"Somos todos viajantes de uma jornada cósmica, poeira de estrelas, girando e dançando nos torvelinhos e redemoinhos do infinito. A vida é eterna. Mas suas expressões são efêmeras, momentâneas, transitórias." Deepak Chopra

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Rede Globo e Simulacro

Olavo Solera - OICD
Curiosamente nesta semana, ao apresentar um seminário na PUC/SP sobre Pós-Modernidade, onde meu tema específico era Ritual e Simulacro dentro da Sociedade do Espetáculo preconizada por Guy Debord e Jean Baudrillard, deparei-me com questões sobre Dissimulação e Simulação.
Para entender melhor estas questões eu explico:
Dissimular é fingir não ter o que se tem.
Simular é fingir ter o que não se tem.
O primeiro refere-se a uma presença, o segundo a uma ausência.
Dentro deste aspectos a mídia televisiva estabelece factoides que sugerem ser algo real e generalizado uma “meia” verdade, ou seja, por meio de uma notícia sobre um determinado fato cria-se a ideia de que um caso isolado seja atribuído a toda uma coletividade, e no caso em questão a nossa comunidade de Santo.
Ao usar da dissimulação, a cartomante, finge que tem honestidade de propósito e capacidade para resolver as questões tratadas nas consultas. Ao simular, finge ao consulente que fala por meio de uma preta velha, no intuito de afiançar suas palavras.
Em relação a TV Globo, é totalmente inadmissível uma empresa que entra diariamente em todos os lares brasileiros, veicular uma notícia que coloca os adeptos sinceros e trabalhadores do Santo no mesmo patamar de ladrões e mentirosos tais como desta instituição “Conselho Mediúnico do Brasil” e que é dirigida pelos envolvidos neste assunto vergonhoso. Nesta procura vã de favorecer o espetáculo midiático parece que mais vale a mentira que a verdade.
Para minha total surpresa, ao ver o texto inserido pelo irmãos João e Thomé, vejo ainda que existe ligações deste “conselho” citado acima com a “Federação Paranaense de Umbanda e Cultos Afro-brasileiro”, e que em seu site veicula ofertas de cursos de capacitação sacerdotal e introdução à Teologia ligados as religiões afro-brasileiras, sem respaldo nenhum, pois a mesma não tem registro no MEC para estas ações.
Podemos verificar novamente a dissimulação e a simulação agindo, e se no início de meu texto, falei sobre a sociedade do espetáculo, é por que a mesma em uma de suas vertentes, troca o sagrado pelo capital, o real pela cópia e favorece aquilo que aparenta ser apenas.
Em minha vida no Santo (e já se vão muitos anos) com meu mestre, o Pai Rivas, apreendi que não basta parecer, tem que ser e sendo; fazer.
P.S.: Precisa ficar claro mais uma vez que a única Instituição capacitada pelo MEC – Ministério da Educação e Cultura a ministrar cursos de Teologia Afro-brasileira é a FTU – Faculdade de Teologia Umbandista, fundada em 2003.
Ygbere – Olavo Solera
Discípulo de Mestre Arhapiagha – Pai Rivas

Para quem deseja saber mais, leia:
http://sacerdotemedico.blogspot.com.br/2013/11/a-proliferacao-das-agencias-mercantis.html

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