segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
O preço de não escutar a natureza
Leonardo Boff
O cataclisma ambiental, social e humano que se abateu sobre as três cidades serranas do Estado do Rio de Janeiro – Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo -, na segunda semana de janeiro de 2011, com centenas de mortos, destruição de regiões inteiras e um incomensurável sofrimento dos que perderam familiares, casas e todos os haveres tem como causa mais imediata as chuvas torrenciais, próprias do verão, a configuração geofísica das montanhas, com pouca capa de solo sobre o qual cresce exuberante floresta subtropical, assentada sobre imensas rochas lisas que por causa da infiltração das águas e o peso da vegetação provocam freqüentemente deslizamentos fatais.
Culpam-se pessoas que ocuparam áreas de risco, incriminam-se políticos corruptos que distribuíram terrenos perigosos a pobres, critica-se o poder público que se mostrou leniente e não fez obras de prevenção, por não serem visíveis e não angariarem votos. Nisso tudo há muita verdade. Mas nisso não reside a causa principal desta tragédia avassaladora.
A causa principal deriva do modo como costumamos tratar a natureza. Ela é generosa para conosco, pois nos oferece tudo o que precisamos para viver. Mas nós, em contrapartida, a consideramos como um objeto qualquer, entregue ao nosso bel-prazer, sem nenhum sentido de responsabilidade pela sua preservação nem lhe damos alguma retribuição. Ao contrário, tratamo-la com violência, depredamo-la, arrancando tudo o que podemos dela para nosso benefício. E ainda a transformamos numa imensa lixeira de nossos dejetos.
Pior ainda: nós não conhecemos sua natureza e sua história. Somos analfabetos e ignorantes da história que se realizou nos nossos lugares no percurso de milhares e milhares de anos. Não nos preocupamos em conhecer a flora e a fauna, as montanhas, os rios, as paisagens, as pessoas significativas que aí viveram, artistas, poetas, governantes, sábios e construtores.
Somos, em grande parte, ainda devedores do espírito científico moderno que identifica a realidade com seus aspectos meramente materiais e mecanicistas sem incluir nela, a vida, a consciência e a comunhão íntima com as coisas que os poetas, músicos e artistas nos evocam em suas magníficas obras. O universo e a natureza possuem história. Ela está sendo contada pelas estrelas, pela Terra, pelo afloramento e elevação das montanhas, pelos animais, pelas florestas e pelos rios. Nossa tarefa é saber escutar e interpretar as mensagens que eles nos mandam. Os povos originários sabiam captar cada movimento das nuvens, o sentido dos ventos e sabiam quando vinham ou não trombas d’água. Chico Mendes com quem participei de longas penetrações na floresta amazônica do Acre sabia interpretar cada ruído da selva, ler sinais da passagem de onças nas folhas do chão e, com o ouvido colado ao chão, sabia a direção em que ia a manada de perigosos porcos selvagens. Nós desaprendemos tudo isso. Com o recurso das ciências lemos a história inscrita nas camadas de cada ser. Mas esse conhecimento não entrou nos currículos escolares nem se transformou em cultura geral. Antes, virou técnica para dominar a natureza e acumular.
No caso das cidades serranas: é natural que haja chuvas torrenciais no verão. Sempre podem ocorrer desmoronamentos de encostas. Sabemos que já se instalou o aquecimento global que torna os eventos extremos mais freqüentes e mais densos. Conhecemos os vales profundos e os riachos que correm neles. Mas não escutamos a mensagem que eles nos enviam que é: não construir casas nas encostas; não morar perto do rio e preservar zelosamente a mata ciliar. O rio possui dois leitos: um normal, menor, pelo qual fluem as águas correntes e outro maior que dá vazão às grandes águas das chuvas torrenciais. Nesta parte não se pode construir e morar.
Estamos pagando alto preço pelo nosso descaso e pela dizimação da mata atlântica que equilibrava o regime das chuvas. O que se impõe agora é escutar a natureza e fazer obras preventivas que respeitem o modo de ser de cada encosta, de cada vale e de cada rio.
Só controlamos a natureza na medida em que lhe obedecemos e soubermos escutar suas mensagens e ler seus sinais. Caso contrário teremos que contar com tragédias fatais evitáveis.
Leonardo Boff é filósofo e teólogo.
Período de chuvas contribui para a proliferação dos caramujos africanos
Introduzido no país na década de 1980, o molusco que serviu como aposta comercial, na busca de uma alternativa mais barata ao escargot, se transformou em uma verdadeira praga. O caramujo africano (Achatina fulica), é dotado de alta capacidade de reprodução e hoje se disseminou em 24 dos 26 estados brasileiros. Os impactos para a biodiversidade são evidentes, mas os riscos à saúde pública também preocupam. A prevenção no contato com o animal e o controle das populações do caramujo são fundamentais.
