quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Povos Tradicionais de Terreiros - Ministério da Cultura


Povos Tradicionais de Terreiros

MinC recebe inscrições para oficina que acontece no Maranhão de 27 a 30 de novembro
Estão abertas as inscrições para selecionar participantes para a I Oficina Nacional de Elaboração de Políticas Públicas de Cultura para Povos Tradicionais de Terreiros. O evento, realizado pelo Ministério da Cultura, acontecerá de 27 a 30 de novembro, em São Luís, capital do estado do Maranhão. Serão abertas 140 vagas exclusivas para representantes de Povos Tradicionais de Terreiros, sendo 40 para participantes do Maranhão e 100 para pessoas de outros estados do país. Haverá, ainda, vagas destinadas a gestores públicos e acadêmicos, movimentos sociais e entidades afins.
Realizada no ano de 2011 – declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes -, o evento tem o objetivo de subsidiar a construção de políticas culturais para o segmento, visando à proteção, promoção e consolidação de suas tradições.  A finalidade é o reconhecimento de seus ritos, mitologias, simbologias e expressões artístico-culturais.
As inscrições poderão ser realizadas de 22 a 31 de outubro, mediante preenchimento de formulário pelo SALICWEB no endereço: http://sistemas.cultura.gov.br/propostaweb. Na inscrição, deverão ser anexadas cópias dos seguintes documentos: comprovante de residência, CPF, RG, currículo (ou breve histórico de vida) e carta de indicação da liderança do terreiro ao qual o candidato pertence.
A oficina é uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Cidadania Cultural (SCC/MinC), Fundação Cultural Palmares (FCP/MinC), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/MinC) e da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), além da Comissão Nacional de Povos de Terreiros, em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão (SECMA), a Secretaria da Igualdade Racial do Maranhão (SEIR/MA)  e a Prefeitura de São Luis (FUNCMA).
Confira aqui a Chamada Pública.
Confira aqui o tutorial da inscrição.
Faça aqui sua inscrição online.
(Texto: Marcos Agostinho, Ascom/MinC)
(Fonte: SCC/MinC)

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Lançamento do Livro Contos e Crônicas do Mestre Tolomi


"Finalmente Paulo Cesar Pereira de Oliveira, que tantos chamam de Pai Paulo, resolveu colocar no papel uma pequena gota do conhecimento e da sabedoria que acumulou ao longo de quase quatro décadas de vivência com grandes mestres e mestras da tradição Yorùbá, preservada no Brasil a despeito da violência cotidiana da hegemonia eurocêntrica que prevalece no país desde a sua ocupação no século 14.
Adepto inconteste da oralidade e suas técnicas de transmissão do saber, cedeu ao imperialismo escriba por um motivo muito nobre, contribuir para a implementação da Lei 10.639, que determina a inclusão da história e cultura africana e afro-brasileira nos currículos escolares. Aprovada em janeiro de 2003, esta lei provocou uma corrida no mercado editorial para produzir materiais sobre a temática em questão. Entretanto, em sua maioria, são produtos superficiais e / ou equivocados, que não contribuem efetivamente para uma nova pedagogia, que ajude a resgatar a educação nacional do limbo em que se encontra.
Esse esforço resultou num livro forte, profundo e ao mesmo tempo encantador, “Crônicas e Contos do Mestre Tolomi[1]”. Não é uma leitura para pessoas conformadas com a mediocridade e com as verdades estabelecidas. Muito pelo contrário, trata-se um livro para as pessoas insatisfeitas, que reconhecem e respeitam a diversidade da existência humana, e faz questão de conhecê-la, sabendo que só assim terão a oportunidade de enxergar as possibilidades infinitas de transformação do status quo.
“Crônicas e Contos do Mestre Tolomi” é baseado na cosmovisão Yorùbá, cujos princípios, juntamente com as outras matrizes bantu e ewe fon, garantiram a sobrevivência dos afro-brasileiros a tantos séculos de ignomínia e opressão.
Quem se debruçar sobre este livro, o lerá uma, duas, três vezes, e sempre aprenderá algo novo, sobre humanidade, solidariedade, vivência comunitária, respeito ao meio ambiente e às diferenças, e muitos outros valores civilizatórios que podem nos transformar em pessoas melhores, e ao nosso planeta também.
Aproveitem a chance pra aprender um pouquinho de Yorùbá, idioma falado por mais de 30 milhões de pessoas, na África, no Brasil e no mundo!
No mais, vamos torcer pra que Mestre Tolomi nos brinde com mais sabedoria ancestral, antes que consigamos assimilar todos os mistérios do primeiro livro.

