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sábado, 13 de março de 2021
domingo, 23 de fevereiro de 2020
Mestre Ygbere - mensagem de comemoração do Segundo Ano da OITC
Ao me levantar nessa manhã, lembrei-me que nosso terreirinho completava dois anos de trabalho!
Há pouco mais de dois anos, em visita ao Mestre Arhapiagha (F. Rivas Neto) em Itanhaém SP, conversamos longamente. Eu disse a ele sobre minha vontade de ter meu terreiro em São Paulo, e que seria feito em um espaço pequeno, com as Ordens e Direitos de Trabalho que possuía desde 1996, autorização dada por ele. Imediatamente, obtive dele a concordância e ainda disse que ficava muito feliz em me ver realizar isso. Então, perguntou-me sobre o nome que eu daria a este terreirinho. Eu, a princípio pensava em nomeá-lo como Templo de Umbanda do Caboclo Sete Ondas. O Mestre me informou que o nome deveria ser outro, pois eu possuía o sétimo grau no segundo ciclo e isso fazia com que o terreiro obrigatoriamente fosse um Templo de Iniciação, onde eu iria iniciar pessoas na Umbanda Esotérica/Iniciática e, naquele dia, nomeou o Templo de Ordem Iniciática do Tríplice Caminho – Templo do Caboclo Sete Ondas.
Naquele dia conversamos longamente, mostrei a ele os sinais que colocaria no templo e tive a felicidade de ver que ele observou tudo com muita alegria e anuência, fazendo algumas sugestões e observações.
Nestes dois anos de trabalho na OITC, que se somaram aos 40 anos de trabalho com o mestre Arhapiagha, pude vivenciar inúmeros momentos de realizações profícuas junto ao “Outro” e isso trouxe a mim e a meus filhos a certeza de que agindo corretamente e, sem dar ênfase a egos exacerbados, chegaremos sempre a um bom caminho na Espiritualidade.
Meus amigos, posso dizer que é profundamente prazeroso, com a idade que tenho, viver estes momentos tão auspiciosos, ter a oportunidade de aprender e discutir assuntos tão construtivos e ver meus Filhos de Santo atuando efetivamente na Espiritualidade, base do Sagrado na construção humana e favorecer aos adeptos das religiões afro brasileiras, em especial a Umbanda, que até alguns dias atrás eram excluídos na sociedade.
Posso dizer que me considero um privilegiado, pois estou “junto e misturado” a esses que, independentemente da pertença, sabem que têm um destino feliz a ser concretizado e o vem construindo pouco a pouco...
Mestre Ygbere
Mestre de Iniciação da OITC – Templo do Caboclo 7 Ondas
Segundo Ano da OITC - Templo do Caboclo 7 Ondas!
Hoje, a OITC - Templo do Caboclo 7 Ondas, nosso terreirinho, completará 2 anos de portas abertas, no trabalho junto `as Santas Almas do Cruzeiro Divino, na Sagrada Corrente Astral de Umbanda.
Olhando de longe, parece pouco. Mas, para nós, trabalhadores da última hora, parece uma eternidade.
Quantas lutas, quantas batalhas vencidas!
Seria impossível descrever todos os dias que lá chegamos, cada vela que acendemos, cada ponto cantado, cada defumação feita, cada consulente atendido...
Seria impossível e desnecessário. Todos os que, como nós, colocam suas guias e vestem sua túnica branca, em prol do trabalho espiritual, entendem.
Cada olhar aflito, cada lágrima caída, cada arrepio sentido da ponta do dedo do pé até ao último fio de cabelo, seguido do sorriso aliviado, do olhar grato, do abraço sincero e esperançoso...
Vidas, assistidas pelo amor e desvelo do Astral, mudaram. Durante esses dois anos, eu vi.
Eu vi pessoas arrasadas chegarem. E, depois de algum tempo, vi suas vidas reajustadas, seus auras reconstituídos, seus olhos brilhando, seus sorrisos largos.
Vi também pessoas chegarem, falantes, cheias de boas intenções, irem embora.