“Nos ambientes urbanos as populações desses moluscos são densas, invadem e destroem hortas e jardins. Como são formadas por animais de grande porte, com 10cm em média, causam transtornos às comunidades das áreas afetadas”, esclarece a pesquisadora Silvana Thiengo, responsável pelo Laboratório de Referência Nacional em Malacologia Médica do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). Segundo a especialista, um exemplar do molusco pode colocar uma média de 200 ovos por postura e se reproduzir mais de uma vez ao ano. “As numerosas populações do molusco no Brasil devem-se principalmente ao seu grande potencial biótico e à ausência de patógenos específicos. Apesar de serem herbívoros, são muito vorazes e pouco exigentes para se alimentar, comendo praticamente de tudo”, explica.
Quando infectado por parasitos, o caramujo africano pode transmitir dois tipos de doenças. A meningite eosinofílica é a única que teve casos registrados no país. É causada pelo verme Angiostrongylus cantonensis, que passa pelo sistema nervoso central, antes de se alojar nos pulmões, num ciclo de transmissão que envolve moluscos e roedores. Já a angiostrangilíase abdominal, que ocorre no país, porém sem registro de transmissão pelo caramujo africano, é causada pelo parasito Angiostrongylus costaricensis. Muitas vezes é assintomática e em alguns casos pode levar ao óbito, por perfuração intestinal e peritonite.
Catação manual é a melhor medida de controle
Em função da alta toxicidade dos produtos químicos, a pesquisadora não recomenda o uso de pesticidas para controlar a proliferação do caramujo africano. No caso de serem usados devem ser aplicados pelo órgão governamental responsável, como secretarias de Saúde, de Ambiente, ou de Agricultura. Silvana reforça que a catação é a forma mais eficaz de controle. “A melhor opção é a catação manual dos caramujos e de seus ovos que são esféricos, amarelados e ficam semi-enterrados, sempre com as mãos protegidas com luvas ou sacos plásticos. Este procedimento pode ser realizado nas primeiras horas da manhã ou à noitinha, horários em que os caramujos estão mais ativos e é possível coletar a maior quantidade de exemplares. Durante o dia, eles se escondem para se proteger do sol”.
Na África, local de origem do caramujo gigante, o ambiente conta com patógenos, como bactérias, fungos e parasitos, que realizam o controle natural dessa população. No Brasil, os estudos ecológicos sobre a espécie ainda são incipientes e as perspectivas para que ocorra um controle natural são baseadas em experiências de outros países, como os Estados Unidos. “No Havaí, a grande expansão do caramujo africano ocorreu poucos anos depois de sua introdução, na década de 30. Hoje, já não existem exemplares grandes como os encontrados aqui e a população diminuiu bastante. Esperamos que o mesmo aconteça no Brasil”, declara Silvana. “Mas o fundamental, sem dúvida, é promovermos o controle com a participação da população através da catação e da eliminação dos exemplares, seguindo as recomendações de segurança”.
Espécie nativa pode ser confundida com o caramujo africano
Com características semelhantes às do caramujo africano, moluscos nativos Megalobulimus spp., conhecidos popularmente como caramujo-da-boca-rosada ou aruá-do-mato, são costumeiramente confundidos com a espécie invasora. Silvana Thiengo explica que, diferentemente do molusco africano, a espécie brasileira se reproduz menos, colocando em média apenas dois ovos em cada ciclo reprodutivo. “Megalobulimus ssp. são espécies da nossa fauna e se parece com o Achatina fulica por seu tamanho. Como se reproduz pouco, é importante saber identificar a diferença entre os dois para que as espécies brasileiras não sejam prejudicadas nas ações de controle que são direcionadas ao caramujo invasor”, observa. A principal diferença entre essas espécies está na concha. “A concha do caramujo africano tem mais giros e é mais alongada. Já o molusco nativo é mais bojudo, gordo, tem menos giros e sua abertura é espessa, não cortante”, esclarece Silvana.
Cuidados na catação e descarte dos animais
- Para realizar a catação, as mãos devem estar protegidas com luvas ou sacos plásticos para evitar o contato com o animal;
- Os caramujos recolhidos devem ser esmagados, cobertos com cal virgem e enterrados;
- Recolher também os ovos, que ficam semi-enterrados e proceder da mesma forma usada para os animais coletados;
- Os caramujos e ovos recolhidos também podem ser mortos com solução de cloro, três partes iguais de água para uma de cloro, mas devem ser deixados totalmente cobertos por essa solução durante 24hs, antes de serem descartados;
- Jogar água fervente e incinerar também são opções, mas estes procedimentos devem ser realizados com segurança;
- O material ensacado também pode ser descartado em lixo comum, mas é preciso quebrar as conchas para que elas não acumulem água, tornando-se possíveis focos para reprodução de mosquitos.
