"Somos todos viajantes de uma jornada cósmica - poeira de estrelas, girando e dançando nos torvelinhos e redemoinhos do infinito. A vida é eterna. Mas suas expressões são efêmeras, momentâneas, transitórias. " Deepak Chopra

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Mentes engessadas

Nada melhor para engessar a mente das pessoas do que os sistemas de crenças transmitidos de geração a geração.
Os tempos mudam e tudo se transforma rapidamente menos os dogmas e as verdades herméticas que atendem aos interesses de alguns.
A lavagem cerebral produzida por alguns sistemas de fé criam a perigosa: Fixação mental, ou estagnação da vida mental no tempo e no espaço, o que gera e mantém conflitos emotivos e até sociais não resolvidos.
Não raro, um fato grave também ocorre: Cisões: cada vez que fixamos isoladamente qualquer das partes, que formam nossa personalidade nos separamos de nós mesmos. Exemplo, pessoas que no trabalho são fortes e eficientes e na vida particular são ingênuas, fracas e medrosas. Indivíduos abertos às novidades da profissão; mas resistentes e dogmáticos quanto à filosofia de vida.
O convencionalismo é uma camisa de força.
Para escapar dele não tenha preguiça de pensar, aprenda e treine-se a ter atitudes claras e definidas; pois o moderno ser humano, o homem de qualidade não pode mais ser ambíguo, nem indefinido e, por conseguinte nem hipócrita. Sempre que se trata de externar opinião: aquele que tolera a injustiça e a impostura sem o protesto seguido de ação, é idêntico. O homem de qualidade tem a obrigação de exigir qualidade dos outros e de reagir contra todos os males que o afetam, a ele próprio e aos seus semelhantes, e para isso, não é necessário usar de violência: basta que tenha coragem moral para sustentar sua reprovação, sua repulsa, manifestada pela palavra, seguida ou antecedida pelas atitudes: pelo exemplo.
Procure ser, e não apenas parecer.
Observe atentamente o que se passa na sociedade atual, e veja como tudo se faz; não no sentido de ser, mas de parecer. Por isso, é que sobre os fatos que afetam a sociedade, o homem vacila em dizer o que pensa e o que sente, em especial, se tal fato se prende a interpretações religiosas; pessoa de destaque ou de prestígio, ou à maioria, ao número. As pessoas que pensam pouco; imaginam que o número seja a força; e que a força é o que domina. Errado; liberdade e justiça jamais serão vencidas pelo número.
Realmente, quando se trata de qualidade, é muito mais fácil simulá-la do que adquiri-la; o resultado, porém, é que é diferente.
Fique atento, pois hoje, ainda tenta-se a todo custo enfiar o indivíduo na camisa de força do convencionalismo vigente; de velhos dogmas; e, a massa que compõe a maioria, vai tentar absorve-lo. De todas as maneiras, eles vão lhe dizer; que não se deve opor a esse processo de absorção, que reagir é incompatibilizar-se com a força; que é mais cômodo e vantajoso juntar-se aos passivos; do tipo ovelhas de rebanho; soldados de exércitos.
A ortodoxia é o cadáver da realização.
Evite a todo custo a fixação da ortodoxia, que é o cadáver da realização, pois atitudes mentais enraizadas não se modificam facilmente. Ela costuma localizar-se com mais intensidade em algumas correntes de pensamento ou sistemas de crenças. Se ainda precisas ser balizado por elas, busca o que cada uma possui de bom, já que a verdade se encontra distribuída em toda a parte. Evite a fixação dogmática que até, pode alijá-lo do mercado de trabalho; pois muitos departamentos de recursos humanos das empresas já utilizam este simples e rápido critério seletivo para admitir ou designar funções. E esse critério, nada tem de discriminatório, pois, é lógico que as convicções do indivíduo espelhem sua visão de realidade; suas atitudes perante a vida e sua capacidade interior de criatividade. Quanto mais ortodoxo o sistema de crenças à qual o indivíduo pertence, sem dúvida, menor é sua capacidade criativa, e maior sua relativa facilidade de apenas executar ordens.
Até algum tempo atrás, copiar e manter situações de sucesso aparentava ser uma escolha inteligente. Mas hoje qualquer dogmatismo; qualquer preconceito/ qualquer fixação mental e ociosidade; desencadeia a crise que leva à reforma do pensar, sentir, agir.
Se o aviso do “fim dos tempos” fosse formulado hoje, utilizando-se mais diretamente o conceito da dinâmica do progresso universal, certamente seria dito que: ao invés da “separação do joio do trigo (Jesus)”, estariam sendo separados os preparados dos inadequados.
Desde que nos conhecemos por humanidade, de tudo o que temos até hoje registrado de nossa evolução, nunca atravessamos uma crise mais dinâmica e imprevisível, atuando com tamanha intensidade nas pessoas, do que na fase atual, no momento presente e, ainda em processo de aceleração. Pois, hoje, o conhecimento dobra em horas, sendo acompanhado de tecnologia, gerando intensa desadaptação individual e coletiva; por carregar consigo inúmeros fatores de perturbação; capazes de produzir rupturas e crises de maturação transformadoras; que ficam facilmente fora de controle, tanto pessoais quanto coletivas.
RECICLAR É PRECISO.
Abra a mente ao novo – não dói; palavra de amigo.
Pode jogar o gesso das velhas convicções fora – experimente dois ou três pensamentos fora do contexto – Viu? – Continua vivo!
Está mais feliz?
Exemplo:
Jesus é um ET!
Não se escandalize. Quem disse isso foi ele; não eu!
“Eu não sou deste mundo – meu reino não é desse mundo”.
Ora – quem não é deste mundo; de onde é?
ET.
O universo desabou porque você ousou pensar de forma diferente do antigo contexto? Vá em frente ouse pensar de forma diferente.
Vê lá em quem vai votar!
Tire o gesso! Você já sarou!
Pode pensar á vontade! Dê cambalhotas mentais!
Américo Canhoto: Clínico Geral, médico de famílias há 30 anos. Pesquisador de saúde holística. Uso a Homeopatia e os florais de Bach. Escritor de assuntos temáticos: saúde – educação – espiritualidade. Palestrante e condutor de workshops. Coordenador do grupo ecumênico “Mãos estendidas” de SBC. Projeto voltado para o atendimento de pessoas vítimas do estresse crônico portadoras de ansiedade e medo que conduz a: depressão, angústia crônica e pânico.
Colaboração de Américo Canhoto para o EcoDebate, 14/10/2010

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