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sábado, 23 de outubro de 2010

II Forum de Ensino Superior sobre os desafios para o ensino de Historia e Cultura Africana e Indigena


Termina hoje o Fórum De Ensino superior sobre os desafios para o ensino de História e Cultura Africana e Indígena na Universidade Presbiteria Mackenzie. Esta foi uma parceria da Prefeitura de São Paulo 
Horário: 21 outubro 2010 a 23 outubro 2010.
Telefone:http://telecentros.sp.gov.br/img/arquivos/Folder_internet_15pg.pdf
Organizado por: Coordenadoria dos Assuntos da População Negra (CONE) juntamente com o Núcleo Étnico – Cultural da Secretaria Municipal de Educação
O II Fórum é uma iniciativa da Coordenadoria dos Assuntos da População Negra (CONE) juntamente com o Núcleo Étnico – Cultural da Secretaria Municipal de Educação. O objetivo é discutir a aplicação das Leis 10.639 e 11.645, que caracterizam como obrigatório o ensino da cultura afro-brasileira e indígena nas escolas.
O II Fórum do Ensino Superior serve também como uma forma das instituições participantes fazer a troca de experiências de programas e projetos elaborados sobre o tema.
Ao longo dos três dias, os participantes poderão acompanhar conferências, palestras, oficinas e lançamentos de publicações sobre a temática. Os interessados a participar devem enviar um e-mail para: forumeduccone@prefeitura.sp.gov.br ou pelo telefone: 3113-9745. Confira a programação do folder completa.
O II Fórum é destinado principalmente para docentes, discentes, diretores e educadores de Universidades e professores, coordenadores e diretores de Escolas Municipais de São Paulo. Além de todos que se interessam pelo tema e queiram intercambiar experiências e conhecimento com os demais participantes.
Além da Universidade Presbiteriana Mackenzie, a realização do II Fórum do Ensino Superior conta com o apoio das Universidades: PUC-SP; UNIDERP; Belas Artes; Unicastelo; FAMOSP; UNISA; Zumbi dos Palmares; UNIFESP; UNASP; São Camilo; UniSant’Anna; Faculdade Anhanguera; UNIBAN; FESPSP; Faculdade Izildinha. Também participam as editoras Summus, Paulus, Peirópolis, Quilombhoje, Mazza, o Núcleo de Estudos NEINB e a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.



PS:
Gostaria de deixar aqui manifestada minha opinião sobre este evento. Minha opinião reflete apenas a minha opinião, e não falo em nome de mais ninguém.
Fui ao evento com muitas expectativas, afinal é de se estranhar que queiram discutir o ensino de culturas ditas de periferia, tão discriminadas como a  nossa. Portanto, para mim significava um grande progresso assistir a um Fórum de tamanha repercussão numa Universidade Presbiteriana. Será que as coisas estavam mudando? 
Minha alegria não durou muito. 
Ao chegarmos lá o que observamos foi uma completa desorganização do evento, uma equipe despreparada, que não soube dar vazão às dificuldade do momento.
Pelo tamanho da sala que reservaram para o evento não caberia ali nem metade dos inscritos. E obviamente isto causou um tumulto imenso. Metade dos participantes foram embora, a outra metade foi embora indignada com todos os absurdos que vieram a ocorrer depois.
Estava previsto que o evento seria iniciado com o Coral indígena Ceci Jaragua e o Coral Quatro Vozes. E foi bonito de se ver aqueles indiozinhos todos arrumados esperando o evento emocionante.  Foi assustador perceber a decepção deles, pois não tinham espaço para cantar. Ninguém pensou nisso?  
Mais assustador ainda foi ouvir o discurso indignado do Índio Daniel Mancacaru, que desabafou sua inconformação. Segundo ele, e é de se pensar, os organizadores do evento não haviam convidado um índio para a mesa de discussões, os negros estavam discriminando os índios  da mesma forma que os negros sofriam discriminação dos brancos.
Diante de tamanho escândalo, não voltei mais ao evento, que continuaria na sexta e se encerrará hoje.
Acho que esta tenebrosa experiência deve nos levar à reflexão.
Será que a equipe organizadora não pensou que haveriam tantos participantes? Não controlou o número de as inscrições? Eu mandei a minha via internet. O próprio panfleto de promoção falava em 300 vagas. A sala não comportava isso. Não havia espaço para apresentação musical.
Ou será que fomos mais uma vez discriminados, e propositadamente induzidos àquela confusão somente para mostrar que estamos na periferia porque somos desordeiros, deseducados e agressivos?
Vale a reflexão...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Zoológico inaugura Espaço Abaré para divulgar cultura indígena



Desde a última quarta-feira, 10, no Zoológico de São Paulo, todo dia é dia de índio. Considerado um desafio até então, o trabalho com a temática indígena nas atividades do parque se tornou possível com a inauguração do Espaço Abaré, sonho que se tornou em realidade graças à equipe da Educação Ambiental do parque. A grande oca, que reúne objetos, informações, e imagens de vídeo relacionados às mais de 200 etnias indígenas do Brasil começou a tomar forma há menos de um ano, quando a Fundação Parque Zoológico conquistou a parceria da Cia. Cacique de Café Solúvel para a realização.