- Os caramujos recolhidos devem ser esmagados, cobertos com cal virgem e enterrados;
- Recolher também os ovos, que ficam semi-enterrados e proceder da mesma forma usada para os animais coletados;
- Os caramujos e ovos recolhidos também podem ser mortos com solução de cloro, três partes iguais de água para uma de cloro, mas devem ser deixados totalmente cobertos por essa solução durante 24hs, antes de serem descartados;
- Jogar água fervente e incinerar também são opções, mas estes procedimentos devem ser realizados com segurança;
- O material ensacado também pode ser descartado em lixo comum, mas é preciso quebrar as conchas para que elas não acumulem água, tornando-se possíveis focos para reprodução de mosquitos.
Reportagem de Renata Fontoura, da Agência Fiocruz de Notícias:
Especialista comenta os riscos que os caramujos africanos podem representar para a população Renata Fontoura De acordo com dados da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), as espécies invasoras representam a segunda maior ameaça à biodiversidade em todo o planeta, só perdendo para os desmatamentos. No Brasil, um exemplo com impactos negativos para a natureza, a economia e também para a saúde humana é o caramujo africano, introduzido no país no final da década de 80, importado ilegalmente do leste e nordeste africanos como um substituto mais rentável do escargot. O Departamento de Malacologia do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) da Fiocruz, que é centro de referência nacional em malacologia médica, atua na identificação do molusco e no estudo das doenças que ele pode transmitir ao homem. Em entrevista, a pesquisadora Silvana Thiengo comenta os reais riscos oferecidos pela espécie e esclarece quais cuidados devem ser tomados pela população. |
| Silvana Thiengo mostra parte dos exemplares de caramujos que guarda em seu laboratório (Foto: Ana Limp) |
O caramujo gigante, ou africano, é uma espécie invasora. Como chegou ao Brasil?
Silvana: A Achatina fulica é uma espécie de origem africana. Temos notícia de que a espécie foi introduzida no Brasil por meio de uma feira agropecuária na década de 80, no Paraná. No entanto, não consta registro de autorização de importação desse material no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ou no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
O propósito inicial era comercializar a espécie para consumo. Qual o resultado do fracasso desta tentativa?
Silvana: O caramujo africano foi importado para consumo humano, como uma opção ao escargot. Este molusco é consumido principalmente na África e tem suas vantagens nutricionais, como ser rico em proteínas. Na feira realizada no Paraná, foram comercializados kits que incluíam a matriz com um número determinado de exemplares e livretos que ensinavam como iniciar a criação. A promessa era de lucro imediato. Porém, como o brasileiro não tem hábito de consumir este tipo de alimento, a demanda não existiu e os criadores soltaram os moluscos inadvertidamente na natureza, sem imaginar o mal que estavam causando.
Onde o caramujo africano está presente no país atualmente?
Silvana: Cerca de duas décadas depois de ser introduzida, hoje a espécie está presente, além do Distrito Federal, em 23 dos 26 estados, incluindo a região amazônica e reservas ambientais. Atualmente, estamos presenciando a fase mais explosiva da invasão, ou seja, a ocorrência de densas populações, constituídas por grandes exemplares desses moluscos. Apesar de ser um molusco terrestre, observamos no Brasil a presença de A. fulica em margens de rios e em vegetação flutuante. No total de 5.561 municípios brasileiros, há registros da presença do caramujo africano em 439 – cerca de 8%. O maior número de municípios infestados está concentrado nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. No Rio de Janeiro, por exemplo, em junho de 2002 havia registros da presença do caramujo africano em oito municípios. Cinco meses mais tarde, já eram 16 municípios. Em junho de 2006, havia registros em 57 dos 92 municípios do Rio.
O caramujo africano está presente em ambientes urbanos, mas também em ambientes rurais. Quais os prejuízos neste contexto?
Silvana: Nos ambientes urbanos as populações desses moluscos são muito densas, invadem e destroem hortas e jardins. Além disso, como essas populações são formadas por animais de grande porte [10 centímetros, em média], causam muitos transtornos às comunidades das áreas afetadas. Perdas econômicas têm sido observadas, sobretudo em áreas de produção agrícola em pequena escala onde o caramujo africano pode ser considerado uma praga agrícola. Banana, brócolis, batata-doce, abóbora, tomate e alface são alguns dos itens mais atingidos.
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| O IOC analisa caramujos enviados por secretarias de Saúde de todo o Brasil (Foto: Ana Limp) |
A proliferação rápida desses moluscos vem assustando a população. Quais os verdadeiros riscos oferecidos pelo caramujo africano?
Silvana: Existem duas zoonoses que podem ser transmitidas pelo caramujo africano. Uma delas é chamada de meningite eosinofílica, causada por um verme [Angiostrongylus cantonensis], que passa pelo sistema nervoso central, antes de se alojar nos pulmões. O ciclo da doença envolve moluscos e roedores. O homem pode entrar acidentalmente neste ciclo. No Brasil não há registro de nenhum caso da doença, que já foi verificada em ilhas do Pacífico, no Sudeste Asiático, na Austrália e nos Estados Unidos. A segunda zoonose é a angiostrongilíase abdominal, com casos já registrados no Brasil, mas não transmitidos pelo caramujo africano. A angiostrangilíase abdominal [causada pelo parasito Angiostrongylus costaricensis] muitas vezes é assintomática, mas em alguns casos pode levar ao óbito, por perfuração intestinal e peritonite. Em testes realizados em laboratório, Achatina fulica não se revelou um bom hospedeiro, sendo portanto considerado um hospedeiro potencial para o parasita, causador da angiostrongilíase abdominal – mas, friso, trata-se de um hospedeiro potencial.
