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domingo, 8 de novembro de 2015
Queda de Kelê de 5 Yawos do Ile Fun fun
Ontem foi um dia de festa para nosso Egbé.
Mais cinco Yawos de nossa comunidade retiraram seus Kelês. Mais uma vitória para nossas irmãs Aracyauara (Sumaia dofona de Oyá), Yaranaya (famotinha de Ogun), Yacyrê (Érica dofonitinha de Nanã), Yaranacy (Fernanda famotidinha de Omulu), Mariah (gamotinha de Oxalufã). A todas elas, parabéns!!! Vida longa, muito axé, e que venha a festa de 1 ano!
Estou ansiosa para ver a vitória de todas elas.
A vitória delas, é a vitória de todo o Egbé. A perpetuação de nossas tradições e manutenção de nossa Ancestralidade.
Vida longa a Baba Rivas TÓgyion!
Ibasé Baba mi
Obaositalá
Orixás renascendo.
Dia31/10/15, mais uma vez, tive o privilégio de testemunhar e receber o axé de mais 5 Orixás que nasceram no nosso Ile, Yemanjá, Ogun, Oxumarê, Oxossi Arolé, Odé.
Aos meus irmãos de Santé Ararité, Felipe, Aracyara, Yabauara e Fernanda, meus parabéns! Que seus renascimentos possam trazer alegria, equilíbrio e serenidade aos seus Oris, e que os Orixás maravilhosamente manifestados ontem, possam cobri-los de bençãos e vitórias.
Axé, e minha eterna gratidão ao meu Baba Pai Rivas Ty Ogyion por me permitir vivenciar esses momentos inesquecíveis!
Obaositalá
Há muitos anos atrás tive um sonho onde estava em uma grande cidade e via pessoas negras e que passavam por mim em grupos, vestiam roupas coloridas e caminhavam de forma interessante pois se moviam com um mesmo ritmo e podia perceber que estavam felizes. Não podendo conter a curiosidade perguntei a uma pessoa que estava ao meu lado quem eram aquelas pessoas? E ouvi claro, alto e em bom som: esses são o povo de Gyan ben Gyan, os Universais (ou Vencedores).
Acordei com uma profunda alegria e guardei em minha a'alma aquela cena...
Hoje ao acordar pela manhã, relembrando o rito de renascimento de cinco irmãos que passaram a ser yawos no Egbe de nosso Babá - Pai Rivas na noite anterior, fui remetido à aquele sonho pois reconhecia no rito a mesma alegria que vi e senti ao ver os Deuses dançando com toda a coletividade.
A cada momento do rito novas surpresas nos reservavam, momentos que os mitos falavam forte em nosso interior e nos levavam a introspecção.
Ogum vinha a frente com nosso irmão Sergio - Ararité com sua dança guerreira, Oxumaré em nosso irmão Felipe dançando sinuosamente trazia a Terra os auspícios do Céu, Yemanjá com a nobreza da grande mãe, dançava com sua filha Fernanda em perfeito transe, Oxossi dançava caçando com seu filho João - Yabauara, trazendo ao Egbe, prosperidade e fartura. E fechando, vinha Odé com sua filha Wanda - Aracyara percorrendo as pegadas dos que o antecederam como se seguisse a caça para provento de seus filhos.
É meus amigos e irmãos, a noite foi memorável!
Mas para não acabar aqui, uma profunda alegria me aguardava, e foi quando nosso Babá foi dançar com os Deuses. Sua feição era de total alegria e podíamos ver o divino estampado em seu sorriso, como se naquele momento não houvessem mais separações entre o Orun e o Aiye...
Só podemos desejar aos novos yawos onan rere ou seja, caminhos felizes aos renascidos pelas mãos de nosso Babá.
Motumbase ao Egbe!
Motumbase Baba mi!
Ygbere - Olavo Solera
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
Novas Fases, destinos felizes
Novas fases, destinos felizes...
Ao acordar nessa manhã, procurei pensar
nas coisas que tinha a fazer e enumerá-las para focar os objetivos que tracei.
Muitas destas atividades estão veiculadas ao dia a dia, sustento financeiro,
filhos, casa e etc, mas como a vida não se prende a só isso, repensei o
espiritual e revi em minha mente alguns vídeos e textos que nosso Babá – Pai
Rivas tem postado em seu blog nas redes sociais.
Apesar de estar presente aos seus ritos, e coadunar com tudo que é feito,
chamou-me especial atenção onde ele fala sobre a Umbanda Esotérica de W.W.da
Matta e Silva e suas obras, e que ele estaria retificando erros e valores e
ratificando outros como o uso dos métodos do Ifá. Lembro que nosso Babá é o
sucessor legítimo de Matta e Silva desde 1987, tendo ordens e direitos para
fazer estes ajustes e que atendem aos novos momentos da Umbanda Esotérica.
Mas muitos poderiam agora se perguntar: o que chamou a atenção do Ygbere?
E respondo: depois de conviver há trinta e sete anos com nosso Babá e ter tido
a oportunidade de estar com o mestre Yapacani (Matta e Silva) em sua
casa/terreiro em Itacuruçá e em ritos que o mesmo realizou na OICD/SP, ter lido
todas suas obras e até feito minha dissertação de mestrado sobre a magia na
Umbanda Esotérica de Matta e Silva, percebi que aquilo que tinha lido, estudado
e até escrito, não condizia com as novas fases da mesma.
