"Somos todos viajantes de uma jornada cósmica, poeira de estrelas, girando e dançando nos torvelinhos e redemoinhos do infinito. A vida é eterna. Mas suas expressões são efêmeras, momentâneas, transitórias." Deepak Chopra

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Nasce uma aprendiz de Violino



Bem...
Violino comprado! Compromisso assumido com a escola.
Agora, quanto a aprender...


sábado, 25 de agosto de 2018

OITC - Templo do Caboclo 7 Ondas! Nossa casa completou 6 meses de trabalho

E foi no dia 23/08/18 que nosso Conga pequenininho completou 6 meses de portas abertas, dedicadas ao atendimento espiritual. E foram tantos os desafios, que nem sei... Se eu disser que foi fácil, não foi. E, no meio do caminho, ainda ocorreu o desencarne de Mestre Arapiaga. Nada mais icônico para demonstrar as dificuldades que enfrentamos. Nós sabemos que ele queria que fizéssemos exatamente isso, inaugurássemos nossa casa, conforme suas próprias orientações. Certamente hoje ele estaria feliz com todo nosso trabalho. 
Cada pessoa que por lá passou nesses 6 meses foi uma honra para todos nós. Um a um, a assistência se multiplicou, os cambonos também, os médiuns foram chegando, e, da maneira mais inesperada e improvável, hoje somos muitos. Já não sei como colocar todos que chegam dentro dele, nosso Conga esta pequenininho... mas abençoado pela Santas Almas do Cruzeiro Divino, sob a égide do Pai Moçambique, do Caboclo 7 Cachoeiras, do Caboclo 7 Ondas, da Jureminha e do Exu 7 Poeiras. E pasmem, minha coroa se faz representada lá, e trabalhando muito. 
Para a nossa alegria, tivemos nosso primeiro rito de Iniciação, com os médiuns e cambonos que estão chegando, que já estão recebendo suas escoras para o trabalho digno e sério. Quantas bençãos! Que eles sejam firmes diante dos desafios do dia a dia de nossa casa. 
E foi pelos Caminhos de Itacuruçá que encontramos a razão dos nossos dias. Salve Pai Matta e toda sua valência, que velem por seus filhos hoje e sempre! Aranauam!!!










quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Introdução ao Conhecimento Védico (Parte 1)





















São 4 os grandes livros que compõe os Vedas: O Rig Veda, o Yajur Veda, o Sama Veda e o Atarva Veda.

Rig Veda: O Livro de Mantra

Rig Veda é uma coleção de canções ou hinos revelados e é uma fonte principal de informação da civilização do Rig Védica. É o livro mais velho em qualquer idioma indo-europeu e contém a forma mais antiga de todos o mantras do sânscrito que data entre a 1500 aC a 1000 aC. Alguns estudiosos datam a Rig Veda entre 12.000 aC a 4.000 aC. A Rig Veda Samhita ou coleção de mantras consiste em 1.017 hinos ou suktas, cobrindo aproximadamente 10.600 estrofes, divididas em 8, ashtakas, de cada contendo 8 adhayayas ou capítulos que são subdivididos em grupos vários. Os hinos são o trabalho de muitos autores ou videntes chamados de rishis. Há 7 videntes primários identificados comoAtri, Kanva, Vasishta, Vishvamitra, Jamadagni, Gotama e Bharadvaja. O Rig Veda detalha as práticas sociais, religiosas, políticas e econômicas da civilização Rig-védica. Embora o monoteísmo caracterize alguns dos hinos de Rig Veda, politeísmo e monismo naturalista podem ser discernidos, na religião dos hinos de Rig Veda.
Foram compilados o Sama Veda, o Yajur Veda e o Atharva Veda depois da era do Rig Veda e são imputados ao período védico.

Sama Veda: O Livro de Canção

Sama Veda é puramente uma coleção litúrgica de melodias (saman). Os hinos no Sama Veda, usado como notas musicais, foram quase completamente retirados do Rig Veda e não tem nenhuma lição distinta aquele. Consequentemente, seu texto é uma versão reduzida do Rig VedaComo estudioso védico David Frawley põe isto, se a Rig Veda é a palavraSama Veda é a canção ou o significado, se Rig Veda é o conhecimentoSama Veda é sua realização, se Rig Veda é a esposa, o Sama Veda é seu marido.

