"Somos todos viajantes de uma jornada cósmica, poeira de estrelas, girando e dançando nos torvelinhos e redemoinhos do infinito. A vida é eterna. Mas suas expressões são efêmeras, momentâneas, transitórias." Deepak Chopra

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Teologia representa elo de mediação entre as tradições religiosas e a sociedade

23/11/2010 - Ao lado de representantes das mais variadas tradições religiosas, a professora Maria Elise, participou nesta segunda-feira, 22, na sede do Conselho Nacional de Educação (CNE), em Brasília, da audiência pública para a discussão sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para os cursos de bacharelado em Teologia. 
Ao expor sobre a temática Ética, bioética e Diretrizes Curriculares Nacionais para o campo da Teologia, Rudolf deixou claro que a sua mensagem estava fundamentada em preceitos oriundos de uma teologia cristã e evangélico-luterana, o que não impossibilitava pontos de encontro com outras confessionalidades e religiões.

Em sua explanação, Rudolf defendeu o caráter confessional da teologia que, ao mesmo tempo, precisa realizar esforços de mediação entre uma tradição específica e a sociedade mais ampla. “Enquanto a teologia traduz sua postura confessional para fora, traduz também os desafios e questionamentos vindos de fora para dentro”, pontuou.

Na perspectiva do professor, o caráter público da teologia se manifesta mais claramente em torno da discussão de questões de ordem ética. Embora os preceitos éticos estejam alicerçados em uma tradição, doutrina e documentos fundadores, disse Rudolf, estes precisam ser mediados com a realidade vivida e com a percepção desta realidade pelas ciências, especialmente as humanas e as sociais.

Tomando como exemplo os questionamentos suscitados em torno de assuntos como o aborto e a pesquisa com células tronco embrionárias, o pró-reitor de pesquisa da EST argumentou sobre a impossibilidade de se atingir um juízo adequado sem o desenvolvimento de um debate interdisciplinar.

“Qualquer que seja o juízo, tal diálogo interdisciplinar e a percepção do pluralismo de posições pode e deve ser exigido de um curso acadêmico de teologia”, enfatizou.

Coordenada pelos Conselheiros do CNE, Dr. Antônio Araujo Freitas Junior e Dr. Gilberto Gonçalves Garcia, a audiência pública representou uma iniciativa inédita, reunindo cerca de 100 pessoas no Edifício Sede do Conselho, sendo transmitida na íntegra pela internet.

A comissão que dirigiu a audiência aguarda as sugestões adicionais ao documento da minuta das Diretrizes que pode ser acessado clicando aqui .

Foto: Palestrantes da Audiência Pública (da esquerda para a direita):
Maria Elise Gabriele Baggio Machado Rivas, Faculdade de Teologia Umbandista; Antonio Cesar Perri de Carvalho, Secretário-Geral do Conselho Federativo Nacional da Federação Espírita Brasileira; Cleto Caliman, PUC-MG; Rudolf von Sinner, EST; Lourenço Stelia Rega, Faculdade Batista de São Paulo; Paulo Fernando Carneiro de Andrade, PUC-RIO.


Jornalista Responsável: Micael Vier Behs 

http://www.est.edu.br/index.php?id_noticia=734&option=com_comunicacao&Itemid=54&task=detalhe&nro_foto=1

 * Havia mais de 2000 instituições conectadas ao CNE durante esta Audiência Pública, estando mais de 100 pessoas no evento.
Nossa professora Maria Elise Rivas foi chamada para representar a Teologia Umbandista.  E foi com alegria que vimos a história mudar.
Vimos uma mulher representar um segmento tão desprezado quanto as Religiões afro-brasileiras, sentando-se ao lado de segmentos tradicionais e ortodoxos.
São notáveis as conquistas alcançadas pela Religiões Afro-Brasileiras por meio da FTU.
A Teologia outrora dominada pelo sectarismo religioso, agora se apresenta como plural e igualitária. A FTU chamou à consciência e novas diretrizes já começam a ser estruturadas.
Paó à FTU e à Prof. Maria Elise que fazem, dia após dia, mudanças estruturais na sociedade!

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