"Somos todos viajantes de uma jornada cósmica, poeira de estrelas, girando e dançando nos torvelinhos e redemoinhos do infinito. A vida é eterna. Mas suas expressões são efêmeras, momentâneas, transitórias." Deepak Chopra

quarta-feira, 29 de junho de 2011

MEDICINA E MEDITAÇÃO


(Extracto de uma palestra dada por Osho para a Associação Mé

dica na Índia)



(....) O homem é uma doença. As doenças chegam ao homem, mas o homem em si mesmo é também uma doença. Este é o seu problema e também a sua singularidade. Esta é a sua sorte e também o seu azar. Nenhum outro animal na Terra tem tais problemas, ansiedade, tensão, doenças, da maneira como o homem os tem. E esta condição em si mesma deu ao homem todo o seu crescimento, toda a sua evolução; porque "doença" significa que não se pode ser feliz onde se está, não se pode aceitar o que se é. Esta própria doença tornou-se o dinamismo do homem, a sua inquietude, mas, ao mesmo tempo, é também o seu infortúnio, porque ele está agitado, infeliz e a sofrer.

Nenhum outro animal excepto o homem tem a capacidade de se tornar louco. A menos que o homem leve algum animal à insanidade, este não irá enlouquecer por si próprio - não se torna neurótico. Os animais não estão loucos na selva, tornam-se loucos num circo! Na selva, a vida de um animal não é desvirtuada, mas torna-se pervertida num jardim zoológico. Nenhum animal se suicida; somente o homem se pode suicidar. 

Têm-se tentado dois métodos para entender e curar a doença chamada "homem". Um é a Medicina; o outro a Meditação. Ambos são tratamentos para a mesma doença. Será bom entender aqui que a medicina considera cada doença no homem separadamente - uma abordagem de análise das partes. A meditação considera o próprio homem como uma doença; considera a própria personalidade do homem como a doença. A medicina considera que as doenças vêm até ao homem e depois desaparecem, que são alguma coisa alheia ao homem. Mas lentamente esta diferença tem vindo a diminuir e a ciência médica começa a dizer também: "Não trate a doença, trate o paciente"... pois a doença não é mais que uma maneira de viver do paciente. (...).

A medicina trata as doenças muito superficialmente. A meditação trata o homem a partir do seu interior. (...). 

O homem é ambos ao mesmto tempo: corpo e alma, dois extremos do mesmo pólo, da mesma entidade. (...) A parte da alma que está ao alcance dos nossos sentidos é o corpo, e aquela parte do corpo que está para além do alcance dos sentidos, é a alma. (...).

A ideia de Confúcio é de grande importância: ele diz que qualquer pessoa deveria pagar ao médico um salário mensal para o manter saudável Se ele permanece saudável o mês inteiro, então tem de pagar uma certa quantia ao médico. Se ficar doente, então, consequentemente, o salário será cortado. (...) Durante muitos séculos, enquanto a influência de Confúcio durou, a China deve ter sido o país mais saudável da Terra.

OSHO, in "O Livro da Cura - Da Medicação à Meditação" (1994)




Obs: Confúcio ficou conhecido por ter estabelecido regras rígidas de moral e conduta, que foram inclusive utilizadas na Revolução Comunista para nivelar a população tão grande e heterogênea. Considerado rígido, é um retrocesso às idéias de Lao Tsé. No entanto, suas idéias são bastante interessantes, e vale a pena conhecê-lo.
A Meditação é um dos pilares da Medicina Tradicional Chinesa, que tem pelo menos 5000 anos de história. Portanto, Confúcio reproduzia um conhecimento oral ancestral, já que o livro mais antigo conhecido de Medicina Chinesa tem pelo menos 4000 anos, e Confúcio teria nascido apenas 2300 anos depois.
Obaositala

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