Qual o risco de os caramujos africanos passarem a transmitir estas doenças?
Silvana: No atual estado do conhecimento, podemos afirmar que o risco do caramujo africano transmitir estas duas parasitoses é muito pequeno. Mesmo assim, é preciso todo o cuidado ao manusear os moluscos encontrados livres no ambiente, que em hipótese nenhuma devem ser ingeridos. Além disso, deve-se lavar bem as hortaliças e deixá-las de molho em uma solução de hipoclorito de sódio a 1,5% [uma colher de sopa de água sanitária diluída em um litro de água filtrada] por cerca de 30 minutos, antes de serem consumidas.
As populações de caramujo africano são muito numerosas. O que explica este fato?
Silvana: As densas populações desse molusco no Brasil devem-se principalmente ao seu grande potencial biótico e à ausência de patógenos específicos. Apesar de serem herbívoros, são muito vorazes e pouco exigentes para se alimentar, comendo praticamente de tudo. Um exemplar pode colocar em média 200 ovos por postura e se reproduzir mais de uma vez por ano. Estes ovos são mais ou menos do tamanho de uma semente de mamão, branco-amarelados e ficam semi-enterrados. Por isso, quando a catação é feita, é preciso estar atento para catar e destruir os ovos também.
Que cuidados a população deve tomar?
Silvana: A principal providência a ser tomada é o controle pela catação. O uso de pesticidas não é recomendado em função da alta toxicidade dessas substâncias. A melhor opção é a catação manual com as mãos protegidas com luvas ou sacos plásticos. Este procedimento pode ser realizado nas primeiras horas da manhã ou à noitinha, horários em que os caramujos estão mais ativos e é possível coletar a maior quantidade de exemplares. Durante o dia, eles se escondem para se proteger do sol.
Como eliminar os caramujos depois da catação?
Silvana: O sal, que seria uma opção para eliminar os moluscos, não é recomendado porque seu uso em excesso prejudica o solo e plantio. O Plano de Ação para o Controle de Achatina fulica do Ibama recomenda que após a catação os moluscos devem ser esmagados, cobertos com cal virgem e enterrados. Outras opções são jogar água fervente num recipiente para matar os caramujos recolhidos ou incinerar, desde que estes procedimentos sejam realizados com segurança. O material pode ser ensacado e descartado em lixo comum, mas é preciso quebrar as conchas para que elas não acumulem água e se transformem em focos de mosquitos, como o Aedes aegypti, vetor do vírus do dengue.
O caramujo africano costuma ser confundido com um molusco nativo brasileiro, o Megalobulimus sp, conhecido como caramujo-da-boca-rosada ou aruá-do-mato. Como é possível distinguir as duas espécies?
Silvana: O Megalobulimus sp é uma espécie da nossa fauna e se parece com o Achatina fulica por seu tamanho. Porém, ele coloca apenas dois ovos em cada ciclo reprodutivo. Como o molusco nativo do Brasil se reproduz pouco, é importante poder distinguir a diferença entre os dois para que a espécie brasileira não seja prejudicada. A concha de Achatina fulica tem mais giros e é mais alongada. Já a concha do Megalobulimus sp é mais bojuda, gorda, tem menos giros e sua abertura é espessa, não cortante.
Como o IOC contribui para o conhecimento sobre o caramujo africano?
Silvana: Nós analisamos caramujos enviados por secretarias de Saúde de todo o Brasil e avaliamos a possível presença de parasitos causadores de doenças. Esta atividade de vigilância epidemiológica é fundamental para monitorar de que forma os caramujos africanos podem oferecer risco à população. Já encontramos larvas de parasitos de aves ou outros animais domésticos, que não têm interesse humano. No entanto, este fato aponta que a população de caramujo africano já está inserida nas áreas onde ocorrem ciclos de parasitos. Esta é a maior preocupação dos pesquisadores, já que, pela proximidade com residências, ele pode vir a se infectar com outras formas e se tornar hospedeiro intermediário de doenças humanas. Também atuamos no treinamento e capacitação de técnicos das áreas de saúde e ambiente sobre o tema.
Quais são as perspectivas para o controle natural dessas populações pelas próprias condições do meio ambiente?