Dois anos. Quanto tempo isso vale na eternidade?
Eu sei que para mim, vale muitas vidas, tantas quantas foram ajudadas. Quantas vidas eu resgatei em mim mesma? Quantas vidas vivi em uma só?
Sei hoje que a grande vitoriosa fui eu.
Obrigada ao Astral por esta oportunidade!
Olhando de longe, parece pouco. Mas, para nós, trabalhadores da última hora, parece uma eternidade.
Quantas lutas, quantas batalhas vencidas!
Seria impossível descrever todos os dias que lá chegamos, cada vela que acendemos, cada ponto cantado, cada defumação feita, cada consulente atendido...
Seria impossível e desnecessário. Todos os que, como nós, colocam suas guias e vestem sua túnica branca, em prol do trabalho espiritual, entendem.
Cada olhar aflito, cada lágrima caída, cada arrepio sentido da ponta do dedo do pé até ao último fio de cabelo, seguido do sorriso aliviado, do olhar grato, do abraço sincero e esperançoso...
Vidas, assistidas pelo amor e desvelo do Astral, mudaram. Durante esses dois anos, eu vi.
Eu vi pessoas arrasadas chegarem. E, depois de algum tempo, vi suas vidas reajustadas, seus auras reconstituídos, seus olhos brilhando, seus sorrisos largos.
Vi também pessoas chegarem, falantes, cheias de boas intenções, irem embora.
Dois anos. Quanto tempo isso vale na eternidade?
Eu sei que para mim, vale muitas vidas, tantas quantas foram ajudadas. Quantas vidas eu resgatei em mim mesma? Quantas vidas vivi em uma só?
Sei hoje que a grande vitoriosa fui eu.
Obrigada ao Astral por esta oportunidade!
sábado, 25 de agosto de 2018
OITC - Templo do Caboclo 7 Ondas! Nossa casa completou 6 meses de trabalho
E foi no dia 23/08/18 que nosso Conga pequenininho completou 6 meses de portas abertas, dedicadas ao atendimento espiritual. E foram tantos os desafios, que nem sei... Se eu disser que foi fácil, não foi. E, no meio do caminho, ainda ocorreu o desencarne de Mestre Arapiaga. Nada mais icônico para demonstrar as dificuldades que enfrentamos. Nós sabemos que ele queria que fizéssemos exatamente isso, inaugurássemos nossa casa, conforme suas próprias orientações. Certamente hoje ele estaria feliz com todo nosso trabalho.
Cada pessoa que por lá passou nesses 6 meses foi uma honra para todos nós. Um a um, a assistência se multiplicou, os cambonos também, os médiuns foram chegando, e, da maneira mais inesperada e improvável, hoje somos muitos. Já não sei como colocar todos que chegam dentro dele, nosso Conga esta pequenininho... mas abençoado pela Santas Almas do Cruzeiro Divino, sob a égide do Pai Moçambique, do Caboclo 7 Cachoeiras, do Caboclo 7 Ondas, da Jureminha e do Exu 7 Poeiras. E pasmem, minha coroa se faz representada lá, e trabalhando muito.
Para a nossa alegria, tivemos nosso primeiro rito de Iniciação, com os médiuns e cambonos que estão chegando, que já estão recebendo suas escoras para o trabalho digno e sério. Quantas bençãos! Que eles sejam firmes diante dos desafios do dia a dia de nossa casa.
E foi pelos Caminhos de Itacuruçá que encontramos a razão dos nossos dias. Salve Pai Matta e toda sua valência, que velem por seus filhos hoje e sempre! Aranauam!!!

domingo, 22 de julho de 2018
A Alma da Palavra

Podemos ver na “Linguagem dos pássaros” (Farid Ud-din Attar), ensinada a David e a seus herdeiros que a mesma é antes de tudo o Bem Supremo, o Dom que permite novamente ao Homem o acesso aos estados superiores do Ser, ou conforme outra acepção, aos estados angélicos.
