domingo, 8 de março de 2020

8 de Março

Pretas velhas, índias velhas, caboclas guerreiras, presença selvagem. Saúdo minhas ancestrais. Mães Antigas, Virgens Santas, as Bruxas e Benzedeiras, velhas guardiães dos saberes e mistérios. Cá escuto dentro do peito, todas as preces, orações e rezas, sortilégios, feitiços e sopros . Ouço seus cantos sagrados, sinto o calor das mãos dadas á beira do fogo. Ouço os tambores que regougam as almas, vozes, sussurros, sorrisos, gargalhadas que curam. Saúdo minhas ancestrais, terços e rosários, ervas perfumadas, poemas revelados, conselhos da Voz Antiga. Saúdo o poder do Ventre em toda mulher, por todas as eras, as mulheres são as guardiães dos mistérios femininos.Gracias e honras ás velhas tão velhas, as raizeiras das montanhas, as rezadeiras dos rios, as feiticeiras dos céus, das luas e das florestas, as deusas negras, profundas na terra. Gratidão e alegria por sua herança sagrada ressoar em nós, corpos consagrados, em memória reacesa, aqui e agora. Honradas sejam todas, todas, todas Elas, as nossas ancestrais!
#Edna

domingo, 23 de fevereiro de 2020

Mestre Ygbere - mensagem de comemoração do Segundo Ano da OITC


Ao me levantar nessa manhã, lembrei-me que nosso terreirinho completava dois anos de trabalho!
Há pouco mais de dois anos, em visita ao Mestre Arhapiagha (F. Rivas Neto) em Itanhaém SP, conversamos longamente. Eu disse a ele sobre minha vontade de ter meu terreiro em São Paulo, e que seria feito em um espaço pequeno, com as Ordens e Direitos de Trabalho que possuía desde 1996, autorização dada por ele. Imediatamente, obtive dele a concordância e ainda disse que ficava muito feliz em me ver realizar isso. Então, perguntou-me sobre o nome que eu daria a este terreirinho.  Eu, a princípio pensava em nomeá-lo como Templo de Umbanda do Caboclo Sete Ondas. O Mestre me informou que o nome deveria ser outro, pois eu possuía o sétimo grau no segundo ciclo e isso fazia com que o terreiro obrigatoriamente fosse um Templo de Iniciação, onde eu iria iniciar pessoas na Umbanda Esotérica/Iniciática e, naquele dia, nomeou o Templo de Ordem Iniciática do Tríplice Caminho – Templo do Caboclo Sete Ondas.
Naquele dia conversamos longamente, mostrei a ele os sinais que colocaria no templo e tive a felicidade de ver que ele observou tudo com muita alegria e anuência, fazendo algumas sugestões e observações.
Nestes dois anos de trabalho na OITC, que se somaram aos 40 anos de trabalho com o mestre Arhapiagha, pude vivenciar inúmeros momentos de realizações profícuas junto ao “Outro” e isso trouxe a mim e a meus filhos a certeza de que agindo corretamente e, sem dar ênfase a egos exacerbados, chegaremos sempre a um bom caminho na Espiritualidade.
Meus amigos, posso dizer que é profundamente prazeroso, com a idade que tenho, viver estes momentos tão auspiciosos,  ter a oportunidade de aprender e discutir assuntos tão construtivos e ver meus Filhos de Santo atuando efetivamente na Espiritualidade, base do Sagrado na construção humana e favorecer aos adeptos das religiões afro brasileiras, em especial a Umbanda, que até alguns dias atrás eram excluídos na sociedade.
Posso dizer que me considero um privilegiado, pois estou “junto e misturado” a esses que, independentemente da pertença, sabem que têm um destino feliz a ser concretizado e o vem construindo pouco a pouco...
Mestre Ygbere
Mestre de Iniciação da OITC – Templo do Caboclo 7 Ondas

Segundo Ano da OITC - Templo do Caboclo 7 Ondas!

Hoje, a OITC - Templo do Caboclo 7 Ondas, nosso terreirinho, completará 2 anos de portas abertas, no trabalho junto `as Santas Almas do Cruzeiro Divino, na Sagrada Corrente Astral de Umbanda.
Olhando de longe, parece pouco. Mas, para  nós, trabalhadores da última hora, parece uma eternidade.
Quantas lutas, quantas batalhas vencidas!
Seria impossível descrever todos os dias que lá chegamos, cada vela que acendemos, cada ponto cantado, cada defumação feita, cada consulente atendido...
Seria impossível e desnecessário. Todos os que, como nós, colocam suas guias e vestem sua túnica branca, em prol do trabalho espiritual, entendem.
Cada olhar aflito, cada lágrima caída, cada arrepio sentido da ponta do dedo do pé até ao último fio de cabelo, seguido do sorriso aliviado, do olhar grato, do abraço sincero e esperançoso...
Vidas, assistidas pelo amor e desvelo do Astral, mudaram. Durante esses dois anos, eu vi.
Eu vi pessoas arrasadas chegarem. E, depois de algum tempo, vi suas vidas reajustadas, seus auras reconstituídos, seus olhos brilhando, seus sorrisos largos.
Vi também pessoas chegarem, falantes, cheias de boas intenções, irem embora.
Dois anos. Quanto tempo isso vale na eternidade?
Eu sei que para mim, vale muitas vidas, tantas quantas foram ajudadas. Quantas vidas eu resgatei em mim mesma? Quantas vidas vivi em uma só?
Sei hoje que a grande vitoriosa fui eu.
Obrigada ao Astral por esta oportunidade!



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