Yajur Veda: O Livro de Ritual

Yajur Veda é também uma coleção litúrgica e foi feito para atender as demandas de uma religião cerimonial. O Yajur Veda serviu praticamente como um guia de viagem para os sacerdotes que executam atos sacrificais simultaneamente murmurando as preces prosaicas e o fórmulas (Yajus) sacrificais. É semelhante ao “Livro do Morto” do Egito antigoNão há menos que 6 nichos completos do Yajur Veda - Madyandina, Kanva, Taittiriya, Kathaka, Maitrayani e Kapishthala.

Qual é a diferença entre Shukla Yajur Veda e Krishna Yajur Veda?
Atualmente há 3 sakhtas (ramos) do Krishna Yajurveda e além deles há apenas 1 sakhtaisto é Taittriya, o Brahmana, está disponível no que concerne ao Shukla Yajur VedaBrahmanas estão disponíveis em Madyandina e 
Kanva SakhtasAmbos os Brahmanas são chamados pelo mesmo nome Sathapatha BrahmanaTalvez seja essa a diferença sutil entre os dois
Shukla Yajur Veda - Este Veda é seguido na região norte da Índia que dizem para ter sido ensinado pelo "Sol pelo sábioYajnavalkya e consequentemente o nome é "Shukla " ou "Yajur Veda Branco ". 
Krishna Yajur Veda - É seguido na região sul da ÍndiaEste Yajur Veda foi chamado de "Krishna " ou " Yajur Veda Preto ".  Por causa da impureza da mente o 
Mantras (Yajus) ficou preto e depois disso este Yajurveda foi nomeado como Krishna Yajurveda.
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Yajurveda (em sânscritoYajurveda é composto de Yajus de formula sacrificial + veda = conhecimento) é um dos 4 textos canônicos, de Hinduísmo, os VedasComposto estimadamente entre 1.400 e 1000 aC, o Yajurveda Samhitaou compilação, contém a liturgia (mantrasnecessária para executar os sacrifícios da religião do período Védico, e o Brahmana somado e Shrautasutra adicionam outras informações sobre a interpretação e os detalhes de suas execuções.
Há duas versões primárias ou Samhitas do YajurvedaShukla (branco) e Krishna (preto). Ambos contêm os versosnecessário para os rituaismas o Krishna Yajurveda inclui as discussões prosaicas do Brahmana dentro do Samhitaenquanto o Shukla Yajurveda tem um texto de 
Brahmana, o Shatapatha Brahmana, separadamente. 
Há quatro nichos do Krishna (pretoYajurveda
Taittiriya Samhita originalmente de Panchala
Maitrayani Samhita originalmente da área sul de Kurukshetra
Caraka-Katha Samhita originalmente de Madra e Kurukshetra
Kapishta Katha Samhita do sul de Panjab, Bahika 
Cada um dos nichos tem ou teve um Brahmana associada com ele, e a maioria deles também associados aos Shrautasutras, Grhyasutras, Aranyakas, Upanishads e Pratishakhyas. O nicho do Taittiriya do Yajurveda Preto é agora o shakha maisprevalecente na Índia sulista.

Atharva Veda: O Livro do Feitiço

último do Vedas, é completamente diferente dos outros três Vedas e está próximo em importância ao RigVeda com respeito a história e sociologiaUm espírito 
diferente penetra neste VedaSeus hinos são de um caráter mais diversificados do que no Rig Veda e é também mais simples no idioma. Na realidademuitos estudiosos não o consideram realmente parte do Vedas. O Atharva Veda consiste em feitiços e encantamentos prevalecentes nesse tempo, e retrata um quadro mais claro da sociedade védica.