É de fato notável, em todas as tradições, a associação entre pássaros e anjos. E não é senão com a finalidade de alcançar os estados angélicos, a realização espiritual, que o homem se instrui nesta linguagem, que alude diretamente ao canto, à música, ao ritmo e à sua expressão mais pura, o número – todos os elementos que constituem, segundo as tradições, a ciência primordial que possibilita ao homem compreender em si mesmo, ao mundo e às criaturas na proporcionalidade que mantém entre si e também com sua essência ou origem.
O conhecimento dessa linguagem é indicativa de uma alta iniciação, e a fala ritmada é a sua expressão no mundo sensível. É esse o motivo de todos os textos e escritos sagrados estarem calcados no metro e na rima poética. O nome Corão, por exemplo, quer dizer, precisamente, recitação. Entre os gregos a poesia era designada a linguagem dos deuses, isto é, afirmava-se nitidamente a natureza essencial da rima poética como expressão do divino.
No ritmo, a contiguidade entre o vazio e o cheio é o que conta para penetração do sagrado, inaugurado no silêncio entre um falar e outro. Assim, nas tradições orais, o contar algo importante sempre se reveste de uma pulsação, não se limita a um discurso, a uma exposição, mas, toma a forma de recitação, de um canto, de uma performance, o corpo passa a ser um livro, a remontar um enredo...
“Quando as musas abrem a teogonia de Hesíodo, elas, as forças do cantar, pelo seu canto presentificam o mundo, o in-vocam, chamam-no para si, permitindo que ele seja passível de admiração, ou seja, constituem o milagre primeiro, aquele da existência...”
Esta forma de transmissão do saber obedece como dissemos anteriormente a ciclos e ritmos, ou seja, o ritmo e número. A raiz da palavra grega “Aritmos” para número, liga-se ao latim “Ritus”, envolvendo a ideia de ritmo. O significado primitivo de “Aritmus é ajuste, arranjo, boa disposição, ordem “do latim ordo, que equivale ao sânscrito Rita que partilha da mesma raiz de Aritmus”, e quando Aritmus é traduzido por número, este deve ser entendido não só como quantidade mas também por harmonia, proporção e conjunto, ou seja, o ritmo quer traduzir espacialmente como na arquitetura, quer nos sons, como na música (ver Saint-Yves d’Alveydre).
Vamos ver tudo isso também no “Trivium” – lógica, retórica, gramática – que formam par com o “Quadrivium” de natureza mais matemática.
Da mesma forma que o radical KRI no sânscrito significa ação, fazer e dela derivou o latim Creare, a poesia deriva do grego Poein, que também significa fazer, criar, o que faz aquele que a utiliza (o poeta iniciador), ao cantar ou falar, um coprodutor daquilo que é cantado ou falado. Nós ocidentais utilizamos a expressão sem invocação, não colocamos alma nas palavras que proferimos, tal qual a torre babélica que ilustra a situação de expressão por si só. A torre é dividida em andares mostrando os planos de realidade em que nos encontramos. Enquanto símbolo, a torre nos remete para a estrutura íntima da realidade estratificada segundo os graus de existência que medem tantos passos quanto damos ao transpor à “PORTA DE DEUS” (do acádio BAB-ILI).
O termo Babel em hebraico significa confusão das letras BBL (confusium linguarum, em latim). A torre de Babel é o símbolo máximo da verticalidade destruída, apenas afirmada e nunca suspensa, pois se existe planos de realidade existe também a comunicação entre estes e, quando esta é relegada, a própria hierarquia perde a sua inteligibilidade. Instala-se assim a confusão (BBL). Por isso falamos exaustivamente na tradição oral. Esta mesma que não possui amarrações, livros ou hierarquias estratificadas, e que podem sofrer enrijecimento conforme o transito entre os “andares”.
A linguagem dos pássaros, bem como a tradição oral afro-brasileira, passa de um lado a outro, tal como o vôo dos pássaros, sem prisões, sem obstáculos, pois a linguagem é do espírito, da essência, e assim transita tal qual o vento, de um lado ao outro...