Silvana: Na África, ambiente de origem do caramujo gigante, existem patógenos, como, por exemplo, bactérias, fungos e parasitos, que fazem o controle natural dessa população. No Brasil, onde o caramujo gigante não é nativo, os estudos ecológicos sobre a espécie ainda são incipientes e as perspectivas que temos são baseadas em experiências de outros países, como os Estados Unidos e a Índia. Em algumas regiões da Índia, onde a introdução já ocorreu há mais de 100 anos, não foi observado declínio nas populações desses moluscos.
Já no Havaí a grande explosão do caramujo africano ocorreu poucos anos depois de sua introdução, na década de 30, quando foi introduzido. Hoje, embora não tenham sido eliminados no país, em função de fatores ainda não totalmente conhecidos, já não se encontram mais exemplares grandes como os encontrados aqui e a população diminuiu bastante, estabilizando-se em níveis toleráveis. Esperamos que o que houve no Havaí ocorra no Brasil, mas o fundamental é promovermos o controle pela ação da própria população, por meio da catação e da eliminação dos exemplares, seguindo as recomendações que já mencionamos.
Copyright© - Agência Fiocruz de Notícias
http://www.fiocruz.br/ccs/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?from_info_index=151&infoid=770&sid=3&tpl=printerview
PS: Alerta ao Povo do Santo!
Todos sabemos que esses bichinhos fazem parte dos rituais dos terreiros, são criados e convivem conosco. Vale a pena tomar cuidado com esses aqui descritos. Como não sabemos diferenciar os caramujos brasileiro e africano, melhor levar para os terreiros apenas os brancos, ok? Ninguém quer ter entre seus filhos casos de meningite, certo?
PS: Alerta ao Povo do Santo!
Todos sabemos que esses bichinhos fazem parte dos rituais dos terreiros, são criados e convivem conosco. Vale a pena tomar cuidado com esses aqui descritos. Como não sabemos diferenciar os caramujos brasileiro e africano, melhor levar para os terreiros apenas os brancos, ok? Ninguém quer ter entre seus filhos casos de meningite, certo?
domingo, 16 de janeiro de 2011
‘Be a killer, be a star’
Eugênio Bucci
O leitor haverá de perdoar o título em inglês, mas isso nem é bem um título de artigo – é, isso sim, um imperativo, uma lei não escrita e, não obstante, reiterada diariamente pelos mil alto-falantes da indústria de entretenimento, na língua dos filmes de guerra de Hollywood, com sabor de bombardeio: é um mandamento que tem gosto de slogan publicitário e de sentença de morte. Por isso vai no título assim mesmo, em inglês. Fica mais claro. A adoração da violência, da qual o espetáculo que nos cerca não consegue mais escapar, ordena, todos os dias, a todos os adolescentes que não veem sentido na vida: “Be a killer, be a star.” Mate e fique famoso. Se viver é uma tolice, matar será a sua trilha para o estrelato.
As evidências surgem em profusão. Agora, no fim de semana que passou, explodiu mais uma. Em Tucson, no Arizona, um rapaz de 22 anos, cujo nome não será digitado neste texto, disparou a sua arma contra inocentes aglutinados num evento público. Matou seis pessoas e feriu gravemente a deputada democrata Gabrielle Giffords, que tem chances de sobreviver. Sim, o roteiro é conhecido. Essa modalidade de crime vem se banalizando nos Estados Unidos, num script sempre idêntico, no qual só varia o nome das cidades, dos assassinos e de suas vítimas – o resto é igual: um jovem que, segundo depoimentos dos professores e vizinhos, era “estranho” e “desequilibrado”, tanto que cultuava ideais nazistas ou análogas, sofre um revés na escola, vai a uma loja do bairro, compra um fuzil ou uma garrucha e mata meia dúzia de conterrâneos.
Por quê? Aí está o ponto: as evidências são clamorosas e repetitivas, mas a compreensão do que se passa é mínima, quase miserável.
A maior parte das explicações faz referência ao fetiche que a cultura americana desenvolveu pelas armas de fogo. Alegam que espingardas e pistolas são objetos de desejo e, mais grave, estão à venda em qualquer esquina dos Estados Unidos. Um bom exemplar dessa linha de explicações pode ser visto no filme Tiros em Columbine, de Michael Moore, que levou o Oscar de melhor documentário em 2003. A partir de um caso semelhante a esse de Tucson, o filme de Michael Moore critica acidamente o fascínio da sociedade americana por equipamentos bélicos em geral. É claro que Michael Moore aponta um dado real, mas não resolve a charada. Proibir o comércio de armas de fogo não solucionaria a questão; a causa não é apenas essa e talvez não seja fundamentalmente essa. Há mais fatores a considerar.
Agora, no crime de Tucson, em que uma bala atravessou a cabeça da deputada Gabrielle Giffords, que é odiada pelos republicanos linha-dura, aparece com mais clareza outro ingrediente: as ideologias intolerantes, quase sempre de corte ultraconservador, comparecem como um denominador comum entre esses criminosos. Outra vez, o dado é real, mas parcial e perigosamente enganoso, pois pode levar a crer que esse tipo de crime é coisa de gente “de direita” – e não é, ou não é só de gente “de direita”.
