"Somos todos viajantes de uma jornada cósmica, poeira de estrelas, girando e dançando nos torvelinhos e redemoinhos do infinito. A vida é eterna. Mas suas expressões são efêmeras, momentâneas, transitórias." Deepak Chopra

sábado, 22 de junho de 2013

Burra! É assim que me sinto hoje.


Sou médica.
Cada vez que me pego reclamando da minha profissão, das condições que encontro para trabalhar, do salário ou do cansaço, lembro que foi esta profissão que escolhi voluntariamente, para a qual me esforcei tantos anos, e para qual meus pais se esforçaram tanto para me formar. Não estudei em Faculdade Pública, pois sempre estudei em colégio estadual e, na competição do vestibular, o que sobra para a maioria dos alunos das escolas públicas são as faculdades particulares.
Estou formada há 14 anos. Sempre atendi no SUS, e ainda não tenho consultório particular. E ao longo destes anos, vi deteriorando minhas condições de trabalho, minha qualidade de vida, meu conforto. Quem pensa que médico tem altos salários está enganado. Trabalhamos em três, quatro, cinco empregos. Pagamos 34% de impostos, os livros são caríssimos, os cursos de atualização, congressos, e afins nos consomem uma parte considerável do salário. Moral da história, médico para ser rico ou já nasceu rico, ou virou empresário. Não tenho amigos que enriqueceram exercendo medicina.
Nestes anos todos, conheci muitos médicos vítimas da violência, do desrespeito da população e do Estado. Já tive amigos de trabalho sequestrados no exercício de sua profissão. Já tive amigos mortos no plantão. Amigos fraturados, esfaqueados e ameaçados de morte, estes são mais comuns só por estarem trabalhando em um local difícil. Qual médico que atende SUS que nunca sofreu uma ameaça?
Um dia, perguntei ao segurança do hospital se ele me defenderia caso algum paciente me agredisse. Ele, constrangido, respondeu que ele era segurança patrimonial, e que não estava autorizado a interferir diante de ameaça aos funcionários. Entre assustada e desiludida, eu me perguntei o quanto valia como mão de obra? E me lembrei de Ciro Gomes, na campanha em que foi candidato a presidente: “médico é que nem sal, branquinho, limpinho, baratinho, e se encontra em qualquer lugar”. Então compreendi que muito pouco nos resta a esperar para o Brasil.
Hoje estou de plantão. Este é o único plantão que eu faço, pois não é Pronto Socorro do SUS. Atendo menos, e posso descansar. É sábado, e já trabalhei 50 h nesta semana. Serão 74 h até o final de semana. E ainda assim, eu me sinto privilegiada, pois sou concursada, consegui fazer o último concurso que a prefeitura de SP abriu, isto em 2004. Depois deste concurso nenhum outro foi aberto. A saúde pública foi entregue às Organizações de Saúde, e os médicos são contratados por CLT, o que mais uma vez impede a implantação do SUS em SP. No entanto, o regime CLT não garante estabilidade, e uma segunda aposentadoria, e portanto, não atrai médicos para a periferia, para as regiões afastadas e violentas de SP. E essas áreas permanecem desassistidas. Baixos salários, falta de plano de carreira, ausência de concursos públicos, violência contra os médicos, desestrutura dos serviços da periferia, estes são os verdadeiros motivos que afastam os médicos.
Todos os médicos que conheço atendem convênios. E a maioria está insatisfeita, alguns aceitam apenas pacientes particulares. Alguns convênios pagam 10, 15 reais a consulta médica, com direito a retorno, portanto, o valor deverá ser dividido por dois. Imagina estudar tanto, abrir mão da família, do descanso, gastar tanto para manter-se atualizado, e atender uma consulta por $R5,00?
Vejo hoje o país se mobilizando para exigir mudanças. E apoiei. Alguém ainda tem dúvidas sobre os motivos que me levaram a apoiar o povo? Enquanto eles estavam se manifestando, eu estava atendendo na UBS, torcendo para que o povo conseguisse ler meus pensamentos, pedir por mim e  por aqueles que eu atendia ali.
Aos poucos fui me preocupando com os rumos que as manifestações foram tomando. Violência, depredação  e até uma vítima. Quem poderia apoiar isso?
Vi as manifestações tornarem-se reflexo dos jogos políticos, da imprensa marrom, e do oportunismo midiático. E as necessidades do povo?
E ontem, vi a presidente que eu apoiei falar ao povo. Sempre apoiei o PT, desde minha adolescência nas comunidades de base da Igreja Católica. Eu me enchi de esperança. Desta vez, ela irá me ouvir, ouvir o povo, ouvir os clamores por melhores condições na saúde, na educação, na segurança, nos transportes. Imaginei quanta coisa ela poderia falar para mim e para os manifestantes.
Minhas esperanças se afogaram na decepção das primeiras frases. Perplexa, vi que ela colocou sobre os médicos a culpa das péssimas condições da saúde do povo, e portanto, a importação de mais escravos se faz necessária. Acho que pouco ouvi depois disso. Ainda consegui ouvir dela acerca da importância de sermos receptivos aos visitantes das Copas. Futebol. Até quando?
E hoje, sentindo-me burra por ainda estar exercendo minha profissão, por ainda acreditar nos ideais que me trouxeram à medicina, penso se não seria melhor eu me tornar uma empresária, e aí sim, ostentar meu título de doutora e um diploma na parede, mas viver de outras fontes mais rentáveis, e menos frustrantes.
BURRA! É assim que me sinto hoje. 