Mestre Ygbere
Ordem Iniciática do Tríplice Caminho – Templo do Caboclo 7 Ondas
domingo, 27 de maio de 2018
Mestre Arhapiagha retorna ao Orun
Hoje (25/05/18) foi um dia de alegria para o mundo espiritual, pois
recebeu um espírito vitorioso e que chegou com muitas horas prestadas à
melhoria dos seus.
Tive o privilégio de vivenciar, durante 39 anos, aulas que
marcaram meu espírito e que não serão esquecidas jamais.
Aprendi que o trabalho nos fortalece e nos une ao mundo espiritual e esse nos transforma em seres melhores para o mundo.
Nosso Mestre Arhapiagha parte para o mundo dos verdadeiros e dos felizes e como ele mesmo dizia, o mundo dos mais vivos...
Nosso "Velho" parte com a missão cumprida e com certeza estará sempre entre nós para nos impulsionar a melhoria e ao trabalho, pois ele exemplificou sempre isso para nós.
Em uma das últimas conversas, disse-lhe de meu amor-espírito eternal por ele, e espero que possamos honrar e dignificar seu nome e seu trabalho sempre.
E para os que o conheceram, sabem que, como o Caboclo, ele foi beirando o rio azul.
Salve o Mestre, Pai e Amigo da Alma de águas serenas...
Ygbere e Obaositala
Aprendi que o trabalho nos fortalece e nos une ao mundo espiritual e esse nos transforma em seres melhores para o mundo.
Nosso Mestre Arhapiagha parte para o mundo dos verdadeiros e dos felizes e como ele mesmo dizia, o mundo dos mais vivos...
Nosso "Velho" parte com a missão cumprida e com certeza estará sempre entre nós para nos impulsionar a melhoria e ao trabalho, pois ele exemplificou sempre isso para nós.
Em uma das últimas conversas, disse-lhe de meu amor-espírito eternal por ele, e espero que possamos honrar e dignificar seu nome e seu trabalho sempre.
E para os que o conheceram, sabem que, como o Caboclo, ele foi beirando o rio azul.
Salve o Mestre, Pai e Amigo da Alma de águas serenas...
Ygbere e Obaositala
Ao Mestre, minha eterna gratidão, respeito, admiração. Sua obra, incontestável e monumental, será sempre testemunha desde ícone da Umbanda. Que vivamos uma vida honrada, para que nos tornemos dignos de novamente encontra-lo. Axe Baba mi!
Informamos que, devido ao falecimento de nosso mestre espiritual Francisco Rivas Neto, o mestre Arhapiagha, nossos ritos de atendimento público ficarão suspensos durante trinta dias e retornaremos no dia 30/06/2018.
Grato pela compreensão de todos.Ygbere
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018
... o retorno
Neste últimos meses, este blog esteve pausado.
Essa pausa foi necessária para que novos horizontes fossem criados, construídos e concretizados.
E, amanhã mais um sonho se concretizará. Nossa casa tão sonhada, será aberta ao público. Nosso Templo, filiado à Corrente das Santas Almas do Cruzeiro Divino, terá o nome de Ordem Iniciática do Tríplice Caminho, e terá como entidade responsável o Caboclo Sete Ondas, que trabalha com meu marido Olavo Solera há mais de 40 anos. E por lá trabalharão Pai Moçambique, chefe do Ori de meu marido, Caboclo Sete Cachoeiras (entidade de frente), Jureminha, Exu Sete Poeiras e tantos outros que estão ligados ao Ori de Ygbere. Eu sonho também que minha coroa estará representada lá, em breve.
Os Senhores da Alvorada estão chegando, minha gente!
Os Senhores da Alvorada estão chegando, minha gente!
Nosso Templo, pequenininho e simples, sonha em ser mais uma Candeia acesa neste plano ainda trevoso em que vivemos, onde as pessoas necessitadas entrarão e receberão ajuda, conforme a Lei de Michael. Como disse minha amiga, mais um "clarão na Mata" de dores e sofrimentos humanos.
Rogo e peço ao bom Jesus (Samany do Oriente/Oxalá da Umbanda), que nos acoberte e abençoe em mais esse propósito.