O que falta ser levado em conta, aí, é o papel estruturante da indústria do entretenimento, tal como ela foi moldada pelo mercado americano. É essa indústria que fornece o repertório de signos, símbolos e narrativas pelo qual os valores da violência, da xenofobia e da intolerância ganham sentido. O fetiche da arma de fogo só virou uma categoria sólida na sociedade americana – e na sociedade global, por extensão inevitável – porque encontrou lugar nuclear no modelo do herói consagrado pelo entretenimento. Esse herói é o indivíduo solitário que, com sua integridade (ou turrice) e sua força, moral e física, enfrenta o “sistema”. Para ele, a acusação de ser desajustado é bobagem. Ele não liga. Ao contrário, ele até se sente fortalecido quando cai no estereótipo de “incompreendido”. O herói de Hollywood, tal como foi esculpido ao longo do século 20, é aquele que, em nome do bem, que só ele sabe qual é, recorre à violência mais selvagem; é aquele que se mata em nome de sua própria teimosia. Então, a mocinha que o ignorava irá chorar por ele. É nesse modelo de herói, precisamente nele, que se refugia o psiquismo desse tipo de criminoso. As mesmas manchetes (de jornais, revistas, rádio, televisão e internet) que o denunciam, expondo sua foto, sua biografia e suas esquisitices, fazem com que ele se sinta glorificado, num tempo em que é glamouroso, como nunca foi, fazer o papel de bandido corajoso. São essas as manchetes que ordenam: “Be a killer, be a star.”
Antes que se pense, então, que a saída estaria num recuo da imprensa, que teria de deixar dar destaque aos assassinos, é bom avisar: também nesse ponto existe uma armadilha. Assim como a raiz do problema não está na venda de armas nem nas ideologias “de direita”, ela também não está na tal “mídia”. Ela está, antes, na combinação dos três fatores que foram listados aqui: a idolatria das armas e de seus senhores, a intolerância extremada e, finalmente, o fator que articula os outros dois, o chamado “star system”, no qual ser estrela vale mais do que viver ou deixar viver. Essa é uma combinação poderosa, profunda, que não se resolve com proibições burocráticas. O público deseja (com um ardor demasiado, é verdade) ver de perto essas tragédias reais, e tem o direito de vê-las. Aos jornais cabe narrar as tragédias. A pergunta é: por que o jornalismo não tem sido capaz de ajudar o público a compreender essas tragédias?
Em parte, porque a imprensa se tornou parte da indústria do entretenimento e, com isso, perdeu distanciamento para criticar os fundamentos dessa indústria. Ela vê criticamente o mercado de armas e o obscurantismo das ideologias, mas não visualiza direito como entretenimento e violência se entrelaçam. Sem se dar conta, a imprensa é o céu estrelado pelos assassinos que ela ajudou a convocar.
Eugênio Bucci, jornalista, é professor da ECA-USP e da ESPM
Artigo originalmente publicado em O Estado de S.Paulo.
O ‘Terrorismo’ da Pobreza
Marcelo Szpilman
As manchetes de hoje nos principais jornais do país, e do mundo, nos apresentam mais uma triste catástrofe. O número de mortos pelas enxurradas na Região Serrana do Rio de Janeiro não para de crescer e já passa de 360* (Friburgo com 216 vítimas, Teresópolis com 223, Petrópolis com 39 vítimas e 19 em Sumidouro).
Como ocorreu em Angra dos Reis e Niterói no ano passado, essa tragédia me fez lembrar de um artigo que escrevi em 2004 onde tratava de fatalidades e comentava uma excelente matéria de Okky de Souza, publicada na revista Veja (edição 1866 – agosto de 2004), onde ele descreve: “tragédias, causadas pelas forças da natureza ou pelo homem, acontecem em todo lugar. Na maioria das vezes, nem há como prevê-las. O incêndio paraguaio, no entanto, reforça um postulado amargo que vale para todo o planeta. As fatalidades que se abatem sobre os países menos desenvolvidos costumam produzir mais vítimas do que aquelas que ocorrem nas nações do Primeiro Mundo, pela falta de recursos para evitá-las ou pela falta de infraestrutura para minorar suas consequências ou simplesmente por aspectos culturais __ ignorância da população ou descaso das autoridades”. Para quem desconhece, o incêndio no supermercado em Assunção, capital do Paraguai, ocorrido no dia 1º de agosto de 2004, provocou 448 mortes e 200 feridos pela combinação de falta de manutenção, negligência e atitude criminosa.