* PS: continuarei votando no PT, apesar de discordar em uma série de coisas, ainda tenho esperanças. O PSDB eu já conheço muito bem! 


http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/06/1299017-dilma-veta-parcelamento-de-divida-das-santas-casas-saude-faz-nova-proposta.shtml

http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/o-grande-erro-no-pronunciamento-de-dilma-prometer-a-%E2%80%98importacao%E2%80%99-de-medicos

Depoimentos de outros médicos

Juliana Mynssen:

"O dia em que a Presidenta Dilma em 10 minutos cuspiu no rosto de 370.000 médicos brasileiros."



Há alguns meses eu fiz um plantão que chorei. Não contei à ninguém (é nada fácil compartilhar isso numa mídia social). Eu, cirurgiã-geral, "do trauma", médica "chatinha", preceptora "bruxa", que carrego no carro o manual da equipe militar cirúrgica americana que atendia no Afeganistão, chorei.
Na frente da sala da sutura tinha um paciente idoso internado. Numa cadeira. Com o soro pendurado na parede num prego similiar aos que prendemos plantas (diga-se: samambaias). Ao seu lado, seu filho. Bem vestido. Com fala pausada, calmo e educado. Como eu. Como você. Como nós. Perguntava pela possibilidade de internação do seu pai numa maca, que estava há mais de um dia na cadeira. Ia desmaiar. Esperou, esperou, e toda vez que abria a portinha da sutura ele estava lá. Esperando. Como eu. Como você. Como nós. Teve um momento que ele desmoronou. Se ajoelhou no chão, começou a chorar, olhou para mim e disse "não é para mim, é para o meu pai, uma maca". Como eu faria. Como você. Como nós.
Pensei "meudeusdocéu, com todos que passam aqui, justo eu... Nãoooo..... Porque se chorar eu choro, se falar do seu pai eu choro, se me der um desafio vou brigar com 5 até tirá-lo daqui".
E saí, chorei, voltei, briguei e o coloquei numa maca retirada da ala feminina.
Já levei meu pai para fazer exame no meu HU. O endoscopista quando soube que era meu pai, disse "por que não me falou, levava no privado, Juliana!" Não precisamos, acredito nas pessoas que trabalham comigo. Que me ensinaram e ainda ensinam. Confio. Meu irmão precisou e o levei lá. Todos os nossos médicos são de hospitais públicos que conhecemos, e, se não os usamos mais, é porque as instituições públicas carecem. Carecem e padecem de leitos, aparelhos, materiais e medicamentos.
Uma vez fiz um risco cirúrgico e colhi sangue no meu hospital universitário. No consultório de um professor ele me pergunta: "e você confia?".
"Se confio para os meus pacientes tenho que confiar para mim."
Eu pratico a medicina. Ela pisa em mim alguns dias, me machuca, tira o sono, dá rugas, lágrimas, mas eu ainda acredito na medicina. Me faz melhor. Aprendo, cresço, me torna humana. Se tenho dívidas, pago-as assim. Faço porque acredito.