Que nossa vida seja útil e consumida em ideais realmente nobres. Valerá a pena!
Que nossa vida seja útil e consumida em ideais realmente nobres. Valerá a pena!
Aranauam, Saravá, Motumbá, Mukuiu, Kolofé, axé!
terça-feira, 3 de novembro de 2015
Umbanda sem racismo e sem preconceito
Esta é uma revisão das obras de W. W. da Matta e Silva feita por Mestre Ygbere (Mestre de Iniciação de Sétimo Grau do Segundo Ciclo, iniciado de Pai Rivas)
sábado, 28 de março de 2015
Defesa de Mestrado na PUC/SP! A Lei de Pemba e o Ponto Riscado discutidos na Academia!
No dia 06/03/2015, mais uma tese de mestrado foi defendida na PUC/SP por um Teólogo e Professor da FTU.
Desta vez, Osvaldo Olavo Ortiz Solera, Mestre Ygbere, levou à PUC-SP o tema "A magia do Ponto Riscado na Umbanda Esotérica", com recorte em W. W. da Matta e Silva. A escolha do autor deveu-se ao fato do mesmo ter sido um divisor de águas na Umbanda. Pai Rivas é sucessor de W. W. da Matta e Silva, e foi citado nesta tese. A obra de Pai Rivas, extensa e profunda, está em pleno desenvolvimento, e traz retificações e ratificações na obra de W. W. da Matta e Silva, conforme combinado com o próprio W. W. da Matta e Silva quando recebeu a Raiz de Guiné. Axé, Baba mi!
A defesa desta tese foi um marco dentro da PUC/SP. Por ser um tema original, nunca discutido na academia, causou espanto e curiosidade, mas também foram trazidas diversas questões pertinentes aos pesquisadores. Foi fantástico assistir ao debate entre os pesquisadores outside, e Mestre Ygbere, pesquisador inside. A diferença dos pontos de vista foi assombrosa. Como é diferente o olhar do pesquisador que pertence à religião que pesquisa! Como seu olhar fica mais fino, mais preciso, mais delicado! Percebi que é um privilégio ser pesquisador, e ao mesmo tempo adepto e iniciado!
Enfim, como foi espetacular verem discutidos dentro da PUC/SP, uma universidade confessional católica, assuntos sobre a Umbanda Esotérica de Matta e Silva! Algumas frases ainda ecoam em meus ouvidos, e saber que elas jamais foram ouvidas lá, demonstra a grande oportunidade daquele astral entrar em contato com a Sagrada Corrente Astral de Umbanda!
Tenho certeza que, depois deste dia, o Astral da PUC/SP jamais será o mesmo, foi mexido e remexido definitivamente!
Ah, e o mais gratificante foi ouvir, após acalorado debate que durou 3 horas, o convite para o Doutorado! Foi a coroação deste dia! Mais tarde, Prof. Doutor Pondé falaria até de um doutorado "sanduíche", e que deveria ser considerado. Disse que ele tem alguns doutorandos na Espanha, Portugal e França (Sorbone). E embora isto esteja fora da nossa realidade atual, foi muito bom encerrar os debates com estes convites. Só o Astral para preparar tão grande surpresa!
Profa. Doutora Mariângela Furquim de Almeida, Prof. Doutor Afonso Maria Ligório Soares e Prof. Doutor Silas Guerriero, muito obrigada pela oportunidade de fazer este diálogo altamente positivo entre os insiders e os outsiders!!!!
Paó Mestre Ygbere! O senhor honrou sua raiz, seu Baba, sua comunidade.
PS:
Pesquisador outsider: Pesquisador da academia que não é adepto ou iniciado na religião que estuda. Este pesquisador tem o "olhar de fora". Olha, vê, participa, mas não adere, não se mistura.
Pesquisador insider: Pesquisador da academia que é adepto e, às vezes iniciado na religião que estuda. Este pesquisador tem o "olhar de dentro". Olha, vê, adere, mistura-se com a realidade religiosa, permitindo ser modificado pela praxis religiosa. "Tudo junto e misturado".
