"Somos todos viajantes de uma jornada cósmica, poeira de estrelas, girando e dançando nos torvelinhos e redemoinhos do infinito. A vida é eterna. Mas suas expressões são efêmeras, momentâneas, transitórias." Deepak Chopra

terça-feira, 12 de junho de 2018

Julgamentos e Competições - o Chá e um precioso momento de aprendizado!



https://web.facebook.com/manifestovisionario/videos/1772508673045983/UzpfSTEwMDAwMDAxMTcwNTI1OToxODk5NjQ4MTcwMDQ1NTU1/

Vale a pena assistir este pequeno video extraído do filme O Mestre das Armas.
Ele nos faz refletir a respeito de nossos próprios medos e fraquezas, e do quanto nos enganamos a respeito da vida. Julgar, classificar, quantificar e por fim, condenar são atos que refletem somente aqueles que os cometem. 
Boa reflexão, amigos!

domingo, 27 de maio de 2018

Mestre Arhapiagha retorna ao Orun


Hoje (25/05/18) foi um dia de alegria para o mundo espiritual, pois recebeu um espírito vitorioso e que chegou com muitas horas prestadas à melhoria dos seus.
Tive o privilégio de vivenciar durante 39 anos de aulas que marcaram meu espírito e que não serão esquecidas jamais. Aprendi que o trabalho nos fortalece e nos une ao mundo espiritual e esse nos transforma em seres melhores para o mundo.
Nosso Mestre Arhapiagha parte para o mundo dos verdadeiros e dos felizes e como ele mesmo dizia o mundo dos mais vivos...
Nosso "Velho" parte com a missão cumprida e com certeza estará sempre entre nós para nos impulsionar a melhoria e ao trabalho, pois ele exemplificou sempre isso para nós.
Em uma das últimas conversas, disse-lhe de meu amor-espírito eternal por ele, e espero que possamos honrar e dignificar seu nome e seu trabalho sempre.
E para os que o conheceram, sabem que, como o Caboclo, ele foi beirando o rio azul.
Salve o Mestre, Pai e Amigo da Alma de águas serenas...
Ygbere e Obaositala



 



Ao Mestre, minha eterna gratidão, respeito, admiração. Sua obra, incontestável e monumental, será sempre testemunha desde ícone da Umbanda. Que vivamos uma vida honrada, para que nos tornemos dignos de novamente encontra-lo. Axe Baba mi!

Informamos que, devido ao falecimento de nosso mestre espiritual Francisco Rivas Neto, o mestre Arhapiagha, nossos ritos de atendimento público ficarão suspensos durante trinta dias e retornaremos no dia 30/06/2018.
Grato pela compreensão de todos.
Ygbere

quinta-feira, 1 de março de 2018

Pai Rivas fala da inauguração da OITC- Templo do Caboclo Sete Ondas


ORDEM INICIÁTICA DO TRIPLICE CAMINHO
TEMPLO DO CABOCLO 7 ONDAS - SP- CAPITAL
A ORDEM INICIÁTICA DO TRÍPLICE CAMINHO é dirigida pelo Mestre de Iniciação Ygbere - Osvaldo Olavo Ortiz Solera
Mestre Ygbere tem uma vivência Iniciática de mais de três décadas na Umbanda Esotérica,sendo um dos iniciados de Mestre Arapiaga,na ORDEM INICIÁTICA DO CRUZEIRO DIVINO,no grau de Mestre de Iniciação de 7o grau no segundo ciclo,capacitando-o a dirigir uma ORDEM INICIÁTICA
PARABÉNS A TODOS OS UMBANDISTAS DA ESCOLA ESOTÉRICA OU INICIÁTICA,POR MAIS ESTA CONQUISTA E VITÓRIA,POR INTERMÉDIO DE MESTRE YGBERE
ABRAÇOS DE PAZ,LUZ E BEM A TODOS

___________

Ao ver essa publicação de nosso mestre no momento da inauguração de nosso templo em São Paulo, enchi-me de alegria e gratidão pois aquele texto me dava plena certeza dos desígnios do mundo astral e assim procurei fazer da melhor maneira os assentamentos necessários para receber espíritos que encontrariam ali um ponto de luz e refazimento para seus trabalhos. Não esperava que nosso mestre desencarnaria pouco depois nos deixando como herança o trabalho digno e com isso o verdadeiro contato com ancestrais tão ilustres. Hoje sinto que sua presença de alegria me faz ter forças e seguir em frente.
A benção meu querido "Velho Maestro" que é como eu brincava com ele quando me chamava de Don Ygbere...