Como Okky tão bem coloca, a tendência dos desastres de ceifar mais vidas humanas nos países atrasados do que nos ricos é uma realidade estatística. Em dezembro de 2003 um terremoto de 6,7 graus na escala Richter matou mais de 40 mil pessoas no Irã. Quatro dias antes, na Califórnia (EUA), um terremoto com a mesma intensidade matou apenas duas pessoas. Em 1997, nas Filipinas, uma enchente provocada por muita chuva matou mais de 200 pessoas. Em 2002, na Alemanha, a pior enchente dos últimos 150 anos no país matou 16 pessoas. Na Índia, em 1999, a batida entre dois trens deixou um saldo de 300 mortos. Na Inglaterra, em 2002, o descarrilhamento de um trem em alta velocidade que se chocou contra a plataforma da estação matou 6 pessoas.
Sempre ouvimos dizer que aqui não há terremotos, furações ou tsunamis, mas as nossas chuvas de verão, cada vez mais apocalípticas, têm ceifado centenas de vidas todos os anos. É uma simples coincidência ou há um padrão regular nessas fatalidades? Como escrevi no recente artigo “O que deu no tempo?” (veja ao final), devido ao aquecimento global e às mudanças climáticas, chuvas torrenciais, fora de época, estão desabando e castigando cidades em todos os cantos do Planeta. Agora mesmo, enchentes monumentais estão ocorrendo na Austrália e na Europa, mas a perda de vidas, quando há, não se compara com a nossa infeliz realidade.
Ainda que no atual desastre na Região Serrana do Rio tenha havido vítimas de classe média-alta, particularmente devido a um evento climático excepcional que inundou um vale com casas, pousadas e haras, a imensa maioria das vítimas, como sempre, é de pessoas pobres que vivem nas áreas de ocupação irregular.
Mais uma vez, constatamos o quão fatal pode ser a combinação de chuvas torrenciais com a degradação do meio ambiente, desmatamento e ocupação predatória das encostas. Nossos governantes precisam, com urgência, tomar a atitude corajosa que todo ano prometem, mas não cumprem, de remover as comunidades carentes das áreas de risco. E devem ir além. É preciso proibir, e fazer cumprir, o desmatamento e a construção nas encostas dos morros e montanhas e nas áreas próximas aos rios. Sem hipocrisia e sem populismo. Precisamos, mais do que nunca, de atitudes corajosas. As UPP’s do Rio estão aí para comprovar que mudanças de paradigma podem ser boas para todos.
Cabe a nós, da sociedade civil, passar de simples espectadores (e sofredores) da tragédia alheia para cobradores de ações concretas das autoridades executivas municipais, estaduais e federais. A responsabilidade sócio-ambiental, séria e comprometida, não pode ser só uma bonita e oportuna bandeira de campanha.
*Marcelo Szpilman, Biólogo Marinho formado pela UFRJ, com Pós-Graduação Executiva em Meio Ambiente (MBE) pela COPPE/UFRJ, é autor dos livros GUIA AQUALUNG DE PEIXES, AQUALUNG GUIDE TO FISHES, SERES MARINHOS PERIGOSOS, PEIXES MARINHOS DO BRASIL, e TUBARÕES NO BRASIL, e de várias matérias e artigos sobre a natureza, ecologia, evolução e fauna marinha publicados nos últimos anos em diversas revistas e jornais e no Informativo do Instituto. Atualmente, Marcelo Szpilman é diretor do Instituto Ecológico Aqualung, Editor e Redator do Informativo do citado Instituto, diretor do Projeto Tubarões no Brasil (PROTUBA) e membro da Comissão Científica Nacional (COCIEN) da Confederação Brasileira de Pesca e Desportos Subaquáticos (CBPDS).
* Número de vítimas atualizado até 22h42m de 13/01/2011
http://www.ecodebate.com.br/2011/01/14/o-terrorismo-da-pobreza-artigo-de-marcelo-szpilman/
http://www.ecodebate.com.br/2011/01/14/o-terrorismo-da-pobreza-artigo-de-marcelo-szpilman/
sábado, 15 de janeiro de 2011
Zumbi lança curso de férias sobre Direitos das religiões Afro-brasileiras
| Constantemente a mídia divulga informações quanto ao preconceito e atitudes que vão contra a lei no que se refere as Religiões Afro-brasileiras. Mas quais são estes direitos? Até onde vai a liberdade religiosa no Brasil? Para esclarecer estas dúvidas e de fato permitir essa “tal liberdade religiosa”, a Faculdade Zumbi dos Palmares, dá um passo importante na busca por um país mais democrático e lança o curso “Direitos e Prerrogativas das Religiões Afro-brasileiras”. O curso tem por objetivo informar e conscientizar sobre legalização dos templos, isenção de IPTU, direitos do sacerdócio, casamento religioso, legislação sobre os cultos, abate religioso de animais, direito ambiental, cuidados a serem tomados no recolhimento de pessoas, entre outros assuntos. Ministrado pelo Prof. Dr. Hédio Silva Jr., Advogado, Mestre em Direito Processual Penal e Doutor em Direito Constitucional pela PUC-SP, Coordenador do Curso de Direito da Universidade Zumbi dos Palmares, Coordenador Executivo do CEERT – Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades e ex-Secretário de Justiça do Estado de São Paulo (2005-2006), autor de teses, livros e artigos sobre liberdade religiosa, além de Advogado de Federações e associações religiosas de São Paulo e outros estados, o curso tem em seu conteúdo temas de suma importância para aqueles que desejam se aprofundar e especializar-se nestas questões. “Direitos e Prerrogativas das Religiões Afro-brasileiras” será ministrado nos dias 26, 27 e 28 de janeiro, das 19 às 22 horas, no campus da Zumbi, localizado na Av. Santos Dumont, 843 – Próximo ao metrô Armênia. O valor é de apenas R$50,00 e pode ser pago inclusive no cartão de crédito. Aproveite a oportunidade de se aprimorar num assunto que ganhará campo após a implementação do Estatuto da Igualdade Racial. Acesse o site da Zumbi dos Palmares e se inscreva. Serviço: Curso de “Direitos e Prerrogativas das Religiões Afro-brasileiras” Datas e horários: Dias 26, 27 e 28 de janeiro, das 19 às 22 horas Local: Campus da Faculdade Zumbi dos Palmares - Av. Santos Dumont, 843 – Próximo ao metrô Armênia Valor: R$50,00 Forma de pagamento: Dinheiro e Cartão de Crédito Inscrições: Através do site www.zumbidospalmares.edu.br |
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Posse do Conselho Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do RN
Na manhã desta quarta-feira, 29, no Auditório da Secretaria de Administração do Estado do RN, tomaram posse os membros que compõem o primeiro Conselho Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.