Rig Veda:
http://www.shri-yoga-devi.org/textos/Rig-Veda-livro-1-port.pdf

Yajur Veda:



Sama Veda:


domingo, 22 de julho de 2018

A Alma da Palavra


Podemos ver na “Linguagem dos pássaros” (Farid Ud-din Attar), ensinada a David e a seus herdeiros que a mesma é antes de tudo o Bem Supremo, o Dom que permite novamente ao Homem o acesso aos estados superiores do Ser, ou conforme outra acepção, aos estados angélicos.
É de fato notável, em todas as tradições, a associação entre pássaros e anjos. E não é senão com a finalidade de alcançar os estados angélicos, a realização espiritual, que o homem se instrui nesta linguagem, que alude diretamente ao canto, à música, ao ritmo e à sua expressão mais pura, o número – todos os elementos que constituem, segundo as tradições, a ciência primordial que possibilita ao homem compreender em si mesmo, ao mundo e às criaturas na proporcionalidade que mantém entre si e também com sua essência ou origem.
O conhecimento dessa linguagem é indicativa de uma alta iniciação, e a fala ritmada é a sua expressão no mundo sensível. É esse o motivo de todos os textos e escritos sagrados estarem calcados no metro e na rima poética. O nome Corão, por exemplo, quer dizer, precisamente, recitação. Entre os gregos a poesia era designada a linguagem dos deuses, isto é, afirmava-se nitidamente a natureza essencial da rima poética como expressão do divino.
No ritmo, a contiguidade entre o vazio e o cheio é o que conta para penetração do sagrado, inaugurado no silêncio entre um falar e outro. Assim, nas tradições orais, o contar algo importante sempre se reveste de uma pulsação, não se limita a um discurso, a uma exposição, mas, toma a forma de recitação, de um canto, de uma performance, o corpo passa a ser um livro, a remontar um enredo...
“Quando as musas abrem a teogonia de Hesíodo, elas, as forças do cantar, pelo seu canto presentificam o mundo, o in-vocam, chamam-no para si, permitindo que ele seja passível de admiração, ou seja, constituem o milagre primeiro, aquele da existência...”
Esta forma de transmissão do saber obedece como dissemos anteriormente a ciclos e ritmos, ou seja, o ritmo e número. A raiz da palavra grega “Aritmos” para número, liga-se ao latim “Ritus”, envolvendo a ideia de ritmo. O significado primitivo de “Aritmus é ajuste, arranjo, boa disposição, ordem “do latim ordo, que equivale ao sânscrito Rita que partilha da mesma raiz de Aritmus”, e quando Aritmus é traduzido por número, este deve ser entendido não só como quantidade mas também por harmonia, proporção e conjunto, ou seja, o ritmo quer traduzir espacialmente como na arquitetura, quer nos sons, como na música (ver Saint-Yves d’Alveydre).
Vamos ver tudo isso também no “Trivium” – lógica, retórica, gramática – que formam par com o “Quadrivium” de natureza mais matemática.
Da mesma forma que o radical KRI no sânscrito significa ação, fazer e dela derivou o latim Creare, a poesia deriva do grego Poein, que também significa fazer, criar, o que faz aquele que a utiliza (o poeta iniciador), ao cantar ou falar, um coprodutor daquilo que é cantado ou falado. Nós ocidentais utilizamos a expressão sem invocação, não colocamos alma nas palavras que proferimos, tal qual a torre babélica que ilustra a situação de expressão por si só. A torre é dividida em andares mostrando os planos de realidade em que nos encontramos. Enquanto símbolo, a torre nos remete para a estrutura íntima da realidade estratificada segundo os graus de existência que medem tantos passos quanto damos ao transpor à “PORTA DE DEUS” (do acádio BAB-ILI).
O termo Babel em hebraico significa confusão das letras BBL (confusium linguarum, em latim). A torre de Babel é o símbolo máximo da verticalidade destruída, apenas afirmada e nunca suspensa, pois se existe planos de realidade existe também a comunicação entre estes e, quando esta é relegada, a própria hierarquia perde a sua inteligibilidade. Instala-se assim a confusão (BBL). Por isso falamos exaustivamente na tradição oral. Esta mesma que não possui amarrações, livros ou hierarquias estratificadas, e que podem sofrer enrijecimento conforme o transito entre os “andares”.
A linguagem dos pássaros, bem como a tradição oral afro-brasileira, passa de um lado a outro, tal como o vôo dos pássaros, sem prisões, sem obstáculos, pois a linguagem é do espírito, da essência, e assim transita tal qual o vento, de um lado ao outro...

