sábado, 28 de novembro de 2015

FTU no Simpósio da ABHR na PUC/SP

Mais uma vez nossos irmãos Yabauara (João T'Osósi) e Yacyrê (Erica T'Nanã) nos honraram ao participar da Mesa de "Intolerância Religiosa em pauta e em Ação" no Simpósio da Associação Nacional de História das Religiões (ABHR) na PUC-SP. 
Ambos são escritores conhecidos e renomados, doutorado e doutoranda. E são árduos combatentes das RAB na atualidade. Sinto-me honrada de tê-los como irmãos no Egbé. 
Como disse nosso Babá Rivas Ty Ogyon: "Realizacão maiúscula para as RAB e principalmente no combate sem tréguas contra o preconceito ao negro e aos pobre que compreende mais de 90% da população brasileira. Parabéns aos dois awon iyawo que dignificam nosso ile asé e principalmente a cosmovisão do Candomblé. Awon gbogbo oosa bo ri o. Motumbasé"
A mesa também foi composta por nossa Egbomy Yamaracyê (Be T'Ogodô), que teve parte de sua tese lida durante o encontro.
Estiveram presentes nossos irmãos Aratiara e Luciano, prestigiando o evento e apoiando nossos autores.  






Jociane T'Obá - Obaositalá

domingo, 8 de novembro de 2015

Queda de Kelê de 5 Yawos do Ile Fun fun



Ontem foi um dia de festa para nosso Egbé.
Mais cinco Yawos de nossa comunidade retiraram seus Kelês. Mais uma vitória para nossas irmãs Aracyauara (Sumaia dofona de Oyá), Yaranaya (famotinha de Ogun), Yacyrê (Érica dofonitinha de Nanã),  Yaranacy (Fernanda famotidinha de Omulu), Mariah (gamotinha de Oxalufã). A todas elas, parabéns!!! Vida longa, muito axé, e que venha a festa de 1 ano!
Estou ansiosa para ver a vitória de todas elas.
A vitória delas, é a vitória de todo o Egbé. A perpetuação de nossas tradições e manutenção de nossa Ancestralidade.
Vida longa a Baba Rivas TÓgyion!
Ibasé Baba mi

Obaositalá


Orixás renascendo.

Dia31/10/15, mais uma vez, tive o privilégio de testemunhar e receber o axé de mais 5 Orixás que nasceram no nosso Ile, Yemanjá, Ogun, Oxumarê, Oxossi Arolé, Odé. 
Aos meus irmãos de Santé Ararité, Felipe, Aracyara, Yabauara e Fernanda, meus parabéns! Que seus renascimentos possam trazer alegria, equilíbrio e serenidade aos seus Oris, e que os Orixás maravilhosamente manifestados ontem, possam cobri-los de bençãos e vitórias. 
Axé, e minha eterna gratidão ao meu Baba Pai Rivas Ty Ogyion por me permitir vivenciar esses momentos inesquecíveis!

Obaositalá


Há muitos anos atrás tive um sonho onde estava em uma grande cidade e via pessoas negras e que passavam por mim em grupos, vestiam roupas coloridas e caminhavam de forma interessante pois se moviam com um mesmo ritmo e podia perceber que estavam felizes. Não podendo conter a curiosidade perguntei a uma pessoa que estava ao meu lado quem eram aquelas pessoas? E ouvi claro, alto e em bom som: esses são o povo de Gyan ben Gyan, os Universais (ou Vencedores).

Acordei com uma profunda alegria e guardei em minha a'alma aquela cena...

Hoje ao acordar pela manhã, relembrando o rito de renascimento de cinco irmãos que passaram a ser yawos no Egbe de nosso Babá - Pai Rivas na noite anterior, fui remetido à aquele sonho pois reconhecia no rito a mesma alegria que vi e senti ao ver os Deuses dançando com toda a coletividade.
A cada momento do rito novas surpresas nos reservavam, momentos que os mitos falavam forte em nosso interior e nos levavam a introspecção. 
Ogum vinha a frente com nosso irmão Sergio - Ararité com sua dança guerreira, Oxumaré em nosso irmão Felipe dançando sinuosamente trazia a Terra os auspícios do Céu, Yemanjá com a nobreza da grande mãe, dançava com sua filha Fernanda em perfeito transe, Oxossi dançava caçando com seu filho João - Yabauara, trazendo ao Egbe, prosperidade e fartura. E fechando, vinha Odé com sua filha Wanda - Aracyara percorrendo as pegadas dos que o antecederam como se seguisse a caça para provento de seus filhos.
É meus amigos e irmãos, a noite foi memorável!
Mas para não acabar aqui, uma profunda alegria me aguardava, e foi quando nosso Babá foi dançar com os Deuses. Sua feição era de total alegria e podíamos ver o divino estampado em seu sorriso, como se naquele momento não houvessem mais separações entre o Orun e o Aiye...
Só podemos desejar aos novos yawos onan rere ou seja, caminhos felizes aos renascidos pelas mãos de nosso Babá. 
Motumbase ao Egbe!
Motumbase Baba mi!
Ygbere - Olavo Solera

Exu e Pomba Gira - Novo livro de Baba Rivas T'Ogyion


terça-feira, 3 de novembro de 2015

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Novas Fases, destinos felizes

Novas fases, destinos felizes...



Ao acordar nessa manhã, procurei pensar nas coisas que tinha a fazer e enumerá-las para focar os objetivos que tracei. Muitas destas atividades estão veiculadas ao dia a dia, sustento financeiro, filhos, casa e etc, mas como a vida não se prende a só isso, repensei o espiritual e revi em minha mente alguns vídeos e textos que nosso Babá – Pai Rivas tem postado em seu blog nas redes sociais.