Nesses últimos dias de protestos nas ruas e nas mídias brigamos por um país melhor. Menos corrupto. Transparente. Menos populista. Com mais qualidade. Com mais macas. Com hospitais melhores, mais equipamentos e que não faltem medicamentos. Um SUS melhor.
Briguei pelo filho do paciente ajoelhado. Por todos os meus pacientes. Por mim. Por você. Por nós. O SUS é nosso.
Não tenho palavras para descrever o que penso da "Presidenta" Dilma. (Uma figura que se proclama "a presidenta" já não merece minha atenção).
Mas hoje, por mim, por você, pelo meu paciente na cadeira, eu a ouvi.
A ouvi dizendo que escutou "o povo democrático brasileiro". Que escutou que queremos educação, saúde e segurança de qualidades. "Qualidade"... Ela disse.
E disse que importará médicos para melhorar a saúde do Brasil....
Para melhorar a qualidade....?
Sra "presidenta", eu sou uma médica de qualidade. Meus pais são médicos de qualidade. Meus professores são médicos de qualidade. Meus amigos de faculdade. Meus colegas de plantão. O médico brasileiro é de qualidade.
Os seus hospitais é que não são. O seu SUS é que não tem qualidade. O seu governo é que não tem qualidade.
O dia em que a Sra "presidenta" abrir uma ficha numa UPA, for internada num Hospital Estadual, pegar um remédio na fila do SUS e falar que isso é de qualidade, aí conversaremos.
Não cuspa na minha cara, não pise no meu diploma. Não me culpe da sua incompetência.
Somos quase 400mil, não nos ofenda. Estou amanhã de plantão, abra uma ficha, eu te atendo. Não demora, não. Não faltam médicos, mas não garanto que tenha onde sentar. Afinal, a cadeira é prioridade dos internados.
Hoje, eu chorei de novo.

Médico Eduardo Medeiros hoje durante manifesto:



"Presidenta Dilma, nós não precisamos de médicos estrangeiros! Sou médico, sou Brasileiro e neste exato momento em que escrevo essa postagem, estou deitado no escuro, no chão do alojamento médico de uma Base do Resgate porque estamos sendo metralhados por tiros de armas de fogo efetuados por criminosos infiltrados entre os manifestantes que estão sobre o viaduto ao lado de nossa Base! Estou desarmado e tudo que tenho comigo pra me proteger nesse momento é minha Fé em Deus, a Bandeira de minha Pátria e meu título de Médico costurados em meu uniforme. Apesar disso, em nenhum momento pensei em abandonar meu plantão pois alguém pode precisar de mim... Será que os médicos estrangeiros se submeteriam a isso pra atender ao povo do Brasil? Um médico de verdade não abandona sua pátria, não abandona seu povo! Esses estrangeiros nunca saberão o verdadeiro significado do "verás que um filho teu não foge à luta". Então deixe esses mercenários Cubanos, Portugueses e Espanhóis no país deles porque não precisamos de médicos estrangeiros, precisamos valorizar os médicos Brasileiros!"