"Foi uma coincidência de interesses", afirmou o presidente da Fundação Zoológico de São Paulo, Paulo Bressan, na cerimônia de apresentação do novo local. Ele explicou que a intenção de ter uma área dedicada à cultura indígena já contava pelo menos cinco anos. "Desde que conheci dona Marina e a sua preocupação de que o acervo que tem em casa (reunido pelos irmãos Villas Bôas) não se perca e seja do conhecimento das pessoas", disse, referindo-se à viúva do sertanista e indigenista Orlando Villas Bôas. "O Zoo quer fazer parte dessa história como divulgador", completou.

Marina Villas Bôas e o filho Noel prestigiaram a inauguração do espaço, que ajudaram a elaborar. "Eles tiveram papel fundamental na nossa pesquisa", conta a bióloga da equipe de Educação Ambiental do Zoo, Sabrina Romano.

Noel se disse agradecido pelo convite para a participação no projeto. Segundo ele, ao atendê-lo ficou muito feliz por encontrar uma equipe bem preparada e envolvida. "Acho muito bom que se tenha esse espaço aqui, pois possibilita uma visão da relação desses povos com os animais", destacou. Para Marina Villas Bôas, o Abaré proporciona ao povo o conhecimento da cultura indígena e da história. "A gente não pode esquecer as nossas raízes", concluiu ela.

Diversidade

O esforço de criação do Abaré, que em tupi-guarani significa amigo, teve como base a proposta de abordar variados aspectos da cultura indígena para resgatar um pouco da história do povo brasileiro. "A principal mensagem que a gente quer passar é a do respeito pela diversidade biológica e cultural", diz a bióloga Sabrina Romano.

Ela conta que o objetivo principal da nova atração educativa do Zoo é disseminar esse conhecimento e destacar a forma como o índio se relaciona com o meio ambiente: "Que é mais sensata, mais harmônica", afirma. Para isso, a equipe "mergulhou no universo indígena, por meio de intensa pesquisa em livros, vídeos, lojas autorizadas de artigos confeccionados por índios e no contato com a família Villas Bôas.

O resultado pode ser visto nos painéis que discorrem sobre o que é ser índio, quantas etnias há no Brasil, a relação dos povos com a natureza, entre outros aspectos. Tudo isto está disposto na frente da oca, cujo interior é cenário para diversos artefatos usados pelas mais diversas etnias. São peças de caça e pesca, de cerâmica, adornos, utensílios femininos e masculinos, além de instrumentos musicais, brinquedos e cestaria.

Um vídeo, também na parte interna, apresenta a estrutura das sociedades indígenas, por meio das relações com as crianças e com o trabalho, por exemplo. Atrás da oca foi criada uma minirroça com espécies produzidas e consumidas pelos índios, como mandioca e urucum.

Faz parte ainda da iniciativa a visita monitorada Resgatando a nossa história, que propõe a valorização dos costumes dos índios, a compreensão de suas formas de comunicação, de organização social, de uso da terra e dos recursos naturais. Ela pode ser agendada por escolas e grupos na Divisão de Ensino e Divulgação do Zoo. "Nesse passeio, destacamos os animais que têm nomes indígenas. É o caso do tamanduá, que significa comedor de formigas", ensina Sabrina.

Serviço
Fundação Parque Zoológico - Avenida Miguel Stéfano, 4.241
Telefone 5073-0811 - Aberto das 9 às 17 horas
De terça-feira a domingo - Fechamento da bilheteria: 16 horas
Abre às segundas-feiras somente em feriado ou véspera
Agendamento de grupos pelo telefone 5073-0811- ramais 2119/2049

Da Agência Imprensa Oficial

Obs: Este é um grande exemplo de respeito à diversidade cultural do nosso povo brasileiro. Apenas acho estranho apresentar isso no Zoológico. De qualquer forma, louvável é essa atitude! Desejo registrar isso, para que mostremos como é possível respeitar as diferenças, conhecendo-as.

Você tem dúvidas?
http://formspring.me/jocianenegrao

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