"Somos todos viajantes de uma jornada cósmica - poeira de estrelas, girando e dançando nos torvelinhos e redemoinhos do infinito. A vida é eterna. Mas suas expressões são efêmeras, momentâneas, transitórias. " Deepak Chopra

domingo, 11 de outubro de 2009

Uttara Gita - Ada Albrecht (Parte I)


Na Introdução, Ada fala que nos iludimos com nosso pensamento, passando a acreditar que somos aquilo que nossa mente aceita. Nossa mente consegue nos escravizar a tal ponto que deixamos para trás nossa verdadeira realidade, para nos adequarmos aquela construída por nossa mente.

Foi na Ciência e na Lógica, que a mente ocidental se enraizou. Mas foi no Oriente que nasceu o conceito de que a mente é o gerador da grande ignorância, o Intelecto.
Portanto, apesar de acreditarmos estar portentosos, somos hoje mais ignorantes que ontem, pois nos afastamos da realidade absoluta para nos apossarmos da verdade relativa. Segundo a autora, é no Intelecto a fonte das Ilusões que geram desconcerto, violência, antifraternidade, e enfim a guerra do homem contra o homem.

Compara os grandes avatares da Humanidade a verdadeiras montanhas, e que a maioria fica apenas nas enconstas da montanhas, não conseguindo compreender nem uma ínfima parte do que eles se propuseram a ensinar. Fala de toda a ignorância em que estamos mergulhados, mesmo quando falamos dos nossos filósofos. Pouco sabemos, e mesmo isso é litigioso e cheio que conflito.

Ela nos alerta que "todo pensar sério, seja no Oriente, seja no Ocidente, desemboca de modo categórico, e não menos paradoxal, na morte do próprio pensamento". O Intelecto é mero caminho para o encontro da essência. E que deve ser abandonado quando a essência já não é intelectualizada, mas sim vivida. Ela também com para nossa mente a uma lâmpada, que serve para iluminar o caminho em busca de algo, mas que uma vez encontrado, a lâmpada já não serve mais. Se insistirmos em cultuar a lâmpada, em vez do objeto encontrado.

Platão já falava que a mente tinha que ser esvaziada, purificada, para chegar à visão do sagrado.

E foram os indianos que, sem o menor pudor, declararam que o homem é Deus em essência. E ainda disseram mais, que mesmo se negarmos essa essência divina, ela ainda existirá. Quanto mais ampliada é a purificação da mente, mais ampliada é sua capacidade de percepção. Quanto mais purificada, mais ascende até a verdade.

Mas ainda estamos presos na mente. Até quando?

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