país.
Não basta quebrar tabus. Uma sacerdotisa se tornar uma das primeiras teólogas afro-brasileiras da história foi só o começo. Não satisfeita, avança na pós-graduação em outra área do saber acadêmico (Ciências da Religião) e constrói uma dissertação com status de tese (aliás, outra frase da banca) com qualidade para ser referência no campo de pesquisa abordado.
Vida Longa a esta Mestra das religiões afro-brasileiras, e agora também da academia, que representa a nossa Tradição com a Valência de Xangô e Oguian. Axé! (João Luiz Carneiro)

Paó a Yamaracye - Marie Elise Rivas, pela dedicação e e no final sempre vencedora. Sei o quanto é difícil vencer obstáculos do preconceito e que sobeja na academia e na sociedade, por isso esta vitória tem um sabor a mais para todos nós que somos das religiões afro brasileiras, pois junto com a Yamaracye ia um pouquinho de todos nós...Axé! (Olavo Solera)

Quanta felicidade e merecimento!
Sacerdotisa Yamaraciê, não foram necessários muitos anos de convívio com você para eu perceber a pessoa maravilhosa que é. 
Seja como mãe, teóloga ou nas coisas do Santo, que em nossa Comunidade aprendemos a unificar.
Sua conquista me emociona não só pelo fato de mostrar inúmeras possibilidades que a mulher tem em vários âmbitos, mas principalmente por estar a frente das Religiões Afro-brasileiras levando principalmente os ensinamentos de nosso Babá através da vivência adquirida em anos de discipulado.
Me lembro com muita felicidade o dia em que recebi você e a Aracyauara em meu Terreiro, o respeito que tiveram comigo, tudo o que conversamos naquele dia e principalmente o que me falou antes de ir embora: "Você só precisa de um Pai de Santo, menina!". E se hoje tenho as mãos de meu Babá, Pai Rivas em meu Ori, uma parcela disso devo a você que mediou este encontro.
Tenho profunda admiração por você. Parabéns! Axé! (Fabiula Berti)



Fotos: https://www.facebook.com/erica.jorge.161?fref=ts

Para quem deseja ver o vídeo da defesa:
https://www.facebook.com/photo.php?v=556781874420729&set=vb.100002667645876&type=2&theater


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