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
Rito de Iniciacão na TUO! Mestre Ygbere! Paó
Este foi um dos momentos mais belos que eu vivi nesta vida.
Assisti parte da jornada do Ygbere, caminhada longa e difícil, na Iniciação. E vê-lo receber o sétimo grau foi uma concretização de suas vitórias no campo astral.
Foram muitas lutas, superações e lágrimas. Mas, a certeza da cobertura das Santas Almas do Cruzeiro Divino sempre o fortaleceu e gratificou.
Pai Moçambique, Caboclo 7 Cachoeiras, Caboclo 7 Ondas, Jureminha, Exu 7 Poeiras, e tantas outras entidades que estão atreladas ao seu mediunismo positivo, certamente estiveram lá conosco e iluminaram aquele Congá, sob as bençãos de Pai Guiné e Pai Joaquim.
Vida longa ao Mestre de Iniciação de Sétimo Grau Ygbere! Paó!!!! Paó a Mestre Araphiagha, Pai Rivas, por mais um Sacerdote na TUO. As bençãos, meu Pai.
Tal qual a onda que chega sempre a praia, a ancestralidade por meio da espiritualidade sempre se apresenta quando mais precisamos. (Olavo Solera)
"Tive a felicidade de presenciar a ordenação sacerdotal de Mestre Ygbere (Olavo Solera), irmão de santé de longa data, que está com Mestre Arhapiagha desde os idos 1979, ou seja, com mais de 35 anos de trabalhos, vivências e, sobretudo, de fidelidade ao Mestre e à Raiz. É um dos meus irmãos que conheceu Mestre Yapacani (o Vô Matta) pessoalmente. Mestre Ygbere não é, como muitos por aí, "discípulo de livros" ou de "mestres mortos" nem, pior ainda, "mestre de si mesmo". Ygbere, meu irmão, aceita meus preitos de vida longa! Que possamos honrar juntos o Nome, o Trabalho e o Exemplo de nosso Mestre! Aranauan!" (Thomé Sabbag Neto)
"Foi um dia duplamente especial: poder participar da iniciação de meu Tio e de Meu Pai (Pedro Nogueira) de Santé no mesmo rito! E ambos no 7o grau! Poder ver a Tradição sendo desvelada, manifesta e passada de Pai pra filho realmente foi muito intenso e profundo e jamais esquecerei. Agradeço ao meu avô de Santé, Mestre Araphiagha por permitir que essa Tradição que ele recebeu de meu bisavô Mestre Yapacani pudesse novamente ser perpetuada. Agradeço a Ele também por poder ter Bisavô,Avô, Pai, Tios e principalmente pela oportunidade de ser filho e ser um membro dessa família! Me sinto muito feliz por poder estar com vocês Mestre Ygbere! Parabéns novamente por ser um vencedor de si mesmo!" (Vagner Costa)
"Sem palavras para expressar esse momento sublime em sua jornada Mestre Ygbere. A pálida noção de tudo que já enfrentou na vida só me faz desejar que tenhas muito mais realizações positivas hoje e sempre. Axé Mestre Ygbere!" (Robson Leite)
Pedro Nogueira Alma em júbilo! Não é possível traduzir o que se passa, o que se sente... Axé, meu querido amigo e Irmão! Vida longa!
Templo de Umbanda Pai Joaquim de Aruanda Maravilhosa, conquistada com muito trabalho e amor ao que faz, um ritual para ficar guardado na retina da alma .
Marta Purificação Paó... Ygbere vc é muito querido por todos nós, sinto sempre verdade contida na sua fala e na sua escrita!!! Obrigada por ser nosso irmão mais velho. Axé!!!
Vânia Maria muito bom parabens e um grande abraco.
Célio Antônio Corrêa Marques Antonio Parabéns! Axé!
"Ao ver tantas demonstrações de carinho sobre meu rito de ordenação sacerdotal, decidi escrever algumas palavras daquilo que sinto e entendo sobre iniciação. Posso separar meu caminho iniciático com o mestre Arapiaga em três momentos distintos.