domingo, 25 de fevereiro de 2018

OITC - Templo do Caboclo Sete Ondas! Inauguração


Meus amigos, meus irmãos! 
No dia 23/02/2018 ocorreu a abertura dos ritos públicos do nosso Templo, comandado pelo Caboclo Sete Ondas. Mas, as entidades que assistem ao Ygbere  já baixavam e atendiam alguns consulentes desde o dia 14/12/17, preparando e trazendo as primeiras orientações para o Templo.
Durante todos esses meses, enfrentamos os diversos obstáculos concernentes àqueles que pretendem abrir um Clarão na Mata. Por vezes, imaginei que não conseguiríamos. Mas, nunca tive dúvidas a respeito da cobertura efetiva do Astral Superior. E o dia chegou!
Apesar do cansaço e de toda a correria, estou realizada.
Não tenho como expressar minha gratidão e meus respeitos pelas palavras generosas de Pai Rivas, e suas reiteradas bençãos dirigidas ao Ygbere e a mim. Tudo ocorreu maravilhosamente. O Astral presente, os irmãos da TUO em peso, formando uma linda expressão de união aos ideais superiores. Grata por todos eles. A assistência cheia, de amigos, familiares e até mesmo desconhecidos, que frequentavam a OICD/SP e que souberam que inauguraríamos a OITC. 
Enfim, o Congá  vibrado, cheirando a Arruda e Guiné, as entidades presentes, trazendo a força da Aruanda, e firmando a Raiz de Pai Guiné e do Caboclo Urubatão da Guia; os irmãos de longa data, surpreendendo-nos, e vindo em auxilio nestes momentos iniciais, dispondo-se a contribuir para a construção desta nova casa... o que mais poderíamos querer?
Obrigada a todos! Que sejamos mais um Clarão na Mata de sofrimentos desta Humanidade.
Novos horizontes se descortinam, e muitas realizações ainda nos esperam!
Aranauam, motumbá, Mukuiu, Kolofé, Axé!




quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

... o retorno


Neste últimos meses, este blog esteve pausado.
Essa pausa foi necessária para que novos horizontes fossem criados, construídos e concretizados.
E, amanhã mais um sonho se concretizará. Nossa casa tão sonhada, será aberta ao público. Nosso Templo, filiado à Corrente das Santas Almas do Cruzeiro Divino, terá o nome de Ordem Iniciática do Tríplice Caminho, e terá como entidade responsável o Caboclo Sete Ondas, que trabalha com meu marido Olavo Solera há mais de 40 anos.  E por lá trabalharão Pai Moçambique, chefe do Ori de meu marido, Caboclo Sete Cachoeiras (entidade de frente), Jureminha, Exu Sete Poeiras e tantos outros que estão ligados ao Ori de Ygbere. Eu sonho também que minha coroa estará representada lá, em breve.
Os Senhores da Alvorada estão chegando, minha gente!
Nosso Templo, pequenininho e simples, sonha em ser mais uma Candeia acesa neste plano ainda trevoso em que vivemos, onde as pessoas necessitadas entrarão e receberão ajuda, conforme a Lei de Michael. Como disse minha amiga, mais um  "clarão na Mata" de dores e sofrimentos humanos.
Rogo e peço ao bom Jesus (Samany do Oriente/Oxalá da Umbanda), que nos acoberte e abençoe em mais esse propósito.
Que nossa vida seja útil e consumida em ideais realmente nobres. Valerá a pena!
Aranauam, Saravá, Motumbá, Mukuiu, Kolofé, axé!


quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Quando me tornei fanático



Abracei o fanatismo ao descobrir que só o Deus pregado por minha Igreja é o verdadeiro. Todos os outros deuses, todas as outras religiões, todas as outras tradições espirituais que não creem como eu creio são heréticas, ofendem a Deus, procedem do diabo e merecem ser varridas da face da Terra.
Os fiéis dessas Igrejas que não professam o meu Credo estão condenados às chamas do Inferno e só haverão de se salvar aqueles que se arrependerem, abandonarem seus cultos idólatras e abraçarem a única e verdadeira fé – esta que a minha Igreja manifesta.
Tornei-me fanático em sucessivas etapas. Fui criado em uma família católica e, desde cedo, aprendi que os protestantes são infiéis por não respeitarem a virgindade de Maria nem acatarem a autoridade do papa.
Ridicularizei os espíritas por admitirem que se comunicam com os mortos. Acusei os judeus de terem assassinado Jesus. Abominei os ritos de matriz africana como supersticiosos e orquestrados pelo demônio.
Tivesse eu poder, haveria de banir da sociedade todas essas crendices que tomam o Santo Nome de Deus em vão.
Até que um dia sofri um acidente de trânsito no centro de Salvador, onde me encontrava a trabalho. Fui atropelado por uma moto que surgiu inesperadamente quando eu atravessava o Largo Terreiro de Jesus.
Fui socorrido por um desconhecido que me levou a um hospital evangélico em seu carro. Por eu estar inconsciente, devido à pancada da cabeça no solo, ele assumiu os custos apresentados pelo pronto-socorro e ainda assinou um termo de responsabilidade. Como deixou telefone e endereço, ao receber alta fui agradecer-lhe. Soube que é ateu.
Fiquei me perguntando se todos os fiéis de minha Igreja seriam capazes de prestar igual solidariedade ou se passariam indiferentes diante de um acidentado, e ainda se autodesculpariam com este raciocínio cínico: “Nada tenho a ver com isso.”
No hospital, fui visitado por uma senhora espírita, que me deu grande consolo, já não tenho parentes na capital baiana. Manifestei a ela meu estranhamento ao fato de os espíritas afirmarem conversar com os mortos. Ela retrucou com um sorriso: “Vocês, católicos, conversam com quem quando oram a São Jorge, Santo Expedito e Santo Antônio?”
Meu médico era um judeu casado com uma palestina. E as duas enfermeiras, muito atenciosas, frequentavam o candomblé e a umbanda.
Ao deixar o hospital, tive a surpresa de encontrar, na pousada na qual me hospedara, a mochila que havia perdido no acidente. Dentro, todos os meus pertences, inclusive o dinheiro que eu tinha retirado do banco para pagar a hospedagem.
Um taxista encontrou o cartão da pousada entre meus documentos, devolveu a mochila e informou o que me havia ocorrido. Como deixara o telefone dele, liguei para agradecer. Não resisti à pergunta: “Por que o senhor devolveu todos os meus pertences, inclusive o dinheiro?” Ele simplesmente respondeu: “Sou muçulmano.”

Frei Betto é escritor, autor de “Um homem chamado Jesus” (Rocco), entre outros livros.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

sábado, 19 de agosto de 2017

Atotô, Obaluaye!



Pai Obaluaê, 
Vós que sois o Senhor da Cura e da transformação,
Cubra-me com Vossa Palha Santa, 
Sendo o senhor capaz de curar e transformar nossos males em benécies da alma e do corpo,
Transmita oh Pai, tuas energias salutares e renovadoras sobre meu espírito, meu períspírito e minha matéria!
Renovai as células do meu corpo, para que eu tenha saúde, 
Dai-me forças para que eu possa suportar as dificuldades do dia a dia, 
Pois assim poderei cumprir minha missão, praticando a caridade necessária àqueles que necessitam,
Que a luz divina que emana sob vosso sagrado filá possa me envolver, renovando minha fé,
Que a tua seriedade me mantenha no reto caminho do cumprimento do dever,
E que assim como Vós, eu possa estar coberto aos olhos daqueles que querem me prejudicar
Eu vos saúdo e agradeço!

Atotô!

http://umbandasaber.tumblr.com/post/113994036475/umbanda-umbandasaber-ax%C3%A9-rei-meupai

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Documentário: "Do que aprendi com as minhas velhas"

Vale a pena conhecer este documentário.

Link:
https://www.facebook.com/doqueaprendi/videos/776040215882139/?fref=mentions
https://www.facebook.com/doqueaprendi/?fref=mentions&pnref=story

Os 16 mandamentos do Ifá


1º - ÒKÀNRÀN: Não fazer mal a ninguém.
2º - ÉJÌ ÒkÒ: Não sentir ódio nem destratar o outro.
3º - ETÁ ÒGÚNDÁ: Não guardar sentimentos vingança.
4º - ÌRÒSÙN: Não fazer armadilhas nem caluniar.
5º – ÒSÉ: Não invejar nada nem ninguém.
6º - ÒBÀRÀ: Não mentir.
7º - ÒDÍ: Não corromper nem se deixar ser corrompido.
8º - ÈJÌ ONÍLÈ: Usar bem a cabeça neste mundo e respeitar os segredos alheios.
9º - ÒSÁ: Não ser falso com o próximo.
10º - ÒFÚN: Não roubar, não jurar em falso nem amaldiçoar.
11º - ÒWÓNRÍN: Não matar, não arruinar a vida de outros e ser grato ao bem que nos façam.
12º - ÈJÌLÁ SEBORÁ: Evitar os escândalos e as tragédias.
13º - ÈJÌ OLÓGBON: Respeitar os Ancestrais.
14º - ÌKÁ: Não espalhar doenças, a corrupção e a maldade sobre o mundo.
15º - ÒGBEGÚNDÁ: Respeitar aos mais velhos, as crianças, o pai e a mãe.
16º - ÀLÀÁFÍÀ: Ouvindo estes conselhos não sentirá vergonha no dia que tiver que se apresentar perante Olódùmarè!!