Mestre Ygbere
Ordem Iniciática do Tríplice Caminho – Templo do Caboclo 7 Ondas

domingo, 8 de julho de 2018

Retomada do Atendimento Público na OITC-Templo do Caboclo 7 Ondas.

Fonte: Fundamentos Hermé-
ticos de Umbanda
Ontem, exatamente no dia 07/07/2018, reiniciamos nossas atividades na Ordem Iniciatica do Triplice Caminho - Templo do Caboclo 7 Ondas. Após o luto ritual de 30 dias pelo desencarne de nosso Pai Espiritual Francisco Rivas Neto (Mestre Yamunishida Arapiaga - Pai Rivas/Rivas Ti Oguian).
Foi nosso primeiro rito sem a presença carnal do nosso mestre, sem a cobertura de sua Mandala. 
Embora o vazio deixado por sua ausência física, sua presença espiritual era sentida e guardada com muito carinho. Os pontos cantados, as orações, as incorporações... tudo lembrando o compromisso assumido com nosso mestre durante toda a nossa caminhada ao lado dele, e principalmente nos últimos meses de sua vida neste plano, durante a organização do Templo, com seu envolvimento direto e diário, com cada detalhe, com cada pemba, e até escolhendo seu nome. Todas as mensagens trocadas via whatsapp e facebook, devidamente guardadas e registradas, hoje nos servem de estímulo para continuar nosso compromisso com o Astral Superior. 
Ontem foi um dia memorável. A assistência estava cheia. Os Caboclos presentes atenderam a todos. Exus poderosos encerraram a gira, limpando e direcionando todos os caminhos. E no final, o que mais me impressionou foi perceber o brilho nos olhos dos consulentes, felizes e esperançosos. Os cambonos, com olhos mareados, descreviam os atendimentos, os ensinamentos ouvidos de todas as entidades, e se mostravam agradecidos pela oportunidade de trabalho com a Santas Almas do Cruzeiro Divino.
Ontem, pude perceber como as pessoas sofrem, como suas dores as atordoam e as algemam em amargura, revolta e inação. Há muito por fazer! 
Enfim, gratidão sempre! 

* 07/07/2018: 7+7+2+1+8: 7 
7 é um número relacionado a perfeição por Pitágoras. Místico e Sagrado:
7 virtudes: caridade, esperança, fé, força, justiça, prudência e temperaça.
7 pecados capitais: avareza, gula, inveja, ira, luxúria, preguiça e soberba.
7 notas musicais (7 escalas, 7 pausas e 7 valores): do, ré, mi, fá, sol, lá, si.
7 cores do arco-íris.
7 maravilhas do mundo.
7 arcanjo: Ezequiel, Gabriel, Jofiel, Miguel, Rafael, Samuel e Uriel.
7 glândulas endócrinas: Hipófise, pâncreas, paratireóides, sexuais, supra-renais, timo e tireóide.
7 chacras: Coronal, Frontal, laríngeo, cardíaco, gástrico, esplênico, básico.
7 leis universais: Amor, correspondência, evolução, harmonia, manifestação, natureza e polaridade.
7 dias em cada fase da lua.
7 dias para a criação do mundo.
7 no Apocalipse: João cita 7 estrelas, 7 cornos, 7 igrejas, 7 anjos, 7 coroas, 7 candelabros, 7 trovões, 7 selos, 7 Espíritos, 7 Anjos, 7 Trombetas, 7 cabeças da Besta,  7 Candeeiros, 7 lâmpadas,  ...)
7 mensageiros no mundo: Zoroastro (Zaratustra), Krishna, Lao-Tsé, Confúcio, Buda, Moisés, Jesus. 
7 dias é o tempo que dura o estado intermediário entre a vida e a morte, segundo a tradição japonesa e tibetana.
7 sentidos esotéricos, segundo o Al Corão.
7 dá vida e movimento, segundo Hipócrates.
7 era um número consagrado para o deus Mitra persa (Sol).
7 seria de onde se gerou a Alma do mundo: anima mundana (Timeu - Platão).
7 sábios na Grécia Antiga.
7 era mencionado frequentemente na tradição sânscrita.
7 era frequentemente encontrado nas tabuletas assírias (7 deuses do céu, 7 deuses da terra).
7 era sagrado para os Caldeus.
7 são as vibrações dos Orixás (os 7 Espíritos de Deus).
7 é o número da expansão e centralização da Unidade.
7 forças fenomênicas.
7 vogais.
7 cores do espectro solar.
7 pães do cesto de Cristo.
7 passos mais penosos de Jesus.
7 palavras pronunciadas no alto da Cruz
7 pedidos do Pai Nosso.
7 cabeças da Hidra de Lerna.
7 válvulas abertas de nossa cabeça.
7 degraus da maçonaria.
7 em 7 são as fases do homem (da infância `a velhice).
7 contém  Ternário e o Quaternário, (3 + 4), e dessa união surgiu a Síntese Universal ou as Variantes da Unidade, que constitui o Sagrado Setenário.  
7 é o único número da década que não é gerador nem gerado.
Enfim, recomeçar justamente no 7, traz bons augúrios e esperança em tempos mais alvissareiros. 
Que as Santas Almas do Cruzeiro Divino nos abençõem e permitam que nossa caminhada seja a mais tranquila e serena possível.