O primeiro nos anos 80, onde tive a honra de ter tido por meio de nosso mestre o contato com o mestre Yapacani – Matta e Silva. Naqueles momentos conhecia gradativamente suas obras e com o privilégio de as mesmas serem ilustradas por alguns rituais que fez aqui em São Paulo no templo da OICD e em visita a TUO de Itacuruça. Eram tempos para mim de um certo deslumbramento, pois os “mistérios” contidos em tantos assuntos que tive a oportunidade em ouvir e presenciar, me levavam a estudar, estudar e muitas vezes me sentir único...
Confesso que pouco entendia daqueles conhecimentos e que nosso mestre exaustivamente nos ensinava e exemplificava vivendo-os. Eram tempos de grandes transformações e diuturnamente acompanhava nosso mestre em seus afazeres, afinal precisava eu viver tudo aquilo de forma a conseguir capacidade e conhecimento, para de forma simplória ajudar a executar as mudanças que aconteciam em uma velocidade incrível.
No segundo momento, depois da transmissão da raiz, feita por pai Matta a nosso mestre, em seguida acontece a passagem de pai Matta para a Aruanda. Chegava a hora de nosso mestre colocar em prática as verdadeiras vivências que teve com o mestre Yapacani e a espiritualidade, representadas por ancestrais de estofo, pois meu mestre nunca utilizou de palavras mortas de livros para construções espirituais, e assim também isso nos ensinou.
Naqueles momentos, fomos vendo chegar novos conhecimentos e afazeres e juntos vinham o astral pertinente à aqueles tempos (quem não se lembra do caboclo 7 Espadas e do sr. Capa Preta), e interessante era que neste segundo momento, os conhecimentos apreendidos começava a dar lugar ao “outro”, coisa que no primeiro momento nem se falava e tão pouco se entendia.
A iniciação aí então começava a tomar um novo rumo, pois aquilo que entendíamos como algo que nos elevava a patamares elitistas e ilusórios no primeiro momento, dá lugar ao respeito ao outro, e tudo começa a tomar novos rumos. Iniciava naquele momento em mim, mesmo que palidamente uma desconstrução de valores. Entender a origem ou início, que é o mote principal de uma iniciação, passariam obrigatoriamente pelo “outro” ...
E neste terceiro momento que hoje se apresenta, depois de ver tantas realizações de nosso mestre, procuro entender parte do todo e vejo neste momento que o que se busca é o vivencial com o mestre vivo, pois não pode ser diferente a iniciação, ela só acontece com a oralidade, o poder da palavra realmente vivida e consagrada pelas obras e pela ancestralidade que está por trás de tudo isso. Hoje nosso mestre nos ensina a viver a simplicidade com alegria, nos ensina que o importante é estarmos livres de pré-conceitos e principalmente a reconhecer o bom caminho e trilha-lo.
Enganam-se aquele que buscam as aparências, pois me parece ridículo ver algumas pessoas do passado que daqui saíram, insistirem em continuar na letra morta, falando daquilo que não se viveu, falando de Matta e Silva com uma pretensa eloquência como se o mesmo estivesse vivo e lhes dessem aval em seus trabalhos.
O velho mestre Matta e Silva em vida sempre deu exemplos de trabalho sob a regência da espiritualidade com ordens e direitos, e sabedor que o trabalho deveria continuar com outro mestre vivo, fez a transmissão a nosso mestre, pois assim caminha a iniciação e o mestre só vive após sua passagem por meio de sua linhagem com ordens e direitos de trabalho...Logo!"
Ygbere – Discípulo de mestre Arapiaga
Pedro Nogueira Alma em júbilo! Não é possível traduzir o que se passa, o que se sente... Axé, meu querido amigo e Irmão! Vida longa!
Templo de Umbanda Pai Joaquim de Aruanda Maravilhosa, conquistada com muito trabalho e amor ao que faz, um ritual para ficar guardado na retina da alma .
Marta Purificação Paó... Ygbere vc é muito querido por todos nós, sinto sempre verdade contida na sua fala e na sua escrita!!! Obrigada por ser nosso irmão mais velho. Axé!!!