Apesar de estar presente aos seus ritos, e coadunar com tudo que é feito, chamou-me especial atenção onde ele fala sobre a Umbanda Esotérica de W.W.da Matta e Silva e suas obras, e que ele estaria retificando erros e valores e ratificando outros como o uso dos métodos do Ifá. Lembro que nosso Babá é o sucessor legítimo de Matta e Silva desde 1987, tendo ordens e direitos para fazer estes ajustes e que atendem aos novos momentos da Umbanda Esotérica.
Mas muitos poderiam agora se perguntar: o que chamou a atenção do Ygbere?
E respondo: depois de conviver há trinta e sete anos com nosso Babá e ter tido a oportunidade de estar com o mestre Yapacani (Matta e Silva) em sua casa/terreiro em Itacuruçá e em ritos que o mesmo realizou na OICD/SP, ter lido todas suas obras e até feito minha dissertação de mestrado sobre a magia na Umbanda Esotérica de Matta e Silva, percebi que aquilo que tinha lido, estudado e até escrito, não condizia com as novas fases da mesma.
Mas como assim, poderiam perguntar os amigos? Então procurarei ser mais claro:
Em um dos vídeos postados por nosso Babá, ele cita o livro Segredo da Magia de Umbanda p. 14 que fala o seguinte:


[...] Porque, a Corrente Astral de Umbanda, nessa 1ª Fase de Ação no Brasil e por dentro dessa coletividade chamada dos cultos afro-brasileiros, teve um objetivo e se apresentou assim: com “caboclos, pretos-velhos etc”; porém, na 2ª Fase de Ação, a se iniciar dentro de poucos anos, essa Corrente vai revelar novos aspectos...novos horizontes. É só, senhores “magistas, esoteristas, ocultistas etc.” (Matta e Silva, p.14)


Depois de ler isso, continuei a leitura do livro todo, e para minha surpresa comecei a ver e entender coisas que nunca tinham passado em minha cabeça, lembrando que este livro vi e revi várias vezes. Pude ver com total clareza que o mesmo tem abordagens extremamente diferentes que a obra do homem/iniciado/sacerdote Matta e Silva e que foram citadas pelo nosso Babá - Pai Rivas exaustivamente. 
Percebi uma dicotomia entre o que eu tinha plena convicção e o que lá estava. No primeiro instante, atirei o livro ao chão, tamanha aversão que senti pelos temas falados e em especial quando falava do negro. Assuntos totalmente ultrapassados e que só existiram na metade do século passado com a insistência do embranquecimento da população brasileira, como se a cor da epiderme pudesse tornar alguém melhor ou pior. 
Na sequência dos textos, pude constatar aspectos de misoginia, homofobia, xenofobia, evolucionismo cultural, evolucionismo social, elitismo, conservadorismo, etnocentrismo, temas que nosso mestre ou Babá chamou de vergonhosos e que deveriam ser alterados e transformados em suas partes visíveis e invisíveis.
Mas, os amigos poderiam continuar a perguntar: mas, o Babá já falou sobre isso há tempos e só agora você está falando isso?
Sim, concordo. A leitura do livro novamente fez com que eu me visse, tal qual em um espelho, e ao me ver, percebi que estive enganado quando não me achava preconceituoso, fazendo parte de uma elite de pensadores do Santo.... Tola ilusão.
Só agora vislumbro o que o Babá já viu há muito tempo, e que vem falando, ensinando, corrigindo e vivenciando, bastando ver suas realizações.
A nova fase está aí, basta ver o TUO, com seu Templo devidamente adequado para o estudo e aplicação do destino dos seres, por intermédio de Orunmilá Ifá. O mesmo Ifá que Matta e Silva falou no livro Macumbas e Candomblés na Umbanda em 1969, e que a maioria não entendeu que o mesmo não tinha solução de continuidade em relação a diversidade das religiões afro brasileiras, pelo contrário, afinal tudo é um grande encadeamento de saberes e viveres obedecendo um grande continum.
Neste “novo” momento, existe o respeito à todas as formas de entender e compreender o sagrado, não há uma verdade única ou uma totalidade, há sim múltiplas formas de acesso ao real, tais como a memória, a vivência, o afeto, a percepção, a oralidade, a ética, a episteme, os métodos e tudo centrados na ancestralidade sobrenatural (Orixás e entidades que possibilitam o transe do imanente para o transcendente dos seus adeptos).
E foi com esta profusão de pensamentos que me vi sem pré-conceitos, sem máscaras, ou seja, desnudo de tolas vaidades, pois naquele momento percebi o “outro” que muitas vezes estava em meu falar, mas não no meu coração. Confesso que senti em meu corpo uma intensa aflição e busquei naquele momento até o auxílio de maracujinas, valerianas e etc., pois saía de uma zona de conforto de muitos anos.
Hoje depois destes momentos e ao ver comentários de muitos nas redes sociais, contrários às mudanças daquilo que conheceram apenas no que ouviram falar do mestre Matta e Silva, peço que releiam suas obras, mas não se detenham apenas no momento cronológico que as mesmas foram escritas e sim naquilo que ele sabia e escreveu que viria em um futuro breve e por isso fez um sucessor legítimo para essas transformações. 


Aranauam,
Saravá,
Motumbasé,
Saudações a todos.
Ygbere



http://abaara.blogspot.com.br/2015/10/novas-fases-destinos-felizes.html?m=1

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