terça-feira, 12 de junho de 2018

Julgamentos e Competições - o Chá e um precioso momento de aprendizado!



https://web.facebook.com/manifestovisionario/videos/1772508673045983/UzpfSTEwMDAwMDAxMTcwNTI1OToxODk5NjQ4MTcwMDQ1NTU1/

Vale a pena assistir este pequeno video extraído do filme O Mestre das Armas.
Ele nos faz refletir a respeito de nossos próprios medos e fraquezas, e do quanto nos enganamos a respeito da vida. Julgar, classificar, quantificar e por fim, condenar são atos que refletem somente aqueles que os cometem. 
Boa reflexão, amigos!

domingo, 27 de maio de 2018

Mestre Arhapiagha retorna ao Orun


Hoje (25/05/18) foi um dia de alegria para o mundo espiritual, pois recebeu um espírito vitorioso e que chegou com muitas horas prestadas à melhoria dos seus.
Tive o privilégio de vivenciar, durante 39 anos, aulas que marcaram meu espírito e que não serão esquecidas jamais. 
Aprendi que o trabalho nos fortalece e nos une ao mundo espiritual e esse nos transforma em seres melhores para o mundo.
Nosso Mestre Arhapiagha parte para o mundo dos verdadeiros e dos felizes e como ele mesmo dizia, o mundo dos mais vivos...
Nosso "Velho" parte com a missão cumprida e com certeza estará sempre entre nós para nos impulsionar a melhoria e ao trabalho, pois ele exemplificou sempre isso para nós.
Em uma das últimas conversas, disse-lhe de meu amor-espírito eternal por ele, e espero que possamos honrar e dignificar seu nome e seu trabalho sempre.
E para os que o conheceram, sabem que, como o Caboclo, ele foi beirando o rio azul.
Salve o Mestre, Pai e Amigo da Alma de águas serenas...
Ygbere e Obaositala



 



Ao Mestre, minha eterna gratidão, respeito, admiração. Sua obra, incontestável e monumental, será sempre testemunha desde ícone da Umbanda. Que vivamos uma vida honrada, para que nos tornemos dignos de novamente encontra-lo. Axe Baba mi!