Fernanda Melo*


DESABAFO:Tudo que uma médica BRASILEIRA, que trabalha no interior, quer falar pra "Presidenta" hoje:



Dilma, deixa eu te falar uma coisa! Este ano completo 7 anos de formada pela Universidade Federal Fluminense e desde então, por opção de vida, trabalho no interior. Inclusive hoje, não moro mais num grande centro. Já trabalhei em cada canto... Você não sabe o que eu já vi e vivi, não só como médica, mas como cidadã brasileira. Já tive que comprar remédio com meu dinheiro, porque a mãe da criança só tinha R$ 2,00 para comprar o pão. Por que comprei? Porque não tinha vaga no hospital para internar e eu já tinha usado todos os espaços possíveis (inclusive do corredor!) para internar os mais graves. Você sabe o que é puxadinho? Agora, já viu dentro de enfermaria? Pois é, eu já vi. E muitos. Sabe o que é mãe e filho dormirem na mesma maca porque simplesmente não havia espaço para sequer uma cadeira? Já viu macas tão grudadas, mas tão grudadas, que na hora da visita médica era necessário chamar um por um para o consultório porque era impossível transitar na enfermaria? Já trabalhei num local em que tive que autorizar que o familiar trouxesse comida ( não tinha, ora bolas!) e já trabalhei em outro que lotava na hora do lanche (diga-se refresco ralo com biscoito de péssima qualidade) que era distribuído aos que aguardavam na recepção. Já esperei 12 horas por um simples hemograma. Já perdi o paciente antes de conseguir um mera ultrassonografia. Já vi luva descartável ser reciclada. Já deixei de conseguir vaga em UTI pra doente grave porque eu não tinha um exame complementar que justificasse o pedido. Já fui ambuzando um prematuro de 1Kg (que óbvio, a mãe não tinha feito pré natal!) por 40 Km para vê-lo morrer na porta do hospital sem poder fazer nada. A ambulância não tinha nada...Tem mais, calma! Já tive que escolher direta ou indiretamente quem deveria viver. E morrer...Já ouvi muito desaforo de paciente, revoltando com tanto descaso e que na hora da raiva, desconta no médico, como eu, como meus colegas, na enfermeira, na recepcionista, no segurança, mas nunca em você. Já ouviu alguém dizer na tua cara: meu filho vai morrer e a culpa é tua? Não, né? E a culpa nem era minha, mas era tua, talvez. Ou do teu antecessor. Ou do antecessor dele...Já vi gente morrer! Óbvio, médico sempre vê gente morrendo, mas de apendicite, porque não tinha centro cirúrgico no lugar, nem ambulância pra transferir, nem vaga em outro hospital? Agonizando, de insuficiência respiratória, porque não tinha laringoscópio, não tinha tubo, não tinha respirador? De sepse, porque não tinha antibiótico, não tinha isolamento, não tinha UTI? A gente é preparado pra ver gente morrer, mas não nessas condições. Ah Dilma, você não sabe mesmo o que eu já vi! Mas deixa eu te falar uma coisa: trazer médico de Cuba, de Marte ou de qualquer outro lugar, não vai resolver nada! E você sabe bem disso. Só está tentado enrolar a gente com essa conversa fiada. É tanto descaso, tanta carência, tanto despreparo... As pessoas adoecem pela fome, pela sede, pela falta de saneamento e educação e quando procuram os hospitais, despejam em nós todas as suas frustrações, medos, incertezas... Mas às vezes eu não tenho luva e fio pra fazer uma sutura, o que dirá uma resposta para todo o seu sofrimento! O problema do interior não é falta de médico. É falta de estrutura, de interesse, de vergonha na cara. Na tua cara e dessa corja que te acompanha! Não é só salário que a gente reivindica. Eu não quero ganhar muito num lugar que tenha que fingir que faço medicina. E acho que a maioria dos médicos brasileiros também não.
Quer um conselho? Pare de falar besteira em rede nacional e admita: já deu pra vocês! Eu sei que na hora do desespero, a gente apela, mas vamos combinar, você abusou! Se você não sabe ser "presidenta", desculpe-me, mas eu sei ser médica, mas por conta da incompetência de vocês, não estou conseguindo exercer minha função com louvor!
Não sei se isso vai chegar até você, mas já valeu pelo desabafo!
*Fernanda Melo, médica, moradora e trabalhadora de Cabo Frio, cidade da baixada litorânea do estado do Rio de Janeiro