Mas como assim, poderiam perguntar os amigos? Então procurarei ser mais claro:
Em um dos vídeos postados por nosso Babá, ele cita o livro Segredo da Magia de
Umbanda p. 14 que fala o seguinte:
[...] Porque, a Corrente Astral de Umbanda, nessa 1ª Fase de Ação no Brasil e por dentro dessa coletividade chamada dos cultos afro-brasileiros, teve um objetivo e se apresentou assim: com “caboclos, pretos-velhos etc”; porém, na 2ª Fase de Ação, a se iniciar dentro de poucos anos, essa Corrente vai revelar novos aspectos...novos horizontes. É só, senhores “magistas, esoteristas, ocultistas etc.” (Matta e Silva, p.14)
Depois de ler isso, continuei a leitura do livro todo, e para minha surpresa
comecei a ver e entender coisas que nunca tinham passado em minha cabeça,
lembrando que este livro vi e revi várias vezes. Pude ver com total clareza que
o mesmo tem abordagens extremamente diferentes que a obra do
homem/iniciado/sacerdote Matta e Silva e que foram citadas pelo nosso Babá -
Pai Rivas exaustivamente.
Percebi uma dicotomia entre o que eu tinha plena convicção e o que lá estava.
No primeiro instante, atirei o livro ao chão, tamanha aversão que senti pelos
temas falados e em especial quando falava do negro. Assuntos totalmente
ultrapassados e que só existiram na metade do século passado com a insistência
do embranquecimento da população brasileira, como se a cor da epiderme pudesse
tornar alguém melhor ou pior.
Na sequência dos textos, pude constatar aspectos de misoginia, homofobia,
xenofobia, evolucionismo cultural, evolucionismo social, elitismo,
conservadorismo, etnocentrismo, temas que nosso mestre ou Babá chamou de
vergonhosos e que deveriam ser alterados e transformados em suas partes
visíveis e invisíveis.
Mas, os amigos poderiam continuar a perguntar: mas, o Babá já falou sobre isso
há tempos e só agora você está falando isso?
Sim, concordo. A leitura do livro novamente fez com que eu me visse, tal qual
em um espelho, e ao me ver, percebi que estive enganado quando não me achava
preconceituoso, fazendo parte de uma elite de pensadores do Santo.... Tola
ilusão.
Só agora vislumbro o que o Babá já viu há muito tempo, e que vem falando,
ensinando, corrigindo e vivenciando, bastando ver suas realizações.
A nova fase está aí, basta ver o TUO, com seu Templo devidamente adequado para
o estudo e aplicação do destino dos seres, por intermédio de Orunmilá Ifá. O
mesmo Ifá que Matta e Silva falou no livro Macumbas e Candomblés na Umbanda em
1969, e que a maioria não entendeu que o mesmo não tinha solução de
continuidade em relação a diversidade das religiões afro brasileiras, pelo
contrário, afinal tudo é um grande encadeamento de saberes e viveres obedecendo
um grande continum.
Neste “novo” momento, existe o respeito à todas as formas de entender e
compreender o sagrado, não há uma verdade única ou uma totalidade, há sim
múltiplas formas de acesso ao real, tais como a memória, a vivência, o afeto, a
percepção, a oralidade, a ética, a episteme, os métodos e tudo centrados na
ancestralidade sobrenatural (Orixás e entidades que possibilitam o transe do
imanente para o transcendente dos seus adeptos).
E foi com esta profusão de pensamentos que me vi sem pré-conceitos, sem máscaras,
ou seja, desnudo de tolas vaidades, pois naquele momento percebi o “outro” que
muitas vezes estava em meu falar, mas não no meu coração. Confesso que senti em
meu corpo uma intensa aflição e busquei naquele momento até o auxílio de
maracujinas, valerianas e etc., pois saía de uma zona de conforto de muitos
anos.
Hoje depois destes momentos e ao ver comentários de muitos nas redes sociais,
contrários às mudanças daquilo que conheceram apenas no que ouviram falar do
mestre Matta e Silva, peço que releiam suas obras, mas não se detenham apenas
no momento cronológico que as mesmas foram escritas e sim naquilo que ele sabia
e escreveu que viria em um futuro breve e por isso fez um sucessor legítimo
para essas transformações.
Saravá,
Motumbasé,
Saudações a todos.
Ygbere
http://abaara.blogspot.com.br/2015/10/novas-fases-destinos-felizes.html?m=1
domingo, 18 de outubro de 2015
Manifesto dos Iniciados e Filhos de Santo de Baba Rivas Ty Ogyion
Todos nós, integrantes da comunidade de Babá Rivas Ty Ogyion
(Pai Rivas) assistimos, perplexos, às tentativas de difamação e calúnia de
nosso sacerdote e irmãos de santo por redes sociais variadas tais como emails e
facebook. Diante do exposto viemos à público afirmar nossa posição contrária ao
que vem ocorrendo. Acreditamos que situações como essas enfraquecem e maculam
as religiões afro-brasileiras, já tão preconceituadas e estigmatizadas.
Nosso
Babá sempre manteve um posicionamento claro: o trabalho em prol das diversas
tradições afro-brasileiras. Em mais de cinquenta anos de atuação sacerdotal
foram muitas as realizações efetivas e positivas, as quais caminham em defesa
da diversidade religiosa, do reconhecimento e identidade afro-brasileiros assim
como o empenho por condições civis democráticas: vários terreiros espalhados
pelo país, produção literária relevante no campo teológico afro-brasileiro, bem
como a fundação da primeira e única Faculdade de Teologia com ênfase em
religiões afro-brasileiras, reconhecida com nota de excelência pelo Ministério
da Educação (MEC).
Nesse
sentido, basta o mínimo de coerência para que sejam feitos os devidos
distanciamentos entre aquele que trabalha e os que ocupam seu tempo em propagar
mentiras e distorções.
Assinam
esse texto todas as filhas e filhos de nossa comunidade de santo.
Link:
http://sacerdotemedico.blogspot.com.br/2015/10/manifesto-da-comunidade-de-santo-de.html
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