ass> chief oluwo ifayemi onifade odutola adeoko

Plantas Medicinais - livro gratuito on line


link:
https://issuu.com/deaumapaz/docs/plantas_med_web

Benzedeiras - Oficio tradicional

terça-feira, 11 de julho de 2017

sexta-feira, 16 de junho de 2017

ÒSÍBÀTÁ – A Folha sagrada


Uma das folhas preferidas de nossas Grandes e Veneradas Mães é a folha de òsíbàtá (oxibatá), também muito conhecida popularmente como ninfeia, folha de lótus, lírio d’água ou golfo d’água. Seu nome botânico é Nymphaea sp., que tem como origem a palavra em latim nympha (divindade feminina das águas, bosques e dos montes). Outra variação seria do termo grego nympha, tendo nesse caso o significado de virgem. Existem diversas espécies de ninfeias, sendo que a maioria é originária da África, Europa e Ásia, embora algumas até sejam encontradas no Brasil. Suas flores podem possuir diversas tonalidades como o branco (N. alba), azul (N. caerulea), vermelho (N. rubra), e amarelo (N. luteum). A ninféia azul é nativa do Nilo (Egito), e segundo relatos era uma das plantas consagradas a uma divindade muito antiga, conhecida como Nefertem ou Nefertum. A flor era muito apreciada pelos antigos egípcios, não apenas pelo seu odor inebriante como também por suas propriedades curativas. Segundo alguns mitos, Nefertem utilizou essa flor como oferenda ao deus do Sol, Ra, para que as dores do seu corpo envelhecido o deixassem. Outra lenda relata que Isis, deusa da maternidade, fertilidade, protetora das crianças e também associada aos mortos foi quem ensinou aos homens a utilização de seus rizomas na alimentação. Foram encontrados vestígios de grandes buques de ninfeia ofertados no túmulo de Ramsés II, que as cultivava em seu palácio, assim como Amenófis IV. Suas flores serviam como adorno nos festivais religiosos e também como oferendas aos deuses e os mortos, podendo também ser ofertadas como presentes a pessoas importantes ou como sinal de amizade. Assim como as iyabás estão associadas ao elemento água as ninfeias são classificadas como plantas emersas, ou seja, parte de seu corpo fica enraizado no lodo e outra parte fica acima da água. Costumam ser encontradas em rios de águas calmas ou em lagos. Suas folhas são grandes, coriáceas, de coloração verde brilhante em cima e avermelhadas por baixo. Suas flores surgem solitárias, apresentando ambos os órgãos sexuais (hermafroditas). Elas se abrem bem cedo e se fecham por volta do meio dia, realizando esse movimento por até três a quatro dias, quando se fecham (submergindo) e dão origem as sementes. A planta possui propriedades calmantes, antiespasmódicas, sedativas e psicoativas devido provavelmente à presença de alcaloides como apomorfinas e a nuciferina, presentes principalmente na espécie caerulea. Doses de 5 a 10 gramas das flores podem alterar o grau de consciência, assim como a percepção visual. Uma de suas propriedades mais conhecidas, tanto pelos gregos como pelos egípcios era o seu poder anafrodisíaco, em especial a espécie alba. Podia ser utilizada sobre os órgãos genitais em casos de compulsão sexual obsessiva e ninfomania. Segundo sugerem Pessoa de Barros & Napoleão (1999) a planta poderia possuir ainda propriedades abortivas. No campo da aroma terapia a flor de lótus do Egito traria harmonia e expansão da consciência, purificando os chacras e promovendo um bem estar sistêmico.
No culto aos orixás costuma ser associado a todas as iyabás: Oxum, Iemanjá, Oyá, Obá, Nana e Ewá. Uma vez que é uma planta ligada a água também é consagrada a Oxalá (ninfeia branca), que é um Orixá úmido por natureza. Uma observação interessante é que embora possua propriedades calmantes e sedativas não é considerada uma ewé eró e sim um ewé gun .
Seu nome em Yorubá (òsíbàtá) significa “não se submete”, nos lembrando que é uma planta de grande axé e que deve ser utilizada com cuidado. Por sua ligação estreita com a grande Mãe Oxum e também com Oxalá, é indispensável em determinados rituais, como o odu igé. Esse momento marca o final do processo de iniciação e o início de uma caminhada independente.

-->
By Cinco Minutos de Axé