Espero vocês. Dia 27 de outubro às 20hs no Centro Cultural Palace!
Informações: (16) 30213788

Aṣè Pupọ Gbogbo Wá (Muito axé para todos e todas nós)"

https://www.facebook.com/event.php?eid=293072297388561

Vamos prestigiar o Povo do Santo!

Desrespeito ao artigo V, inciso VI da Constituição!

Rito De Exu O Guardião do Destino - OICD


A mobilização da comunidade terreiro na Festa de Santo





http://sacerdotemedico.blogspot.com/

sábado, 22 de outubro de 2011

Rito De Exu O Guardião do Destino - OICD


As Religiões afro-brasileiras a cada dia conquistando novos espaços em nossa sociedade. Av. Santa Catarina fechada para o Rito de Exu! Paó!!!!

Intolerância religiosa contra mãe Jaciara: audiência ouve testemunhas de crime ocorrido em 2006


A mãe-de-santo Jaciara Ribeiro dos Santos, do terreiro Ilê Abassá de Ogum, vítima de intolerância religiosa em março de 2006, deve ficar frente a frente com seus agressores em audiência na 5ª Vara Criminal, no bairro de Sussuarana em Salvador, nesta quinta-feira (20), a partir das 8 horas. Com repercussão no País, o crime, ocorrido na Avenida Sete, centro comercial da capital baiana, resultou na prisão dos dois camelôs evangélicos Valdinei Dias Santos e Walter da Conceição Ribeiro.
Os dois respondem a processo por ofender e tentar agredir a religiosa depois de ouvirem, como resposta à saudação “Jesus lhe ama”, o bordão com referência ao candomblé “Ogum também”. Segundo a testemunha de acusação Raimundo Coutinho, que estará presente na audiência de amanhã, foi o primeiro caso de prisão em flagrante por intolerância religiosa do Brasil. “Presenciei a alteração dos dois ambulantes, de bíblias em punho, a agredir mãe Jaciara”, afirma Coutinho.
Para o presidente da Comissão de Promoção da Igualdade (Cepi) do Legislativo estadual, deputado estadual Bira Corôa (PT-BA), o episódio é emblemático por envolver uma família de religiosas com histórico marcado pelo preconceito. “Jaciara descende de Mãe Gilda, do Abassá de Ogum, que sofreu e teve a saúde agravada a partir de agressões como essas, além de invasões ao seu templo e uso indevido de sua imagem em publicação ofensiva”, lembrou o parlamentar.
Mãe Gilda morreu de infarto no dia 21 de janeiro de 2000. Seus familiares, liderados por Jaciara, conseguiram reparação por danos morais na Justiça baiana, um marco na luta contra a intolerância religiosa. Na audiência de amanhã, o assessor da Cepi, Marcos Rezende, que é um dos coordenadores do Coletivo de Entidades Negras, acompanhará os depoimentos na Vara Criminal.
O que: audiência sobre caso de intolerância religiosa contra mãe.
Onde: 5ª Vara do Fórum Criminal de Salvador, na Av. Ulisses Guimarães, 3º andar.
Quando: dia 20/10 (quinta-feira), a partir das 8 horas.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Indústria Farmacêutica - o Horror continua!

Estamos dando veneno para as crianças

MÉDICA ATACA INDÚSTRIA POR ESTIMULAR USO DE REMÉDIOS PSIQUIÁTRICOS PARA PACIENTES INFANTIS

Jodi Hilton - 23.jan.2009/The New York Times”
A médica americana Marcia Angell, 72, ex-editora da revista especializada "NEJM" e autora do livro "A Verdade sobre os Laboratórios Farmacêuticos"

CLÁUDIA COLLUCCI
DE WASHINGTON

Primeira mulher a ocupar o cargo de editora-chefe no bicentenário "New England Journal of Medicine", a médica Marcia Angell já foi considerada pela revista "Time" uma das 25 personalidades mais influentes nos EUA.
Desde 2004, Angell, 72, é conhecida como a mulher que tirou o sossego da indústria farmacêutica e de muitos médicos e pesquisadores que trabalham na área.
Naquele ano, ela publicou a explosiva obra "A Verdade sobre os Laboratórios Farmacêuticos", que desnuda o mercado de medicamentos.
Usando da experiência de duas décadas de trabalho no "NEJM", ela conta, por exemplo, como os laboratórios se afastaram de sua missão original de descobrir e fabricar remédios úteis para se transformar em gigantescas máquinas de marketing.
Professora do Departamento de Medicina Social da Universidade Harvard, Angell é autora de vários artigos e livros que questionam a ética na prática e na pesquisa clínica. Tornou-se também uma crítica ferrenha do sistema de saúde americano.
Tem se dedicado a escrever artigos alertando sobre o excesso de prescrição de drogas antipsicóticas, especialmente entre crianças. "Estamos dando veneno para as pessoas mais vulneráveis da sociedade", diz ela.
Mãe de duas filhas e avó de gêmeos de oito meses, ela diz que recebe muitos convites para vir ao Brasil, mas se vê obrigada a recusá-los. "Não suporto a ideia de passar horas e horas dentro de um avião." A seguir, trechos da entrevista exclusiva que ela concedeu à Folha.