O Conselho está vinculado a Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania/Coordenadoria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, trata-se de um órgão colegiado, de composição paritária, de caráter permanente, consultivo e propositivo tendo como finalidade propor, em âmbito estadual, políticas de promoção da Igualdade Racial com ênfase na população negra, quilombola, cigana, indígena, religiosos de matriz africana, judeus, árabes e palestinos.
Além de combater o racismo, preconceito o CONSEPIR tem por missão propor alternativas para superar as desigualdades raciais, tanto do ponto de vista econômico, quanto social, político e cultural, ampliando assim, os processos de controle social sobre as referidas políticas.
Na solenidade estavam presentes Jorge Arruda, representante do gestor de Promoção da Igualdade Racial de Pernambuco, Elizabeth Lima, coordenadora estadual da COEPPIR/RN, representantes de Secretarias do Governo Estadual/RN e da sociedade civil.
O Conselho está formado por representantes governamental e da sociedade civil, entre os quais:
Zacarias Anselmo – Secretaria de Educação do Estado;
Moisés Kassulupongo – Fórum da Diversidade Étnico-Racial;
Manoel Batista e Sandra Silva – Comunidades Quilombolas;
Giselma Maria do Sacramento – Fórum Juventude Negra;
Alexssandro Chagas – Fórum de Juventude de Matriz Africana;
Moema Brito – Kilombo;
Rogério de Ogum – Cenarab;
Luciene de Oyá – Fórum Entidades Negras;
Gilberto Garcia – Segmento Cigano;
Jair Campos – Fórum Religioso de Matriz Africana;
Elizabeth Lima – COEPPIR;
Luiz Assunção – UFRN;
Representante do Ministério Público Estadual;
http://lassuncao.blogspot.com/2010/12/posse-do-conselho-estadual-de-politicas.html
O Conselho está vinculado a Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania/Coordenadoria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, trata-se de um órgão colegiado, de composição paritária, de caráter permanente, consultivo e propositivo tendo como finalidade propor, em âmbito estadual, políticas de promoção da Igualdade Racial com ênfase na população negra, quilombola, cigana, indígena, religiosos de matriz africana, judeus, árabes e palestinos.
Além de combater o racismo, preconceito o CONSEPIR tem por missão propor alternativas para superar as desigualdades raciais, tanto do ponto de vista econômico, quanto social, político e cultural, ampliando assim, os processos de controle social sobre as referidas políticas.
Na solenidade estavam presentes Jorge Arruda, representante do gestor de Promoção da Igualdade Racial de Pernambuco, Elizabeth Lima, coordenadora estadual da COEPPIR/RN, representantes de Secretarias do Governo Estadual/RN e da sociedade civil.
O Conselho está formado por representantes governamental e da sociedade civil, entre os quais:
Zacarias Anselmo – Secretaria de Educação do Estado;
Moisés Kassulupongo – Fórum da Diversidade Étnico-Racial;
Manoel Batista e Sandra Silva – Comunidades Quilombolas;
Giselma Maria do Sacramento – Fórum Juventude Negra;
Alexssandro Chagas – Fórum de Juventude de Matriz Africana;
Moema Brito – Kilombo;
Rogério de Ogum – Cenarab;
Luciene de Oyá – Fórum Entidades Negras;
Gilberto Garcia – Segmento Cigano;
Jair Campos – Fórum Religioso de Matriz Africana;
Elizabeth Lima – COEPPIR;
Luiz Assunção – UFRN;
Representante do Ministério Público Estadual;
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