Informamos que, devido ao falecimento de nosso mestre espiritual Francisco Rivas Neto, o mestre Arhapiagha, nossos ritos de atendimento público ficarão suspensos durante trinta dias e retornaremos no dia 30/06/2018.
Grato pela compreensão de todos.
Ygbere

quinta-feira, 1 de março de 2018

Pai Rivas fala da inauguração da OITC- Templo do Caboclo Sete Ondas


ORDEM INICIÁTICA DO TRIPLICE CAMINHO
TEMPLO DO CABOCLO 7 ONDAS - SP- CAPITAL
A ORDEM INICIÁTICA DO TRÍPLICE CAMINHO é dirigida pelo Mestre de Iniciação Ygbere - Osvaldo Olavo Ortiz Solera
Mestre Ygbere tem uma vivência Iniciática de mais de três décadas na Umbanda Esotérica,sendo um dos iniciados de Mestre Arapiaga,na ORDEM INICIÁTICA DO CRUZEIRO DIVINO,no grau de Mestre de Iniciação de 7o grau no segundo ciclo,capacitando-o a dirigir uma ORDEM INICIÁTICA
PARABÉNS A TODOS OS UMBANDISTAS DA ESCOLA ESOTÉRICA OU INICIÁTICA,POR MAIS ESTA CONQUISTA E VITÓRIA,POR INTERMÉDIO DE MESTRE YGBERE
ABRAÇOS DE PAZ,LUZ E BEM A TODOS

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Ao ver essa publicação de nosso mestre no momento da inauguração de nosso templo em São Paulo, enchi-me de alegria e gratidão pois aquele texto me dava plena certeza dos desígnios do mundo astral e assim procurei fazer da melhor maneira os assentamentos necessários para receber espíritos que encontrariam ali um ponto de luz e refazimento para seus trabalhos. Não esperava que nosso mestre desencarnaria pouco depois nos deixando como herança o trabalho digno e com isso o verdadeiro contato com ancestrais tão ilustres. Hoje sinto que sua presença de alegria me faz ter forças e seguir em frente.
A benção meu querido "Velho Maestro" que é como eu brincava com ele quando me chamava de Don Ygbere...

domingo, 25 de fevereiro de 2018

OITC - Templo do Caboclo Sete Ondas! Inauguração


Meus amigos, meus irmãos! 
No dia 23/02/2018 ocorreu a abertura dos ritos públicos do nosso Templo, comandado pelo Caboclo Sete Ondas. Mas, as entidades que assistem ao Ygbere  já baixavam e atendiam alguns consulentes desde o dia 14/12/17, preparando e trazendo as primeiras orientações para o Templo.
Durante todos esses meses, enfrentamos os diversos obstáculos concernentes àqueles que pretendem abrir um Clarão na Mata. Por vezes, imaginei que não conseguiríamos. Mas, nunca tive dúvidas a respeito da cobertura efetiva do Astral Superior. E o dia chegou!
Apesar do cansaço e de toda a correria, estou realizada.
Não tenho como expressar minha gratidão e meus respeitos pelas palavras generosas de Pai Rivas, e suas reiteradas bençãos dirigidas ao Ygbere e a mim. Tudo ocorreu maravilhosamente. O Astral presente, os irmãos da TUO em peso, formando uma linda expressão de união aos ideais superiores. Grata por todos eles. A assistência cheia, de amigos, familiares e até mesmo desconhecidos, que frequentavam a OICD/SP e que souberam que inauguraríamos a OITC. 
Enfim, o Congá  vibrado, cheirando a Arruda e Guiné, as entidades presentes, trazendo a força da Aruanda, e firmando a Raiz de Pai Guiné e do Caboclo Urubatão da Guia; os irmãos de longa data, surpreendendo-nos, e vindo em auxilio nestes momentos iniciais, dispondo-se a contribuir para a construção desta nova casa... o que mais poderíamos querer?
Obrigada a todos! Que sejamos mais um Clarão na Mata de sofrimentos desta Humanidade.
Novos horizontes se descortinam, e muitas realizações ainda nos esperam!
Aranauam, motumbá, Mukuiu, Kolofé, Axé!




quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

... o retorno


Neste últimos meses, este blog esteve pausado.
Essa pausa foi necessária para que novos horizontes fossem criados, construídos e concretizados.
E, amanhã mais um sonho se concretizará. Nossa casa tão sonhada, será aberta ao público. Nosso Templo, filiado à Corrente das Santas Almas do Cruzeiro Divino, terá o nome de Ordem Iniciática do Tríplice Caminho, e terá como entidade responsável o Caboclo Sete Ondas, que trabalha com meu marido Olavo Solera há mais de 40 anos.  E por lá trabalharão Pai Moçambique, chefe do Ori de meu marido, Caboclo Sete Cachoeiras (entidade de frente), Jureminha, Exu Sete Poeiras e tantos outros que estão ligados ao Ori de Ygbere. Eu sonho também que minha coroa estará representada lá, em breve.
Os Senhores da Alvorada estão chegando, minha gente!
Nosso Templo, pequenininho e simples, sonha em ser mais uma Candeia acesa neste plano ainda trevoso em que vivemos, onde as pessoas necessitadas entrarão e receberão ajuda, conforme a Lei de Michael. Como disse minha amiga, mais um  "clarão na Mata" de dores e sofrimentos humanos.
Rogo e peço ao bom Jesus (Samany do Oriente/Oxalá da Umbanda), que nos acoberte e abençoe em mais esse propósito.
Que nossa vida seja útil e consumida em ideais realmente nobres. Valerá a pena!
Aranauam, Saravá, Motumbá, Mukuiu, Kolofé, axé!


quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Quando me tornei fanático



Abracei o fanatismo ao descobrir que só o Deus pregado por minha Igreja é o verdadeiro. Todos os outros deuses, todas as outras religiões, todas as outras tradições espirituais que não creem como eu creio são heréticas, ofendem a Deus, procedem do diabo e merecem ser varridas da face da Terra.
Os fiéis dessas Igrejas que não professam o meu Credo estão condenados às chamas do Inferno e só haverão de se salvar aqueles que se arrependerem, abandonarem seus cultos idólatras e abraçarem a única e verdadeira fé – esta que a minha Igreja manifesta.
Tornei-me fanático em sucessivas etapas. Fui criado em uma família católica e, desde cedo, aprendi que os protestantes são infiéis por não respeitarem a virgindade de Maria nem acatarem a autoridade do papa.
Ridicularizei os espíritas por admitirem que se comunicam com os mortos. Acusei os judeus de terem assassinado Jesus. Abominei os ritos de matriz africana como supersticiosos e orquestrados pelo demônio.
Tivesse eu poder, haveria de banir da sociedade todas essas crendices que tomam o Santo Nome de Deus em vão.
Até que um dia sofri um acidente de trânsito no centro de Salvador, onde me encontrava a trabalho. Fui atropelado por uma moto que surgiu inesperadamente quando eu atravessava o Largo Terreiro de Jesus.
Fui socorrido por um desconhecido que me levou a um hospital evangélico em seu carro. Por eu estar inconsciente, devido à pancada da cabeça no solo, ele assumiu os custos apresentados pelo pronto-socorro e ainda assinou um termo de responsabilidade. Como deixou telefone e endereço, ao receber alta fui agradecer-lhe. Soube que é ateu.
Fiquei me perguntando se todos os fiéis de minha Igreja seriam capazes de prestar igual solidariedade ou se passariam indiferentes diante de um acidentado, e ainda se autodesculpariam com este raciocínio cínico: “Nada tenho a ver com isso.”
No hospital, fui visitado por uma senhora espírita, que me deu grande consolo, já não tenho parentes na capital baiana. Manifestei a ela meu estranhamento ao fato de os espíritas afirmarem conversar com os mortos. Ela retrucou com um sorriso: “Vocês, católicos, conversam com quem quando oram a São Jorge, Santo Expedito e Santo Antônio?”
Meu médico era um judeu casado com uma palestina. E as duas enfermeiras, muito atenciosas, frequentavam o candomblé e a umbanda.
Ao deixar o hospital, tive a surpresa de encontrar, na pousada na qual me hospedara, a mochila que havia perdido no acidente. Dentro, todos os meus pertences, inclusive o dinheiro que eu tinha retirado do banco para pagar a hospedagem.
Um taxista encontrou o cartão da pousada entre meus documentos, devolveu a mochila e informou o que me havia ocorrido. Como deixara o telefone dele, liguei para agradecer. Não resisti à pergunta: “Por que o senhor devolveu todos os meus pertences, inclusive o dinheiro?” Ele simplesmente respondeu: “Sou muçulmano.”

Frei Betto é escritor, autor de “Um homem chamado Jesus” (Rocco), entre outros livros.