 

Folha - Houve alguma mudança no cenário dos conflitos de interesses entre médicos e indústria farmacêutica desde a publicação do seu livro?
Marcia Angell - Não. Os fatos continuam os mesmos. Talvez as pessoas estejam mais atentas. Há mais discussão, reportagens, livros, artigos acadêmicos sobre esses conflitos, então eles parecem estar mais sutis do que eram no passado. Mas é claro que as companhias farmacêuticas sempre encontram uma forma de manter o lucro.

E os pacientes? Algumas pesquisas mostram eles parecem não se importar muito com essas questões.
Em geral, os pacientes confiam cegamente nos seus médicos. Eles não querem ver esses problemas.
Além disso, as pessoas sempre acreditam que os medicamentos sejam muito mais eficazes do que eles realmente são. Até porque somente estudos positivos são projetados e publicados.
A mídia, os pacientes e mesmo muitos médicos acreditam no que esses estudos publicam. As pessoas creem que as drogas sejam mágicas. Para todas as doenças, para toda infelicidade, existe uma droga. A pessoa vai ao médico e o médico diz: "Você precisa perder peso, fazer mais exercícios". E a pessoa diz: "Eu prefiro o remédio".
E os médicos andam tão ocupados, as consultas são tão rápidas, que ele faz a prescrição. Os pacientes acham o médico sério, confiável, quando ele faz isso.
Pacientes têm de ser educados para o fato de que não existem soluções mágicas para os seus problemas. Drogas têm efeitos colaterais que, muitas vezes, são piores do que o problema de base.

A sra. tem escrito artigos sobre o excesso de prescrições na área da psiquiatria. Essa seria hoje uma das especialidades médicas mais conflituosas? 
Penso que sim. Há hoje um evidente abuso na prescrição de drogas psiquiátricas, especialmente para crianças.
Crianças que têm problemas de comportamento ou problemas familiares vão até o médico e saem de lá com diagnóstico de transtorno bipolar, ou TDAH [transtorno de déficit de atenção e hiperatividade]. E é claro que tem o dedo da indústria estimulando os médicos a fazer mais e mais diagnósticos.
Às vezes, a criança chega a usar quatro, seis drogas diferentes porque uma dá muitos efeitos colaterais, a outra não reduz os sintomas e outras as deixam ainda mais doentes.
Drogas antipsicóticas estão claramente associadas ao diabetes e à síndrome metabólica. Estamos dando veneno para as pessoas mais vulneráveis da sociedade.
Pessoas que acham que isso não é assim tão terrível sempre argumentam comigo que essas crianças, em geral, chegaram a um estado tão ruim que algo precisa ser feito. Mas isso não é argumento.

Hoje, fala-se muito em medicina personalizada. Na oncologia, há uma aposta de que drogas desenvolvidas para grupos específicos de pacientes serão uma arma eficaz no combate ao câncer. A sra. acredita nessa possibilidade?
Para mim, isso é só propaganda. Não faz o menor sentido uma companhia farmacêutica desenvolver uma droga para um pequeno número de pessoas. E que sistema de saúde aguentaria pagar preços tão altos?

Algumas escolas de medicina nos EUA começaram a cortar subsídios da indústria farmacêutica e de equipamentos na educação médica continuada. No Brasil, essa dependência é ainda muito forte. É preciso eliminar por completo esse vínculo ou há uma chance de conciliar esses interesses?
Deve ser completamente eliminado. Professores pagam para fazer cursos de educação continuada, advogados fazem o mesmo, por que os médicos não podem? A diferença é que você não precisa ir a um resort no Havaí para ter educação médica continuada. É preciso pensar em modelos de capacitação mais modestos. E, com a internet, todos os países, mesmo os pobres ou em desenvolvimento, podem fazer isso. A educação médica não pode ser financiada por quem tem interesse comercial no conteúdo dessa educação.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd1810201101.htm

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