Vânia Maria muito bom parabens e um grande abraco.
Célio Antônio Corrêa Marques Antonio Parabéns! Axé!
"Ao ver tantas demonstrações de carinho sobre meu rito de ordenação sacerdotal, decidi escrever algumas palavras daquilo que sinto e entendo sobre iniciação. Posso separar meu caminho iniciático com o mestre Arapiaga em três momentos distintos.
O primeiro nos anos 80, onde tive a honra de ter tido por meio de nosso mestre o contato com o mestre Yapacani – Matta e Silva. Naqueles momentos conhecia gradativamente suas obras e com o privilégio de as mesmas serem ilustradas por alguns rituais que fez aqui em São Paulo no templo da OICD e em visita a TUO de Itacuruça. Eram tempos para mim de um certo deslumbramento, pois os “mistérios” contidos em tantos assuntos que tive a oportunidade em ouvir e presenciar, me levavam a estudar, estudar e muitas vezes me sentir único...
Confesso que pouco entendia daqueles conhecimentos e que nosso mestre exaustivamente nos ensinava e exemplificava vivendo-os. Eram tempos de grandes transformações e diuturnamente acompanhava nosso mestre em seus afazeres, afinal precisava eu viver tudo aquilo de forma a conseguir capacidade e conhecimento, para de forma simplória ajudar a executar as mudanças que aconteciam em uma velocidade incrível.
No segundo momento, depois da transmissão da raiz, feita por pai Matta a nosso mestre, em seguida acontece a passagem de pai Matta para a Aruanda. Chegava a hora de nosso mestre colocar em prática as verdadeiras vivências que teve com o mestre Yapacani e a espiritualidade, representadas por ancestrais de estofo, pois meu mestre nunca utilizou de palavras mortas de livros para construções espirituais, e assim também isso nos ensinou.
Naqueles momentos, fomos vendo chegar novos conhecimentos e afazeres e juntos vinham o astral pertinente à aqueles tempos (quem não se lembra do caboclo 7 Espadas e do sr. Capa Preta), e interessante era que neste segundo momento, os conhecimentos apreendidos começava a dar lugar ao “outro”, coisa que no primeiro momento nem se falava e tão pouco se entendia.
A iniciação aí então começava a tomar um novo rumo, pois aquilo que entendíamos como algo que nos elevava a patamares elitistas e ilusórios no primeiro momento, dá lugar ao respeito ao outro, e tudo começa a tomar novos rumos. Iniciava naquele momento em mim, mesmo que palidamente uma desconstrução de valores. Entender a origem ou início, que é o mote principal de uma iniciação, passariam obrigatoriamente pelo “outro” ...
E neste terceiro momento que hoje se apresenta, depois de ver tantas realizações de nosso mestre, procuro entender parte do todo e vejo neste momento que o que se busca é o vivencial com o mestre vivo, pois não pode ser diferente a iniciação, ela só acontece com a oralidade, o poder da palavra realmente vivida e consagrada pelas obras e pela ancestralidade que está por trás de tudo isso. Hoje nosso mestre nos ensina a viver a simplicidade com alegria, nos ensina que o importante é estarmos livres de pré-conceitos e principalmente a reconhecer o bom caminho e trilha-lo.
Enganam-se aquele que buscam as aparências, pois me parece ridículo ver algumas pessoas do passado que daqui saíram, insistirem em continuar na letra morta, falando daquilo que não se viveu, falando de Matta e Silva com uma pretensa eloquência como se o mesmo estivesse vivo e lhes dessem aval em seus trabalhos.
O velho mestre Matta e Silva em vida sempre deu exemplos de trabalho sob a regência da espiritualidade com ordens e direitos, e sabedor que o trabalho deveria continuar com outro mestre vivo, fez a transmissão a nosso mestre, pois assim caminha a iniciação e o mestre só vive após sua passagem por meio de sua linhagem com ordens e direitos de trabalho...Logo!"
Ygbere – Discípulo de mestre Arapiaga
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