Erika Okada:
"Eu fui médica da família no interior do Amazonas, cheguei a fazer visita de canoa. Porém naquela época, em 2009, fui demitida por instruir a Mãe do pequeno paciente a procurar transporte gratuito de Ambulância, seu filho de 3 anos necessitava de consulta com especialista de 3 em 3 meses em Manaus. A mãe não tinha um pingo de instrução e a secretaria de saúde dizia que as despesas da criança deveriam ser cobertas pelo bolsa família. Cheguei a fazer uma carta com as leis do SUS para a mãe conseguir seus direitos, porém fui substituída por um médico ESTRANGEIRO. 
Foi aí que comecei a viajar, passei pelo interior de Minas em que as condições foram melhores, porém limitava o crescimento médico. Hoje estou na capital paulista, onde a assistência para investigação das doenças existe, porém não é suficiente para toda demanda. 
Não precisamos importar médicos, precisamos de infra-estrutura, suporte laboratorial, tecnológico e medicamentoso para dar um atendimento digno a todos. Além de uma boa equipe interdisciplinar de saúde.
Todos devem ser valorizados.
#REVALIDA JÁ!"
Erika Okada

NOTA DE REPÚDIO DO CRM-PR AO PRONUNCIAMENTO DA PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Em virtude do pronunciamento da Presidente da República, Dilma Rousseff, na noite de ontem (21), o Conselho Regional de Medicina do Paraná vem a público repudiar a afirmação de que a saúde será resolvida com a vinda imediata de milhares de médicos estrangeiros. Esta medida inconsequente demonstra o interesse do governo em desviar o foco da discussão, que é o descaso com que a saúde é tratada neste país. Neste momento cabe uma pergunta: de quem é a responsabilidade pela saúde no Brasil?

A Excelentíssima Presidente, em uma fala vazia de argumentos, “esquece” de assumir em cadeia nacional que, ao retirar a aplicação de 10% da renda bruta do governo federal em saúde, representando em números gerais mais de R$ 30 bilhões/ano, impõe cada vez mais a falência do sistema público.

Da mesma forma, ignorou toda a voz da classe médica e da própria sociedade, que neste último mês vêm discutindo de forma intensa a questão trazida à baila no pronunciamento, demonstrando ainda total despreparo e desconhecimento da real situação do sistema de saúde público. Já é sabido que o preenchimento dos postos de trabalho no SUS só será possível com uma reestruturação dos estabelecimentos de saúde e com a efetivação de um plano de carreira para os profissionais.

Senhora Presidente, a sociedade brasileira tem demonstrado que já não aguenta mais o jogo político e os discursos falaciosos, clamando por medidas definitivas que garantam a qualidade da assistência à saúde, bem como outros direitos constitucionais visando o respeito e a dignidade humana.


PS: Não concordo com o Fora PT! Não acredito em golpes. Posto este vídeo porque ele explica muuuuiiiiito bem o que está ocorrendo.


Um comentário:

Ygbere - Abaara disse...

Com certeza minha querida Obaositala, enquanto lia suas palavras, sentia-me entristecido em ver que pessoas dedicadas a profissão como você é,chegasse a a este ponto de constatação. Uma pessoa que se dedica a seus pacientes ao máximo, não medindo esforços para atender a quem quer que seja merece receber melhores salários, melhores condições de trabalho e principalmente; ter uma jornada menor de atendimento, afinal a qualidade para o atendimento requer mais tempo de consultas e isso não acontece, o que vejo você fazer diariamente é atender 50 pessoas e desta forma não há ninguém que suporte, e esta operacionalização idealizada pelos dirigentes políticos desta cidade e do estado, fazem da verdadeira classe médica, burros de carga.
Para piorar, ainda ameaçam em trazer médicos de Cuba!!!